domingo, 25 de setembro de 2011

Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XVIII)

Waldemar Costa Filho negou tudo até o fim. Estevam Galvão de Oliveira nega até hoje. Mas é certo que a história permanece até agora por conta das evidências e é lembrada por muita gente da época, nas duas cidades. Em 1976, Waldemar e Estevam se elegeram prefeitos de Mogi e Suzano. Waldemar no segundo de seus quatro mandatos; Estevam estreando num cargo executivo, que ele voltaria a exercer também por mais três vezes. Os dois ficariam até 1982. Tempo suficiente para grandes projetos. Diz a lenda que a certa altura do mandato, já com fama de "tocadores de obras", os dois se falavam ao telefone, quando Waldemar propôs ao colega fazerem juntos uma nova ligação entre Mogi e Suzano, que serviria como opção à antiga SP-66, à época já saturada. Estevam topou de pronto. O telefonema teria terminado com Waldemar dizendo: "Vamos tocar o pau, velho. Fazemos a estrada do lado esquerdo da linha férrea". O suzanense tratou de prolongar a Avenida Jorge Bei Maluf, no lado esquerdo da linha, no sentido Suzano-Mogi, enquanto o mogiano iniciava as obras pela Avenida Governador Adhemar de Barros, no lado esquerdo da ferrovia, sentido Mogi-Suzano. As obras já estavam avançadas quando os dois teriam chegado à conclusão de que algo estava errado e que, segundo as leis da matemática, duas paralelas jamais iriam se encontrar. A menos que fosse feita uma grande ponte ou viaduto sobre a linha do trem. O certo é que Waldemar, alegando falta de verbas, desviou sua obra para a SP-66, na altura da antiga Coca-Cola, enquanto Estevam chegava com a Avenida até o Rio Taiaçupeba. Os mandatos terminaram e só depois de muito tempo Waldemar retomou a ideia da ligação com Suzano, fazendo a Avenida Guilherme Giorgi, de Jundiapeba, se encontrar com o trecho de Estevam, ao lado do Rio. Não houve tempo para terminar. Quem concluiu a ligação foi Junji Abe, em seu primeiro mandato. Bertaiolli, hoje, tem planos para estender a Guilherme Giorgi na direção do Centro da Cidade. Por enquanto, apenas planos.


PSOL – 1


A ex-vereadora Inês Paz será mantida no cargo de presidente do Diretório Municipal do PSOL de Mogi, durante a Convenção Pública que o partido realiza hoje, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal. Os demais membros serão escolhidos entre militantes.


PSOL – 2


Além de eleger delegados para o 3º Congresso do PSOL, o partido debaterá estratégias para retomar o antigo lugar na Câmara, no pleito de 2012. Discutirá também se lançará candidato a prefeito ou se coligará com algum candidato mais à esquerda. "Nossa meta é colocar o partido nas ruas, com um programa progressista para Mogi", diz Inês.


Esse merece!
O médico oftalmologista Carlos Roberto Fonçatti irá receber o título de Cidadão Mogiano, no próximo dia 7 de outubro, às 20 horas, na Câmara. Formado em Mogi, ele é o responsável pela Clínica Fonçatti, na Rua Antonio Meyer, no Jardim Santista.


Interior


O Consórcio Sorocaba, vencedor da concorrência para as 44 linhas daquele Município, no Interior de São Paulo, é formado pela CS Brasil e o Grupo Metropolitana (de ônibus). A CS Brasil, que já opera em Mogi, é controlada pela Julio Simões Logística (JSL).


Fonte:O Diário de Mogi

SP custeará ligações de esgoto da baixa renda

Geraldo Alckmin assina convênio com a Sabesp em Ribeirao Pires, no valor de R$ 15 milhoes.23/03/2011
Como parte do evento Tietê Vivo, em comemoração do Dia do Tietê, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) assinou ontem o projeto de lei para a criação do Programa Se Liga na Rede, que vai custear 100% das ligações na rede de esgoto para famílias de baixa renda, que ganham até três salários mínimos mensais. Este programa abriga a quarta parte do processo de despoluição do Rio Tietê, iniciado há 20 anos e que retoma com força agora na gestão de Alckmin.


A quarta etapa do trabalho de limpeza do Tietê começa a ser operada a partir desta semana pelas Secretaria de Recursos Hídricos e Sabesp. Segundo o governador, esta é a sequencia natural da fase três, já em curso com recursos de um financiamento da ordem de US$ 1,050 bilhão contraído junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Uma não faz sentido sem o outra, pelo que o governador deixou transparecer durante entrevista que concedeu após o cumprimento de agenda oficial no evento.


Com os recursos do BID, o Governo do Estado está realizando obras que permitirão o recolhimento e tratamento do esgoto dos 26 municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) que ainda não tratam integralmente ou nada do esgoto de suas cidades. "O financiamento do BID é só para esgoto. Não tem nada para água. É para coleta e tratamento de esgoto só na Região Metropolitana de São Paulo", disse Alckmin.


No entanto, ressalta o governador, não faz sentido o governo do Estado gastar mais de US$ 1 bilhão na construção da estrutura para coleta e tratamento de esgoto se as famílias de baixa renda não têm condições de ligar seu esgoto na rede. É aí que entra o Projeto de Lei que autoriza a Secretaria de Recursos Hídricos e a Sabesp a procederem o custeamento integral das obras de ligação do esgoto das famílias de baixa renda na rede. Este serviço custa ao cidadão algo entre R$ 1,5 mil e R$ 1,6 mil. "O Estado vai custear 80% do valor e a Sabesp vai entrar com os 20% restantes", disse Alckmin.


Só com a fase 3 do projeto de despoluição do Tietê, o tratamento do esgoto na RMSP saltará de 70% para 84%. Há 16 anos, segundo Alckmin, apenas 24% do esgoto produzido na RMSP era tratado. Esta região acomoda cerca de 20 milhões de pessoas. Depois virá a fase de educação ambiental, principalmente na rede escolar estadual, para conscientizar as pessoas a pararem de jogar lixo no rio. "Todos os dias são jogados 500 toneladas de lixo no Tietê. Nós conseguimos tirar 200 toneladas, mas até o final do ano vamos tirar quase meio milhão de toneladas. Ao menos 450 toneladas", prometeu o governador.


Projetos


Outros projetos de menor proporção compõem o grande projeto de despoluição do Tietê. Um deles, é o Jardim Metropolitano de 16 quilômetros - oito de cada lado - na área do Parque Ecológico do Tietê. O projeto paisagístico é de Ruy Ohtake e integra o Projeto Parque Várzeas do Tietê, capitaneado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). "Publicaremos o edital já na próxima semana", disse o governador. Para ele, em mais seis ou oito semanas o projeto já começará a ser implementado.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM), que também participou das comemorações do Dia do Tietê, afirmou que as ligações de esgoto clandestinas no município de São Paulo serão todas regularizadas de forma gratuita. "Quando o poder público e a sociedade civil estão juntos, ninguém pode", discursou o prefeito, enfatizando que muito do que foi feito no sentido de despoluir o Rio Tietê foi por pressão da sociedade civil que nutri o desejo de ver o Tietê livre da poluição.


Alckmin lembrou que a mancha de poluição do Tietê que se estendia até o município de Barra Bonita, interior do Estado, já retrocedeu 160 quilômetros. "O último lugar a ser recuperado é São Paulo", disse o governador, que também lançou hoje o Manifesto Tietê Vivo - Compromisso de todos nós, um livro com um milhão de assinaturas.


Fonte:O Diário de Mogi



Trabalho abriga cúpula do PDT

No comando do rateio de recursos milionários do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, abrigou parte da cúpula do seu partido, o PDT, na pasta e encontrou brecha para turbinar centrais sindicais, impedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de receber dinheiro público devido a irregularidades no passado. Só neste ano, entidades vinculadas a centrais já receberam R$ 11 milhões.


O ministro mantém 10 integrantes da Executiva do PDT em postos de comando do ministério e um outro personagem da cúpula partidária na Fundacentro, instituição ligada à pasta. O tesoureiro do partido, Marcelo Panella, foi chefe de gabinete de Lupi até o início do mês passado, auge da faxina ministerial, quando deixou o cargo a pretexto de cuidar de negócios pessoais.


"Todos são filiados ao PDT, o que pesou, sim, para suas nomeações", disse o ministro, confirmando a lista de correligionários que nomeou. "Reitero que todos os seus cargos são de livre provimento", completou. No jargão burocrático, isso significa que ele entende que cabe a ele preencher os cargos da forma que entender melhor.


Panella e Lupi são amigos há 25 anos, segundo o próprio ministro Os dois chegaram a ser sócios no Rio de Janeiro, no Auto Posto São Domingos e São Paulo, mas a falta de alvarás não permitiu o funcionamento do negócio.


Sucessor de Leonel Brizola na presidência do PDT, Lupi chegou ao bloco F da Esplanada dos Ministérios em 2007, após perder a disputa para governar o Rio e por ter apoiado a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tirou licença do comando do PDT para assumir o ministério, mas continuou mandando no partido, numa confusão de fronteiras entre o cargo no governo e a militância.


Loteamento


O critério político-partidário pesou na escolha de alguns dos principais cargos do ministéro. Além de Lupi, o secretário executivo da pasta, Paulo Roberto Santos Pinto, também é integrante da Executiva Nacional. Da mesma forma, comandam o partido quatro assessores diretos do ministro: o secretário de Políticas para o Emprego, Carlo Roberto Simi, e a diretora de Qualificação, Ana Paula da Silva.


Completam a lista dois coordenadores-gerais: o responsável por Estudos, Anderson Brito Pereira, e Rafael Oliveira Galvão, que cuida de empreendedorismo juvenil. A Fundacentro, instituição de pesquisa sobre segurança do Trabalho, vinculada ao ministério, também é comandada por um membro da Executiva do PDT, Eduardo de Azeredo Costa. Neste ano, a Fundacentro recebeu R$ 45,7 milhões.


No mesmo ano em que assumiu o ministério, Lupi abriu caminho para o repasse de verbas do FAT a centrais sindicais, por meio de convênios com sindicatos ligados às centrais, proibidas pelo Tribunal de Contas da União de receber dinheiro público por fraudes e irregularidades na prestação de contas. A justificativa foi "a necessidade de novos parceiros" para cuidar da intermediação de emprego nas cidades de São Paulo e do Rio.


Sob Lupi, a Força Sindical tomou a liderança do repasse de verbas para agências de emprego. O convênio em curso com a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos soma R$ 46,4 milhões.


Fonte:O Diário de Mogi

Dilma ainda não acabou a faxina

destaque A presidenta Dilma discursa na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, na última semana


BRASÍLIA


Mesmo com o apoio da população, que chegou a ir às ruas para aplaudi-la no dia 7 de Setembro, em Brasília, e na semana passada, no Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez uma faxina incompleta nos setores do governo envolvidos em corrupção, irregularidades diversas e mau uso do dinheiro público. A limpeza só ocorreu na cúpula do Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).


Na Valec, a estatal responsável pela construção das grandes ferrovias previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a Norte-Sul e a Oeste-Leste, foi afastado só o presidente José Francisco das Neves, o Juquinha. Ele saiu no rastro do escândalo que abalou o Ministério dos Transportes, no início de julho. Investigações aa Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram desvios de R$ 279,7 milhões na Valec.


Juquinha foi substituído interinamente por Felipe Sanchez da Costa, diretor da Valec, mas segundo informações de dentro da estatal quem manda mesmo na empresa é Luiz Carlos Oliveira Machado, diretor de Engenharia, um protegido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A Ferrovia Norte-Sul, uma das principais obras da Valec, foi iniciada no governo de Sarney (1985-1990) e nasceu envolvida em escândalos. Na época, descobriu-se que a licitação havia sido dirigida e os vencedores já eram conhecidos havia meses.


Acampado
Como se considera o pai da Ferrovia Norte-Sul, o presidente do Senado nunca desencarnou dela. Em 1989, ainda presidente da República, Sarney fez uma visita ao canteiro de obras da Norte-Sul de Açailândia (550 quilômetros ao sul de São Luís). Vivia um momento difícil e enfrentava uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava corrupção em seu governo. Prometeu que nos governos subsequentes acamparia nos trilhos até que a ferrovia fosse concluída.


Sarney não precisou fazer nada disso. Mudou seu domicílio eleitoral para o Amapá e voltou ao Congresso. Em 2002 aliou-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outrora um adversário da Norte-Sul, e defensor dela depois de assumir o mandato. Para não correr riscos, Sarney passou a influir na indicação dos diretores da Valec. A obra está atrasada, como ocorre com todas as de tamanha grandeza e valor - seus custos já estão em mais de R$ 5 bilhões. Mas deverá ser inaugurada integralmente durante o governo de Dilma Rousseff.


Na quinta-feira a Subcomissão das Obras do PAC da Câmara esteve em Palmas e Gurupi, no Tocantins, para visitar dois trechos da Ferrovia Norte-Sul, onde teria havido desvios de R$ 84 milhões, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU). "É uma coisa complicada, porque 85% dos serviços já foram feitos. Desmanchar não dá. Temos é de ver se conseguimos reduzir os preços", afirmou o presidente da subcomissão, deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), que comandou a visita dos parlamentares.


Fonte:O Diário de Mogi