domingo, 22 de janeiro de 2012
Para o Advogado e o japonês da quitanda
Sou muito grato às adversidades que apreceram
na minha vida; pois elas me ensinaram a tolerância,
a simpatia,o auto - controle,a perseverança e outras
qualidades que,sem essas adversidades,eu jamais conheceria.
Jesus Ama vcs
Planalto turbina o Minha Casa, Minha Vida de olho nas eleições de 2014
Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense
Residencial do Minha Casa, Minha Vida em Valparaíso (GO): orçamento do programa aumentou 391% desde 2009
O programa Minha Casa, Minha Vida 2, que promete entregar 2 milhões de casas até 2014, começa a transformar-se no principal projeto da presidente Dilma Rousseff. Amanhã, durante a reunião ministerial para discutir as ações do governo em 2012, a presidente avisará que pretende priorizar a construção de unidades habitacionais para a faixa de renda de até R$ 1,6 mil, que abrange 60% da meta estipulada (1,2 milhão de unidades) até o fim do mandato. Com a percepção de que o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria já estão consolidados perante o eleitorado, o Planalto quer transformar o Minha Casa, Minha Vida no grande capital político para as eleições de 2014.
Interlocutores da presidente Dilma Rousseff apressam-se em afirmar que o Executivo não está relegando a luta para tirar da miséria absoluta os 16 milhões de brasileiros que ainda sobrevivem com até R$ 70 mensais. Mas admitem que a presidente inicia uma nova fase na qual os benefícios para atender aos mais carentes não se resumem à entrega de um cartão com recursos que garantam a sobrevivência mensal: é fundamental garantir uma habitação confortável para viver com dignidade.
A opção por privilegiar a faixa de renda familiar de até R$ 1,6 mil também tem explicação. É nela que os subsídios do governo são integrais. A partir desse nível, as famílias têm mais condições de obter financiamentos perante as instituições bancárias. Na faixa 3, por exemplo, de R$ 3,1 mil a R$ 5 mil, a presença do governo nas negociações é quase residual.
O governo promoveu algumas mudanças administrativas para tornar o processo mais ágil. Esvaziou, por exemplo, a participação do Ministério das Cidades, considerado pela presidente Dilma Rousseff, neste primeiro ano, ineficiente do ponto de vista de execução de programas. A concentração das ações está mais diretamente ligada à Caixa Econômica Federal, que firma os contratos com os futuros proprietários. “Nós temos um papel mais operacional, estamos na ponta. Mas isso não significa que sejamos mais importantes do que outros atores envolvidos no processo”, esquivou-se o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte.
Dilma também tem com o Minha Casa, Minha Vida o mesmo cuidado que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha em relação ao Bolsa Família. Lula costumava visitar os beneficiários do programa, perguntar como eles estavam, quais as carências e quais as necessidades de mudanças. Com seu olhar de gestora, Dilma visita as obras e questiona engenheiros e arquitetos envolvidos nos projetos. “Essa porta está no lugar certo? E essa janela? Vocês acham que um cômodo deste tamanho oferece algum nível de dignidade?”, pressiona ela, segundo relato de pessoas que já acompanharam as vistorias.
Urbano acredita que o incremento dado pelo governo Dilma — o projeto permaneceu praticamente estagnado nos dois últimos anos de governo Lula — também tem ligação com o aperfeiçoamento das instituições. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, preparou-se para as exigências da presidente: contratou 1,5 mil arquitetos e engenheiros para acelerar as obras — 226 deles começarão os treinamentos a partir desta segunda-feira. E abriu novas unidades operacionais em pontos distantes, como Marabá (PA), Barreiras (BA) e Montes Claros (MG), para que as demandas sobre o projeto possam ser resolvidas com mais agilidade.
1,2 milhão
Total de unidades destinadas à famílias com renda de até R$ 1,6 mil previstas para serem entregues até 2014
Fonte:Correio Brazilienze
Obama anuncia que irá apresentar um plano para fortalecer a economia
Renata Tranches
Quando concorreu à Presidência dos Estados Unidos em 2008, Barack Obama tinha como mote a esperança. Sua frase Yes, we can (Sim, nós podemos) tornou-se mundialmente famosa e ganhou versões nas mais diversas línguas. Agora, Obama sabe que será cobrado. E já se antecipa à pressão. Enquanto os pré-candidatos republicanos se enfrentavam na primária da Carolina do Sul, Obama anunciou ontem, em seu programa semanal de rádio, que apresentará medidas para fortalecer a economia do país durante o tradicional discurso do Estado da União que fará na noite de terça-feira aos congressistas.
“Vou expor meu plano de ação que devemos adotar em conjunto — não apenas eu, ou o Congresso, e sim todos os americanos — para reconstruir uma economia onde o trabalho duro e a responsabilidade são recompensados. Uma economia que está construída para durar”, afirmou Obama, acrescentando: “Enquanto isso, vou continuar fazendo todo o possível para fazer deste país não apenas o melhor lugar para visitar e fazer negócios, como também para viver, trabalhar e construir uma vida melhor”.
Na última quinta-feira, Obama escolheu a Disney para anunciar medidas que irão facilitar e tornar mais ágil a concessão de vistos a turistas procedentes de países emergentes, como Brasil, China e Índia. No pronunciamento, ressaltou a importância do turismo para incrementar o emprego no país. Ontem, voltou ao assunto: “É bom para a nossa economia, e ajudará a dar impulso às empresas para que tenham necessidade de crescer e contratar pessoal”.
Durante o programa de rádio, o presidente reafirmou a disposição de continuar trabalhando com o Congresso, os estados e o empresariado em busca de soluções para levar o país adiante. Ressaltou, entretanto, que seguirá adiante caso não tenha o apoio almejado. “Quando eles não puderem atuar ou não o fizerem, eu o farei sozinho”, enfatizou.
Estratégia
Cientistas políticos norte-americanos consultados pelo Correio analisam que Obama buscará provar que é a melhor opção a qualquer alternativa que o Partido Republicano possa apresentar. Para David Rohde, da Duke University (Carolina do Norte), o presidente investirá no seguinte discurso: apesar de longe do ideal, a economia está se recuperando, mais rápido do que no passado, e seguirá nesse ritmo sob seu comando.
Para justificar os entraves dessa recuperação, a estratégia democrata passa pelo ataque aos congressistas da oposição, com quem o líder tem travado uma queda de braço para aprovar seus projetos desde que perdeu a maioria na Casa, em 2010. Rohde explica que a tática lembra a campanha democrata de 1948, quando Harry Truman disputou e conquistou a reeleição. “Não estou dizendo que irá funcionar desta vez, porque as coisas estão diferentes, mas acho que essa será a ênfase”, diz.
Mas Obama está otimista. Em seu primeiro ato de campanha do ano, na teleconferência com simpatizantes no estado de Iowa, no último dia 3, ele afirmou : “De certa maneira, me sinto mais otimista agora do que quando concorri pela primeira vez.” Após o discurso da próxima terça-feira, o presidente sairá em um périplo de três dias por cinco estados, considerados críticos à sua reeleição pelo comando da campanha do democrata. Além de Iowa, Obama passará pelo Arizona, por Nevada, pelo Colorado e por Michigan.
Na bagagem, o presidente levará alguns números favoráveis, como a abertura de 200 mil postos de trabalho em dezembro, segundo Departamento de Trabalho. Foram 50 mil a mais que o previsto por economistas. Destacará ainda um recuo para 8,5% no desemprego, a taxa mais baixa desde fevereiro de 2009.
Os números da economia poderão ser os aliados ou os vilões de Obama. Segundo o cientista político James Morone, da Brown University (Rhode Island), se o crescimento do país alcançar os 3%, provavelmente Obama será reeleito. “Se ficarmos abaixo dos 2%, ele deve perder”, estimou.
No centro do embate com os congressistas está a disputa dos benefícios na área social. Morone explica que provavelmente os democratas acusarão os republicanos de quererem cortar gastos nesse setor, especialmente na previdência. “Os congressistas republicanos, de fato, propuseram cortes nas pensões. Agora, os democratas colocarão seus pré-candidatos em uma posição muito desconfortável por isso”, afirmou.
''Vou continuar fazendo todo o possível para fazer deste país não apenas o melhor lugar para visitar e fazer negócios, como também para viver, trabalhar e construir uma vida melhor''
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos
Fonte:Correio Braziliense
Chávez diz que seria o primeiro a reconhecer eventual derrota eleitoral
France Presse
CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que seria "o primeiro a reconhecer" uma eventual derrota nas eleições de outubro, embora tenha afirmado que vencerá o pleito "por ampla margem", em entrevista à emissora de TV privada Televen.
"Se eu perder as eleições de 7 de outubro, seria o primeiro a reconhecer e entregaria o governo. Convocaria meus seguidores civis, militares, dos mais moderados aos mais radicais, a obedecer o mandato de um povo", disse Chávez ao ex-vice-presidente José Vicente Rangel, apresentador de um programa de TV do canal.
"Nós vamos vencer as eleições, estou certo, por ampla margem. E qualquer tentativa de desestabilização vai fracassar", acrescentou o presidente, em alusão à oposição, à qual costuma acusar de "desestabilizadora".
Chávez, que está no poder desde 1999, disputará um terceiro mandato de seis anos, com uma popularidade que beira os 50%. Nas eleições, ele enfrentará um candidato da oposição que será eleito nas primárias do próximo 12 de fevereiro.
Segundo Chávez, "seja quem for que vença as primárias, do meu ponto de vista, todos representam o mesmo: são os candidatos da burguesia mais rançosa, mais radical, e os candidatos do império ianque".
Os governadores Henrique Capriles, do estado de Miranda, e Pablo Pérez, do estado petroleiro de Zulia, são os favoritos entre seis candidatos a vencer as primárias da oposição, segundo a maioria das consultas.
"Nenhum (dos seis pré-candidatos) detém os mínimos requisitos para ser um candidato à Presidência da Venezuela de hoje", afirmou Chávez, líder carismático que garante estar recuperado do câncer diagnosticado em meados de 2011.
"Tenho muita vitalidade e às vezes esqueço pelo que passei (...) Eu me esqueço muitas vezes de tudo aquilo terrível", afirmou o presidente, que durante o tratamento contra o câncer reduziu fortemente suas atividades públicas.
Fonte:Correio Braziliense
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