sábado, 24 de setembro de 2011

Dilma começa, mas não termina faxina em ministérios

Limpeza ocorreu só na cúpula dos Transportes e no Dnit; Valec está sob comando interino e demissões na Conab ficaram na promessa


João Domingos, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Mesmo com o respaldo da população - que deu manifestações de apoio nos atos públicos de 7 de Setembro, em Brasília, e na semana passada, no Rio -, a presidente Dilma Rousseff fez uma faxina incompleta nos setores do governo envolvidos em corrupção, irregularidades e mau uso do dinheiro público (veja gráfico ao final deste exto). A limpeza só ocorreu na cúpula do Ministério dos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).


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RELEMBRE: Os ministros que já caíram


E-ministro Alfredo Nascimento foi um dos demitidos nos Transportes - Ed Ferreira/AE - 30.08.2011
Ed Ferreira/AE - 30.08.2011
E-ministro Alfredo Nascimento foi um dos demitidos nos Transportes
Na Valec, a estatal responsável pela construção das grandes ferrovias previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a Norte-Sul e a Oeste-Leste, foi afastado só o presidente José Francisco das Neves, o Juquinha. Ele saiu no rastro do escândalo que abalou o Ministério dos Transportes, no início de julho. Investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram desvios de R$ 279,7 milhões na Valec.


Juquinha foi substituído interinamente por Felipe Sanchez da Costa, diretor da Valec, mas, segundo informações de dentro da estatal, quem manda de fato na empresa é Luiz Carlos Oliveira Machado, diretor de Engenharia, um protegido do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A Ferrovia Norte-Sul, uma das principais obras da Valec, foi iniciada no governo Sarney (1985-1990) e nasceu envolvida em escândalos. Na época, descobriu-se que a licitação havia sido dirigida e os vencedores já eram conhecidos havia meses.


Acampado. Como se considera o pai da Ferrovia Norte-Sul, o presidente do Senado nunca desencarnou dela. Em 1989, ainda presidente da República, Sarney fez uma visita ao canteiro de obras da Norte-Sul de Açailândia (550 km ao sul de São Luís). Vivia um momento difícil e enfrentava uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava corrupção em seu governo. Prometeu que, nos governos subsequentes, acamparia nos trilhos até que a ferrovia fosse concluída.


Sarney não precisou fazer nada disso. Mudou seu domicílio eleitoral para o Amapá e voltou ao Congresso. Em 2002, aliou-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outrora um adversário da Norte-Sul, e defensor dela depois de assumir o mandato. Para não correr riscos, Sarney passou a influir na indicação dos diretores da Valec. A obra está atrasada, como ocorre com todas as de tamanha grandeza e valor - seus custos já estão em mais de R$ 5 bilhões. Mas deverá ser inaugurada integralmente durante o governo de Dilma Rousseff.


Na quinta-feira, a Subcomissão das Obras do PAC da Câmara esteve em Palmas e Gurupi (TO), para visitar dois trechos da Ferrovia Norte-Sul, onde teria havido desvios de R$ 84 milhões, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU). “É uma coisa complicada, porque 85% dos serviços já foram feitos. Desmanchar não dá. Temos é de ver se conseguimos reduzir os preços”, afirmou o presidente da subcomissão, deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), que comandou a visita dos parlamentares.


Só promessas. Na limpeza prometida por Dilma, um dos alvos foi a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Trata-se de um órgão com orçamento de investimentos anuais de R$ 2,9 bilhões, presente em todos os Estados brasileiros, fundamental para a formação de estoques reguladores de alimentos. É também uma das estatais mais loteadas pelos partidos da base. Foi dividida entre PTB, PMDB e PT. É lá também que deputados e senadores costumam pôr alguns de seus filhos e netos.



 Fonte: Estadão.com.br

Campinas, novo aeroporto e a ação dos deputados

A decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de construir o terceiro aeroporto metropolitano de São Paulo teve repercussões imediatas em Campinas, onde os representantes da Cidade se mobilizaram para exigir do secretário Edson Aparecido, de Desenvolvimento Metropolitano, a garantia de que o governo paulista dará prioridade à reforma do Aeroporto de Viracopos, obra a ser executada por meio de parceria com a iniciativa privada. O encontro ocorreu nesta semana, segundo informa, o advogado mogiano, residente em Campinas, Renato de Lima Júnior. A rebelião dos políticos campineiros tem motivo. Investidores têm alertado que o terceiro aeroporto poderá significar a morte de Viracopos. Por isso, eles querem que o governo, que fará o leilão de concessão dos aeroportos em dezembro, dê garantia de que nos primeiros dez anos de concessão, não autorizará a construção de outro aeroporto num raio de 100 km de Viracopos. O objetivo, no caso, seria obstruir a hipótese de que Caieiras viesse a sediar o aeroporto metropolitano, como chegou a ser comentado. No caso da escolha de Mogi para receber a obra, a distância deixaria de ser empecilho para Viracopos. Nesta linha de raciocínio, Renato de Lima conclui: "A lição de casa que os deputados daí tem de fazer é inserir no Edital de Privatização de Viracopos, que deverá sair nos próximos dias, que não será autorizada a construção de um novo aeroporto num raio de 100 km contados a partir de Viracopos. Com isso, Caieiras estará definitivamente fora do jogo e Mogi passa a ter chances". Os deputados do Alto Tietê precisam agir. E rápido. Como agiram os de Campinas.


Favorito


O advogado Marcos Roberto Regueiro, funcionário de carreira da Prefeitura de Mogi, era, até ontem à tarde, o nome mais cotado para assumir a vaga deixada por Helen Maria de Oliveira Valente Carvalho na Secretaria Municipal de Gestão.




 Mistério


O vereador Osvaldo (do Mercado) Ferreira dos Santos (PPS) foi o primeiro a utilizar o aparelho de raio-x do Posto de Saúde 24 Horas do Distrito de Jundiapeba. Deixou-se radiografar do tronco à cabeça. Mas não quis, de jeito algum, revelar o resultado do exame.


Shopping – 1


O grupo Ancar Ivanhoe, um dos líderes no mercado de shopping centers do País, vai investir R$ 100 milhões na expansão do Center Vale, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Um dos projetos estudado para lá é a incorporação de uma área multiuso, com hotel, torre para escritórios e lajes corporativas.


Shopping – 2


O investimento no Vale chega com atraso em relação a Mogi. No próximo mês, a Helbor deve lançar três prédios que serão construídos junto ao Mogi Shopping Center. Duas torres para escritórios e espaços corporativos e outra exclusivamente residencial, com saída exclusiva para o interior do centro comercial.


Fonte:O Diário de Mogi






Alckmin: Mogi pode ter aeroporto

Mogi das Cruzes é um dos dois locais que poderão receber o terceiro aeroporto da Região Metropolitana de São Paulo. A garantia foi dada pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, em visita ontem a Itaquaquecetuba. "Quando falamos em Região Metropolitana, há duas regiões que ainda podem receber este tipo de empreendimento", explicou.


Segundo ele, as regiões Oeste e Sul estão descartadas. "Na primeira, que já foi citada no passado, há a cidade de Caucaia, mas lá é difícil porque tem a Mata Atlântica, então há um problema ambiental. Na região Sul, praticamente é só litoral, o que torna inviável. Então, temos as regiões Norte, que conta com Caieiras, Cajamar, etc, e a Leste, que é aqui no Alto Tietê", disse Alckmin.


Mogi ganhou recentemente a concorrência de Ferraz de Vasconcelos na briga para construir o aeroporto e são as duas cidades que representam a Região Leste para o terceiro aeroporto de São Paulo. A Cidade, inclusive, já ofereceu uma extensa área, no Distrito do Taboão, para tal empreendimento. Ferraz apresentou interesse na primeira reunião do Conselho da Região Metropolitana de São Paulo.


Caieiras é a forte candidata da Região Norte para construir o aeroporto, mas há empecilhos nesta intenção, como as restrições ambientais, rejeição da população e objeção de Campinas, que avalia perdas financeiras com um novo aeroporto a menos de 100 km de distância do Aeroporto Internacional de Viracopos, na cidade.


Apesar da luta da Região Leste e, mais diretamente de Mogi, para construir um aeroporto, Alckmin deixou claro que o processo de implantação de um empreendimento como este não depende apenas do Governo do Estado. "Temos conversado com o Governo Federal no sentido de que estudos têm de ser feitos a fim de nos preparamos para a construção do terceiro aeroporto no futuro", frisou, ressaltando que neste momento, os esforços são feitos para construção de um novo terminal, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e o segundo terminal e segunda pista em Viracopos, em Campinas.


"Isto (reformas) é para ontem. Os dois aeroportos são federais e quem vai fazer a parceria público-privada (PPP) é a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] do Governo Federal", completou.


O secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, reforçou a necessidade da Região Metropolitana contar com um aeroporto. "É um debate avançado, um sentimento que todo mundo percebe a necessidade. Embora o Governo do Estado esteja ajudando na ampliação dos aeroportos de Viracopos e de Cumbica, este (novo terminal) é tema de um debate que deve ser conduzido pelo Conselho", definiu Aparecido.


Fonte:O Diário de Mogi

Mogi reforça campanha da AACD


Obras Prédio da AACD está em fase final de construção, no Rodeio
Neste final de semana, a campanha "Corrente do Bem", que visa arrecadar doações para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), reforçará a arrecadação em vários pontos da Cidade.


Para ampliar a adesão dos mogianos à iniciativa, parte da renda da Feijoada do Mogi Sporte Clube, da 1ª Costela de Fogo de Chão do Sítio das Águas da Mata e de evento no restaurante Caipirado será destinada à causa.


A campanha prossegue na Cidade até a próxima sexta-feira e contribuirá para a implantação de uma nova unidade da entidade no País, que será divulgada no próximo Teleton, agendado para os dias 21 e 22 de outubro. Por isso, os organizadores alertam para a devolução - até dia 30 deste mês - dos cofres retirados por representantes de escolas e estabelecimentos comerciais de Mogi.


Até a última terça-feira, somente 100 unidades das 3 mil retiradas foram entregues à Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), totalizando R$ 20 mil arrecadados.


Em Mogi, o Centro de Reabilitação da AACD está em fase final de construção em área localizada no Bairro do Rodeio, contará com prédio de mil metros quadrados e deverá ser inaugurado no próximo dia 22 de outubro.

Fonte:O Diário de Mogi