terça-feira, 8 de novembro de 2011

Governo de SP diz que vai divulgar convênios com ONGs em janeiro

O governo de São Paulo promete divulgar na internet a partir de janeiro os dados de todas as ONGs e outras entidades que recebem repasses de recursos estaduais.


Hoje é possível saber dados dos convênios mantidos pelas entidades, mas não há um detalhamento, por exemplo, sobre quem são os responsáveis legais pela ONG.


Segundo o secretário estadual da Casa Civil, Sidney Beraldo, o novo portal trará os dados sobre as ONGs que atuam nos setores de saúde, turismo, esporte e lazer.


Beraldo afirmou que o governo apertará o controle sobre as ONGs, pois passará a usar 248 auditores da Fazenda estadual para fazer vistorias em sedes e projetos executados pelas entidades.


Além disso, as ONGs terão que se inscrever em um cadastro único estadual e fornecer documentos para obter um certificado de regularidade até junho do ano que vem. Se não o fizerem deixarão de receber dinheiro do Estado, de acordo com Beraldo.


O secretário negou que as medidas tenham sido motivadas pelas recentes denúncias de irregularidades em emendas da Assembleia e convênios do Executivo. Segundo ele, o controle de hoje é eficiente, e as novas ações têm caráter preventivo.


Fonte:Folha de S.Paulo

Em debate sobre circo, Tiririca faz show de humor

DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO


Tiririca (PR-SP) transformou ontem seu discurso de estreia como deputado em um show de comédia.


Ao presidir em São Paulo uma audiência pública sobre a questão do circo, o humorista falou por 12 minutos e arrancou risadas da plateia por diversas vezes.


"Eu era conhecido na minha rua como 'rasga mãe'", brincou, sobre o tamanho de sua cabeça.


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Deputado Tiririca faz seu primeiro discurso em audiência pública que aconteceu na Funarte, em São Paulo
Eduardo Anizelli/Folhapress


Deputado Tiririca faz seu primeiro discurso em audiência pública que aconteceu na Funarte, em São Paulo
Emocionado, Tiririca contou sua história e lembrou a música "Florentina", que virou nome de uma de suas filhas. "Quando falam Florentina, é uma gozação total com ela, porque 'ô' nome feio."


"Minha mulher é conhecida como perna de jogador. Não porque é grossa, mas por ser cabeluda", afirmou, em outra passagem.


No discurso, o deputado mais votado do país, que obteve mais de 1 milhão de votos, não comentou sua atuação parlamentar. "Fiz esse pequeno 'pocket show' para dar um descontraída", disse.


Tiririca foi elogiado por "políticos-artistas" presentes como a deputada Lecy Brandão (PC do B) e os vereadores Netinho de Paula (PC do B) e Agnaldo Timóteo (PR).


"As pessoas não esperavam o que você fez aqui. Você é o cara", disse Netinho.


Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, ele marcou nova audiência para dezembro, quando deve discursar na Câmara.


Fonte:Folha de S.Paulo

Aliados demonstraram apoio à DRU, diz líder do PR na Câmara

Proposta prorroga até dezembro de 2015 a validade do mecanismo que permite à presidente reservar 20% dos recursos orçamentários para gastar em áreas sem destinação obrigatória


Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA e PRETÓRIA - Os líderes de partidos da base asseguraram à presidente Dilma Rousseff, em reunião nesta segunda-feira, 7, no Palácio do Planalto, que votarão a favor da proposta de prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que se extingue no dia 31 de dezembro, sem alterações. A proposta do governo prorroga a validade da DRU - o mecanismo que permite à presidente reservar 20% dos recursos orçamentários para gastar em áreas sem destinação obrigatória - até dezembro de 2015.


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Portela relatou detalhes da reunião com Dilma: "Todos os líderes demonstraram apoio à DRU" - Beto Barata/AE
Beto Barata/AE
Portela relatou detalhes da reunião com Dilma: "Todos os líderes demonstraram apoio à DRU"
A presidente usou o argumento da crise internacional para falar da necessidade de prorrogar a DRU. Ao abrir a reunião, Dilma fez um relato da reunião do G-20, afirmando que a crise internacional vai durar um pouco mais do que se imagina e, portanto, é preciso que o Brasil esteja prevenido, porque o País poderá ser afetado de alguma forma, segundo disse o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), que participou da reunião como convidado.


Ao falar aos líderes, ainda segundo Portela, Dilma ressaltou que a prorrogação da DRU dá credibilidade ao Brasil, porque mostra a continuidade de um modelo que está dando certo. "Todos os líderes demonstraram apoio à DRU", disse Portela. O líder contabiliza que a proposta terá entre 380 a 400 votos, dependendo do quórum da sessão amanhã. O mínimo para aprovar a emenda constitucional é de 308 votos.


Na reunião, os senadores Marcelo Crivella (PR-RJ) e Magno Malta (PR-ES) falaram da preocupação com o projeto que altera a distribuição dos royalties do petróleo em tramitação na Câmara, mas não condicionaram a votação da DRU a uma posição da presidente Dilma, segundo o líder Portela. De acordo com o líder, a presidente disse que vai colocar a questão em discussão no ano que vem, sinalizando que essa proposta não será decidida até o fim deste ano.


A votação da DRU no plenário da Câmara promete ser longa. A oposição pretende obstruir a sessão. Amanhã, os partidos de oposição reunirão suas bancadas para acertar o procedimentos para a sessão. O governo pretende iniciar a votação do projeto amanhã e concluir na quarta-feira. A proposta foi aprovada na comissão especial da Câmara na madrugada do dia 20 de outubro, depois que a oposição conseguiu prorrogar a reunião por nove horas.


Fonte:Estado de S.Paulo

Para Serra, Marta era nome mais forte do PT em São Paulo

Ex-governador do Estado diz que partido errou ao obrigar a senadora a desistir de sua candidatura a prefeita em prol do ministro da Educação, Fernando Haddad
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo


RIO - O ex-governador José Serra não aceita falar em uma possível candidatura à Prefeitura de São Paulo, mas disse na segunda-feira, 7, que a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, que desistiu de participar das prévias do PT na semana passada, teria mais chance de vitória que o ministro Fernando Haddad, preferido do ex-presidente Lula e de sua sucessora Dilma Rousseff.


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Serra evitou falar sobre candidatura, mas disse que adversários erraram ao escolher Haddad - Tasso Marcelo/AE


Tasso Marcelo/AE
Serra evitou falar sobre candidatura, mas disse que adversários erraram ao escolher Haddad
"Eu achava a Marta uma candidata fortíssima do PT. Era a mais forte. Eles não optaram pela candidata mais forte", afirmou o tucano, que participou de um seminário do PSDB no Rio.


Reservadamente, no entanto, alguns tucanos avaliam que Haddad é um nome forte porque não sofreu o desgaste imposto a Marta nas eleições de 2004 e 2008, quando ela foi derrotada. "Haddad é a Marta de 2000", resumiu um pré-candidato do PSDB, referindo-se à eleição em que a senadora conquistou a Prefeitura.


Questionado se tem um prazo para informar ao partido se disputará ou não a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Serra reagiu: "Não vou ficar o tempo inteiro falando disso."


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também presente ao seminário, foi só elogios ao companheiro de partido. "Serra é um dos melhores quadros do PSDB, uma liderança nacional. Ao que ele for (candidato), terá nosso apoio", disse o líder tucano, que terá peso importante no processo de escolha do candidato do partido.


Da mesma forma como fez suspense sobre sua candidatura à Presidência da República em 2010 e agora não fala de planos eleitorais para 2012, Serra manteve até o último momento dúvidas sobre sua presença no encontro do PSDB. O ex-governador chegou com uma hora e meia de atraso e pegou de surpresa muitos companheiros de partido. Serra estava em Londres e só na noite de domingo telefonou para a organizadora do seminário, Elena Landau, e avisou que chegaria a tempo para o seminário.


Serra não gostou dos comentários sobre a surpresa com sua chegada. "É pura futrica", reclamou. "Eu estava viajando e não sabia se conseguiria um voo de volta. E ainda saiu com três horas de atraso", explicou. Na semana passada, as especulações entre os tucanos eram de que Serra não iria porque o seminário, que teve o empenho direto do senador mineiro Aécio Neves, que tem se movimentado internamente para viabilizar a candidatura a presidente em 2014. Outro fator lembrado foi que Serra queria fugir das perguntas sobre seu futuro político e a possível candidatura a prefeito.


Fonte:Estado de S.Paulo