domingo, 16 de outubro de 2011
Em blog, investigado por suposto esquema de fraude no Esporte ameaça PC do B e Orlando Silva
Policial militar e ex-militante do PCdoB escreveu em seu blog para partido não defender ministro
estadão.com.br
Ameaçado de ser processado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, o policial militar e ex-militante do PC do B, João Dias Ferreira, enviou uma mensagem ao ministro e ao seu ex-partido. Em duas mensagens colocadas em seu blog, Ferreira aconselha o partido a “ficar calado antes de sair em defesa de Orlando” e manda um recado diretamente ao ministro: “estou aguardando ansiosamente ser chamado para apresentar as verdades materializadas”.
Veja também:
Ministro é acusado de liderar fraude
ESPECIAL: A faxina de Dilma
Orlando Silva diz que vai processar por calúnia autor de denúncia
Fifa teme que polêmica complique negociações finais da Copa do Mundo no Brasil
RELEMBRE: 2ºTempo turbina PCdoB

Fábio Motta / AE
O ministro Orlando Silva é apontado na fraude do ministério
Às 7h57, Ferreira escreveu um texto diretamente ao ministro. Nele, diz compreender o direito defesa de Silva, mas diz aguardar “ansiosamente” ser chamado para relatar sua versão e ainda mostra intenção de dizer mais. “O que falei pra (sic) revista está devidamente gravado e será apresentado as autoridades competentes”, diz a mensagem.
Ferreira ainda relata que foi procurado a mando de Silva pelo secretário nacional Ricardo Leiser. “E se tu não deves nada, porque mandou seu secretáario nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?”. Prossegue dizendo não ser bandido e acusa o ministro e todos da sua equipe de refazer “qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência”.
Poucos minutos depois, às 08h05, em letras maiúsculas, Ferreira escreveu uma mensagem endereçada a todos os membros do partido. “SUGESTÃO: ERA BOM O PCDOB NACIONAL FICAR CALADO ANTES DE SAIR EM DEFESA DO ORLANDO SUMARIAMENTE.”
Acusações. O ministro do Esporte, Orlando Silva, é apontado como principal beneficiário de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio de convênios de sua pasta com Organizações Não Governamentais (ONGs) pelo policial militar João Dias Ferreira, investigado como um dos integrantes do grupo.
O Estado revelou, em uma série de reportagens publicadas em fevereiro deste ano, que o principal programa do ministério, o Segundo Tempo, se transformou em um instrumento financeiro do PCdoB, partido de Orlando Silva. Sem licitação, o ministro entregou o programa a entidades ligadas ao partido, cujos contratos com essas ONGs somaram R$ 30 milhões só em 2010.
Em entrevista à revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdoB, confirma o favorecimento do partido nos contratos e afirma que o ministro recebeu pessoalmente remessas de dinheiro do esquema. A entrega, segundo a reportagem, foi feita dentro da garagem do Ministério do Esporte por Célio Soares Pereira, que servia de motorista e mensageiro do grupo. À revista, Pereira afirmou que esteve pelo menos quatro vezes entregando dinheiro na garagem do ministério, além da ocasião em que repassou diretamente ao ministro “maços de notas de R$ 50 e R$ 100″ em uma caixa de papelão.
Fonte:O Estado de S.Paulo
estadão.com.br
Ameaçado de ser processado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, o policial militar e ex-militante do PC do B, João Dias Ferreira, enviou uma mensagem ao ministro e ao seu ex-partido. Em duas mensagens colocadas em seu blog, Ferreira aconselha o partido a “ficar calado antes de sair em defesa de Orlando” e manda um recado diretamente ao ministro: “estou aguardando ansiosamente ser chamado para apresentar as verdades materializadas”.
Veja também:
Ministro é acusado de liderar fraude
ESPECIAL: A faxina de Dilma
Orlando Silva diz que vai processar por calúnia autor de denúncia
Fifa teme que polêmica complique negociações finais da Copa do Mundo no Brasil
RELEMBRE: 2ºTempo turbina PCdoB
Fábio Motta / AE
O ministro Orlando Silva é apontado na fraude do ministério
Às 7h57, Ferreira escreveu um texto diretamente ao ministro. Nele, diz compreender o direito defesa de Silva, mas diz aguardar “ansiosamente” ser chamado para relatar sua versão e ainda mostra intenção de dizer mais. “O que falei pra (sic) revista está devidamente gravado e será apresentado as autoridades competentes”, diz a mensagem.
Ferreira ainda relata que foi procurado a mando de Silva pelo secretário nacional Ricardo Leiser. “E se tu não deves nada, porque mandou seu secretáario nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?”. Prossegue dizendo não ser bandido e acusa o ministro e todos da sua equipe de refazer “qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência”.
Poucos minutos depois, às 08h05, em letras maiúsculas, Ferreira escreveu uma mensagem endereçada a todos os membros do partido. “SUGESTÃO: ERA BOM O PCDOB NACIONAL FICAR CALADO ANTES DE SAIR EM DEFESA DO ORLANDO SUMARIAMENTE.”
Acusações. O ministro do Esporte, Orlando Silva, é apontado como principal beneficiário de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio de convênios de sua pasta com Organizações Não Governamentais (ONGs) pelo policial militar João Dias Ferreira, investigado como um dos integrantes do grupo.
O Estado revelou, em uma série de reportagens publicadas em fevereiro deste ano, que o principal programa do ministério, o Segundo Tempo, se transformou em um instrumento financeiro do PCdoB, partido de Orlando Silva. Sem licitação, o ministro entregou o programa a entidades ligadas ao partido, cujos contratos com essas ONGs somaram R$ 30 milhões só em 2010.
Em entrevista à revista Veja, o policial militar e ex-militante do PCdoB, confirma o favorecimento do partido nos contratos e afirma que o ministro recebeu pessoalmente remessas de dinheiro do esquema. A entrega, segundo a reportagem, foi feita dentro da garagem do Ministério do Esporte por Célio Soares Pereira, que servia de motorista e mensageiro do grupo. À revista, Pereira afirmou que esteve pelo menos quatro vezes entregando dinheiro na garagem do ministério, além da ocasião em que repassou diretamente ao ministro “maços de notas de R$ 50 e R$ 100″ em uma caixa de papelão.
Fonte:O Estado de S.Paulo
Distante de tucanos, DEM ameaça voo solo em 2014
Dirigentes da sigla não apostam em aliança com Aécio Neves nem com José Serra; senador Demóstenes Torres (GO) é um dos nomes cotados para a disputa
EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Lutando pela sobrevivência, o DEM ameaça abandonar a aliança tradicional com o PSDB e lançar um candidato próprio nas eleições presidenciais de 2014. O partido foi o maior perdedor com o surgimento do PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e não vê nos dois principais presidenciáveis do parceiro, o senador Aécio Neves e o ex-governador José Serra, a expectativa de um projeto conjunto de poder.
Dirigentes do partido se ressentem de sequer terem sido procurados por Aécio, que em entrevista ao Estado no domingo passado deixou clara a intenção de disputar a Presidência em 2014.
Isolado e com pouca interlocução com os tucanos, o DEM tenta se reconstruir nas eleições municipais e estruturar um voo solo para o futuro. A única vez que a legenda disputou a Presidência da República foi em 1989, com Aureliano Chaves. Na época, o partido se chamava PFL.
O projeto de uma candidatura própria, ainda embrionário, tem como base uma pesquisa feita em agosto na qual se verificou que discursos da sigla, como maior rigor nas ações de segurança e menos impostos, encontram eco no eleitorado. Para o DEM, existe um eleitor órfão de uma alternativa mais à direita.
Insatisfação. No partido, a insatisfação com o PSDB é grande. O DEM sentiu-se abandonado pelo aliado no processo de criação do PSD, principalmente pelos dois principais nomes tucanos. José Serra é próximo de Gilberto Kassab, enquanto Aécio Neves não conseguiu impedir a saída do DEM do deputado Marcos Montes e ainda fez acenos à nova legenda. A oposição vista como "tímida" de Aécio no Senado também é um motivo de descontentamento entre dirigentes do DEM.
Diante disso, o partido cogita a independência. O presidente do DEM, José Agripino (RN), vincula o plano para o futuro ao desempenho em 2012. "Tudo depende da eleição municipal. Vamos fazer alianças de acordo com o que as conveniências partidárias recomendam e as afinidades ideológicas permitem." Uma amostra desta busca de independência em relação aos tucanos em 2012 é a negociação com o PMDB para apoiar Gabriel Chalita em São Paulo no momento em que PSDB e PSD ensaiam conversas.
Cotado. O nome mais falado dentro do partido para uma candidatura em 2014 é o do líder no Senado, Demóstenes Torres (GO). Ele tem mandato até 2018. Poderia, portanto, disputar e não ficar sem cargo em caso de derrota. Os aliados o veem ainda como o mais adequado ao perfil do eleitor revelado na pesquisa. Negando se colocar como o nome do partido, ele é um dos maiores entusiastas da candidatura própria.
"Partido não pode ficar sempre com vice. Isso faz você perder a militância e ficar sem bandeiras. Acho que o DEM tem de ter candidatura própria a tudo, a prefeito, a governador e a presidente", diz Demóstenes.
O líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA), destaca não haver um "alinhamento automático" com o PSDB. Para ele, o DEM precisa reformular a sua comunicação para se aproximar do eleitor e se viabilizar como uma alternativa.
Animado com o resultado obtido no levantamento feito com os eleitores, o DEM quer aprofundar as consultas em busca da definição de um discurso que atenda ao desejo dos brasileiros. O próximo passo é a realização de pesquisas qualitativas. As lideranças da sigla vão também intensificar as viagens pelo País em busca de, pelo menos, repetir o resultado de 2008, quando elegeu mais de 500 prefeitos e ficou na quinta posição entre os partidos.
Fonte:O Estado de S.Paulo
Lula admite que Haddad é seu favorito para disputar Prefeitura de SP
LUCIANA COELHO
ENVIADA ESPECIAL A DES MOINES, IOWA
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) que seu favorito para concorrer à Prefeitura de São Paulo é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, mas que apoiará a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy caso ela vença as prévias do partido.
"Meu candidato será quem ganhar as prévias. Todo mundo sabe que eu gostaria que fosse o Haddad. Mas quem ganhar será meu candidato", disse ele a jornalistas em Des Moines (EUA), onde recebeu um prêmio.
Indagado sobre a senadora Marta Suplicy, Lula disse que a "adora" e que pode apoiá-la. "Se passar na prévia, será minha candidata."
Steve Pope - 14.out.2011/Associated Press

Ao lado do ex-presidente de Gana John Kufuor, Lula participa de premiação por atuação no combate à fome
O ex-presidente lançou Haddad para disputar a candidatura com quatro petistas.
Determinado a ter um aliado na Prefeitura de São Paulo para romper a hegemonia do PSDB no Estado, pode vir a contar com mais dois nomes da sua base fora do PT: o deputado Gabriel Chalita (PMDB) e o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que acaba de trocar o PMDB pelo PSD.
Mas, embora tenha confirmado que conversou com Meirelles sobre a decisão de se filiar ao partido do prefeito Gilberto Kassab, Lula não discorreu sobre o fato de o aliado ter também transferido seu título de eleitor de Goiânia para São Paulo.
"Não sei se ele tem pretensão de ser candidato. A única coisa que conversei com o Meirelles é que ele queria sair do PMDB, e a janela era agora." Meirelles se filiou ao PSD na data-limite, dia 7.
Na quarta, a Folha revelou que o ex-presidente do BC procurara Lula três semanas antes para se aconselhar.
CRISE
Lula foi a Des Moines, Iowa, receber o World Food Prize, uma honraria de US$ 250 mil (R$ 434 mil) conferida pela fundação homônima que foca a segurança alimentar. Nesta 25ª edição, pela primeira vez, foram dois políticos que dividiram o cheque: Lula e o ex-presidente de Gana John Kufuor.
Em discurso, o brasileiro insistiu que para aplacar a crise econômica global é preciso converter pobres em consumidores.
Citou o Brasil, afirmando que o país atravessou relativamente bem a crise de 2008 porque os programas de transferência de renda criaram um mercado. E sugeriu a receita aos EUA e à Europa, onde o consumo cai: "Quando o pobre ganha mais, o rico também ganha".
Lula voltou a atacar o Fundo Monetário Internacional por sua atuação na crise, dizendo que, quando o problema era na América Latina, o FMI "mandava cortar tudo". "Agora que é nos países ricos, fica quieto", afirmou, ignorando o arrocho fiscal exigido da Grécia.
Em Iowa, o ex-presidente manteve uma agenda repleta de encontros com representantes de governos africanos.
Fonte:Folha.com
ENVIADA ESPECIAL A DES MOINES, IOWA
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) que seu favorito para concorrer à Prefeitura de São Paulo é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, mas que apoiará a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy caso ela vença as prévias do partido.
"Meu candidato será quem ganhar as prévias. Todo mundo sabe que eu gostaria que fosse o Haddad. Mas quem ganhar será meu candidato", disse ele a jornalistas em Des Moines (EUA), onde recebeu um prêmio.
Indagado sobre a senadora Marta Suplicy, Lula disse que a "adora" e que pode apoiá-la. "Se passar na prévia, será minha candidata."
Steve Pope - 14.out.2011/Associated Press
Ao lado do ex-presidente de Gana John Kufuor, Lula participa de premiação por atuação no combate à fome
O ex-presidente lançou Haddad para disputar a candidatura com quatro petistas.
Determinado a ter um aliado na Prefeitura de São Paulo para romper a hegemonia do PSDB no Estado, pode vir a contar com mais dois nomes da sua base fora do PT: o deputado Gabriel Chalita (PMDB) e o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que acaba de trocar o PMDB pelo PSD.
Mas, embora tenha confirmado que conversou com Meirelles sobre a decisão de se filiar ao partido do prefeito Gilberto Kassab, Lula não discorreu sobre o fato de o aliado ter também transferido seu título de eleitor de Goiânia para São Paulo.
"Não sei se ele tem pretensão de ser candidato. A única coisa que conversei com o Meirelles é que ele queria sair do PMDB, e a janela era agora." Meirelles se filiou ao PSD na data-limite, dia 7.
Na quarta, a Folha revelou que o ex-presidente do BC procurara Lula três semanas antes para se aconselhar.
CRISE
Lula foi a Des Moines, Iowa, receber o World Food Prize, uma honraria de US$ 250 mil (R$ 434 mil) conferida pela fundação homônima que foca a segurança alimentar. Nesta 25ª edição, pela primeira vez, foram dois políticos que dividiram o cheque: Lula e o ex-presidente de Gana John Kufuor.
Em discurso, o brasileiro insistiu que para aplacar a crise econômica global é preciso converter pobres em consumidores.
Citou o Brasil, afirmando que o país atravessou relativamente bem a crise de 2008 porque os programas de transferência de renda criaram um mercado. E sugeriu a receita aos EUA e à Europa, onde o consumo cai: "Quando o pobre ganha mais, o rico também ganha".
Lula voltou a atacar o Fundo Monetário Internacional por sua atuação na crise, dizendo que, quando o problema era na América Latina, o FMI "mandava cortar tudo". "Agora que é nos países ricos, fica quieto", afirmou, ignorando o arrocho fiscal exigido da Grécia.
Em Iowa, o ex-presidente manteve uma agenda repleta de encontros com representantes de governos africanos.
Fonte:Folha.com
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