Crime, cometido na maioria das vezes dentro das escolas, ganhou destaque em todo o País nos últimos anos
Leandro Dilon
Da Região
Jorge Moraes
Em Suzano, crianças fizeram protesto contra a prática do bullying
As delegacias de polícia da região registraram, este ano, as primeiras ocorrências de bullying. O crime, cometido na maioria das vezes dentro das escolas, ganhou destaque em todo o País nos últimos anos, quando vídeos de alunos sendo agredidos e humilhados por outras crianças ou adolescentes foram divulgados na Internet. No Alto Tietê, dois casos ocorridos em Suzano ganharam repercussão nacional.
"Infelizmente, as crianças e os adolescentes ficam temerosos em denunciar os casos de bullying que presenciam nas escolas. Essas testemunhas têm medo de também sofrerem humilhações e por isso se omitem. É preciso denunciar os casos, para que os autores não fiquem impunes", comentou o delegado-titular da Delegacia Central de Suzano, Jorge Neves Esteves.
Esteves realizou palestras em escolas da cidade, no mês de novembro, com o objetivo de instruir os jovens sobre o problema. "Eu expliquei o que é bullying e os transtornos que ele cria para as vítimas. Além, é claro, da importância de ser evitado a todo custo", completou o delegado.
Suzano foi parar nos principais jornais do País este ano por conta de um caso de bullying ocorrido na Escola Estadual Tokuzo Terazaki no dia 18 de outubro.
Na ocasião, o estudante Kevinny Bruno dos Santos de Almeida, de 10 anos, teria sido empurrado por outro aluno da instituição de ensino e, na queda, sofreu traumatismo craniano. Ele foi socorrido e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. De acordo com a família, o garoto sofreu uma fratura entre a cabeça e o pescoço e ficou com uma sequela na visão.
Segundo testemunhas, ele vinha sofrendo bullying no colégio. O garoto que teria o empurrado costumava chamar Kevinny de urubu e certa vez teria dito que iria bater nele até ele ficar branco. A Polícia Civil instaurou inquérito e ainda investiga o caso.
Fonte:Mogi News
Estabelecimentos comerciais da cidade desafiam as regras abusando do barulho e causando transtornos aos moradores das imediações
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Divulgação
É cada vez mais comum o som alto, vindo de carros turbinados, em frente a bares e outros estabelecimentos que reúnem jovens
Até as 22 horas, o limite para ruídos na cidade, seja em estabelecimentos comerciais ou industriais, é de 70 decibéis. Após este horário, o barulho não pode passar de 50 decibéis. É o que determina a Lei Municipal 6.562/11 de normas e condutas de posturas da cidade, a chamada Lei do Silêncio, e que prevê aos infratores multa de 30 Unidades Fiscais do Município (UFM), o equivalente a R$ 2.958,30. Contudo, apesar da penalidade, a legislação raramente é cumprida.
Foi o que constatou o Mogi News na segunda-feira pela manhã. Quem passava pouco depois das 7 horas nas imediações da rua Princesa Isabel de Bragança, próximo à Estação Ferroviária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tinha a prova do desrespeito à legislação e audição alheia. Os toques de uma música, no estilo forró universitário, emanavam de dentro de um estabelecimento comercial e ecoavam pela calçada, rua e até a uma quadra de distância. O ruído era semelhante a um liquidificador ligado próximo ao ouvido e que, segundo especialistas, tem limite de 84 decibéis.
De acordo com comerciantes e moradores da região, a música alta continuou até por volta das 9h30 e, à tarde, foi retomada. Nesse período, segundo eles, nenhum fiscal da Secretaruia Municipal de Segurança ou Guarda Municipal esteve no local. E esta não foi a primeira vez. Na semana anterior, em uma quarta-feira, por volta de 8h30, durante uma entrevista no centro da cidade, a reportagem já havia constatado o mesmo barulho, no mesmo local.
Comerciantes e moradores da região confirmaram que a perturbação de sossego é constante, especialmente à noite e aos fins de semana. Eles contam, inclusive, que uma câmera de monitoramento entre a rua Princesa Isabel de Bragança com a Barão de Jaceguai foi retirada há alguns dias.
"A música fica em um tom totalmente insuportável de dia e de noite. Não dá para dormir nem trabalhar. Mesmo fechando as janelas o barulho continua alto. É como se o ruído estivesse dentro da minha casa. Imagina um liquidificador ligado o dia inteiro ao lado da sua cabeça. É assim, sempre", comentou um morador, que pediu anonimato para não sofrer represálias.
Sem solução
Uma senhora, que reside com os filhos há alguns metros do estabelecimento, está desesperada. "Não sei mais o que fazer. Toda vez que ligo na Guarda Municipal eles dizem que vão verificar e nada acontece. O jeito que encontrei é ir para a casa dos meus pais ou de amigos. ", disse.
De acordo com o corretor de seguros Marcelo Araújo, de 29 anos, aos fins de semana, o problema é ainda maior. "A gente liga e quase ninguém atende. Dizem que não tem equipe para atender a todos os chamados". Na madrugada do dia 4 de dezembro, a jornalista e estudante de Direito, Maria Izabel Bazani, também tentou denunciar, em vão, a infração à Lei do Silêncio, no Alto Ipiranga. "Fiquei da meia-noite às 2 horas tentando ligar para a Ciemp (Central Integrada de Emergências Públicas - 0800 770 1566) e comunicar sobre o som de uma festa. Como ninguém atendeu aos telefonemas, desisti", contou.
Multas
O secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, admite que o número de reclamações por infração à Lei do Silêncio tem sido constante. "Os casos mais comuns são em festas particulares e bares, onde o barulho sai de carros estacionados em frente aos estabelecimentos. O problema é conseguir flagrar a irregularidade, que vai gerar a multa. Isso acontece muito no bar citado pela reportagem na área central. De qualquer forma, a fiscalização continuará atenta. As pessoas não podem se esquivar das denúncias", diz Nepomuceno.
Segundo ele, o proprietário do comércio já recebeu multa de R$ 400 por não ter autorização para tocar música no estabelecimento. De acordo com Nepomuceno, somente neste ano foram aplicadas 32 autuações por infração à legislação municipal contra 38 durante 2010.
Fonte:Mogi News
Casas, prédios particulares e públicos receberam enfeites e luzes para a época mais encantadora do ano
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Em imóveis particulares ou públicos, a decoração deixou o clima de Natal na cidade mais intenso e chama a atenção de todos que passam em frente a esses locais
As decorações natalinas enchem os olhos de quem vê e trazem a sensação de que chegou a época mais harmônica do ano. Em vários pontos da cidade, residências e prédios particulares e públicos estão totalmente iluminados para o Natal. Algumas decorações são mais simples; outras, no entanto, são robustas e fazem do local enfeitado praticamente um ponto turístico.
É o caso de algumas casas do Condomínio Aruã. Uma grande casa recebeu iluminação em todo seu contorno. O lago que fica dentro do condomínio também recebeu enfeite especial. Uma grande árvore luminosa chama a atenção de quem passa pela região.
Mas a casa que mais desperta curiosidade no condomínio está na avenida Barreiro. A casa recebeu iluminação desde o teto até os rodapés e contornos da escadaria. São laços, neves e até renas que se movem.
"Levei três semanas para montar toda a decoração. Este é o segundo ano que fazemos isso e, apesar de ter um concurso aqui no condomínio, somos motivamos pelo espírito natalino mesmo. Acho que, se cada morador colocasse pelo menos um pisca-pisca, as ruas ficariam ainda mais bonitas", disse Nádia Trindade.
O site da Associação dos Adquirentes de Lotes em Aruã (www.condominioarua.com.br) coloca à disposição algumas fotos das decorações das casas que estão participando do concurso.
Segundo o morador Luiz Fernando Almeida da Silva, praticamente todas as casas possuem pelo menos algum enfeite de Natal, mas há aqueles em que os investimentos foram maiores. "Eu não moro no condomínio, só visito meus pais aos fins de semana. Por isso, achei bonito quando vi as decorações", contou.
O morador conta que, apesar da exuberância de luz, cores e enfeites, em outros anos, a mobilização foi maior. "Percebi que este ano um núme-ro menor de casas está participando do concurso. O movimento no condomínio é bem maior no ano novo", contou. As decorações lembram casas americanas. Há re-nas, laços, Papai Noel e contorno luminoso na arquitetura da casa.
Já a empresa Led Solutions enfeitou a fachada do prédio com lâmpadas de Led, um dos primeiros prédios da região com a tecnologia.
A intenção da empresa é manter as luzes permanentemente ligadas, alterando a decoração e as cores, conforme as festividades do ano.
A cada 30 minutos, as pessoas podem conferir as mudanças entre 15 e 20 cores diferentes.
Prédios públicos
E não é só nas casas da cidade que é possível encontrar enfeites natalinos. Os prédios da Prefeitura e da Câmara, no Centro Cívico, além do Centro de Cidadania e Arte (Ciarte) e as praças Oswaldo Cruz e Coronel Benedito de Almeida, na área central, também chamam a atenção durante a noite.
A Secretaria Municipal de Cultura investiu R$ 36 mil na decoração e na programação de Natal, que terminou no domingo passado. A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) foi a responsável pela decoração da praça Coronel Benedito de Almeida e os comerciantes colaboraram com a colocação de luzes nas principais ruas comerciais do centro e do distrito de Brás Cubas.
Em Brás Cubas, o supermercado Spani enfeitou o prédio e o jardim. "Assim, fica até mais gostoso comprar", disse a dona de casa Maria Amélia Ribeiro.
Fonte:Mogi News
O prefeito de Mogi fala de suas prioridades para o próximo ano e faz avaliação de sua gestão nestes 12 meses
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Erick Paiatto
Bertaiolli destacou a Educação e a Saúde como grandes pilares do seu governo; áreas que apresentaram grandes avanços em 2011
Um ano de muitos avanços, em diversas áreas, porém, com promessa de colheita de mais frutos no ano que vem. É assim que o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) resume o ano de 2011, que, para ele, foi um preparativo para as realizações que virão em 2012, seu último ano de mandato.
Apesar de investir pesado na modernização da saúde, com implantação do Sistema Integrado de Saúde (SIS), por exemplo, que integra e agiliza os serviços, do agendamento aos exames, Bertaiolli quer mais. A partir da implantação do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e da Clínica Ambulatorial (Unica), em Jundiapeba, a serem inaugurados no mês que vem, a AACD e o Samu, que já estão em operação, e o Hospital Municipal, em Brás Cubas, o prefeito promete ações mais audaciosas no próximo ano: implantar o prontuário eletrônico na rede municipal, permitindo o acesso, em rede, do histórico dos pacientes.
Em outras áreas, prevê instalar mais três Cempres (Centro Municipal de Programas Educacionais), além de abrir a avenida Guilherme Georgi. Em entrevista ao Mogi News, ele falou também sobre a expectativa de entregar mais moradias do Programa Minha ,Casa Minha Vida e sobre as eleições municipais.
Mogi News: Qual avaliação o senhor faz de 2011? Há algum projeto ou obra que não tenha conseguido concretizar e deve ficar para 2012?
Marco Aurélio Bertaiolli: O ano de 2011 foi muito importante. Não apenas porque conseguimos concretizar muitas obras em diversas áreas, mas também porque demos o "start" para muitas realizações do plano de governo e que devem ser concluídas em 2012. Foi um ano de avanços e com promessa de colheita de mais frutos em 2012.
MN: Quais áreas receberam atenção especial em sua administração?
Bertaiolli: Desde que assumi a Prefeitura, em 2009, sempre tive a educação e a saúde como os pilares do meu governo e, graças a Deus e muito trabalho, conseguimos grandes avanços em 2011. Para melhorar a Saúde, por exemplo, é necessário investir em mais médicos, mais postos de saúde, PSFs (Programa Saúde da Família), mas também em modelos eficientes de gestão. E, por isso, implantamos o SIS. Além de criar um cartão único, esse sistema permite a interligação de todos os equipamentos da área. É o primeiro passo para a implantação do prontuário eletrônico, que se dará até meados do ano que vem.
MN: E para 2012, o que está previsto?
Bertaiolli: O avanço do sistema. A confirmação de consultas e exames por meio de SMS e a adoção do SIS em todos os postos, laboratórios e hospitais para a implantação do prontuário eletrônico, que é o histórico do paciente, que poderá ser acessado em qualquer equipamento.
MN: O Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, em Brás Cubas, será a grande obra de sua administração?
Bertaiolli: Seria injusto fazer essa afirmação, porque há outras grandes obras para o ano que vem, como o Unica, em Jundiapeba; o AME, Centro de Reabilitação em Fisioterapia; os PSFs do Novo Horizonte e do Conjunto Toyama; o posto de saúde do Jardim Aeroporto/Santos Dumont; o aparelho de ressonância magnética na Santa Casa de Mogi; o tomógrafo na Vila Suíssa; enfim, é preciso avaliar o conjunto.
MN: Na educação, o destaque é mesmo o pacote de creches?
Bertaiolli: O próximo ano será histórico para a cidade, pois vamos completar o pacote de 40 unidades inauguradas. Vamos iniciar o ano com 15.926 crianças atendidas. Além disso, só em janeiro serão mais 11 unidades novas, o que possibilitará a abertura de mais 1.210 vagas de educação infantil. As nove restantes serão entregues até julho. Assim sendo, todas as crianças que precisarem de vagas em creches estarão sendo atendidas e posso garantir isso sem qualquer receio.
MN: No ensino fundamental, as escolas de período integral e o Cempre se destacaram. Em 2012, haverá mais unidades nestes segmentos?
Bertaiolli: Com certeza. Em 2009, tínhamos 25.766 alunos matriculados nas escolas da rede municipal, dos quais 13.717 eram alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Hoje, são 20.596 estudantes nesta faixa de ensino, de um total de 36.522 alunos matriculados, ou seja, em três anos, conseguimos crescer 42%. Em 2012, em período integral, teremos 14.930 alunos, o que é mais do que a maioria dos municípios de São Paulo tem de população. Isso significa que 45% dos alunos matriculados na rede municipal, entre creches e ensino fundamental, estarão em período integral no ano que vem. E vamos avançar mais. Até o fim de 2012, quero inaugurar pelo menos mais dois Cempres e dar início à construção do complexo no Socorro (área do DER), além do Mário Portes, em Jundiapeba.
MN: A canalização e a urbanização do córrego dos Canudos são obras tidas como a "menina dos seus olhos" em 2011?
Bertaiolli: Em termos de obra viária, drenagem e saneamento, certamente, é a maior obra nossa em andamento e a mais completa. É uma obra complexa que atende a saneamento básicoi, mobilidade urbana e contenção de enchentes. Porque o esgoto que antes saía diretamente de centenas de casas à beira do rio, agora, está sendo captado por novas redes e levado por um coletor-tronco até a Estação de Tratamento da Sabesp. Além disso, estamos aprofundando a calha do rio e construindo as duas vias marginais, que possibilitarão o acesso à avenida Perimetral e à Mogi-Bertioga.
MN: Neste ano, Mogi foi uma das primeiras cidades da região metropolitana a entregar moradias do Minha Casa, Minha Vida. No ano que vem, será possível zerar o déficit habitacional?
Bertaiolli: Pelo menos das famílias que residem em áreas de risco de enchentes ou encostas, com certeza. Só neste ano, entregamos 560 moradias do programa do governo federal e no ano que vem serão quase 3,5 mil moradias.
MN: E avenida Guilherme Georgi, a estrada da Volta Fria e os viadutos sobre a linha férrea? Como ficam esses projetos?
Bertaiolli: A abertura e pavimentação da Guilherme Georgi é um projeto de financiamento de pouco mais de R$ 60 milhões que já teve aprovação no Ministério das Cidades e aguardamos a liberação. A Estrada da Volta Fria, orçada em R$ 10 milhões, deve vir com o auxílio do governo do Estado. Temos a palavra do próprio governador da destinação dos recursos. Já os viadutos sobre a linha férrea acabaram travados por acontecimentos e mudanças no Ministério dos Transportes, mas técnicos do Dnit garantiram que em quatro ou cinco meses as obras começam.
MN: E o aterro da Queiroz Galvão?
Bertaiolli: É um empreendimento, na minha opinião, que não vai prosperar. Todos os argumentos técnicos, mostrando essa inviabilidade, já foram apresentados e temos a palavra do governador de que esse projeto não sairá, porque a cidade não quer. Além disso, a administração da cidade precisa estar atenta às oportunidades. O aterro é uma grande ameaça para o desenvolvimento de Mogi, mas, por outro lado, precisamos ficar de olho em outros projetos, como é o do aeroporto que estamos pleiteando.
MN: O senhor realizou o sonho de ser prefeito de Mogi das Cruzes. E agora, qual o próximo passo?
Bertaiolli: Todos os sonhos são renovados diariamente. Após realizar o sonho de ser prefeito da cidade em que nasci e cresci, tenho como principal meta ser um bom prefeito. Chegar ao fim deste mandato reconhecido pela população e por minha consciência de ter feito o melhor pela minha cidade e por todos que moram nela. Se vou tentar reeleição? Sinceramente, não sei. Vou resolver entre abril e maio do ano que vem.
Fonte:Mogi News