quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Boca no trombone Sob o jugo da morte Fábio Simas


Fabio SimasBoca no trombone
Sob o jugo da morte
Fábio Simas
Em mais um capítulo da luta contra o crack, o Estado de São Paulo implementa agora o programa de internação compulsória de usuários, algo controvertido, como, aliás, tudo que o envolve esse problema social.

Um dos principais argumentos dos que se mostram contrários à medida é a restrição da liberdade, sob o pretexto de que este teria o direito de escolher se quer ou não o tratamento. Sem medo de ser considerado um ideólogo de extrema direita, pergunto-me se alguém que está sob o jugo implacável de tal substância entorpecente tem o tirocínio necessário para fazer tal escolha, se teria ou não capacidade para decidir os rumos de sua vida. 
Questiono se dependentes químicos que recusam o tratamento o fazem porque amparados em argumentos jurídicos ou filosóficos ou porque norteados pela compulsão pelo crack, reféns de um corpo que pede cada vez mais droga. Concluo que a medida de internação, que tem sólidos fundamentos no ordenamento jurídico, não é algo que afronte as liberdades individuais da pessoa. Ao contrário, porquanto nas condições em que se encontra o dependente químico, a mesma pretende resgatar não apenas sua razão e consciência, mas também sua dignidade (gênese de todos os direitos e garantias do cidadão) e liberdade de agir e de pensar, dando-lhe novamente a possibilidade de uma vida livre da submissão do vício implacável e da marginalidade.

A imposição, ainda que drástica, visa à proteção e à busca da recuperação do ser humano, partindo-se de princípio básico da humanidade, que é a solidariedade que deve existir entre os membros de um família e de uma sociedade em geral, pois, como disse Cícero, homo res homini sacra, ou seja, o homem é coisa sagrada para o homem. Essa é a razão da existência da sociedade e do próprio Estado. Pensar o contrário seria fortalecer o odioso "cada um por si", levando às últimas consequências a assertiva de que o homem é o lobo do próprio homem.

Conhecedor do sofrimento e da aflição de diversas famílias que vivem esse drama, em que muitos pais chegam ao extremo de afirmar que preferiam ver o filho morto, mostro-me favorável à internação compulsória.

Mas seria ingenuidade pensar que só isso seria o suficiente para acabar com o problema. É imprescindível o combate ao tráfico, sem o qual toda e qualquer política pública restará paliativa. Ademais, um intenso programa de assistência às famílias e em especial ao paciente, com o objetivo de reinseri-lo no meio social, uma vez que, para muitos, sem o acompanhamento e o auxílio posterior seria questão de tempo para o retorno ao submundo.

Às vezes, é necessário ir além das belas teorias acadêmicas...


Fábio Simas, é advogado e colabora toda quarta-feira com esta coluna


Fonte:Mogi News

SP aumenta leitos para viciados em drogas


SP aumenta leitos para viciados em drogas
QUA, 23 DE JANEIRO DE 2013 19:49
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Parentes de usuários de crack aguardam atendimento no Cratod em busca de vaga de internação / Foto Divulgação Marcelo Camargo - ABr

Em dois dias, o número de pessoas que procuraram o Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas), no centro da capital paulista, foi maior que dobro do que a unidade costumava atender em uma semana. Anteontem e ontem foram atendidas 80 pessoas, quando a média é 30 atendimentos semanais. As informações são da Agência Brasil.

O crescimento da demanda, decorrente do início do projeto do governo estadual e da Justiça para agilizar internações de dependentes químicos, fez com que o governador Geraldo Alckmin anunciasse hoje o aumento dos leitos destinados a esse tipo de tratamento, de 691 para 757.

"Vamos aumentar os leitos de retaguarda na rede estadual e também na rede contratada. Serão 44 já agora e mais 22 na semana que vem", anunciou o governador, após visitar o Cratod na manhã de hoje. Ele negou que estejam faltando vagas para internação. "Ninguém vai ser deixado. Todos estão sendo cuidados, como houve uma corrida, uma demanda grande para cá, as pessoas estão sendo orientadas que os casos ambulatoriais são nos Caps [Centro de Apoio Psicossocial]. Não há hipótese de alguém com autorização judicial, não ser internado", garantiu.

É o que espera Elizabeth de Moraes, mãe de Thiago, 23, que compareceu hoje ao Cratod. Por meio de atendimento no Caps, ela conseguiu uma vaga em uma comunidade terapêutica para o filho, mas, por se tratar de internação involuntária, o fato precisa ser comunicado ao Ministério Público. "Tenho todos os papéis, o pedido do defensor, só preciso disso agora. Se demorar muito, tenho medo do meu filho fugir, porque ele está lá no Caps [localizado na mesma rua do Cratod], mas foi uma luta conseguir trazer ele", explicou.

De acordo com o secretário Estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, há grande rotatividade nos leitos disponíveis para tratamento de usuários de drogas. "Hoje, o leito está ocupado, amanhã está vago, mas, normalmente, dentro dessa dinâmica uns 20% dos leitos estão rotativos para internação, mas em razão dessa procura maior nós ampliamos. Achamos que esses 66 leitos [a mais] atendem essa demanda emergencial aqui, porque internação não é solução, é realmente para casos de extrema necessidade", esclareceu.

No anexo do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde fica a sede do Cratod, quatro decisões judiciais foram expedidas desde anteontem, mas nenhuma determinou internação compulsória, informou o juiz Iasin Ahmed. Um dos casos foi movido por um defensor público contra o próprio Estado para garantir vaga de internação para um usuário. "A pessoa está internada, precisa de uma internação de longa permanência, a médica confirmou a necessidade e não deram a vaga. O Estado tem 24 horas para dar a vaga ou um salário mínimo por dia de atraso", explicou.

Ahmed acredita que a negativa para a vaga do paciente pode ter decorrido de conflitos na própria esfera administrativa, pois o governo oferece vagas suficientes para atender a demanda. Os demais casos deferidos pelo juiz envolviam a transferência de dependente e a busca de uma mulher grávida que, segundo a família, estaria ferida na rua, mas não foi encontrada. Durante o plantão jurídico, que funciona todos os dias, das 9h às 13h, não foi solicitada nenhuma internação compulsória. Os sete casos de internação, nos dois primeiros dias após o início da medida, foram voluntários.

Felipe Santos, 19, foi um dos que conseguiu vaga para ser internado. Ele está há um mês em um albergue e, segundo ele, não usa crack há 15 dias. "Comecei com 11 anos. Decidi parar, porque eu perdi tudo. Tive que sair de casa para não prejudicar minha família. Eu roubava tudo dentro de casa. Quero voltar para a minha mãe, conseguir um emprego e ter uma família", contou. Ele chegou sozinho ao Cratod e aguardava, no início da tarde de hoje, o carro que o levaria para uma comunidade terapêutica em Campinas.

Já Emerson da Rocha, 37, foi ao centro de referência acompanhado da família. Ele foi procurado pelo pai e o irmão nas ruas do bairro Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, onde mora há quatro meses. "Eles disseram que viram que ia começar isso daqui e foram lá falar comigo", explicou. Emerson passou por tratamento ambulatorial no Caps, mas não teve êxito. "Fui lá, mas pra mim não adiantou. Fui três vezes, saia de lá e ia fumar. Só se tiver em um lugar que não dá pra usar mesmo", acredita. (Folhapress)

Fonte:O Diário de Mogi

Santos estreia hoje na Vila


Santos estreia hoje na Vila
QUA, 23 DE JANEIRO DE 2013 17:51
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Montillo e Neymar irão jogar juntos na Vila pela primeira vez / Foto Divulgação

O Santos FC faz sua estreia na Vila Belmiro em 2013 hoje (23). Em busca do segundo triunfo no Campeonato Paulista, o Peixe recebe o Botafogo (SP), às 19h30, pela segunda rodada do Estadual.

Com um 3 a 1 sobre o São Bernardo, dois gols de Neymar e um de Miralles, o time de Muricy Ramalho é um dos líderes do Paulistão. Com três pontos, o Alvinegro Praiano divide a primeira posição da competição ao lado de Penapolense, São Paulo, Linense, São Caetano e do próprio Botafogo, que bateu o Oeste por 2 a 0 na estreia.

Para o desafio desta noite, o técnico Muricy Ramalho deve manter a mesma equipe que bateu o São Bernardo no último sábado, no Estádio Primeiro de Maio. O zagueiro Edu Dracena e o lateral esquerdo Léo ainda recuperam-se de lesões. Já o volante Marcos Assunção, apresentado nesta terça-feira, ainda não tem previsão para estrear no Peixe.

 Durval 200 jogos

No duelo contra o Botafogo, o zagueiro Durval completará 200 jogos com a camisa do Santos FC. Dono da camisa 6 pela quarta temporada seguida, o defensor vive o melhor momento da carreira no Peixe, já que além de conquistar a Copa Libertadores 2011, o tri do Paulista (2010, 2011 e 2012), a Copa do Brasil 2010 e a Recopa Sul-Americana 2012, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, em 2012.

Com as 200 partidas completadas nesta quarta-feira (23), Durval segue como o terceiro atleta do atual elenco que mais vezes vestiu a camisa do Santos FC. A liderança deste ranking é do lateral-esquerdo Léo, com 423 jogos. O Guerreiro da Vila é seguido pelo craque Neymar, que disputou 208 desafios pelo Peixe.



Retrospecto contra o Botafogo

Santos FC e Botafogo já se enfrentaram 88 vezes na história dos dois clubes. E a vantagem é total do Peixe. Foram 53 triunfos santistas, 20 empates e 15 vitórias do time de Ribeirão Preto. Ao todo, foram 198 gols pró e 93 contra.

Já em Campeonatos Paulistas, foram 81 partidas, com 50 vitórias do Alvinegro Praiano, 12 do Botafogo, além de 19 empates. Ao todo, foram 185 gols a favor do Santos FC e 81 do adversário.

A última vez em que as duas equipes se enfrentaram foi no dia 09 de fevereiro de 2012, em Ribeirão Preto (SP). Naquele dia, o Peixe venceu a partida válida pelo Campeonato Paulista por 4 a 1, com gols três gols de Neymar e um de Felipe Anderson.

Fonte:O Diário de Mogi

Brasil voltará a produzir insulina


Brasil voltará a produzir insulina
QUA, 23 DE JANEIRO DE 2013 18:01
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O Ministério da Saúde informou que um laboratório público nacional vai passar a produzir a insulina / Foto Divulgação


O Ministério da Saúde informou hoje (23) que um laboratório público nacional vai passar a produzir a insulina.



O medicamento é usado no tratamento da diabetes e não era fabricado no Brasil desde 2001.

A ideia é que, a partir de 2016, o país produza em escala industrial a insulina NPH (de ação mais lenta). Até lá, o remédio será comprado do fabricante ucraniano que vai transferir a tecnologia para o Brasil e de outras empresas.

A transferência de tecnologia, antecipada pela coluna da Mônica Bergamo, deve acarretar em uma redução de custos de R$ 800 milhões, afirma o ministério.

Além do acordo com o fabricante da Ucrânia, o governo terá apoio de uma empresa privada brasileira para a produção do remédio em escala industrial.

A motivação das duas iniciativas, diz o ministério, é garantir a oferta do medicamento no Brasil independentemente de flutuações no mercado estrangeiro.

Estima-se que cerca de 7,6 milhões de brasileiros tenham diabetes no país, e que 12% deles recebam a insulina exclusivamente da rede pública.



Fonte:O Diário de Mogi