domingo, 4 de dezembro de 2011

PSB se desvincula do PT e já sonha com o Planalto

Em 12º Congresso, sigla debate estratégia de 2012, quando disputará em 1.500 cidades; Eduardo Campos é aclamado como ‘presidente’
João Domingos, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Aos gritos de "Brasil, pra frente, Eduardo presidente", por parte de militantes partidários, o PSB abriu nesta sexta-feira, 2, o seu 12.º Congresso do partido, em Brasília, mostrando que já inicia uma ofensiva para se desvincular do PT nas eleições presidenciais de 2014 e até ter uma candidatura própria. Ou, se repetir a aliança, ter cacife suficiente para tomar o posto de vice, hoje com o PMDB.


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Reconduzido à presidência do PSB, Eduardo Campos fala em aliança com oposição - Beto Barata/AE


Beto Barata/AE
Reconduzido à presidência do PSB, Eduardo Campos fala em aliança com oposição
Para tanto, o objetivo do PSB é crescer nas eleições municipais do ano que vem. Eduardo Campos disse que o partido participará do pleito em 4 mil municípios, com cabeça de chapa em cerca de 1,5 mil. Nas contas do partido, será possível eleger perto de 500 prefeitos. Hoje, o PSB tem 302. O partido faz as contas. Quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu a eleição em 2002, o PT fez 292 prefeitos.


"Nosso partido foi o que mais cresceu em 2008, em 2010 e será também o que mais crescerá em 2012", proclamou Campos, para delírio da plateia que tomou o Auditório Petrônio Portella, no Senado. De acordo com informações de bastidores do PSB, para crescer o partido decidiu abrir o leque de alianças no ano que vem. Fará parcerias com os aliados tradicionais, como PT, PC do B e PDT, além do recém-criado PSD e do PSDB.


Embora já tenha sido procurado por integrantes da direção do partido que o consultaram sobre a possibilidade de se candidatar a presidente em 2014, Campos preferiu dizer que, por enquanto, prefere esperar o resultado das eleições do ano que vem.


Ele se sente em dívida com o ex-presidente Lula, que o nomeou ministro da Ciência e Tecnologia logo depois que a Justiça o inocentou do processo de fraude em precatórios, durante o governo do avô, Miguel Arraes, no final dos anos 90. Lula o ajudou a se eleger governador de Pernambuco em 2006.


Nos bastidores, o governador tem dito que se sente numa encruzilhada. De um lado, deve fidelidade a Lula e, por extensão, a Dilma Rousseff. Por outro, vê-se fortalecido por um partido que está crescendo e por incentivos para que se prepare para uma candidatura no futuro, talvez não em 2014, mas em 2018, vindas do próprio Lula.


"O PSB tem feito muito bem para o Brasil e bem para os locais onde governa. Há uma grande frente de esquerda no País que tem dado certo. E estamos crescendo muito. Com isso, cresce a nossa responsabilidade", afirmou o governador.

Fonte:Estado de S.Paulo

Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XXVI)

Jamil Hallage conheceu Waldemar Costa Filho ainda nos tempos da Mineração Geral do Brasil, onde os dois trabalhavam em setores diferentes, porém suficientemente próximos para que nascesse entre os dois uma forte relação de amizade e confiança mútua. Por isso, quando chegou à Prefeitura de Mogi, Waldemar fez questão de levar junto com ele o amigo para cuidar do setor de obras. Eleito pela segunda vez, em 1976, já em meados do primeiro ano de mandato, o prefeito chamou Jamil à sua sala e determinou que ele preparasse todo o expediente necessário para a contratação de uma empresa que fizesse o projeto para construção da Mogi-Bertioga, segundo pesquisas, a maior aspiração dos mogianos à época. E emendou, dizendo para Jamil já ir pensando também na concorrência para a empreiteira que iria executar a obra. O assessor ouviu e ponderou, em tom de conselheiro, que construir a Mogi-Bertioga significaria descer a Serra do Mar, um lugar problemático, à época com um dos maiores índices pluviométricos do mundo. Lembrou que a Via Anchieta até aquela momento ainda tinha problemas, com obras inacabadas e abandonadas por conta da agressividade dos terrenos, com matas e pedras enormes. Por fim, arrematou dizendo que aquela era uma obra para o Governo do Estado, jamais para uma Prefeitura como a de Mogi. Waldemar franziu o cenho, olhou nos olhos do engenheiro à sua frente, elevou o tom da voz, como costumava fazer sempre que estava com raiva, e retrucou, dedo em riste: "Você está aqui para me ajudar ou para me atrapalhar? Se for para atrapalhar, o caminho é aquele" – disse Waldemar desviando o dedo indicador na direção da porta de saída de seu gabinete. "Problemas a gente resolve, um de cada vez", completou para o assessor, ainda surpreso com tal reação. Hoje, aos 86 anos e com uma invejável lucidez, Jamil Hallage, recorda aquele momento e conclui, divertido: "Fiz o que me pediu. E a estrada está aí até hoje..."


Facão à vista


Sob o comando do presidente Cuco Pereira, o PSDB reuniu seus virtuais candidatos a vereador para as próximas eleições. Foi a oportunidade para que todos se conhecessem e ouvissem do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) a confirmação da dobradinha com Cuco para o próximo pleito. A futura coligação, entretanto, já tem problemas. Dos atuais 62 pré-candidatos, somente 46 poderão ser lançados. O que significa um corte inicial de 16 nomes.


Sede própria - 1


Um antigo sonho do ex-presidente Angelo Albiero Filho pode estar prestes a ser concretizado. O Ciesp já fechou com a Prefeitura a liberação de uma área, no Alto do Ipiranga, para a construção de sua sede em Mogi.


Sede própria - 2


Em troca do terreno com cerca de 3 mil m², a entidade assinará um termo de cooperação com o Município para a implantação de espaços para treinamento de mão de obra e salas onde serão ministrados cursos para preparação de pessoal para o trabalho na indústria. Os entendimentos estão sendo feitos entre o diretor Werner Stripecke e o prefeito Marco Bertaiolli.


Tucanada


O coordenador de Assuntos Institucionais da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, mogiano Cid Torquato, que esteve presente à inauguração da AACD, na sexta-feira, confirmou à coluna que está filiado ao PSDB. Mas ainda tem dúvidas sobre uma virtual candidatura a vereador em 2012, como chegou a ser comentado na Cidade.


Fonte:O Diário de Mogi

Deficientes lutam por inclusão

LUCAS MELONI


Especial para O Diário
Mogi das Cruzes realizou ontem, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a 1ª edição do Cadeiraço do Dia D, na região central da Cidade. O evento reuniu famílias e grupos de apoio aos deficientes e contou com a participação de alunos de diferentes cursos da Universidade Braz Cubas que prestaram atendimentos à população. O tom foi de reivindicação em favor de ações para atender ampla e dignamente os portadores de deficiência.


A iniciativa faz parte da 2ª Virada Inclusiva, projeto desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo. Organizado pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de Mogi, o Cadeiraço teve como objetivo despertar a sociedade para o desenvolvimento de políticas públicas de inclusão social.


A concentração aconteceu na Praça Coronel Almeida, em frente à Catedral de Santana, por volta das 9 horas, e reuniu pessoas de diferentes idades. Alguns jovens e pessoas da terceira idade dançavam músicas animadas antes de partirem pelas ruas principais de Mogi. Em seguida, o grupo desceu a Rua Paulo Frontin e acessou a Rua Doutor Deodato Wertheimer até chegar à Praça Oswaldo Cruz.


Já no local, as pessoas puderam assistir a algumas apresentações musicais de artistas da Região enquanto esperavam o início dos atendimentos à população nas tendas montadas no espaço. Alunos dos cursos de Serviço Social, Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia da UBC faziam a triagem do público que desejava medir a pressão e receber orientações.


Posicionadas próximo ao palco montado na Praça, a dona de casa Balbina Assunção, de 44 anos, e a filha, a cadeirante Juliana Assunção, de 21, acompanhavam os detalhes da programação. "É uma luta pelo direito à locomoção. Nós moramos em César de Souza e lá não temos muitos problemas, mas aqui no Centro é difícil. As calçadas são estreitas e vez ou outra a gente esbarra em poste. Deveriam construir alguma coisa para desviar com a cadeira", disse a mãe.


A jovem estava entusiasmada com a iniciativa. "Hoje nós vamos nos expressar e falar tudo o que não tivemos a oportunidade de dizer ultimamente. É um dia de protesto e atividades deste tipo são sempre muito bem-vindas", conta.


O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) esteve no evento e, além de falar da importância da iniciativa, também destacou o recém-inaugurado Centro de Reabilitação da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Bairro do Rodeio. "É uma forma de conscientizar as pessoas de Mogi. A unidade de Mogi da AACD deixou de ser um sonho e tornou-se uma realidade", afirma.


Perguntado a respeito dos problemas de mobilidade no Centro, Bertaiolli explicou que o projeto das ruas é antigo e não foi pensado para os dias atuais. "A Cidade tem mais de 400 anos, é do tempo das carroças. Um dos grandes problemas são os postes, colocados bem no meio das calçadas, mas é função do Poder Público promover a discussão destes temas", disse, sem anunciar, no entanto, projetos para solucionar o problema histórico.


Para Ieda Boucault, presidente do Trabalho de Apoio ao Deficiente (Tradef), a iniciativa foi positiva porque abriu espaço para a exposição de assuntos relevantes para os portadores de deficiência. "A gente não avalia só o dia de hoje, mas todo o projeto. O prefeito vem até aqui e escuta as entidades, as pessoas; é importante abrir o debate de itens importantes que influenciam a vida de muita gente", salienta.


Já a secretária de Assistência Social de Mogi, Marinês Piva, mencionou a mobilização da Cidade para o Cadeiraço. "Nós estamos mobilizando o Município para mostrar os projetos e serviços destinados a esta parte da população, além de toda a atenção que elas merecem", aponta.


Apesar da ativa participação do público em grande parte do evento, o forte calor do início da tarde de sábado fez com que alguns não esperassem o fim da programação. Famílias com crianças e – sobretudo casais idosos – foram os primeiros a ir embora.


Para conhecer mais sobre as atividades e ter acesso aos projetos de inclusão social, os telefones disponíveis são 4724-8741 e 4724-1441, da Secretaria de Assistência Social.


Fonte:O Diário de Mogi

Ayrton Senna terá faixa adicional

Júlia Guimarães
A Rodovia Ayrton Senna (SP-070) receberá uma faixa adicional de 11quilômetros no trecho de Mogi das Cruzes, na pista sentido Capital. A obra, que deverá ser iniciada no próximo ano, tem custo estimado em R$ 17,8 milhões e deverá melhorar o acesso à estrada, no entroncamento da Rodovia Mogi-Dutra (SP-88). Os serviços fazem parte de um amplo pacote de melhorias da malha viária paulista, previsto na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado, e é uma obrigação contratual da concessionária Ecopistas, que administra a estrada pedagiada desde o ano de 2009. A estimativa é de que os serviços tenham duração de 36 meses e sejam concluídos em 2015.


A faixa adicional da Ayrton Senna será instalada entre os quilômetros 45 e 56, no sentido São Paulo, beneficiando quase todo o trecho mogiano da estrada, que tem 13,8 quilômetros de extensão, entre os kms 43,5 e 57,3. A obra será iniciada praticamente no entroncamento com a Mogi-Dutra, que fica localizado no km 45,3. A partir daí, a pista terá 11 km de alargamento, melhorando o trânsito para o mogiano que segue sentido Capital. Quando o projeto estiver pronto, os motoristas que deixarem a SP-88 passarão a encontrar cinco faixas de rolamento, e mais as quatro existentes atualmente. A medida também deverá beneficiar o paulistano que pega a Mogi-Bertioga no retorno das viagens ao Litoral Norte, especialmente nos feriados prolongados, quando o tráfego fica bastante saturado.


Além da faixa adicional, as obras previstas para o trecho mogiano da Ayrton Senna ainda vão incluir o alargamento de dois viadutos localizados nos quilômetros 46,2 e 51,3. O primeiro deles dá acesso à estrada vicinal Caracol, nas proximidades do loteamento Capelinha, e o segundo fica no retorno operacional da Ecopistas. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Ecopistas não há previsão de melhorias para o lado contrário da pista, no sentido São Paulo/Mogi das Cruzes. Segundo o órgão, a obra foi definida pelo próprio Estado, no contrato de concessão da rodovia, assinado em junho de 2009.


As obras serão executadas pela própria concessionária. De acordo com a assessoria de Imprensa da empresa, a previsão é de que as obras tenham início em junho de 2012 e término em junho de 2015. Apesar de questionada, a concessionária não fornece os valores das obras. Porém, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que apenas o trecho mogiano receberá cerca de R$ 17,8 milhões em investimentos.


A Ayrton Senna ainda deverá receber várias outras obras no trecho de Guarulhos, com investimentos bem mais expressivos, da ordem de R$ 220 milhões. De acordo com a Ecopistas, serão implantadas pistas marginais na rodovia, que contemplarão os dois sentidos da estrada. As novas pistas serão instaladas entre os km 11,7 e 26 na região entre São Paulo e Guarulhos, no sentido Interior, e entre os km 26 e 19, no Município de Guarulhos, no sentido Capital. Ainda haverá intervenções no Trevo dos Pimentas, localizado na altura do km 26, também em Guarulhos. A obra prevê a readequação viária do trevo e a construção de um novo viaduto.


Fonte:O Diário de Mogi