quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

PLANOS: Dirceu do Valle pretende ampliar comissões na OAB de Mogi

4 de dezembro de 20183 min. - Tempo de leitura
Silvia Chimello
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Presidente eleito na 17ª subsecção da OAB em Mogi também quer ampliar o estacionamento e a casa do advogado. (Foto: Arquivo)
Passada as eleições, o presidente eleito da 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Dirceu Augusto do Valle, pretende se inteirar melhor das ações e projetos em desenvolvimento pela atual gestão antes da posse, marcada para o próximo dia 1º de janeiro. Ele informou que deverá reformular as comissões e reafirmou a meta de ampliar o estacionamento e a Casa do Advogado.

Nos próximos dias, Valle deve se reunir com os funcionários da entidade para iniciar a transição e acredita que não terá problemas, até pelo fato de integrar a atual diretoria, como coordenador da Escola Superior da Advocacia. “Agora é me inteirar de uma maneira mais vertical sobre tudo, antes de começar o trabalho que pretendo realizar para fortalecer a profissão, engrandecer a Casa e manter a união da classe, com olhar atento na jovem advocacia, que é uma das minhas prioridades”, declarou.

Valle aproveitou para dizer que não tem “nenhuma restrição” com relação a seus adversários e espera contar com a participação dos integrantes das outras duas chapas que disputaram as eleições com ele, comandadas pelos advogados Carlos Barbará e Sylvio Alkimin.

Ele também pretende fazer readequações em algumas comissões. Atualmente, a OAB de Mogi conta com 32 delas, que na opinião dele, realizam um trabalho social importante. “Vamos modernizar aquilo que for possível e ampliar o que é passível de ampliação”, reforça, citando ainda os projetos das comissões da Mulher, Esportes, da Escola e outras.

Entre as propostas de campanha do novo presidente consta a ampliação do estacionamento e da Casa do Advogado. Antes mesmo das eleições, Valle já havia tratado do assunto com o prefeito Marcus Melo (PSDB), que teria se comprometido em avaliar a possibilidade de liberar uma faixa anexa à OAB, no Centro Cívico.

Ele também espera contar com o apoio da OAB São Paulo a fim de conseguir os recursos necessários para ampliação da sede mogiana. Havia um compromisso com o atual presidente da entidade, Marcos da Costa. Porém, apesar de ter conseguido ficar em primeiro lugar em Mogi, com apoio da chapa presidida por Valle, ele não conseguiu vencer o advogado Caio Augusto Silva dos Santos. A boa notícia, segundo o eleito em Mogi, é que o advogado mogiano Carlos Kauffmann integra a chapa vencedora no Estado, com quem ele está contando para ajudar nesse processo.

No quadro geral do Estado, Caio foi eleito com 28,94% dos votos. O segundo lugar ficou com Costa (24,15%). O mogiano Leonardo Cica conquistou o terceiro lugar (16,49%). Em seguida vem Sergei Cobra (14,22%), e por fim Antonio Ruiz Filho (6,15%). Brancos somaram 3,68% e nulos 6,37% .

Fonte:O Diário de Mogi

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

PROPOSTA: João Doria e Márcio França falam sobre a ponte do Rio Abaixo

17 horas atrás7 min. - Tempo de leitura
Eliane José

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Antiga ponte de madeira, em péssimo estado e bastante utilizada por veículos na Volta Fria, eleva riscos de acidentes. (Foto: Edson Martins)
A mais antiga pendência do Governo do Estado com Mogi das Cruzes é a construção de uma nova ponte no Rio Abaixo, no bairro da Volta Fria. O projeto começou a ser executado no final da década de 1970, parou depois de a construtora responsável abandonar o canteiro de obras, e nunca mais foi retomado.

É insegura a passagem pelo caminho estreito, de madeira, e com constantes problemas de conservação.

O trajeto já foi bem pior, em governos passados e recentes, mas ela ainda está longe de voltar a receber o tráfego pesado porque são visíveis os problemas estruturais.

As tábuas soltas e desgastadas, as defensas frágeis e a precariedade das condições de circulação dos pedestres levaram a Prefeitura a proibir a passagem de ônibus e caminhões pesados ou sem carga.

A norma, no entanto, costuma ser desrespeitada, para temor de trabalhadores e estudantes que vivem do lado de cá da ponte, mas vão rotineiramente para o Distrito de Jundiapeba, onde estudam, buscam a atenção de saúde e o transporte ferroviário.

O perigo maior, na avaliação dos moradores, é no período da noite, quando a escuridão torna a passagem por ali um verdadeiro teste de acuidade visual e de habilidade.

A região do Rio Abaixo é desconhecida por muitos moradores porque atende praticamente aos residentes e a quem trabalha nos negócios instalados pelas redondezas. Apesar disso, ela serve mais de cerca de três mil moradores do entorno.

No passado, o lugarejo ficou muito conhecido por abrigar o antigo Lixão da Volta Fria, e portos de extração de areia. Atualmente, é endereço da estação de transbordo do lixo domiciliar de Mogi das Cruzes. Os detritos são separados nesse setor para posteriormente serem encaminhados para Jambeiro, destino final dos resíduos da coleta municipal.

Há alguns outros negócios como uma empresa de reaproveitamento de entulhos da construção civil. Apesar de ter características rurais, por conta de sítios e chácaras, a região é urbana. Os moradores pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o que reforça a antiga luta daquela comunidade.

Uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) sugerida pelo vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) fez um amplo levantamento sobre a insegurança e a longa história de abandono da ponte.

Como as bordas são frágeis, e o leito do acesso é para apenas um veículo, carros e carroças já foram parar dentro do Rio Tietê.

Os pedestres passam pelo lugar somente após a circulação de veículos. E a manutenção de estruturas e da sinalização que informa a proibição da circulação de caminhões pouca diferença faz para os condutores que desrespeitam a determinação.

Ferreira Martins afirma que trabalhadores e muitos estudantes são obrigados a chegar a Jundiapeba a pé, porque os ônibus não atravessam a ponte. É um trajeto de três a quatro quilômetros.

Para o vereador, a obrigação de construir a nova ponte é do Governo do Estado, que paralisou a obra e nunca mais assumiu a responsabilidade. Mas ele sugere, no entanto, a realização de uma revitalização de peso, que dê as condições adequadas para a passagem dos veículos e dos muitos pedestres prejudicados pela insegurança do acesso.

Se não souber que pertence a Mogi das Cruzes, quem passa pelo lugar tem a impressão de que está em um município de menor porte e vitalidade financeira. O orçamento do Município deste ano foi de R$ 1,2 bilhão.

“Eu costumo dizer que a Volta Fria é um bairro do esquecimento, de problemas esquecidos. Temos a ponte de madeira e também outras pendências, como a descontaminação do terreno onde funcionou o Lixão, e da outra área contaminada após o vazamento de combustível (da rede da Transpetro)”.

A demora no atendimento a esse pedido popular, para o vereador, é uma questão política. “A ponte do Rio Abaixo não é uma prioridade do governo, e possui três mil moradores. Agora mesmo, a Prefeitura pretende trocar o asfalto da Rua Navajas, que dá mais visibilidade”.

Além da ponte, outra demanda antiga da Volta Fria, é a melhoria da estrada que interliga o bairro. Em várias oportunidades, o Governo do Estado chegou perto de assumir a obra de asfaltamento, em programas de atendimento às estradas vicinais. Promessas foram feitas por diferentes governadores tucanos. Até hoje, nada. Buracos, depressões, lama, barrou ou poeira são as marcas da ligação viária.

Construção teve início na década de 1970
É uma longa e simbólica história, boa de ser lembrada em momentos como esse, de definição eleitoral. A construção da Ponte do Rio Abaixo ocorreu durante a administração do ex-prefeito Antônio Carlos Machado Teixeira (1983-1988), mas havia sido iniciada antes disso, no governo anterior de Waldemar Costa Filho. Era uma obra do Governo do Estado, tocada pelo Departamento de Obras Públicas (DOP).

O acesso para a Volta Fria foi aprovado no mesmo pacote de outras duas pontes, a da Avenida José Meloni, no Mogilar; e a da Avenida Cavalheiro Nami Jafet, na Vila Industrial, que foram entregues nos prazos acordados.

A última delas não teve o mesmo destino, a construtora contratada abandonou o canteiro de obras. Várias tentativas de se retomar o projeto foram feitas por diferentes prefeitos. Em vão.

Naquele período, a construção de pontes era feita pelo Governo do Estado porque as cidades não tinham autonomia para executar obras em rios. Todas as autorizações, contou o ex-prefeito Machado Teixeira, em uma de nossas muitas reportagens sobre a ponte que nunca foi concluída, eram dadas pelo Ministério da Marinha.

Bem, a obra parou e não se tem sequer a documentação dela. O DOP foi criado no governo de Orestes Quércia. Quando ele deixa o Governo doEstado, o departamento foi extinto e, com isso, todos os arquivos também se perderam.

Os serviços que estavam sendo tocados naquela época pelo Governo do Estado, com o fim do departamento, foram suspensos. E, segundo a Secretaria de Estado dos Transportes, também em uma explicação oficial dada no passado, as pontes concluídas, foram tocadas pelos pelos próprios municípios. O que não aconteceu em Mogi das Cruzes.

Mas e o dinheiro reservado para a obra? E quais foram as responsabilidades cobradas da empresa que abandonou o serviço. Sobre isso, ninguém sabe… ninguém viu.

João Doria
“Estudaremos a possibilidade de um convênio com a Prefeitura para fazer uma nova ponte do Rio Abaixo, na Volta Fria, que permita também o tráfego de ônibus. Ela será uma ligação de importantes bairros e, com o acesso à Avenida das Orquídeas, ajudará a reduzir os congestionamentos na região. São necessários novos projetos, mais modernos, para remodelação dos acessos, o que pode melhorar a fluidez no trânsito urbano, sempre em parceria com as prefeituras.

Durante as visitas à Região na campanha, tomei conhecimento das demandas relacionadas à mobilidade no Alto Tietê. Entre os projetos que temos nesta área, está melhorar os hoje precários acessos às cidades, entre elas Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba. Isso será possível com investimento da concessionária que explora a Rodovia Ayrton Senna. Vamos expandir o período de concessão e, entre as contrapartidas, estarão as obras destas alças e o monitoramento por câmeras. João Doria é candidato a governador de São Paulo pelo PSDB

Márcio França
A Secretaria de Estado de Logística e Transportes e a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos não receberam solicitação de intervenção no local, mas podem falar diretamente comigo. Se a obra é importante para o município, tem impacto direto na vida da população, é claro que vou fazer. Volto a dizer: eu não vou parar nada.

Basta olhar para a minha trajetória. São mais de 30 anos de vida pública, de vida limpa. Nunca deixei nenhum projeto pelo caminho, ninguém pra trás. Márcio França é candidato a governador pelo PSB

Fonte:O Diário de Mogi

Segurança e reforma: Praça Oswaldo Cruz receberá base da Guarda Civil Municipal

Estrutura será implantada onde antes abrigava um posto da PM; local e outras duas áreas serão revitalizadas
Foto: Felipe Claro


Praça Osvaldo Cruz, ou 'Praça do Relógio', voltará a ser melhor monitorada
A praça Oswaldo Cruz, no centro de Mogi das Cruzes, além de ser revitalizada, será contemplada com uma base da Guarda Civil Municipal (GCM). Além dessa, outras duas praças serão recuperadas - a Diego Leme Chavedar e a Sacadura Cabral. A informação foi divulgada ontem pelo secretário de Obras, Walter Zago, que destacou que o investimento para a licitação que escolherá a empresa que vai realizar os trabalhos nos três locais é de R$ 5.202.155,85, com prazo para execução de 18 meses. As obras devem começar no início de 2019. 
Ontem foi divulgado um aviso de licitação pela Prefeitura de Mogi para empresas interessadas em realizar os serviços. De acordo com o documento, os envelopes com as propostas serão recebidos na Secretaria de Gestão Pública até às 8h30 do dia 26 de novembro. Com isso, a abertura dos envelopes será feita no mesmo dia, às 9 horas. As obras fazem parte do conjunto dos túneis na região central.
Será realizado, nas três praças, um serviço completo de revitalização, com a troca de pisos, calçadas, iluminação, paisagismo e revestimentos. Outro local que também está aguardando a revitalização é a praça do Conjunto do Bosque. "Temos outra obra com o contrato finalizado que é a do Conjunto do Bosque. Ela está parada por causa do período eleitoral, pois é verba federal de R$ 278.513,22.
Segurança
Em meados de 2015, a base da Polícia Militar instalada na praça foi desativada. Desde então, não há nenhuma base de segurança no local.
Assim como a implantação de uma base da GCM, Mogi também aguarda a construção do Polo Municipal de Segurança, no distrito de Jundiapeba, e a Central de Inteligência, que será construída na avenida Engenheiro Miguel Gema, no Socorro, abrigando a sede da GCM, a Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp) e a Defesa Civil. Somente essas duas obras estão orçadas em 
R$ 7 milhões.

Fonte:Mogi News

terça-feira, 23 de outubro de 2018

PROPOSTA: Márcio França e João Doria comentam a espera pelo Expresso Leste na região

19 de outubro de 20189 min. - Tempo de leitura
Eliane José

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Passageiros do trens da CPTM reivindicam mais viagens sem necessidade de baldeações na Estação Guaianases. (Foto: Arquivo)
Com 14 partidas diárias de Mogi das Cruzes a São Paulo, e vice-versa, a ampliação da grade de horários do Expresso Leste tão sonhada por Mogi das Cruzes determinaria aquilo que mais desconforta e indigna os moradores da Região do Alto Tietê: a baldeação obrigatória em Guaianases. Até essa estação, quem conseguiu um lugar para sentar, viaja um pouco mais tranquilamente. Os demais vão espremidos, e sujeitos aos conflitos causados pela superlotação registrada nesse ponto, a maioria dos horários de pico. Até ali, também, os usuários costumam viajar em trens mais novos. Depois, migram para as composições são mais antigas.

É uma viagem intranquila e, em alguns momentos, insegura, como observa o bancário Matheus de Miranda, que há sete anos trabalha na Capital e, somente há três meses, passou a usar os ônibus fretados.

Ele é exceção. A maior dos trabalhadores custa a ter opção de escolha, que significa “mais saúde e conforto”. O preço do transporte particular pesa 40% a mais do que o público, segundo as contas feitas pelo bancário que costumava chegar às 6 horas na estação Estudantes para conseguir um lugar no trem das 6h40. Sem acordar mais cedo, ele corria o risco de vir em pé e enfrentar as agruras sofridas por quem já está dentro do Expresso, em Guaianases, e precisa se apertar ainda mais para dar lugar a quem faz a baldeação, com destino à Estação Luz.

Foram as difíceis condições da baldeação para quem já está dentro do trem, e em pé, que levaram o jornalista Danilo Sans, a desistir do Expresso. “Não vou porque você se sente mesmo ‘entalado’, como se estivesse dentro de uma lata sem o mínimo espaço depois que o trem chega a Guaianases e os passageiros da região de Mogi das Cruzes também querem entrar. É um momento difícil”, conta.

Danilo faz a opção de seguir nos horários convencionais, e, assim como Mateus, acumula experiências ruins no trajeto de ida e volta. “São muitas pessoas e eu já vi briga, discussão, até gente passando mal, fazendo vômitos, por causa do aperto dentro do trem, gente que já mostrou a arma para ameaçar os demais. As condições são muito ruins”, conta, acrescentando, no entanto, que o transporte ferroviário ainda é a melhor opção para quem, como ele, leva cerca de 2 horas para chegar ao trabalho, e já testou a viagem de carro e ficou até quatro horas no trânsito de São Paulo por causa do excesso de veículos nas vias.

“A pessoa fica sem opção, mesmo sabendo o que vai enfrentar”, resume Sans, vítima, na noite de quarta-feira última, de um acidente, provocado por um outro antigo problema: o vão existente entre a plataforma da Estação Estudantes e o trem. Ele bateu a cabeça quando entrou em uma das composições. Acidentes como esse são comuns.

E é a justamente a incompatibilidade entre o nível dos trens mais novos e as plataformas das antigas estações de Mogi das Cruzes que não permite a ampliação dos horários do Expresso Leste durante todo o trajeto entre a Luz e Estudantes.

A ida para São Paulo, quando a maior parte dos trabalhadores e estudantes utiliza os trens, é o pior horário do trajeto, na opinião de Miranda. “Tem mais pessoas, que voltam em horários diferenciados, e conseguir um lugar para sentar é fundamental para garantir menos desconforto na baldeação”. Não pense que a volta melhora. Não melhora porque a opção do Expresso Leste não existe entre 16 e 20 horas.

Outra percepção de Miranda é a redução entre os intervalos dos trens, quando se chega a Guaianases, no retorno para casa. “Até Guaianases, varia entre três e cinco minutos mas, para Mogi, o tempo mínimo de espera é de oito minutos”, afirma, o jovem de 23 anos que há quatro é bancário e trabalha a Avenida Brigadeiro Faria Lima.

Ele começou a usar os ônibus fretados há três meses. Mesmo gastando mais tempo para chegar ao trabalho. De trem, 1 hora e 40 minutos. De fretado, 2 horas e 20 minutos. “Mas é uma questão de conforto, tranquilidade, comodidade e de saúde, principalmente, tenho notado que chego mais disposto para trabalhar”, compartilha.

Nesses sete anos de vai e vem nas linhas operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Miranda diz ter vivido um pouco de tudo. “Tem momentos engraçados, como as vendas de tudo, mortadela, tomate, batata, e tensos, como as brigas e desentendimentos. Você nunca sabe quando, por exemplo, por uma manobra do maquinista, o trem para e você quem você vai esbarrar, se a pessoa irá compreender que a culpa não é sua, ou não”. Outra questão lembrada por ele é o assédio sofrido pelas mulheres, nos trens superlotados. “Todas as pessoas estão num espaço muito apertado, e tem mesmo, quem se aproveitar das mulheres, mas não são todos os homens que fazem. Você vive dentro de um caldeirão”.

Ambos reclamam das condições das viagens e da operação do sistema, que registra atrasos diários, da falta de comunicação com o passageiro – ontem, pela manhã, o atraso foi de mais de uma hora, e conta Danilo Sans, o aplicativo da CPTM não apontava o problema.

Outra reivindicação, que nem tanto custaria, seria melhorar a comunicação sobre os horários e quais são os trens do Expresso Leste que vão até Mogi. “Quem está mais acostumado, acompanha a grade e sabe, quando terá a viagem direta, mas o passageiro comum, não”, reforça Miranda.

Expresso Leste começou em 2006
A chegada dos primeiros horários do Expresso Leste foi marcada, em 2006, por uma decisão do ex-governador José Serra, pressionado pela opinião popular e por lideranças políticas pela melhoria do sistema ferroviário entre Mogi das Cruzes e São Paulo. Após uma série de “nãos” ditos por dirigentes e técnicos da CPTM ao pedido regional, que alegavam a inviabilidade técnica na operação por causa dos desníveis entre as composições e as plataformas, Serra ordenou que a reivindicação fosse atendida em alguns horários. E é por isso que o Expresso Leste sai hoje de Mogi das Cruzes 15 vezes por dia, pouco mais de 10%, da média diária de partidas: 120.

Primeiro, foram sete partidas e sete chegadas a Mogi das Cruzes. Alguns anos depois, e após novos pedidos, o número foi elevado para 12 viagens partindo das duas pontas. Em 2016, após a inauguração das obras da Estação Suzano, houve nova ampliação na grade, com 30 viagens, metade para cada sentido.

A reivindicação do Alto Tietê é a plena cobertura do Expresso, que eliminará a baldeação em Guaianases, enfrentada pelos usuários da Região.

De acordo com a CPTM, o sistema opera hoje com intervalos médios de 8 minutos nos horários de pico (entre 5h e 8h e 17h e 20h) e 10 minutos nos horários de menor movimento, entre Guaianases-Estudantes. Na Linha 12-Safira, que atende o trajeto Brás-Calmon Viana, o intervalo médio nos horários de pico é de 6 minutos nos horários de pico e 8 minutos nos horários de menor movimento.

Também segundo a estatal, a Linha 11-Coral, o Expresso Leste atende 533 mil usuários/dia útil. Na extensão, entre Guaianases e Estudantes, é transportada perto da metade desse contingente, uma média 234 mil usuários/dia útil. A Linha 12-Safira, de Brás a Calmon Viana, transporta a média de 272 mil usuários/dia útil.

Entre as melhorias previstas com a chegada de novos trens está o uso da frota de série única – hoje, ainda há composições mais antigas operando nesse trajeto. Já foram entregues 20 novos trens nesse percurso.

João Doria

“A baldeação em Guaianazes será eliminada para que os moradores da região que utilizam o Expresso Leste não precisem fazer essa parada, que gera incômodo, perda de tempo e aumenta a duração da viagem. Assim que assumirmos o Governo do Estado, nos reuniremos com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para avaliar qual a melhor forma de eliminar a parada e fazer com que Mogi das Cruzes tenha os trens de melhor qualidade em mais horários para conforto dos passageiros.

Em relação aos viadutos, apesar de serem obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), os governos do Estado e Federal podem trabalhar juntos em busca de uma solução para este impasse que já se estende por anos. Uma das alternativas é buscar financiamento internacional para a construção dos viadutos. Isso depende, no entanto, das tratativas com o Governo Federal. João Doria é candidato a governador pelo PSDB

Márcio França

“Sou governador de São Paulo há pouco mais de cinco meses e já implementamos ações importantes. Via CPTM, realizamos diariamente 30 viagens diretas na Linha 11-Coral (Expresso Leste), de Luz a Estudantes, sem a necessidade de transferência em Guaianases, e estamos trabalhando para ampliar o número dessas viagens. O modelo operacional que prevê viagens alternadas na linha 11, sentido Estudantes e Guaianases, está previsto para o primeiro semestre de 2019. Com a chegada de todos os novos trens, a Linha 11 será contemplada com frota de série única. Vamos modernizar todos os vagões da CPTM. Desde 2015, já foram entregues 20 novos trens para essa linha.

Apesar de todas as melhorias e avanços, fiz as contas e sei que dá para fazer mais. É preciso que todo o sistema funcione perfeitamente e em sua plenitude, sem essa quantidade de problemas que apresenta hoje. Uma das minhas propostas é que o usuário prejudicado por uma falha na CPTM tenha o direito de receber o valor de cinco passagens para pegar táxi ou serviço de transporte por aplicativo. O passageiro pagou pelo serviço que naquela ocasião não foi bem prestado, então é direito dele ser ressarcido. Outra iniciativa será instalar câmeras modernas em pontos estratégicos e envelopar toda a malha ferroviária com cercas que irão diminuir os furtos de cabos e o vandalismo, causadores da maioria das falhas na CPTM”. Márcio França é candidato a governador pelo PSB

Fonte:O Diário de Mogi