sexta-feira, 27 de abril de 2012

PT e PSDB usam Prefeitura como trampolim, diz Netinho



Segundo ele, os partidos têm na campanha municipal um degrau para outros cargos


Em entrevista à rádio Estadão/ESPN na manhã desta quarta-feira (25), o pré candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula, disse que falta dedicação dos políticos à cidade. 
— Faltou à cidade de São Paulo pessoas que quisessem se candidatar para ser prefeito. Um prefeito para prefeitar de verdade. 
Segundo ele, PT e PSDB têm na campanha municipal um trampolim para outros cargos. 


— Ambos estiveram no posto nos últimos 20 anos e não resolveram os problemas crônicos da cidade. 
Para Netinho, a administração de Gilberto Kassab (PSD) e as anteriores erraram ao não investirem maciçamente no Metrô.
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— Eles (prefeitos) optaram por corredores e colocar mais ônibus nas ruas. Ônibus, ônibus, ônibus. E é isso o que estamos vivendo hoje, não vai pra frente nem pra trás. Uma cidade que parou. 
E disse que uma de suas plataformas de governo é unir o que chamou de "duas São Paulo": 


— Em uma parte a cidade tem tudo. Na outra não tem nada. Eu vim da segunda. Quero mudar isso. 
Netinho falou também do episódio que ainda hoje provoca discussões, sobretudo nas redes sociais, de espancamento de sua ex-mulher em 2004. Segundo ele, este é um episódio superado, do qual ele se arrependeu e já pediu desculpas. 
Ele atribuiu as discussões sobre o episódio nas redes sociais "ao uso político e a uma campanha orquestrada" de quem se incomoda com o seu bom desempenho na política. E lembrou de sua última votação para o senado em 2010, quando recebeu 7,8 milhões de votos. 


— Fui o negro mais votado do Brasil. Acho que isso já está superado. Uma pessoa não pode ser condenada por um erro a vida toda. Senão esse negrão aqui vai ser só coisa boa pra falar. 
Sobre essa campanha, na qual figurou em primeiro lugar nas pesquisas boa parte da tempo, ele afirmou que não se elegeu porque seu partido não acreditou nas chances reais de ele vencer o pleito e faltou dedicação. 


— Mas agora (campanha à Prefeitura de São Paulo) é diferente, eles estão envolvidos. 
Ex-vocalista do grupo de samba Negritude Jr., o pré-candidato foi questionado sobre suas propostas para cultura e educação. Para ele, a cultura é uma responsabilidade da família e a educação do Estado. 


— O que temos que fazer é a intersecção entre as duas. E elogiou um dos programas que o tucano Geraldo Alckmin já implementou no Estado, o "Escola da Família", que abre o espaço da escola para a comunidade nos finais de semana. 
—Esse foi o melhor ensaio que a gente teve de aproximação. 
Netinho afirmou que, caso seja eleito neste pleito, pretende fazer de todas as escolas um "mini CEU", em referência aos Centros de Educação Unificado, projeto que teve início na administração da petista Marta Suplicy. 


— Cada escola tem a obrigação de ter um teatro, uma quadra coberta, pode ter uma piscina, independente do espaço físico. Se você não pode esticar a escola no sentido horizontal, você pode esticá-la no sentido vertical. 
No combate às drogas, ele afirmou que incentivaria as ações das igrejas e investimento em clínicas de tratamento. Para Netinho, a ação da Prefeitura e do Estado na cracolândia foi "desastrosa". 


— Viciado é doente, não um criminoso. 
Dentre suas inspirações na política, Netinho citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Barack Obama. 


— De um lado um ex-trabalhador que virou presidente, do outro um negro que chegou à presidência. Sou jovem na política e quero inspirar outros jovens a serem políticos. 
Netinho foi o quarto pré-candidato à Prefeitura de São Paulo a participar da série de entrevistas sobre eleições municipais, promovida pelo Grupo Estado. A primeira entrevistada foi Soninha Francine (dia 17), seguida de Fernando Haddad (dia 18) e de Russomanno (dia 20). Na sexta-feira (27) será a vez de Gabriel Chalita. O pré-candidato do PSDB, José Serra, ainda não confirmou a data de sua participação.


Fonte:R7.com.br


Região de Biritiba Ussu tornou-se alvo de uma mesma quadrilha



Medo em Biritiba Ussu
Uma série de assaltos violentos praticados por uma quadrilha de homens encapuzados aterroriza os moradores e sitiantes do Distrito de Biritiba Ussu. Há dez meses, a violência empregada contra famílias de agricultores rendidas em suas próprias casas e os prejuízos financeiros preocupa a comunidade. A gravidade e a repetição das ocorrências provocaram uma mobilização da população, que cobra uma ação eficaz das Polícias Civil e Militar para o esclarecimento, captura e punição dos marginais, e melhorias como a iluminação pública.

A semelhança entre os crimes leva os moradores a acreditarem que a região de Biritiba Ussu tornou-se alvo de uma mesma quadrilha, que age naquelas propriedades agrícolas por causa da facilidade de fuga pelas estradas vicinais que intercortam a região, às margens da Rodovia Mogi-Bertioga.


Com toda razão, assusta a população local a maneira violenta com que os bandidos espancam e aterrorizam crianças, adultos e idosos.


Abaixo-assinados a autoridades como o governador Geraldo Alckmin e reuniões com representantes da Polícia Militar, solicitando medidas urgentes para a prevenção à violência não têm surtido os efeitos esperados.


Apesar da promessa de reforço das rondas rurais, os moradores, na prática, colocam em dúvida as ações informadas pelo comando do 17º Batalhão da Polícia Militar. Moradores como Oriovaldo Pereira afirmam que os policiais não são vistos, e que a corporação não possui veículos apropriados para fiscalizar as precárias estradas vicinais. "Queremos gente que entre nas estradas", afirmou na edição de terça-feira última, de O Diário.


Localizada em uma extensa área interligada por estradas vicinais, a região de Biritiba Ussu carece mesmo de uma base policial, que poderia intermediar a rápida mobilização da Polícia Militar, tão logo fosse registrado um desses crimes. Solicitados, o serviço de inteligência e a manutenção de policiais a paisana são outras armas pertinentes para acabar com a onda de assaltos.


O apelo dos moradores deve ser ouvido pelas autoridades policiais e do governo municipal. Antes que uma fatalidade venha a acontecer.


Além de uma combativa atuação policial, é preciso adotar ações coadjuvantes, como a iluminação e a manutenção das estradas de terra.


Não é cabível o tormento vivido pelos moradores, que se sentem reféns em suas próprias moradias por causa de meia dúzia de bandidos.


Fonte:O Diário de Mogi

Câmara: MP pede condenação do vereador Nabil Nahi Safiti (PSD),


Nabil Nahi Safiti Júlia Guimarães


A Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes recebeu ontem a ação de responsabilidade civil em que o Ministério Público pede a condenação do vereador Nabil Nahi Safiti (PSD), além de quatro empresas e de cinco servidores públicos, por ato de improbidade, em razão de suposta manipulação do processo licitatório nº 26/09, realizado em 2009, para compra de um painel eletrônico para o Legislativo local. Embora o certame tenha sido concluído, o pagamento do equipamento não foi realizado por intervenção do próprio MP, que recomendou a anulação do contrato de R$ 143,5 mil. Mesmo assim, a Promotoria afirma que ficou "evidente que os réus violaram frontalmente todos os princípios da Administração Pública ao promoverem procedimento manifestamente dirigido e fraudulento". O MP pede que os envolvidos sejam condenados a penas que vão desde o pagamento de multa até a perda dos direitos políticos e das funções públicas, incluindo aposentadorias.


O caso se tornou público nesta semana, depois que O Diário publicou reportagens revelando que a Promotoria do Patrimônio Público solicitou autorização da Justiça para realizar uma ação de busca e apreensão na Câmara de Mogi, para recolhimento dos autos originais do processo licitatório investigado desde janeiro de 2010. Na ação cautelar, o MP já revelava os detalhes do esquema que supostamente beneficiaria as empresas Suprema Sistemas Eletrônicos, vencedora da licitação, e Eliseu Kopp & Cia. Ltda., que forneceria o painel eletrônico e não participou do certame porque estava "negativada" e, portanto, impedida de contratar com o Poder Público. Na noite de quarta-feira, o MP deu entrada na ação principal pedindo a condenação dos réus. O processo foi distribuído ontem na Vara e é assinado pelos promotores Alexandre Coelho, Adolfo Lopes e Carlos Eduardo Anapurus. A reportagem teve acesso a uma cópia da petição inicial, disponibilizada a O Diário via Assessoria de Imprensa do Ministério Público de São Paulo.

Na ação, os promotores afirmam que as supostas fraudes começaram no momento da apresentação dos orçamentos para o projeto executivo que instruiu o edital do processo licitatório. Os documentos estavam em nome do tecnólogo Rafael José Minhoto e dos engenheiros elétricos Gilberto Belchior dos Santos e Marcus Augusto Pereira. Porém, em depoimento ao MP, todos eles afirmaram que não são suas as assinaturas que constam nos papéis. Pereira revelou que foi procurado pelo promotor de vendas da empresa Eliseu Kopp & Cia. Ltda., Alexandre da Silva Campos, que encomendou a ele o projeto executivo do painel eletrônico. O engenheiro confirmou ao MP que entregou ao homem as plantas técnicas e que cedeu os dados de sua empresa, mas alegou que não sabia que estava participando de uma licitação quando realizou o serviço. Para os promotores, portanto, as assinaturas dos três profissionais foram falsificadas.


Posteriormente, a Promotoria de Mogi verificou que Alexandre Campos, funcionário da Eliseu Kopp que encomendou o projeto executivo, também foi representante da vencedora da licitação, a Suprema Sistemas Eletrônicos. As investigações apontam que a firma foi aberta por pessoa ligada à Eliseu Kopp e "que contava apenas com uma recepcionista no quadro de funcionários", não possuindo "capacidade técnica para fornecer o aparelho".


Para a Promotoria, a Suprema foi utilizada como "mero instrumento para que a Kopp fornecesse o painel eletrônico". A partir da análise dos sites das outras concorrentes - Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda. e Eletromidia Comercial Ltda. - a Promotoria afirma que "não se constata qualquer referência à fabricação e comércio de painéis eletrônicos", sendo que tais informações foram confirmadas pela Fazenda do Estado. Além disso, a proposta apresentada pela Eletromidia, com data de 21 de dezembro de 2009, teria sido assinada pelo diretor presidente da empresa, Alberto Badra Junior, que conforme a Promotoria apurou, faleceu em maio de 2008. A partir dessas considerações, os promotores afirmam que "há fortíssimos elementos apontando montagem do processo em benefício da Suprema Sistemas Eletrônicos e da Eliseu Kopp & Cia. Ltda.".


Outra questão apontada pela Promotoria é que a licitação não poderia ser feita na modalidade convite, que aceita compras apenas até R$ 80 mil, mas sim por "concorrência ou tomada de preço". Na ação, os promotores ainda questionam o fato de não ter havido exigência de apresentação de atestado de capacidade técnica pelas concorrentes e também de a Suprema ter sido homologada como vencedora do certame, já que o serviço seria executado pela Eliseu Kopp, apesar da proibição da terceirização do serviço.


Pedidos
Diante disso, o MP pediu a condenação de Nabil Safiti e de cinco servidores da Casa (Paulo Soares, Nilton Siqueira de Moraes, Marcelo Iwao Umeta Romeiro Tavares, Neusa Harumi Taira André e Alex Albert Morais de Souza) para pagamento de multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida, perda das funções públicas (incluindo aposentadorias) e dos direitos políticos de três a cinco anos. Para as firmas mencionadas (Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda,, Eletromidia Comercial Ltda. e Suprema Sistemas Eletrônicos e Eliseu Kopp & Cia. Ltda.), a condenação solicitada é a proibição de contratar com o Poder Público também pelo prazo de três a cinco anos, além de multa.


Nabil informou ontem que não se manifestará enquanto não for notificado. Os funcionários da Câmara também haviam informado durante a semana que não se posicionarão sobre o caso.


Fonte:O Diário de Mogi

Prevenção do câncer tem destaque


ENVOLVIMENTO Caminhada de Combate ao Câncer contou com a participação de mais de 400 pessoas, que percorreram o Centro de Mogi 


Jonny Ueda


IVAN CARVALHO


Especial para O Diário


Mais de 400 pessoas participaram da 4ª Caminhada de Combate ao Câncer, promovida na manhã de ontem pelo Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC), que atende gratuitamente mais de 2 mil pacientes de toda a Região do Alto Tietê. O grupo caminhou pelas ruas do Centro da Cidade, desde o Largo Bom Jesus ao Largo do Rosário, com balões coloridos, carro de som e apitos. Destaque para o parapente que sobrevoou Mogi com bandeiras e o logo da entidade durante todo o evento, que trouxe os participantes uniformizados com camisetas da campanha, que tem como foco a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.


A ação foi realizada em referência ao Dia Mundial de Combate ao Câncer e arrecadou mais de 500 litros de leite. O vereador Nabil Nahi Safiti (DEM) e a secretária municipal de Assistência Social, Maria Marinês Piva, também participaram da caminhada. 


O evento teve início por volta das 9h30, quando os pacientes atendidos pelo GAPC se reuniram no Largo Bom Jesus. Lá, o vereador e a secretária se juntaram à assistente social Solange Nagy, responsável pelo atendimento na entidade, e ao médico Adriano Baeta, um dos líderes do grupo.


De acordo com Solange, a caminhada é uma forma de conscientizar a população mogiana sobre os benefícios do diagnóstico precoce da doença. "Quanto mais rapidamente ela for descoberta, maiores são as chances de tratamento e até de cura. Queremos chamar a atenção para isso, sensibilizar a discussão em busca desta consciência", diz a assistente social.


O grupo também preparou um consultório móvel. Um ônibus equipado com os aparelhos clínicos utilizados para exames de identificação do câncer bucal, ficou à disposição da população no Largo do Rosário até às 16 horas de ontem. "Queremos conscientizar toda a comunidade não só sobre a importância do diagnóstico precoce, mas em busca de novas parcerias. A entidade cuida de muitas pessoas carentes e necessita de mais equipamentos, remédios, entre outros importantes mecanismos para combater o câncer", ressaltou a secretária Maria Marinês Piva.


A aposentada Terezinha Saraiva, 61, teve câncer no ovário e encontrou no grupo de apoio forças para enfrentar o problema. "O GAPC está de parabéns, pois eles são atenciosos e fornecem um atendimento de qualidade apenas por querer ajudar o próximo", afirmou. Com balões, apitos e a camiseta da caminhada, Terezinha percorreu as ruas cantando e dançando ao lado de colegas. "Só quem tem câncer sabe da importância deste tipo de movimento", destaca.


Fonte:O Diário de Mogi