quarta-feira, 19 de outubro de 2011
André do Prado: Frente Parlamentar do Alto Tietê faz vistoria no Hospital Santa Marcelina
Em visita ao Hospital, deputados que representam a região conheceram as demandas e as principais necessidades da unidade
A Frente Parlamentar em Apoio aos Municípios do Alto Tietê, coordenada pelo deputado estadual André do Prado, fez hoje (19) uma vistoria no Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba. Durante visita ao Hospital, os deputados André do Prado, José Candido, Alencar Santana e Heroilma Tavares, conheceram as demandas e as possibilidades de melhoria do serviço prestado na região.
André do Prado, articulador para a viabilização dos encontros nos hospitais, juntamente com o grupo, reuniu-se com a Diretoria do Santa Marcelina, ocasião em que a diretora Administrativa, Vivian Hart, a diretora Técnica, Marta Rocka e a gerente de Enfermagem, Glória Camargo, apresentaram a estrutura de atendimento, os serviços de referência e o volume de procedimentos. “O Município de Itaquaquecetuba e a região do Alto Tietê têm muito a ganhar com essa atuação da Frente Parlamentar, através dessas visitas, os parlamentares conhecem de perto as principais necessidades da saúde regional”, afirmou Marta.
Aumento dos leitos de UTI (adultos e neonatal) e de psiquiatria são as principais propostas a serem pleiteadas pelos deputados que representam a região para a unidade. O parlamentar afirmou que a unidade funciona além do seu limite, necessitando de mais investimentos do Governo do Estado no sistema de saúde. Os diretores confirmaram que o número de leitos de UTI é insuficiente para o hospital. São 10 leitos para adultos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 na UTI neonatal. “Está claro que o funcionamento está além do limite, acima do teto. Existe uma demanda grande de pacientes e a unidade não consegue atender”, disse Prado ao observar que o hospital atende todas as dez cidades da região.
André do Prado questionou os atendimentos realizados por mês no Pronto Socorro, sendo informado que o hospital atende uma média de 13 a 15 mil atendimentos/mês. Desses, 1500 mil/mês correspondem às consultas feitas no ambulatório. “O número de atendimentos foi recompactuado, aumentando para 8 mil atendimentos/mês, 5 mil atendimentos já é extra teto”, argumentou.
A visita ao Hospital Santa Marcelina teve duração de 2 horas e compõe um cronograma de visitas da Frente Parlamentar junto aos hospitais do Alto Tietê. Prado ainda garantiu que nos próximos 45 dias os hospitais estaduais e as santas casas do Alto Tietê sejam todos visitados. No final das vistorias um relatório será desenvolvido para ser entregue ao secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, e ao governador Geraldo Alckmin. “Além de cobrar soluções para as estruturas dos hospitais, vamos reivindicar a ampliação de recursos e equipamentos”, apontou o coordenador do grupo.
Após visitar todas as instituições, vamos cobrar ações concretas para a melhoria dos serviços de saúde. “Queremos conhecer de perto os gargalos, saber como está a operação, a capacidade do hospital e quais as principais necessidades”, destacou.
Para o coordenador da Frente Parlamentar, o maior desafio na região é o financiamento de ações em prol da saúde. “Estamos trabalhando muito em cima dessa questão, pois a saúde não pode esperar, esta é uma pauta permanente, que a frente parlamentar ficará atenta constantemente”.
PRÓXIMA VISITA O deputado André do Prado está tentando agendar para a próxima semana uma visita ao Hospital Regional Dr. Osíris Florindo Coelho, em Ferraz de Vasconcelos. Após será agendada as visitas às santas casas de Mogi das Cruzes, de Suzano, de Salesópolis e de Guararema.
Clarissa Johara
Assessora de Imprensa
Deputado André do Prado
Promotor questiona declaração de Covas sobre emendas
O promotor de Justiça Carlos Cardoso analisou a entrevista na qual o secretário estadual de Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB) relatou um caso de oferta de propina e considerou que o político falou de um caso real.
Nas últimas semanas, Covas tem repetido que mencionou uma situação fictícia para a reportagem.
Promotor vai investigar justificativas de emendas de São Paulo
Promotor vai convocar Bruno Covas para depor
Assembleia já ensaia esvaziar investigação sobre venda de emendas
Alckmin diz que vai divulgar dados de emendas dos últimos anos
José Antonio Teixeira/Divulgação

Deputados se reúnem no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir emendas
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" em 3 de agosto, Covas disse que um prefeito ofereceu a ele o pagamento de R$ 5.000 por conta de emenda da Assembleia, e ele recusou a propina.
Porém, nas últimas semanas o secretário, que é deputado licenciado e atuou na Casa de 2007 a 2010, tem afirmado que apontou ao jornal um "exemplo hipotético" e não uma situação real.
Ao ser questionado ontem sobre o desmentido de Covas, o promotor, que é o responsável pela apuração do caso da suposta venda de emendas, afirmou que verificou o áudio da entrevista.
"Não me pareceu, numa primeira avaliação, que ele [Covas] estivesse falando em hipótese", disse.
"Porém, na oportunidade em que comparecer aqui, ele será indagado a esse respeito. Vamos analisar tudo isso no contexto geral das provas que forem colhidas no inquérito civil", completou.
Covas e outros deputados e ex-deputados citados em reportagens sobre o caso serão convocados e deverão depor à Promotoria em até 20 dias.
O caso na Assembleia teve origem em denúncia do deputado estadual Roque Barbiere (PTB).
Barbiere ainda não agendou o depoimento que fará no inquérito, mas o promotor espera ouvir o deputado até a semana que vem.
Cardoso afirmou que pedirá à Assembleia justificativas para as emendas de deputados que foram contempladas com recursos do governo estadual entre 2007 e 2011.
O promotor também disse que vai solicitar à Secretaria Estadual da Fazenda a lista das liberações de recursos em favor de emendas ocorridas no período.
Fonte:Folha.com
Nas últimas semanas, Covas tem repetido que mencionou uma situação fictícia para a reportagem.
Promotor vai investigar justificativas de emendas de São Paulo
Promotor vai convocar Bruno Covas para depor
Assembleia já ensaia esvaziar investigação sobre venda de emendas
Alckmin diz que vai divulgar dados de emendas dos últimos anos
José Antonio Teixeira/Divulgação
Deputados se reúnem no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir emendas
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" em 3 de agosto, Covas disse que um prefeito ofereceu a ele o pagamento de R$ 5.000 por conta de emenda da Assembleia, e ele recusou a propina.
Porém, nas últimas semanas o secretário, que é deputado licenciado e atuou na Casa de 2007 a 2010, tem afirmado que apontou ao jornal um "exemplo hipotético" e não uma situação real.
Ao ser questionado ontem sobre o desmentido de Covas, o promotor, que é o responsável pela apuração do caso da suposta venda de emendas, afirmou que verificou o áudio da entrevista.
"Não me pareceu, numa primeira avaliação, que ele [Covas] estivesse falando em hipótese", disse.
"Porém, na oportunidade em que comparecer aqui, ele será indagado a esse respeito. Vamos analisar tudo isso no contexto geral das provas que forem colhidas no inquérito civil", completou.
Covas e outros deputados e ex-deputados citados em reportagens sobre o caso serão convocados e deverão depor à Promotoria em até 20 dias.
O caso na Assembleia teve origem em denúncia do deputado estadual Roque Barbiere (PTB).
Barbiere ainda não agendou o depoimento que fará no inquérito, mas o promotor espera ouvir o deputado até a semana que vem.
Cardoso afirmou que pedirá à Assembleia justificativas para as emendas de deputados que foram contempladas com recursos do governo estadual entre 2007 e 2011.
O promotor também disse que vai solicitar à Secretaria Estadual da Fazenda a lista das liberações de recursos em favor de emendas ocorridas no período.
Fonte:Folha.com
Dilma tira poder de ministro e assume as negociações sobre a Copa de 2014
Fragilizado com denúncia de corrupção na pasta, Orlando Silva deixa de ser o interlocutor do governo brasileiro e perde atribuição de negociar aprovação da Lei Geral da Copa
João Domingos e Vera Rosa / BRASÍLIA e Tânia Monteiro / enviada especial a PRETORIA
Por decisão da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Orlando Silva, não será interlocutor do governo nas negociações da Copa de 2014 e na tramitação da Lei Geral da Copa no Congresso. A partir de agora, as decisões relativas à Copa ficarão centralizadas no Palácio do Planalto, nas mãos da presidente e da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A decisão foi tomada diante do desgaste do ministro com a denúncia de que estaria envolvido num esquema de corrupção na pasta.
Veja também:
ESPECIAL: Os escândalos de corrupção do governo Dilma
Policial reafirma envolvimento de Orlando Silva em corrupção
Audiência com Orlando tem elogio até de tucano
Veja como foi a audiência com Orlando Silva na Câmara
ENQUETE: Orlando Silva vai permanecer no cargo?
Beto Barata/AE
Ministro Orlando Silva durante audiência na Câmara nesta terça
Embora o futuro de Orlando ainda esteja indefinido e vá depender do desenrolar das acusações – além da consistência de suas respostas –, o certo é que ele já perdeu poder. Na prática, o ministro passará a ser informado das providências a serem tomadas no Planalto.
Dilma não está satisfeita com o trabalho de Orlando. Na segunda-feira, 17, ainda em Pretoria, na África do Sul, ela ficou irritada com o que leu na imprensa e chegou a telefonar para um auxiliar, a fim de saber quem disse que ela aprovava o trabalho do ministro. A presidente, na realidade, afirmou apenas que considerava suficientes as primeiras explicações dadas por ele em relação às denúncias de corrupção.
Logo que assumiu o mandato, em janeiro, Dilma cogitava ela mesma cuidar da realização da Copa do Mundo por considerar Orlando Silva muito próximo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na prática, a presidente nunca quis proximidade com a CBF por avaliar que a entidade exige privilégios que ela não pretende conceder.
Com as relações cada vez mais azedas entre Dilma e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira – e percebendo que, se não mudasse de postura, poderia perder o cargo –, o ministro decidiu trocar de posição. Tanto é que ajudou a presidente a convencer o ex-craque Pelé a assumir o papel de embaixador honorário do Brasil na Copa do Mundo. Foi uma forma de afastar Ricardo Teixeira das cerimônias oficiais relativas à realização do torneio de futebol.
Manobra. No sorteio dos grupos das eliminatórias para a Copa de 2014, realizado em 30 de julho, no Rio, a manobra feita por Dilma deu certo. Teixeira ficou de fora da foto oficial. Nela, apareceram o presidente da Fifa, Joseph Blatter, Pelé e Dilma.
Agora, com as denúncias do policial militar João Dias Ferreira dando conta de que Orlando teria montado um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, a presidente decidiu assumir as negociações referentes à Copa.
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Fonte:O Estado de S.Paulo
Orlando Silva diz que AGU processará acusadores
Eduardo Bresciani, Lilian Venturini e Jair Stangler, do estadão.com.br
O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta quarta-feira, 19, durante audiência em duas comissões do Senado que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai impetrar uma queixa-crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira, que o acusam de desvio de recursos no programa Segundo Tempo.
“A justiça é o caminho para a contestação das calúnias que sofri. A própria Advocacia-Geral da União vai impetrar uma queixa-crime”, disse Orlando. A AGU é o órgão responsável por defender o governo federal em ações judiciais.
Ele destacou que optou por processar apenas os dois denunciantes e não a revista Veja, que veiculou a denúncia. Disse que pediu à revista para ter na próxima edição o mesmo espaço da matéria contrária a ele, mas não obteve resposta. Afirmou que a decisão de não publicar a revista ou o jornalista é porque defende a “imprensa livre”.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, presta novo esclarecimento sobre as denúncias contra ele em audiência das comissões de Educação, Cultura e Esporte, e Meio Ambiente e Fiscalização do Senado, na tarde desta quarta-feira, 19. Orlando afirmou que pretende encerrar nesta semana as explicações sobre as denúncias feitas contra ele. Segundo a manifestação de Orlando, após este depoimento, ele só falará com a Comissão de Ética Pública e dará o caso como encerrado.
“Vou encerrar essa semana todas as explicações necessárias para desmascarar as farsas publicadas no último final de semana. Tenho agenda de trabalho para cumprir e já dediquei tempo para rechaçar as falsidades”, disse o ministro.
Na terça-feira, 18, o ministro falou por quase quatro horas em reunião de duas comissões da Câmara. Protegido por governistas, ele negou envolvimento em fraudes no programa Segundo Tempo e atacou o denunciante, o policial militar João Dias Ferreira.
Também na terça, o policial militar João Dias Ferreira, denunciante do suposto esquema, reuniu-se a portas fechadas com parlamentares da oposição no Congresso e reafirmou as acusações contra o ministro. “Sou apenas a primeira peça do dominó”, afirmou. João Dias foi convidado a comparecer a audiência pública da Câmara, na próxima semana.
Veja como foi a audiência:
17h21 – Senador Roberto Requião encerra a sessão
17h16 – A liberdade de imprensa é absolutamente essencial. Mas a imprensa é privatizada. O que não pode é a imprensa atacar a honra. Tem um projeto meu, o relator é o senador Pedro Taques, disciplinando o direito de resposta, determinando o mesmo espaço ao atingido.
17h06 – Orlando Silva faz sua fala final. De tudo que foi posto na reportagem há dois fatos. Duas tomadas de contas estabelecidas a partir de sindicâncias feitas pelo Ministério do Esporte. Foi dado prazo para que o conveniente apresentasse a documentação, e isso não foi feito. Eu contesto a matéria veiculada porque não há um fato. Desde sábado, fora do Brasil, fiz uma entrevista coletiva e repudiava aquela acusação. Fato não houve. O fato que há é a minha determinação de exigir a devolução do dinheiro público. E de repente, a pessoa de quem eu exijo a devolução do dinheiro se insubordina e tenta criar uma cortina de fumaça. Foi criado um fato político. Já faz cinco dias que eu faço a mesma pergunta: onde estão as provas? Elas não existem. Vou impetrar ações penais e civis contra os caluniadores. E vou dar um crédito esperando que o jornalista e a revista reponham a verdade. Tenho a obrigação de publicamente me manifestar. ”
17h02 – Senador Pedro Taques (PDT-MT), último a falar, afirma que primeiro deveria ter sido ouvido antes do ministro. “A intimidade de um homem público deve ser relativizada em uma democracia. A República precisa saber o que está acontecendo no Ministério do Transporte”, afirma.
16h56 – Senador Zezé Perrela (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro, diz ser testemunha da rigidez do ministro no repasse e no controle do dinheiro público. Afirma que a reportagem da Veja já nasceu desqualificada.
16h47 – “Insisto que é muito grave a acusação veiculada pela revista com chamada de capa. Essa acusação é uma fraude, essa acusação é uma falsidade. Não há nenhuma prova, porque não houve nenhum fato. Abri todas as minhas informações porque tenho convicção da minha conduta. Não cabe a um membro do poder executivo tratar de matéria que é típica do poder legislativo. Eu faço parte de um governo, que tem relação com o Congresso Nacional. Não cabe a um mebro de outro poder se imiscuir em um tema que é típico da dinâmica parlamentar. O que me cabe individualmente, eu fiz”, diz, em relação ao pedido do senador Mário Couto para que o ministro pedisse que se faça uma CPI. “Acho que o vossa excelência perdeu uma grande oportunidade de mostrar uma grande chance de mostrar que é inocente”, respondeu o senador.
16h39 – Senador Mário Couto (PSDB-PA) diz não aceitar as críticas feitas à imprensa. “A imprensa está sendo aplaudida pela sociedade brasileira.” Diz que muitas das acusações vem sendo comprovadas. Ele pede que o próprio ministro encaminhe pedido de CPI para investigar a denúncia. “Em dois meses Vossa Excelência se livra de todas essas acusações. Este (o Senado) é o órgão mais competente de todos. É o órgão fiscalizador por excelência. Vossa Excelência vai ter amplo direito de defesa!”
16h29 – Orlando Silva repete o que disse o senador Inácio Arruda, que as ONGs tem relação com municípios. “Toda e qualquer denúncia comprovada será cobrada a devolução do dinheiro público.
16h25 – “Refleti muito sobre até onde iria tomar medidas judiciais. Houve quem perguntasse: ‘Não seria adequado processar a revista? O jornalista?’ Decidi processar os caluniadores. Para que não paire dúvida sobre o papel que vejo na imprensa neste País”, afirma o ministro. “Com esse meu gesto, faço um apelo para que o bom jornalismo prospere no Brasil. Eu que não tenho o hábito de procurar redações, dessa vez fiz isso. Pedi à Veja o mesmo espaço dado a quem me caluniuou.”
16h20 – Senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) questiona se ONG de João Dias não foi avaliada ética e tecnicamente quando foi feito o convênio. Ela questiona se ONG de Karina Rodrigues terá de devolver também o dinheiro levantado junto ao Ministério do Esporte.
16h09 – Senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) diz que quem se apoia no que diz João Dias vão se arrepener. “Pediria que fizessem uma análise da ficha corrida desse acusador. De onde ele tirou milhões para fazer uma fortuna. Ele é desqualificado pela sua folha corrida. Não é pelo ministro. A oposição que tem de cumprir o seu papel, se servir de um desqualificado? Quais são os interesses que estão por trás deste qualificado? Quem é o mandatário deste desqualificado?”, questiona. “Sobre as acusações contra o PCdoB… Vamos tratar dessa acusação insana e depois nós tratamos da batalha político-ideológica contra o PCdoB. Essa luta nós também topamos. Nenhuma ONG dirigida por militante do PCdoB está proibida de fazer convênio com o Ministério do Esporte.” Segundo o senador, a ONG Pra Frente Brasil, dirigida por Karina Rodrigues, vereadora pelo PCdoB, trabalha republicanamente, citando prefeituras do PSDB e do DEM. “Nenhuma do PCdoB”, afirma.
16h03 – Álvaro Dias diz que é visível o favorecimento de ONGs ligadas ao PCdoB. “Se vossa excelência for inocentado, irei a tribuna do Senado desagravá-lo.”
16h01 – “Todas as entidades que firmam acordo convênio conosco é feita uma prestação de contas ao final do convênio. Eu teria que olhar amiúde porque são 910 convênios firmados só nesse programa”, acrescenta.
15h55 – Em resposta a Álvaro Dias, Orlando Silva repete que João Dias ataca sem provas e que faz isso porque está sendo. “Eu exijo que devolva o dinheiro público. Não vai ser com ataques baixos que vão nos intimidar. Eu tenho as provas de que ele é um corrupto. Por isso que, quando o desqualifico, é porque é um criminoso tentando intimidar a ação de um gestor público.” Diz que em relação a cobrança de taxas é “fraseado desse sujeito”. Segundo o ministro, há regras para esses convênios e que o ministério está sujeito a elas. Volta a afirmar que recebeu João Dias por indicação de Agnelo Queiroz. “Vejo como manobra política a tentativa de vinculação desse sujeito com o governador do DF, que é uma pessoa ilibada.” “25 dos 352 são convênios com ONGS. Fizemos uma chamada público em julho de 2011 e concluímos em setembro, concluindo com decisão de não conveniar com entidade não-governamental. Devemos entrar 2012 com nenhuma entidade privada no (programa Segundo Tempo).”
15h54 – O senador Álvaro Dias apresenta dois exemplos de suspostos desvios, entre eles o da ONG Pra Frente Brasil, que seria de R$ 28 milhões. São desvios significativos, que não se justificam, porque prefeituras e governo estaduais estão mais aparelhados para fazer uso dos recrusos do governo. “Essas são questões essenciais, senhor ministro.”
15h49 – O senador Álvaro Dias menciona contratos feitos pelo ministério do Esporte com ONGs que não teriam prestrado o serviço contratado. Segundo ele, empresas privadas estariam ligadas a ONGs para receber dinheiro público. O senador apresenta documentos que comprovariam as irregularidades e cita como exemplo a ONG Pra Frente Brasil.
15h40 – Pergunta agora o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “Quero dizer que estamos desarmados”, diz. “Não me restrinjo às denúncias veiculadas pela revista Veja. Nossa atuação vai além disso”, afirma o senador ao relembrar denúncias de irregularidades em anos anteriores. “Nosso objetivo não é alvejar quem quer que seja, é esclarecer.”
15h37 – Senadora Vanessa Grazziotin faz críticas ao acusador, policial João Dias: “Ele deveria depor na PF e não foi porque alegou motivo de saúde. Mas preferiu vir aqui [no Congresso]. Ele não apresenta provas. “Nós queremos ouvi-lo”, diz a senadora sobre o convite feito pela oposição para que o policial compareça à audiência na Câmara na próxima semana.
15h33 – Senadora Vanessa Grazziotin: “A indignação [contra as denúncias] não é só sua. É de todo um partido político”. “É a vida de uma pessoa que está em jogo, de uma família. Nunca a reparação virá nesse tamanho [na revista Veja].”
15h27 – Orlando Silva conclui sua fala e o senador Requião começa leitura dos senadores inscritos para fazer perguntas ao ministro. A primeira será Vanessa Grazziotin (PC do B).
15h24 – Ainda nesta quarta-feira, o ministro Orlando Dias promete procurar o Ministério Público para acionar o policial militar João Dias Ferreira por calúnia. “É um escândalo o que fazem contra mim, assim como as denúncias de caixa 2 contra meu partido [PC do B]”
15h17 – Orlando Silva: “Não se pode acusar sem provas. É muito importante a liberdade de imprensa no Brasil. Me surpreendeu a declaração ‘Não interessa que haja processo. Se há acusação, tem que sair’. O que se quer é afastar um ministro no grito. A minha indignação é porque é inaceitável compactuar com acusação sem provas.” Por isso a defesa que faço da minha honra. “Não vou descansar enquanto não prender os deliquentes que me atacam de maneira vil.” “Coloquei meus sigilos, bancário, telefônico e fiscal, à disposição. Tenho orgulho da minha trajetória e não vou permitir que minha vida seja maculada.” “A revista me expôs a um linchamento público, sem provas”
15h12 – Orlando Silva: “Imaginem o que significa essa acusação para mim, para minha mãe, para minha mulher, para minha filha. Provas quem possui sou eu. Reafirmo, aqui [mostra papéis] estão as provas que meu acusador realizou.” Ministro relata acusações de desvio de dinheiro público contra as entidades ligadas ao policial militar João Dias Ferreira: “Determinei a devolução do dinheiro público desviado. Eu determinei”. “E qual foi a reação do réu, de quem cometeu o delito? Ele acusa o ministro de Estado e não apresenta provas. Esses são os fatos.”
15h08 – Orlando Silva volta a falar sobre as denúncias de corrupção no ministério, publicadas pela revista Veja, no sábado, 15: “A resposta que oferecemos à revista foi clara. Nunca ouve os fatos registrados pela revista”. “‘Não houve, não há e não haverá provas sobre essa acusação vil que me imputaram”, disse novamente. “Desde sábado questiono: Onde estão as provas?. Senhores senadores, essas provas não existem. Desafio um registro da minha voz, um registro da minha imagem.”
15h02 – Ministro, assim como fez na audiência da Câmara, usa parte do tempo para falar de ações e programas executados na pasta
14h57 – Orlando Silva: “Nessa semana quero encerrar todas as explicações necessárias para desmascarar as farsas publicadas. Até porque tenho uma agenda de trabalho intensa para cumprir e já gastei muito tempo para contestar as inverdades publicadas”
14h50 – Com 50 minutos de atraso, começa a audiência no Senado Comissão de Educação, Cultura e Esporte, conjunta com a de Meio Ambiente e Fiscalização. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) preside a comissão. O ministro Orlando Silva terá 30 minutos para falar.
Fonte:O Estado de S.Paulo
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