segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Prefeito Marcio concede entrevista


Marcio faz análise de sua administração, fala de projetos e do aniversário da cidade, e confirma candidatura a reeleição
Prefeito Marcio Alvino durante entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (15)
Na semana em que Guararema completa 112 anos, o prefeito municipal Marcio Alvino (PR) concedeu uma entrevista coletiva onde avaliou sua administração, falou dos projetos e dos desafios da cidade nos próximos anos. O chefe do executivo ainda tratou de assuntos referentes a infraestrutura, educação e turismo.

Segundo Márcio, nos últimos anos a cidade teve um grande avanço, o que não era visto há 20 ou 30 anos. Para ele Guararema chega aos 112 anos com destaque entre algumas cidades da região. Isso, de acordo com prefeito, é uma consequência da exigente população que impulsiona os trabalhos do executivo. Para ele, a cidade chegou a um patamar de desenvolvimento que obriga a administração pública a ordenar esse crescimento, a fim de evitar problemas de infraestrutura como ocorreu com algumas cidades.  O prefeito destacou a importância do Plano Diretor do Municipal, como instrumento para conciliar desenvolvimento e infraestrutura.

O prefeito também destacou a colaboração do deputado André do Prado nos projetos da cidade, além das parcerias feitas com o governo do estado. Ao final da entrevista, Marcio Alvino confirmou que irá disputar a reeleição no próximo ano.

Educação – O grande desafio da educação na cidade é o analfabetismo. Para isso, os  professores devem ganhar uma atenção especial. Além disso, até dezembro do próximo ano, a prefeitura dever entregar 11 escolas novas e reformadas, inclusive a Escola a Especial. Na nova estrutura, serão oferecidos educação para alunos especiais.

Segurança – Além do trabalho efetivo realizado pela Polícia Militar e Civil, outro novo mecanismo que irá ajudar a segurança pública na cidade é a Central de Monitoramento. Marcio destaca a lei municipal que obriga os bares a fecharem mais cedo, o que não implica no funcionamento dos bares, devido ao horário estipulado pela legislação. De acordo com prefeito foi uma ação importante que ajudou a diminuir os índices de violência.

Ele ainda anunciou a instalação da Central de Monitoramento da cidade, na futura sede do Gabinete de Gestão Integrada do município (GGIM), que deverá ser entregue em novembro. Com investimento de R$ 300 mil, vindos do município e outros R$ 900 mil em parceria com o Estado, a central terá 48 câmeras espalhadas pela cidade, 20 para implantação imediata e outras 28 até o processo final. A cidade será monitorada 24 horas sob a supervisão da Polícia Militar e apoio dos Agentes de Trânsito.

Habitação – A Prefeitura Municipal está prestes a assinar o contrato com a Caixa, na construção de casas do programa Minha Casa Minha Vida. Serão dois empreendimento: no Pau D’Alho (Nogueira) e Paraíba do Sul (Itapema), com 600 construções.  O programa irá beneficiar famílias com ganhos de até três salários mínimos. A área já foi adquirida pela prefeitura e só aguarda a liberação da Caixa.

Infraestrutura – Em breve serão entregues as reformas das praças, monumentos na entrada da cidade. Além disso, entre 2013 e 2014, a cidade deve inaugurar o Centro de Eventos na Freguesia. O local irá central para realização de vários eventos a nível estadual. A obra total esta avaliada em R$ 24 mi, sendo R$ 15 mi do Governo Federal e os outros R$ 9 viriam do município. Outras obras que aguardam a liberação federal são os trechos da Hercules Campagnoli e Ipiranga.

Turismo – Para fortalecer o turismo na cidade, a estação Luiz Carlos será totalmente revitalizada. Além do Pau d´Alho, Ilha Grande e Pedra Montada, importantes referências do turismo local, os visitantes poderão passear de locomotiva a vapor, que sairá do centro com destino à antiga estação, situada no bairro que leva o mesmo nome. O transporte terá capacidade para conduzir até 150 turistas por vez, em uma viagem de 45 minutos, num trajeto de 6,5 quilômetros de extensão.

Para a revitalização da estação, patrimônio oficial da cidade desde o ano passado, e a implantação da locomotiva, serão investidos R$ 600 mil, recurso que virá do Programa de Ação Cultural, do governo do Estado, e do grupo Fibria, empresa de produtos florestais.

A cidade já ganhou cerca de três quilômetros de trilhos que estavam inativos em Bauru. A solicitação do bem, que pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), foi feita junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o mesmo que deu autorização para retirada. Os trilhos serão usados nos desvios das estações.
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Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XVII)

A campanha eleitoral naquele ano de 1982 era uma das mais acirradas da história política recente de Mogi. Nem tanto por divergências ideológicas e mais pelo peso individual dos candidatos. Concorriam entre si nada menos que três dos maiores caciques do cenário eleitoral da época: Maurício Najar, Aristides Cunha Filho e Waldemar Costa Filho. A disputa logo acabou ganhando contornos de vale-tudo. Até que num certo final de tarde, Januário Figueira, o "Nega", aliado de Najar, extrapolou: foi até alguns bairros da periferia paupérrima da Cidade e por lá distribuiu um pequeno cartão, com carimbo e tudo mais, que daria ao seu portador o direito de receber uma cesta básica completa, se comparecesse no dia seguinte, pela manhã, a um escritório da Rua Coronel Souza Franco. Era o comitê político do adversário Waldemar Costa Filho, principal ameaça à eleição de Najar. Em plena madrugada, uma enorme fila se formou na calçada e, por volta de 8 horas, quando chegaram os primeiros assessores, já dobrava a esquina do quarteirão seguinte. Avisado, o candidato Costa Filho chegou ao escritório algum tempo depois. Trazia, além da raiva, uma valise preta numa das mãos. Entrou, foi direto para sua sala e ordenou aos assessores que organizassem a fila e mandassem entrar, um a um, os portadores da tal senha. A cada pessoa que chegava, ele pacientemente explicava que se tratara de um golpe da oposição. E para não deixar o eleitor frustrado, retirava da valise, lotada de dinheiro, algumas cédulas, num valor bem superior ao de uma cesta básica, para custear a "passagem de volta para casa". E pedia sigilo absoluto sobre a doação, caso contrário, teriam problemas com a Justiça Eleitoral. Repetiu a estratégia por mais de duas horas. Ao final, valise já praticamente vazia, respirou aliviado. E ganhou a eleição pela terceira vez em Mogi.


Na Alemanha


O mogiano Cid Torquato representará a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da qual é coordenador de Relações Institucionais, na Rehacare Internacional, maior evento mundial sobre cuidados médicos especializados, reabilitação e atenção à pessoa com deficiência e seus familiares. Será entre os dias 21 e 24 próximos, em Dusseldorf, na Alemanha.


 Mudança


O Colégio Tomás de Aquino iniciará o ano letivo de 2012 em novo endereço. Deixa a Avenida Francisco Rodrigues Filho, no Mogilar, pela área de 1.800 m² da Rua Sérgio Plaza, 558, próximo à Clínica Totall Check-Up, na Vila Oliveira. A mudança será acompanhada de mais uma novidade: a alteração do nome fantasia da escola.


 Aborto, não!


Uma marcha seguida de ato público em defesa do nascituro, no próximo dia 8 de outubro, será uma das ações da Comissão de Defesa da Vida da Diocese de Mogi das Cruzes, durante a Semana Nacional da Vida. Para o dia 5 está marcada palestra sobre o tema com o professor Felipe Aquino, no Cemforpe.


 Chiadeira


O vice-presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Mogi (Comphap), arquiteto Paulo Pinhal, não gostou nem um pouco do adiamento da reunião do dia 20 para 27, por conta da viagem do presidente João Chavedar a Brasília. "Pelo que sei, quando o presidente não pode comparecer, é substituído pelo vice. Vamos torcer para que ele não seja convocado para outra atividade de sua função administrativa."


Cidadão, num país em que não há nem sombra de cidadania, significa apenas cidade grande.


Fonte:O Diário de Mogi

Mogi discute destinação de lixo


Questão Participantes do seminário destacam a importância de o Governo pensar em soluções inteligentes para o descarte do lixo


RENATO DE ALMEIDA
A Frente Parlamentar contra a Implantação do Aterro Sanitário em Mogi das Cruzes promove amanhã o seminário "Lixo: Qual a Solução?". A abertura do evento está marcada para às 18h30 e será realizada no auditório da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), na Avenida doutro Cândido Xavier de Almeida Souza, 200, no Centro Cívico. O objetivo do grupo é apresentar, por meio de diversas palestras com especialistas, as novas tecnologias para destinação de resíduos sólidos, que representam menor impacto ao meio ambiente, fazendo com que estas informações se tornem novos argumentos na luta contra a instalação de um aterro sanitário no Distrito Industrial do Taboão pela empreiteira Queiroz Galvão.


"Com este evento, eu e toda a Frente Parlamentar, visamos destacar a necessidade que o Governo tem em investir em soluções inteligentes para a destinação de resíduos sólidos. Atualmente é impossível vivermos sem usinas de reciclagem, compostagem ou geração de energia a partir do lixo. Temos de aproveitar tudo", diz o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS), coordenador da Frente.


"Não podemos mais enriquecer empresas que simplesmente enterram o lixo, mas sim procurar formas de transformá-lo em energia. Por isso, esperamos que o seminário conte com a participação de todos aqueles que se preocupem com o meio ambiente e têm um pensamento ecologicamente correto", acrescenta. A expectativa dos organizadores é que mais de 200 pessoas assistam as palestras.


Entre os temas a serem abordados, estão a gaseificação por plasma de resíduos sólidos, a reciclagem de resíduos da construção civil com reaproveitamento em pavimentação, além do papel da parceria público-privada (PPP) na destinação do lixo. Para os membros do movimento "Aterro, não!", que estarão presentes no evento, o contato com estas informações deverá evidenciar o quanto os aterros sanitários são uma tecnologia ultrapassada.


"Esperamos que este seminário realizado pela Frente Parlamentar possa influenciar tanto no nosso Município quanto em toda a Região, no sentido de reforçar que não podemos aceitar um empreendimento como este (aterro sanitário)", aponta o ambientalista José Arraes.


"É certo que, de alguma forma, temos que destinar os nossos resíduos, já que cada pessoa produz quase um quilo de lixo por dia. Contudo, se tivermos conhecimento sobre diferentes formas de destinação, podemos usá-las como um argumento a nosso favor e sabemos que podem ser feitos financiamentos para viabilizar para o emprego de novas tecnologias. Existe, por exemplo, a incineração, que é o procedimento já adotado por alguns municípios. Esta por não ser a melhor forma de todas, mas é muito mais vantajosa que simplesmente continuar enterrando o lixo", critica.


"Nosso movimento é totalmente favorável às novas tecnologias, para que seja quebrado este paradigma de enterrarmos lixo. Conhecendo estas novas técnicas, vamos superar os instrumentos arcaicos, como os aterros sanitários. Enquanto enterramos lixo, continuaremos degradando o ambiente", avalia Mário Berti, presidente da ONG Guerrilheiros do Itapeti. Ele e outros membros do grupo fotografaram na quinta e sexta-feira última toda a área do Taboão. Agora as imagens – que retratam a fauna, flora e o patrimônio arquitetônico local - farão parte de folders e banners que serão apresentados durante o seminário. "Vamos levar aos deputados para que eles mexam nessa questão do licenciamento de aterros", avisa Berti.


Fonte:O Diário de Mogi

Lula será ‘ministro extraordinário’


PRECAUÇÃO No comando de uma base com 17 partidos e problemas de sobra, a presidente Dilma decidiu ficar longe da eleição municipal


BRASÍLIA


No comando de uma base com 17 partidos e problemas de sobra, a presidente Dilma Rousseff decidiu ficar longe das querelas da montagem das chapas que vão disputar as prefeituras nas eleições do ano que vem. A articulação partidária ficará a cargo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será uma espécie de "ministro extraordinário para assuntos eleitorais".


O cargo, claro, é fictício. Mas no Palácio do Planalto Lula é tratado assim. Quando alguém fala em articulação partidária e política, a presidente costuma lembrar que a função é de seu antecessor. Desse modo, o ex-presidente acaba sendo visto como "40.º ministro" de Dilma.


Hoje, são 38 ministérios. O das Pequenas e Médias Empresas está sendo criado pelo Congresso. Será o de número 39.


Apesar da agenda interna e das articulações políticas, Lula não desarma a agenda internacional. Na próxima sexta-feira, ele vai para Washington. Em seguida, para Paris e Gdansk (Polônia), onde em 1980 nasceu o Solidariedade, o único sindicato independente do antigo Leste Europeu. Termina seu périplo internacional em Londres. No início de outubro, volta ao País.


No Brasil, de acordo com informações da assessoria de Lula, ele já esteve reunido com líderes do PT de Belo Horizonte, Salvador, Rio, Goiânia e Recife. A todos, pediu que busquem manter coligações com os partidos da base aliada, evitem disputas internas e procurem candidatos que representem renovação.


Daqui até a definição dos candidatos, em junho do ano que vem, Lula deverá percorrer 26 Estados - a 27.ª unidade, o Distrito Federal, não tem eleição municipal - para montar chapas que fiquem dentro do perfil da base de apoio de Dilma. Por enquanto, ele tem a intenção de conversar muito - só terá uma atuação mais próxima da intervenção quando não for possível resolver os problemas pelas vias amigáveis.


São duas as razões para que Lula se transforme no articulador das eleições municipais e para que Dilma se recolha, afirmam dirigentes do PT e assessores da presidente da República Primeiro, Lula é um político que tem à sua disposição 24 horas do dia. E que gosta, e muito, de fazer política. Segundo, Dilma não tem o mesmo traquejo do antecessor para resolver os impasses políticos. Portanto, é natural que ela cuide da administração do País e Lula saia por aí a fazer acordos eleitorais.


Leva-se em conta ainda no Palácio do Planalto que a presidente tem trabalho demais pela frente, como a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Minha Casa, Minha Vida, dos estádios de futebol e dos aeroportos para a Copa de 2014 e das obras da Olimpíada de 2016. Tem ainda de administrar uma base aliada gigante, ideológica e fisiologicamente diversificada, além de enfrentar as consequências da crise econômica internacional.




"Lula está livre para fazer tudo o que mais gosta, que é política e articulação", lembra o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara. "E ele terá trabalho, porque, onde for possível, quer fazer com que os partidos da base saiam o mais unidos possível."


Por enquanto, Lula está procurando resolver os problemas internos do PT. Ao mesmo tempo, trabalha para repetir, nas eleições municipais, o que fez na presidencial, quando apadrinhou Dilma, que nunca havia disputado uma eleição, e a transformou em sua sucessora. Sob o argumento de que "é preciso renovar", Lula trabalha para fazer do ministro Fernando Haddad (Educação) o candidato a prefeito de São Paulo.


A pouco mais de um ano das eleições, Lula não pode se queixar de que não tem o que fazer em seu partido. Em São Paulo, enfrenta a resistência do grupo da ex-prefeita Marta Suplicy, que não aceita a imposição de Haddad. Em Recife, o senador Humberto Costa e o ex-prefeito João Paulo fazem carga para tirar da disputa o atual prefeito, João da Costa.


O impasse chegou a tal ponto que João Paulo ameaçou deixar o PT em busca de um partido que lhe dê a legenda para concorrer à prefeitura.


Fonte:O Diário de Mogi