Os três responderão a acusação de fraude em operação de câmbio.
A trama do dossiê foi desmontada na noite de 15 de setembro de 2006, quando a Polícia Federal prendeu Valdebran Padilha e o advogado Gedimar Passos, então assessor da campanha de Lula, com um total de R$ 1,168 milhão e US$ 248,8 mil.
Até hoje, a origem da maior parte do dinheiro permanece desconhecida.
Segundo a denúncia encaminhada à Justiça Federal, o objetivo do encontro no hotel seria "arrematar as negociações" por um pacote que incluía um vídeo e uma série de documentos que supostamente comprometeriam o candidato tucano com a máfia das ambulâncias, do escândalo conhecido como sanguessugas.
O termo "aloprados" foi cunhado pelo próprio Lula para designar os petistas envolvidos no episódio, que repercutiu negativamente em sua campanha e, para muitos, foi decisiva para que houvesse um segundo turno.
No inquérito conduzido da PF, Mercadante e seu tesoureiro da campanha, José Giácomo Baccarin, chegaram a ser indiciados por crime eleitoral.
A polícia suspeitava que o dinheiro para pagar o dossiê teria vindo de um suposto caixa dois. O indiciamento foi depois revogado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A Procuradoria, na denúncia, diz que os laudos de exame financeiro "não demonstraram que os recursos provieram de campanha eleitoral".
"Não se pode afirmar, como pretende a autoridade policial, que o numerário apreendido era destinado para pagamento de material que seria utilizado na campanha. Tal afirmação não passa de presunções", diz, em um trecho.
A atuação dos seis principais denunciados, segundo a Procuradoria, "tinha por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do Estado de São Paulo, através da criação de vínculo entre o candidato do PSDB à máfia dos sanguessugas".
Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os denunciados ou seus representantes.
Fonte:Folha.com
Aliados do pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, intensificaram o assédio sobre o PTB, na esperança de selar uma aliança com a sigla na capital, informa reportagem de Daniela Lima, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A aproximação é uma tentativa de equilibrar o jogo na propaganda eleitoral e reagir à adesão do PP ao PT na disputa paulistana.
O PTB conta com 51 segundos no horário de rádio e TV e, aliado a Serra, deixaria ínfima a diferença entre o tucano e seu principal adversário, o petista Fernando Haddad, na propaganda eleitoral.
Com a aliança com o PP, do deputado Paulo Maluf, e o PC do B, Haddad teria a liderança do tempo de exposição na TV. Serra ficaria com cerca de um minuto a menos.
Leia a reportagem completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.
Fonte: Folha.com
Descontente com aliança entre PT e Maluf, deputada anunciou ao PSB decisão de sair da chapa, segundo presidente do partido em São Paulo
A deputada Luiza Erundina (PSB), indicada para a vaga de vice na chapa do pré-candidato petista Fernando Haddad, desistiu da indicação. Segundo o presidente paulista do PSB, deputado Marcio França, ela informou a decisão para os colegas de partido, em reunião na tarde desta terça-feira, 19. Erundina havia antecipado que pretendia rever sua decisão de disputar a eleição municipal, depois de o PT ter fechado acordo eleitoral com o PP, de Paulo Maluf.
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Clayton de Souza/AE - 15.06.2012
Erundina entre Haddad (à dir.) e Eduardo Campos, presidente do PSB
O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, avisou França sobre a decisão. Ela ainda continua reunida com a cúpula do PSB em Brasília. A tendência agora é que o PSB deixe a indicação do cargo de vice-prefeito para o próprio PT, que ainda negocia com o PC do B.
No decorrer dessa terça-feira, Erundina conversou com os líderes do partido, por telefone, e voltou a reclamar da aliança com Maluf, lembrando a participação dele no Regime Militar. “Não convivo com esse tipo de coisa”, afirmou a deputada.
De acordo com petistas, a participação de Lula no evento que formalizou o apoio de Maluf a Haddad foi a gota d'água para a deputada recuar da decisão de ser vice. A participação do PP na campanha de Haddad representa o acréscimo de 1min35s na propaganda eleitoral da TV. Na ocasião do acordo entre PT e PSB, na semana passada, Erundina não vetou o acordo com o PP, preferiu não se posicionar sobre o assunto e afirmou que um acordo com o Maluf e com o PP não passava pela decisão pessoal dela. Ela reforçou, no entanto, que gostaria de ter ao lado pessoas comprometidas com o projeto político da chapa com Haddad. No domingo, Erundina declarou que considerava "desconfortável" estar no mesmo palanque que Maluf.
Fonte:O Estado de S.Paulo
Prédio da Prefeitura de Biritiba Mirim, onde o Ministério Público investiga irregularidades / Foto Arquivo
O Ministério Público de Mogi das Cruzes investiga possíveis irregularidades em dois concursos públicos realizados no município de Biritiba Mirim. Os processos destinados ao provimento de vagas no setor público foram realizados pela Prefeitura e pela Câmara Municipal. Os inquéritos foram abertos pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que confirmou nesta segunda-feira (18) a apuração dos casos, mas não forneceu detalhes sobre as diligências. Ambos os órgãos já encaminharam ao MP as informações que nortearão o procedimento investigatório.
Os inquéritos estão sob responsabilidade do promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Alexandre Mauro Alves Coelho. Consultado, ele informou que o concurso sob investigação na Prefeitura de Biritiba Mirim foi realizado em administração passada. Porém, o promotor não informou quantos cargos podem ter sido providos de forma irregular e também não deixou claro se há indícios de beneficiamento de parentes ou amigos de agentes públicos no concurso. Coelho esclareceu que não divulga informações sobre inquéritos em andamento para não atrapalhar as investigações. (Júlia Guimarães)
Fonte:O Diário de Mogi