quinta-feira, 28 de setembro de 2017

CIDADES: Condomínio de Mogi compartilha bicicleta para estimular consumo colabotativo

24 de setembro de 2017  Cidades  
Medida também visa reduzir quantidade de bikes paradas sem uso. (foto: Edson Martins)
Medida também visa reduzir quantidade de bikes paradas sem uso. (foto: Edson Martins)

LARISSA RODRIGUES
Incentivar o uso da bicicleta como transporte para pequenos deslocamentos e também o lazer, disseminar os múltiplos benefícios da cultura de compartilhamento de bens, incentivar o bem-estar físico e criar um hábito saudável e não poluente. Estes são os fatores citados por José Alberto Saraiva Hokama, síndico do Combinatto Giardino, para justificar a importância do Projeto Bike Sharing, implantado por ele no condomínio do Nova Mogilar.

A medida pode ainda resolver outro problema facilmente encontrado nas garagens dos prédios, que é uma grande quantidade de bicicleta guardada por lá, sem que sejam utilizadas. “Eu moro em condomínio desde 2002 e este problema é recorrente em todos os lugares, vemos aquelas bicicletas amontoadas. Se elas forem compartilhadas, cada morador não precisa ter uma. Ajuda na organização e ainda na economia”, falou Hokama.


O projeto custou cerca de R$ 2 mil ao condomínio e resultou na compra do suporte, de capacetes, cadeados, além de três bicicletas devidamente equipadas com campainha, refletor e espelho retrovisor, conforme exigem as normas de trânsito. Durante os dois primeiros meses de execução, o uso dos equipamentos era gratuito, agora uma taxa de R$ 5 é cobrada, para a manutenção. Em junho, quando o Bike Sharing começou – foram 30 utilizações, em julho 58, 32 em agosto e até a última quinta-feira a contagem estava em 24.

Para o sociólogo Afonso Pola, o incentivo aos condôminos é de extrema relevância. “Eu acho este tipo de ação absolutamente importante. Principalmente para nós, que moramos em uma região metropolitana, bem ao lado de São Paulo – que é a maior cidade da América Latina e tem uma frota com mais de sete milhões de veículos – a conscientização é necessária. Do meu ponto de vista, a utilização de carros é uma perda de tempo, que aumenta a poluição, incentiva o sedentarismo e só traz malefícios. Esse projeto combate exatamente estes malefícios de uma sociedade que usa o carro de uma maneira excessiva”, opinou.

Hokama acredita que o Bike Sharing esteja ganhando popularidade e como reflexo, em alguns finais de semana, os moradores não encontram equipamentos disponíveis. Para ele, a ampliação no número de bicicletas pode acontecer, mas tudo depende das reuniões de condomínio. “Dependendo da demanda, que vamos fazendo o levantamento nestes meses de utilização, posso propor a compra de outras ou talvez a isenção da taxa de manutenção. Mas isso só entrará em discussão entre março e abril do ano que vem, que é quando acontece a Assembleia Geral”, explicou ele, que é síndico do Combinatto Giardino há quase dois anos.

Projetos como este podem ser o início de uma mudança, segundo Pola. “Na medida em que a população começa a mudar alguns hábitos e comportamentos, vai desenvolvendo outra consciência. Desta maneira vai adquirindo maior responsabilidade em relação às condições de vida do outro indivíduo, se preocupando com as outras as pessoas. E esse é um debate muito importante”, reiterou.

Além de refletir na diminuição da poluição gerada pelos automóveis, o sociólogo lembra que para a saúde é fundamental. “A expectativa de vida no Brasil vinha crescendo gradativamente e é alta até hoje, com as pessoas chegando próximo aos 102 anos. Mas as novas gerações têm hábitos alimentares ruins, o que pode causar uma diminuição dessa expectativa. Andar de bicicleta é uma maneira de melhorar a saúde e reduzir estes problemas”, disse Pola.

Fonte:O Diário de Mogi

CIDADES: Marcos Regueiro assume Secretaria de Gabinete e mantém-se na de Gestão

26 de setembro de 2017  Cidades, QUADRO DESTAQUE  
Apesar da dupla tarefa, secretário não terá acrescimento no atual salário. (Foto: Eisner Soares)
Apesar da dupla tarefa, secretário não terá acrescimento no atual salário. (Foto: Eisner Soares)

SILVIA CHIMELLO
Funcionário público de carreira, o advogado Marcos Roberto Regueiro, 46 anos, acumulará a partir de hoje as secretarias municipais de Gabinete e de Gestão Pública – esta última pasta é comandada por ele desde que foi criada, em 2011, na administração anterior. Ele foi empossado em cerimônia ontem, na Prefeitura, com a presença do prefeito Marcus Melo (PSDB), secretários e vereadores.

O anúncio do nome de Regueiro teve boa repercussão entre os demais secretários e também na Câmara Municipal. Ele circula bem por todos os setores, conhece como poucos a Administração Municipal, onde trabalha há 30 anos, e tem bom relacionamento com os servidores. Todos esses fatores, segundo o prefeito, foram levados em conta na hora da decidir o nome que iria substituir José Luiz Freire de Almeida, que pediu exoneração na última sexta-feira.


“Para ser secretário de Gabinete tem que ser experiente, conhecer as pessoas e ter bom relacionamento. Regueiro se encaixa nesse perfil, preenche esses requisitos, tem competência para exercer essas funções e dar continuidade aos projetos em andamento. É a pessoa certa”, definiu Melo. O prefeito explica que Regueiro será o seu braço direito e esclarece que além de ajudar no trato com os demais secretários vai assumir a missão de estreitar o relacionamento com a Câmara.

A nova missão é complexa, já que compete ao secretário apagar incêndios dentro da Prefeitura, ser estrategista para manter a equipe alinhada e impedir que todos os problemas acabem chegando à mesa do prefeito e tirem o foco de temas importantes. Também terá que acompanhar projetos, marcar audiências, abrir espaço para o Legislativo e encaminhar demandas populares.

Mas Regueiro acredita que o grande desafio é político. “Será um enorme aprendizado, especialmente na área política porque até então sempre trabalhei na linha de frente jurídico-administrativa e as intervenções políticas foram em menores proporções. Agora haverá um equilíbrio nas duas áreas. É um desafio pessoal muito grande e não vou medir esforços para cumpri-lo da melhor maneira. Minha meta é fazer um gabinete atuante, transparente e uma ótima interface com a Câmara”, disse.

O secretário também pretende inovar e tornar o atendimento mais eficiente e facilitador, com mais acesso à informação e à tecnologia da informação. Segundo Regueiro, o trabalho na Secretaria de Gestão não será prejudicado porque mantém uma equipe bem estruturada de profissionais para os setores de Compras, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, além das unidades de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC), Escola de Governo e Sindicância.

Fonte:O Diário de Mogi

CIDADES: Pesquisa mostra aumento da violência física contra a mulher em Mogi

 27 de setembro de 2017  Cidades, DESTAQUE  
10.115 ocorrências de violência doméstica contra mulheres foram registradas entre os anos de 2013 e 2015. (Foto: Divulgação)
10.115 ocorrências de violência doméstica contra mulheres foram registradas entre os anos de 2013 e 2015. (Foto: Divulgação)

LARISSA RODRIGUES
Dados divulgados por um estudo da Universidade de Mogi das Cruzes mostram que 10.115 ocorrências de violência doméstica contra mulheres foram registradas entre os anos de 2013 e 2015. A pesquisa realizada pelas alunas de Direito Josimeire Souza e Bruna Lima foi concluída ao final do ano passado mas ainda pode gerar atitudes futuras por parte da Prefeitura. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMMULHER) conheceu ontem estes números e deverá usá-los para cobrar a instalação de um Centro de Referência destinado a estas vítimas.

Presidente do COMMULHER, a advogada Rosana Pieruccetti acredita que ter estes registros poderá auxiliar em muitos serviços que o órgão pretende buscar. “Em todos os âmbitos das políticas públicas são exigidos dados e geralmente não temos tudo assim organizado. Quando fiquei sabendo desta pesquisa quis conhecer para que a gente possa usá-la de maneira positiva”, afirmou.


As alunas fizeram o levantamento baseando-se nos boletins de ocorrência registrados na Delegacia da Mulher de Mogi das Cruzes, localizada no Parque Monte Líbano. Josimeire e Bruna analisaram os relatos feitos pelas vítimas junto ao que foi escrito nos documentos. Por eles, conseguiram identificar o tipo de violência. No ano de 2013, a violência moral teve o maior número de ocorrências, sendo quase 50% dos casos. Em 2014 e 2015, a violência física liderou a estatística, com 40% dos registros.

Existe ainda a chamada demanda oculta que diz respeito aos casos que não são registrados. “A pesquisa mostra um dado totalmente assustador, eu imaginava que não chegássemos a um terço desta quantidade que encontramos. Ainda precisamos levar em consideração que estes números são aqueles que chegaram até a Delegacia, mas existem outros escondidos, que não temos condições de saber”, reiterou a advogada Maria de Lourdes Colacique, que foi a orientadora da pesquisa, além de ser coordenadora e professora do curso de Direito da UMC.

Os resultados do estudo vão ainda gerar outra pesquisa. Desta vez, os tipos de lesões serão analisados. “Eu também represento a universidade no COMMULHER, como conselheira, e por conta desta situação alarmante resolvi continuar com essa outra pesquisa na mesma área. E isso tem bastante importância, porque por parte das políticas públicas é feito muito pouco ainda”, contou ela, que orientará novamente Josimeire e Bruna.

Os novos resultados podem embasar ainda mais o pedido de um Centro de Referência por parte do  COMMULHER. “Neste equipamento, a mulher poderia contar com todos os serviços que precisa em apenas um lugar: defensoria, atendimento psicológico e social. Isso ajudaria muito a não reincidir os casos, porque ela tendo informações, não volta para onde sofreu a violência. A vítima vai procurar outras saídas. Então, isso é importante. Traz o empoderamento à mulher, que vai conhecer os seus direitos e ficar sabendo onde pode exigi-los”, explicou Rosana.

Para o vice-prefeito Juliano Abe (PSD), é importante essa ligação entre os estudos realizados pelas instituições de ensino superior de Mogi e a Administração Municipal. “Utilizar o conhecimento gerado por uma universidade dentro das nossas políticas públicas resulta em duas questões básicas: primeiro que a gente erra menos. Quando temos dados para um diagnóstico bem-feito, isso gera a possibilidade de fazermos um conteúdo programático para um plano muito mais efetivo. Segundo: a gente economiza dinheiro. Não somos obrigados a contratar grandes empresas de consultoria, por exemplo. Com isso, fazemos, junto à universidade, economia. Que é o que mais estamos precisando neste momento difícil de crise que vivemos”, ponderou.

Fonte:O Diário de Mogi

INFORMAçãO: Família Jafet festeja os 130 anos de imigração

INFORMAçãO:
Família Jafet festeja os 130 anos de imigração

 28 de setembro de 2017  Informação  
Eles estiveram presentes em dois momentos importantes da história do desenvolvimento industrial e comercial da Cidade. Com a Mineração Geral do Brasil, em 1936, e, tempos depois, em 1991, com o Mogi Shopping Center, empreendimentos de fôlego que marcaram decisivamente a economia de Mogi das Cruzes e que tiveram à frente dois representantes da família Jafet, que neste ano, comemora 130 anos da chegada ao Brasil dos primeiros patriarcas, que fizeram de São Paulo um referencial para suas ações. Uma história marcada pelo empreendedorismo e vanguardismo. Foram os Jafet que implantaram, por exemplo, a primeira loja da colônia libanesa, na Rua 25 de Março, na Capital, em 1887, de propriedade de Benjamin Jafet. A família foi decisiva na fundação do Esporte Clube Sírio e do Clube Atlético Monte Líbano, assim como da Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil e Catedral Metropolitana Ortodoxa. Os Jafet também fundaram a Câmara de Comércio Sírio-Libanesa, atual Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, e contribuíram para a urbanização do Bairro do Ipiranga com a construção de casas para parte de seus mais de 5 mil operários. Ajudaram na construção do atual Hospital São Camilo, do Colégio Cardeal Motta, e Hospital Sírio-Libanês. Em Mogi, os filhos de Nami e Afife Jafet, em especial Ricardo e Roberto, foram responsáveis pela implantação da primeira siderúrgica da Cidade e Região, a Mineração Geral do Brasil. Junto com ela, veio também o Bairro da Mineração, atual Vila Industrial, criado para abrigar os funcionários da empresa. A MGB funcionou até o início dos anos 60, quando fatores de ordem política levaram o governo ditatorial a intervir e incorporá-la à estatal Siderbrás. O segundo grande investimento da família na Cidade viria por intermédio de Carlos Jafet Júnior, principal empreendedor do Mogi Shopping, que após ser transferido várias vezes de comando, foi parar nas mãos do mogiano Henrique Borenstein. No dia 7 de outubro próximo, numa festa restrita a familiares, cerca de 600 descendentes dos Jafet estarão reunidos no Clube Monte Líbano para celebrar os 130 anos da família no Brasil, atualmente em sua sexta geração.

Fonte:O Diário de Mogi