15 de novembro de 2017 Panorama
AGÊNCIA ESTADO
A recomendação de uso de cirurgia bariátrica, antes restrita, vem avançando no País e pode agora favorecer diabéticos e hipertensos. O Conselho Federal de Medicina (CFM) vota até o próximo mês resolução que torna mais fácil a redução de estômago no caso de pessoas com diabete tipo 2. Já um estudo do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, liga o procedimento à eficácia no controle da pressão de obesos.
O texto que deve receber aval do CFM prevê que pacientes com diabete possam fazer a cirurgia com um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34 quilos por metro ao quadrado. Atualmente, o IMC mínimo exigido para permitir o procedimento é de 35. A mudança atende a padrões já adotados nos Estados Unidos e em vários países da Europa e tem como principal objetivo não a redução do peso, mas o controle da diabete.
Justamente por isso, médicos se referem agora à cirurgia não como bariátrica, mas metabólica. “A experiência tem mostrado que pacientes com diabete tipo 2 submetidos à cirurgia têm uma queda na glicemia antes mesmo da perda de peso”, explicou o presidente em exercício do CFM, Mauro Luiz Britto Ribeiro. O médico afirma não ser possível falar em cura, mas em controle. “Os estudos acompanham pacientes que fizeram a cirurgia há menos de dez anos Podemos falar, por enquanto, nos efeitos a médio prazo”, explicou.
Experimental. Hoje, a técnica já é feita no País, mas em caráter experimental. Com a aprovação da resolução, a cirurgia poderá ser feita desde que haja a recomendação de dois médicos endocrinologistas. Há ainda outras exigências: o paciente tem de ter entre 30 e 70 anos, apresentar diabete há dez anos e não ter obtido sucesso com nenhum tratamento clínico. “Esse é um procedimento de risco, de alta complexidade”, observou Ribeiro. Além disso, o paciente não pode ser dependente de drogas, abusar de bebidas alcoólicas ou apresentar depressão grave. Também é contraindicada a técnica caso se constatem problemas cardiovasculares no paciente.
Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Caetano Marchesini explica que o procedimento não é novo, mas foi necessário aguardar que a literatura médica se tornasse mais robusta para que ele pudesse passar a ser indicado.
Cid Pitombo, pesquisador e coordenador do programa estadual de cirurgia bariátrica do Hospital Estadual Carlos Chagas, no Rio, observa apenas que o procedimento não pode ser banalizado. “Meu ponto de vista crítico é se esse parecer pode fazer com que as pessoas comecem a buscar profissionais sem muito conhecimento e treinamento.” O texto do CFM prevê regras claras para o hospital onde a cirurgia deverá ser realizada. O estabelecimento precisa ser de grande porte, ter equipe de plantonistas por 24 horas, além de UTI. O parecer ainda cita especificamente duas técnicas para serem usadas na cirurgia metabólica.
O presidente em exercício do conselho acredita que eventual liberação poderá beneficiar parcela significativa de pacientes. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que 18,6% da população brasileira é obesa e 53,8% tem excesso de peso. Na terça (14), Dia Mundial do Diabete, o ministério reforçou o alerta sobre o crescimento da doença no País, com avanço de 61,8% no diagnóstico, entre 2006 e 2016. Na pesquisa Vigitel, por telefone, o número de entrevistados que relatou a doença passou de 5,5% para 8,9%.
Hipertensão. A cirurgia bariátrica também está sendo apontada como eficaz para o tratamento de pacientes com hipertensão sem resposta com o tratamento medicamentoso. Hoje, um em cada quatro brasileiros é hipertenso, conforme dados da pesquisa Vigitel.
Um estudo inédito do Hospital do Coração (HCor) avaliou 100 pacientes com a doença. Uma parte fez a cirurgia e a outra recebeu medicamentos e orientação. Os pesquisadores constataram que, no período de um ano, 83,7% dos pacientes que fizeram a redução de estômago diminuíram o número de medicações e conseguiram manter a pressão controlada. Entre os demais pacientes, o porcentual foi de 12,8. E 51% dos pacientes que fizeram o procedimento cirúrgico não precisaram mais utilizar medicações.
O estudo, chamado Gateway, foi publicado na terça (14) na revista Circulation, uma das mais importantes da área de cardiologia, e apresentado no Congresso da American Heart Association, na Califórnia (EUA). “As características básicas dos pacientes eram ter entre 18 e 65 anos, IMC de 30 a 39,9 kg/m² e hipertensão de tratamento não simples. Eram pessoas que tomavam ao menos duas medicações em doses máximas ou mais de duas em doses moderadas”, disse Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e principal investigador do estudo no Instituto de Pesquisa do Hcor.
Schiavon relata que o primeiro paciente foi operado em 2013 e o último, em 2016. “Nosso objetivo primário era reduzir em 30% o número de medicações que o paciente tomava, mantendo a pressão controlada, que é abaixo de 140 por 90 mm de mercúrio ou 14,9, como as pessoas dizem. Mas o mais importante é o potencial de diminuir os eventos ligados à hipertensão, como AVC e enfarte.”
O cirurgião pondera que os dados ainda são em curto prazo e o procedimento, se for adotado no futuro como opção de tratamento, não deve ser indicado a todos os pacientes com a doença. Segundo Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Pesquisa do HCor, o procedimento pode auxiliar quem não consegue aderir a tratamentos. “Nos Estados Unidos, só metade dos pacientes toma a medicação e, no Brasil, a adesão é ainda menor.”
Berwanger ressalta que a eficácia do procedimento está ligada a múltiplos mecanismos desencadeados pela cirurgia. “A perda de peso já contribui, mas há efeitos anti-inflamatórios e é muito possível que tenha efeitos em hormônios de produção no intestino ”
Reconhecimento
O diretor destaca também a importância da publicação internacional desse estudo. “No Brasil, estamos acostumados a importar conhecimento e a repetir o conhecimento gerado fora. Agora, a gente mostra que, tendo a metodologia, se pode fazer uma pesquisa tão boa quanto a americana e a europeia “
Fonte:O Diário de Mogi
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
PANORAMA: Temer liga troca ministerial à Previdência
15 de novembro de 2017 Panorama
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Michel Temer decidiu condicionar a nova distribuição de cadeiras nos ministérios aos votos dados pelos partidos aliados para a reforma da Previdência. Empenhado em aprovar na Câmara mudanças no regime de aposentadoria até meados de dezembro, Temer quer deixar as trocas na equipe acertadas, mas só entregar efetivamente cargos para o Centrão ou outras siglas após conferir o painel de votação.
O governo aposta suas fichas na aprovação da proposta, mesmo que seja modificada. Considerada por setores econômicos a mudança estrutural mais importante, a reforma da Previdência enfrenta forte resistência no Congresso. O texto inicial, mais ambicioso, precisou ser desidratado. Atualmente, a negociação se concentra em fixar idade mínima para a aposentadoria e unificar as regras do funcionalismo público com as da iniciativa privada.
A saída do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), abriu caminho para o presidente acelerar a reforma ministerial. Araújo pediu demissão anteontem em meio ao racha do PSDB, que tende a desembarcar do governo. Os tucanos controlam outras três pastas (Secretaria de Governo, Relações Exteriores e Direitos Humanos), mas todos os ministros deverão deixar a equipe.
A estratégia do “toma lá dá-cá” foi definida para evitar surpresas de última hora. O Palácio do Planalto avalia que, se a Câmara não aprovar a reforma da Previdência até dezembro – deixando para o Senado votar em fevereiro -, nada mais passará em 2018, ano eleitoral. Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto terá de ser aprovado – em duas votações – por, pelo menos, 308 deputados.
Com orçamento de R$ 10,1 bilhões, o Ministério das Cidades é cobiçado não apenas pelo PP, mas também pelo PMDB, PSD e DEM, que já começaram a brigar pelo espaço. O mais cotado para comandar Cidades é o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, indicado pelo PP.
Temer, porém, avalia dividir o controle das secretarias de Saneamento e Habitação entre o PP e o PMDB. Pela negociação, não haverá “porteira fechada”, termo que, no jargão político, significa distribuir todos os cargos de um ministério a uma só sigla.
Há oito dias, o PP deu um ultimato ao Planalto e ameaçou paralisar as votações na Câmara se os tucanos não saíssem do governo e se o espaço do partido não fosse ampliado. O presidente concorda em entregar Cidades para o PP, mas quer ver se a sigla cumpre a promessa de votar a favor da reforma da Previdência.
Candidatos. Líderes de bancadas aliadas criticaram ontem a intenção de Temer de antecipar para dezembro a substituição dos ministros que serão candidatos. Pela lei, quem vai disputar as eleições deve se desincompatibilizar até abril de 2018.
Se levada adiante pelo presidente, a decisão prejudicará ministros que não possuem mandatos, entre eles Gilberto Kassab (Ciência e Comunicações) e Marcos Pereira (Indústria). Fora do primeiro escalão, eles também ficam sem foro privilegiado e, caso sejam denunciados, terão de ser julgados na 1.ª instância. Ambos são citados por delatores da J&F.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a intenção de Temer, dizendo que pode atrapalhar a recuperação econômica do País e até mesmo o ambiente político. “Olhando de longe, acho que vai parar o governo. Trocar todos os ministros no final do ano, momento em que as ações mais importantes estão em andamento, vai dar um freio na execução de bons projetos”, avaliou Maia, em entrevista à Agência Estado.
A opinião é compartilhada pelo líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB). “Será uma quebra de rito desnecessária e prejudicial, no momento em que estamos colhendo os frutos de uma agenda em desenvolvimento”, argumentou Efraim.
Presidente licenciado do PSD, Kassab afirmou que respeitará qualquer decisão de Temer para tirar seus ministros antes do prazo, mas acha que não deve ser atingido pela reforma ministerial. Ele ainda não assumiu ser candidato. Em conversas reservadas, porém, tem demonstrado intenção de concorrer ao Senado. “Estou aguardando definição do senador José Serra (PSDB-SP) para analisar que rumo tomarei”, disse Kassab, que conversou ontem com Temer.
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), disputará a reeleição ao Senado e deve sair da equipe em dezembro. Já o tucano Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) quer concorrer a mais um mandato de deputado federal ou ao Senado, mas, neste caso, teria de migrar para o PMDB.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o “espólio dos tucanos” será dividido. “O PMDB, como o maior partido da base, seguramente deve ter mais espaço nessa recomposição”, afirmou. O PMDB quer que Padilha acumule sua função com a Secretaria de Governo até a votação da reforma da Previdência.
Fonte:O Diário de Mogi
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Michel Temer decidiu condicionar a nova distribuição de cadeiras nos ministérios aos votos dados pelos partidos aliados para a reforma da Previdência. Empenhado em aprovar na Câmara mudanças no regime de aposentadoria até meados de dezembro, Temer quer deixar as trocas na equipe acertadas, mas só entregar efetivamente cargos para o Centrão ou outras siglas após conferir o painel de votação.
O governo aposta suas fichas na aprovação da proposta, mesmo que seja modificada. Considerada por setores econômicos a mudança estrutural mais importante, a reforma da Previdência enfrenta forte resistência no Congresso. O texto inicial, mais ambicioso, precisou ser desidratado. Atualmente, a negociação se concentra em fixar idade mínima para a aposentadoria e unificar as regras do funcionalismo público com as da iniciativa privada.
A saída do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), abriu caminho para o presidente acelerar a reforma ministerial. Araújo pediu demissão anteontem em meio ao racha do PSDB, que tende a desembarcar do governo. Os tucanos controlam outras três pastas (Secretaria de Governo, Relações Exteriores e Direitos Humanos), mas todos os ministros deverão deixar a equipe.
A estratégia do “toma lá dá-cá” foi definida para evitar surpresas de última hora. O Palácio do Planalto avalia que, se a Câmara não aprovar a reforma da Previdência até dezembro – deixando para o Senado votar em fevereiro -, nada mais passará em 2018, ano eleitoral. Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto terá de ser aprovado – em duas votações – por, pelo menos, 308 deputados.
Com orçamento de R$ 10,1 bilhões, o Ministério das Cidades é cobiçado não apenas pelo PP, mas também pelo PMDB, PSD e DEM, que já começaram a brigar pelo espaço. O mais cotado para comandar Cidades é o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, indicado pelo PP.
Temer, porém, avalia dividir o controle das secretarias de Saneamento e Habitação entre o PP e o PMDB. Pela negociação, não haverá “porteira fechada”, termo que, no jargão político, significa distribuir todos os cargos de um ministério a uma só sigla.
Há oito dias, o PP deu um ultimato ao Planalto e ameaçou paralisar as votações na Câmara se os tucanos não saíssem do governo e se o espaço do partido não fosse ampliado. O presidente concorda em entregar Cidades para o PP, mas quer ver se a sigla cumpre a promessa de votar a favor da reforma da Previdência.
Candidatos. Líderes de bancadas aliadas criticaram ontem a intenção de Temer de antecipar para dezembro a substituição dos ministros que serão candidatos. Pela lei, quem vai disputar as eleições deve se desincompatibilizar até abril de 2018.
Se levada adiante pelo presidente, a decisão prejudicará ministros que não possuem mandatos, entre eles Gilberto Kassab (Ciência e Comunicações) e Marcos Pereira (Indústria). Fora do primeiro escalão, eles também ficam sem foro privilegiado e, caso sejam denunciados, terão de ser julgados na 1.ª instância. Ambos são citados por delatores da J&F.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a intenção de Temer, dizendo que pode atrapalhar a recuperação econômica do País e até mesmo o ambiente político. “Olhando de longe, acho que vai parar o governo. Trocar todos os ministros no final do ano, momento em que as ações mais importantes estão em andamento, vai dar um freio na execução de bons projetos”, avaliou Maia, em entrevista à Agência Estado.
A opinião é compartilhada pelo líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB). “Será uma quebra de rito desnecessária e prejudicial, no momento em que estamos colhendo os frutos de uma agenda em desenvolvimento”, argumentou Efraim.
Presidente licenciado do PSD, Kassab afirmou que respeitará qualquer decisão de Temer para tirar seus ministros antes do prazo, mas acha que não deve ser atingido pela reforma ministerial. Ele ainda não assumiu ser candidato. Em conversas reservadas, porém, tem demonstrado intenção de concorrer ao Senado. “Estou aguardando definição do senador José Serra (PSDB-SP) para analisar que rumo tomarei”, disse Kassab, que conversou ontem com Temer.
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), disputará a reeleição ao Senado e deve sair da equipe em dezembro. Já o tucano Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) quer concorrer a mais um mandato de deputado federal ou ao Senado, mas, neste caso, teria de migrar para o PMDB.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o “espólio dos tucanos” será dividido. “O PMDB, como o maior partido da base, seguramente deve ter mais espaço nessa recomposição”, afirmou. O PMDB quer que Padilha acumule sua função com a Secretaria de Governo até a votação da reforma da Previdência.
Fonte:O Diário de Mogi
INFORMAçãO: Folclore Político (XIX): O telefone do governador
12 de novembro de 2017 Informação
No segundo ano da administração de Francisco Rodrigues Corrêa, o Quico, como prefeito de Salesópolis, a Cidade foi atingida por uma tromba d’água, em plena terça-feira de Carnaval. Choveu tanto que a pressão da água acumulada no interior do cemitério derrubou o muro e desceu morro abaixo, levando túmulos e restos mortais das pessoas lá enterradas. Eram 2 horas da madrugada quando o prefeito, apavorado, decidiu tomar uma decisão: ligou para o governador do Estado, que o atendeu, com voz de sono. “O senhor precisa me ajudar, os defuntos estão espalhados pelas ruas e eu tenho outros problemas com a Cidade afetada pelo temporal”, disse Quico. Do outro lado da linha, Geraldo Alckmin procurou acalmá-lo com a promessa de ajuda. Na manhã seguinte, um grande número de integrantes da Defesa Civil e outros órgãos
de apoio do Estado já estava a postos para iniciar os trabalhos de limpeza de Salesópolis. Uma semana depois, o telefone do prefeito toca e um assessor do Palácio dos Bandeirantes lhe informa que o governador precisava, urgente, falar pessoalmente com ele. Como se encontrava em São Paulo, Quico foi direto para o gabinete do governador, onde a secretária o fez passar à frente dos demais visitantes. Ao chegar à sala, o prefeito se assustou ao ver Alckmin e sua mulher, dona Lu, à sua espera. O governador tomou a iniciativa e lhe disse para que não tomasse aquilo como uma advertência ou “puxão de orelha”, mas que ele precisava saber como Quico havia conseguido o número para o qual ligara em plena madrugada, pois se tratava de um telefone exclusivo dele e de Lu. Para o governador, seria uma questão de segurança saber a origem do número. O prefeito abriu seu largo sorriso e explicou: “Lembra-se que eu estive aqui no gabinete há uns 20 dias, junto com o prefeito de São José dos Campos, Manoel Fernandes, e do deputado federal Marcelo Ortiz? Pois nós estávamos aqui contando histórias quando dona Lu chamou o senhor, que saiu da sala. Eu vi o seu celular sobre a mesa, peguei o telefone e liguei para meu. Quando senti a vibração no meu bolso, desliguei e apaguei o número, deixando no mesmo lugar. Ainda bem que guardei o seu número. Caso contrário, os defuntos estariam até agora espalhados pelas ruas de Salesópolis”. Alckmin e Lu não conseguiram conter o riso. O mistério do celular estava
desfeito.
Ligações
Quico ainda se lembra da data: 18 de fevereiro de 2001. Há menos de dois meses no cargo, o prefeito de Salesópolis atende a um chamado no celular: “Alô, quem é?” E do outro lado: “É o governador do Estado”. E Quico: “Ah, é? E eu sou o papa!”. E desligou o telefone. Era mesmo Geraldo Alckmin, que desejava comunicá-lo sobre a elevação de Salesópolis à condição de estância turística. Até hoje, o governador se lembra do episódio em viagens ao Interior. E se diverte contando a história do prefeito que lhe bateu o telefone, solenemente.
Em Brasília
Acompanhando um grupo de prefeitos liderado por Barjas Negri, de Piracicaba, lá se foi o Quico para o primeiro encontro com um presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Após a conversas de praxe, José Serra apareceu para as tradicionais fotografias. Todos perfilados ao lado de FHC. Serra de cara fechada, bem ao seu feitio. Quico não gostou daquilo. Após a primeira foto, deixou o grupo e foi direto para o ministro da Saúde, lhe estendendo a mão: “Serra, vê se me ajuda, que eu estou fudido, lá em Salesópolis”. Serra começou a rir. E as fotos seguintes ficaram bem melhores.
Com Lula
Quico estava em Brasília, hospedado no Hotel Nahum, onde também estava o recém-eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi até ele e pediu para fazer uma foto ao seu lado. Solícito ao extremo, Lula topou e o prefeito, gesticulando, pediu que o eleito ajudasse Salesópolis. Tempos depois, recebeu a foto, em seu gabinete – ele com o dedo no peito de Lula –, com um recadinho no verso: “Vou ajudar sua Cidade, mas quando encontrar comigo, não precisa me apontar o dedo desse jeito”. O aviso era do próprio presidente.
Clinton
Outra vez em Brasília, ao ingressar num elevador do mesmo hotel, Quico jura que deu de cara com Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “Not speak english”, avisou o prefeito, já às voltas com os seguranças, enquanto sacava o seu cartão de visitas e entregava ao americano. Com ajuda de um tradutor presente, no melhor estilo caipira, ele entabulou uma conversa rápida com o presidente. Fez sucesso, a ponto de ser fotografado, várias vezes, ao lado de Clinton. Trouxe as fotos e as colocou num painel, em seu gabinete, para surpresa dos vereadores que o visitavam. Todos queriam saber a origem das imagens. “Fui recebido na Casa Branca”, jactava-se o prefeito, fazendo suspense.
COTIDIANO

Fonte:O Diário de Mogi
No segundo ano da administração de Francisco Rodrigues Corrêa, o Quico, como prefeito de Salesópolis, a Cidade foi atingida por uma tromba d’água, em plena terça-feira de Carnaval. Choveu tanto que a pressão da água acumulada no interior do cemitério derrubou o muro e desceu morro abaixo, levando túmulos e restos mortais das pessoas lá enterradas. Eram 2 horas da madrugada quando o prefeito, apavorado, decidiu tomar uma decisão: ligou para o governador do Estado, que o atendeu, com voz de sono. “O senhor precisa me ajudar, os defuntos estão espalhados pelas ruas e eu tenho outros problemas com a Cidade afetada pelo temporal”, disse Quico. Do outro lado da linha, Geraldo Alckmin procurou acalmá-lo com a promessa de ajuda. Na manhã seguinte, um grande número de integrantes da Defesa Civil e outros órgãos
de apoio do Estado já estava a postos para iniciar os trabalhos de limpeza de Salesópolis. Uma semana depois, o telefone do prefeito toca e um assessor do Palácio dos Bandeirantes lhe informa que o governador precisava, urgente, falar pessoalmente com ele. Como se encontrava em São Paulo, Quico foi direto para o gabinete do governador, onde a secretária o fez passar à frente dos demais visitantes. Ao chegar à sala, o prefeito se assustou ao ver Alckmin e sua mulher, dona Lu, à sua espera. O governador tomou a iniciativa e lhe disse para que não tomasse aquilo como uma advertência ou “puxão de orelha”, mas que ele precisava saber como Quico havia conseguido o número para o qual ligara em plena madrugada, pois se tratava de um telefone exclusivo dele e de Lu. Para o governador, seria uma questão de segurança saber a origem do número. O prefeito abriu seu largo sorriso e explicou: “Lembra-se que eu estive aqui no gabinete há uns 20 dias, junto com o prefeito de São José dos Campos, Manoel Fernandes, e do deputado federal Marcelo Ortiz? Pois nós estávamos aqui contando histórias quando dona Lu chamou o senhor, que saiu da sala. Eu vi o seu celular sobre a mesa, peguei o telefone e liguei para meu. Quando senti a vibração no meu bolso, desliguei e apaguei o número, deixando no mesmo lugar. Ainda bem que guardei o seu número. Caso contrário, os defuntos estariam até agora espalhados pelas ruas de Salesópolis”. Alckmin e Lu não conseguiram conter o riso. O mistério do celular estava
desfeito.
Ligações
Quico ainda se lembra da data: 18 de fevereiro de 2001. Há menos de dois meses no cargo, o prefeito de Salesópolis atende a um chamado no celular: “Alô, quem é?” E do outro lado: “É o governador do Estado”. E Quico: “Ah, é? E eu sou o papa!”. E desligou o telefone. Era mesmo Geraldo Alckmin, que desejava comunicá-lo sobre a elevação de Salesópolis à condição de estância turística. Até hoje, o governador se lembra do episódio em viagens ao Interior. E se diverte contando a história do prefeito que lhe bateu o telefone, solenemente.
Em Brasília
Acompanhando um grupo de prefeitos liderado por Barjas Negri, de Piracicaba, lá se foi o Quico para o primeiro encontro com um presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Após a conversas de praxe, José Serra apareceu para as tradicionais fotografias. Todos perfilados ao lado de FHC. Serra de cara fechada, bem ao seu feitio. Quico não gostou daquilo. Após a primeira foto, deixou o grupo e foi direto para o ministro da Saúde, lhe estendendo a mão: “Serra, vê se me ajuda, que eu estou fudido, lá em Salesópolis”. Serra começou a rir. E as fotos seguintes ficaram bem melhores.
Com Lula
Quico estava em Brasília, hospedado no Hotel Nahum, onde também estava o recém-eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Foi até ele e pediu para fazer uma foto ao seu lado. Solícito ao extremo, Lula topou e o prefeito, gesticulando, pediu que o eleito ajudasse Salesópolis. Tempos depois, recebeu a foto, em seu gabinete – ele com o dedo no peito de Lula –, com um recadinho no verso: “Vou ajudar sua Cidade, mas quando encontrar comigo, não precisa me apontar o dedo desse jeito”. O aviso era do próprio presidente.
Clinton
Outra vez em Brasília, ao ingressar num elevador do mesmo hotel, Quico jura que deu de cara com Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “Not speak english”, avisou o prefeito, já às voltas com os seguranças, enquanto sacava o seu cartão de visitas e entregava ao americano. Com ajuda de um tradutor presente, no melhor estilo caipira, ele entabulou uma conversa rápida com o presidente. Fez sucesso, a ponto de ser fotografado, várias vezes, ao lado de Clinton. Trouxe as fotos e as colocou num painel, em seu gabinete, para surpresa dos vereadores que o visitavam. Todos queriam saber a origem das imagens. “Fui recebido na Casa Branca”, jactava-se o prefeito, fazendo suspense.
COTIDIANO
Fonte:O Diário de Mogi
QUADRO DESTAQUE: Etec inscreve para 40 vagas do curso de Administração em sala descentralizada
15 de novembro de 2017 QUADRO DESTAQUE

A sala será inaugurada no ano que vem na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. (Foto: Eisner Soares)
Os estudantes que desejarem ocupar uma das 40 vagas do curso de Administração de Empresas na sala descentralizada da Etec, que será inaugurada no ano que vem na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas, já podem se inscrever no Vestibulinho da Etec Presidente Vargas.
A sala descentralizada é fruto do trabalho do deputado estadual Marcos Damasio (PR) que negociou a ampliação de vagas técnicas para Mogi junto ao Centro Paula Souza.
“Conseguimos esta primeira sala e estamos confiantes que a demanda vai permitir a abertura de mais vagas, inclusive de outros cursos em Braz Cubas. A meta é ampliar o acesso ao ensino técnico e capacitar os nossos jovens ao mercado de trabalho”, disse.
Os interessados podem fazer inscrições até o próximo dia 13 de dezembro, mediante o pagamento da taxa de R$ 27,80. No dia 16 de janeiro de 2018 serão divulgados os locais da prova, que acontecerá no dia 21 de janeiro. As aulas terão início em 15 de fevereiro.
As inscrições devem ser feitas na Etec Presidente Vargas, localizada na Rua Adriano Francisco Salgado, 30. Mais informações também podem ser obtidas pelos telefones: 4799-1511 e 4799-7021.
Fonte:O Diário de Mogi
Fonte:O Diário de Mogi
A sala será inaugurada no ano que vem na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas. (Foto: Eisner Soares)
Os estudantes que desejarem ocupar uma das 40 vagas do curso de Administração de Empresas na sala descentralizada da Etec, que será inaugurada no ano que vem na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas, já podem se inscrever no Vestibulinho da Etec Presidente Vargas.
A sala descentralizada é fruto do trabalho do deputado estadual Marcos Damasio (PR) que negociou a ampliação de vagas técnicas para Mogi junto ao Centro Paula Souza.
“Conseguimos esta primeira sala e estamos confiantes que a demanda vai permitir a abertura de mais vagas, inclusive de outros cursos em Braz Cubas. A meta é ampliar o acesso ao ensino técnico e capacitar os nossos jovens ao mercado de trabalho”, disse.
Os interessados podem fazer inscrições até o próximo dia 13 de dezembro, mediante o pagamento da taxa de R$ 27,80. No dia 16 de janeiro de 2018 serão divulgados os locais da prova, que acontecerá no dia 21 de janeiro. As aulas terão início em 15 de fevereiro.
As inscrições devem ser feitas na Etec Presidente Vargas, localizada na Rua Adriano Francisco Salgado, 30. Mais informações também podem ser obtidas pelos telefones: 4799-1511 e 4799-7021.
Fonte:O Diário de Mogi
Fonte:O Diário de Mogi
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