
Maria Aparecida Ferreira de Souza Oliveira ganhou o apelido de "Maria do Rodeio" de Waldemar Costa Filho, logo que ele a conheceu. Maria se envolveu com o movimento dos perueiros, num momento em que o transporte coletivo da Cidade passava por uma grave crise, com a decadência da empresa Eroles e a ocupação de linhas por motoristas do transporte alternativo. O objetivo do movimento era ocupar, de vez, parte do transporte coletivo de Mogi. E para isso usava desde violência até passeatas para pressionar o prefeito. Em seu derradeiro mandato, Waldemar já não tinha o mesmo "punch" de tempos atrás, mas ainda fazia questão de manter o estilo que o consagrara. É Maria do Rodeio quem conta: "Uma vez, nós estávamos na Prefeitura, vindos de uma carreata e Waldemar recebeu alguns perueiros. Um deles lhe disse que estava em situação difícil, por isso fazia corridas, pois as contas de água e luz estavam atrasadas e que até o abastecimento de sua casa havia sido cortado, mesmo com crianças pequenas em sua família. Waldemar pediu as contas. O perueiro as entregou. Ele somou, tirou o dinheiro do bolso e falou: ‘Vai pagar e volta aqui’. Quando o perueiro voltou, ele conferiu as contas pagas e disse a todos nós: ‘A imprensa está aí fora. Se alguém abrir o bico sobre isso, eu nego e ainda mando meus fiscais atrás de vocês. Aquilo me marcou, pois ele brigava com a gente, mas nos respeitava". Outra vez, numa conversa frente a frente com o prefeito, ela lhe perguntou por que não liberava os alternativos. Waldemar disse que não. Porque não sabia quem iria tomar conta do sistema. "Coloque seus fiscais", ela contra-atacou. E Waldemar respondeu no mesmo tom: "Tá louca? Por R$10,00 vocês compram eles!". E deixou tudo como estava.
De volta
Um decreto assinado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) trouxe Vera Zobaran de volta ao comando da Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social da Grande São Paulo Leste, a Drads de Mogi. Ela já reassumiu suas funções junto ao órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, comandada por Rodrigo Garcia.
Parceria
A recém-criada Agência de Comunicação Integrada da UBC irá colaborar com a Santa Casa de Mogi prestando serviços em comunicação, marketing e publicidade. O trabalho será feito como laboratório por alunos do 1º ao 7º semestre dos cursos de Comunicação.
Salesópolis – 1
Em meio ao verdadeiro imbróglio político já provocado pelos virtuais candidatos a prefeito – "Quico" Pereira, "Nego" Citrângulo, Benedito Rafael e Adílson "Bolinha" –, mais dois nomes surgem com força e chance para decidir a eleição em Salesópolis: os atuais secretários mogianos, José Luiz Freire de Almeida e Eli Nepomuceno, de Cultura e Segurança, respectivamente.
Salesópolis – 2
José Luiz é filho da terra, onde ainda mantém residência. Já Nepomuceno viveu naquela Cidade entre os 2 e 14 anos de idade, quando cursou o grupo escolar e ginásio. Sua mãe ainda mora lá, assim como três irmãos. Os nomes surgem como opções aos antigos políticos.
Fonte:O Diário de Mogi
A Procuradoria de Mogi das Cruzes ingressou com uma petição solicitando a intervenção do Município na ação reivindicatória de número 127/1995, movida contra os moradores do Jardim Nova União por terceiros que alegam ser os reais proprietários da área de 150 mil metros quadrados onde hoje está localizado o bairro. O pedido para que a Prefeitura seja admitida como parte no processo foi protocolado na última sexta-feira na 1ª Vara Cível do Fórum Central e está sob análise da juíza Alessandra Laskowski. Caso a solicitação seja acatada, a Administração Municipal deverá imediatamente dar entrada em um recurso solicitando a revisão da sentença, publicada no fim do último mês, em que a magistrada julgou procedente o pedido de reintegração de posse dos autores da ação.
As informações foram dadas ontem pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), durante reunião realizada no Centro Familiar Maria Medianeira. Aproximadamente 500 pessoas compareceram ao evento, interessadas em saber quais medidas a Administração Municipal vem tomando para tentar legalizar os imóveis e evitar o despejo previsto na sentença. Um primeiro recurso já foi impetrado pelo advogado da Associação Amigos de Bairro do Jardim Nova União, Walter Vechiatto Junior, que solicitou à juíza a revisão da sentença. Também foi ele quem pediu a intervenção da Prefeitura no processo, já que a mesma nunca configurou como parte na ação em trâmite desde 1995.
Na petição, o procurador Alenilton da Silva Cardoso alega que a área possui cerca de 15 mil moradores, "perfazendo um bairro consolidado por obras públicas e amplamente conhecido como Jardim Nova União". No documento, o procurador ainda ressalta que a Administração Municipal possui "interesse jurídico" na ação porque faz parte de suas políticas públicas a regularização fundiária das ocupações irregulares, o que está de acordo com o Plano Diretor do Município, o Estatuto das Cidades e o direito à moradia garantido pela Constituição Federal.
Bertaiolli afirmou que as obras de urbanização do Jardim Nova União (leia mais nesta página) também serão utilizadas como um dos argumentos jurídicos no processo. "Essas obras foram aprovadas e financiadas pela União por meio do programa de reurbanização de favelas. Isso indica que o Governo Federal reconheceu o Jardim Nova União como um núcleo urbano consolidado. Sem dúvida esse é um ponto importante para conseguirmos reverter a decisão de despejo que eu considero equivocada. É uma loucura o que estão querendo fazer e nós não vamos permitir".
Usucapião
Além da ação reivindicatória movida pelos herdeiros, em nome de Ambrósio Aleotti e outros, também existe um segundo processo envolvendo os imóveis do Nova União. Trata-se de uma ação civil pública de usucapião coletivo em que a Prefeitura solicitou o reconhecimento dos moradores como proprietários dos terrenos. O processo foi julgado improcedente porque a Justiça entendeu que cada família deveria ingressar com ações individuais. O Município recorreu ao Tribunal de Justiça e aguarda o julgamento do recurso.
Fonte:O Diário de Mogi
Menos de um mês após encontro em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin estarão juntos de novo na próxima terça-feira. Em agosto, a aproximação entre a petista e o tucano foi selada na cerimônia de lançamento do programa federal Brasil sem Miséria para os Estados do Sudeste. Se o primeiro encontro no Palácio dos Bandeirantes causou desconforto no PT e no PSDB, a extensão da agenda para um evento no interior do Estado promete despertar mais polêmica.
Embora o Palácio do Planalto não tenha fechado a agenda presidencial de terça-feira, a assessoria do governador dá como certa a participação da presidente na assinatura do termo aditivo para construção do trecho norte do Rodoanel, obra que é uma das principais bandeiras tucanas no Estado. O evento está marcado para às 11 horas no Palácio dos Bandeirantes. Em seguida, Dilma e Alckmin vão para Araçatuba lançar, as 14h30, a pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê. A agenda oficial em Araçatuba, cidade administrada pelo PT, deve incluir a assinatura de um protocolo de intenções para investimento na hidrovia Tietê-Paraná.
No dia 18 de agosto, Dilma e Alckmin firmaram acordo de unificação dos programas de transferência de renda paulista e federal. Com o acordo, 1 milhão de famílias beneficiadas passaram a ter um mesmo cartão para sacar os recursos do Bolsa Família, do governo federal, e do Renda Cidadã, do Estado.
Na ocasião, a ala tucana mais crítica ao governo federal, ligada ao ex-governador José Serra, não compareceu à cerimônia. Dilma dividiu o palco com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aceitou o convite para almoçar com os tucanos. "O grande pacto republicano e pluripartidário que estamos firmando hoje é um pacto capaz de transformar a realidade social que vivemos", comemorou Dilma durante o evento. Alckmin disse que o "período de disputa" política estava ultrapassado e que era o momento de unir esforços. "Isso se deve ao seu patriotismo, generosidade e espírito conciliador", disse o governador.
fonte:O Diário de Mogi
ESTRATÉGIA Aliado ao PT, o partido do prefeito Gilberto Kassab deverá fechar acordo em Suzano para eleger sucessor de Marcelo Candido
RIO DE JANEIRO
Além de partido "colaborador, mas independente" em relação à presidente Dilma Rousseff, o PSD nasce aliado de 18 dos 27 governadores e, na maior parte dos casos, ainda tende a segui-los nas eleições das capitais. O arco de alianças não tem preconceitos: vai do PT ao DEM, passando por PSB, PSDB e PMDB. A legenda criada pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab será "independente" em cinco Estados, inclusive São Paulo, e no Distrito Federal. Em apenas três, estará oposição.
Com dois governadores - Raimundo Colombo, de Santa Catarina, e Omar Aziz, do Amazonas -, cinco vice-governadores, 49 deputados federais e dois senadores, o novo partido não vê motivos para vetos na escolha dos parceiros. "Não tivemos dificuldades de nos aliar às pessoas que facilitaram nossa formação. E não saímos por aí arrumando inimigos", diz o futuro secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, ex-tesoureiro do DEM.
Entre os 18 governadores aliados, há um grupo de parceiros - patronos, até - que tiveram participação direta na estruturação do PSD nos Estados. Cederam aliados e, em contrapartida, fortaleceram suas bases.
Estão nesse grupo a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB); o tucano Simão Jatene, do Pará; os petistas Jaques Wagner, da Bahia, e Marcelo Déda, de Sergipe; e o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Outro socialista, Cid Gomes (Ceará), também apoiou a formação do PSD, coordenado no Estado por um de seus principais auxiliares, o gestor de gabinete do governo, Almircy Pinto. Nas eleições de 2012 em Fortaleza, o PSD vai seguir a orientação de Cid Gomes. O mais provável é que o governador cearense mantenha o apoio ao PT da prefeita Luizianne Lins. Outra opção, se forem agravadas as divergências internas dos petistas, seria o lançamento de um candidato do PSB.
A situação se repete na sucessão de Recife. Eduardo Campos deverá manter a aliança com o PT, mas ainda há muita dúvida sobre a candidatura à reeleição do prefeito petista João da Costa. De qualquer maneira, o PSD será fiel à orientação do governador.
Campos aproximou-se de Kassab desde o início de sua empreitada pelo novo partido, quando ainda se especulava sobre uma possível fusão do PSD com o PSB, mais tarde descartada. Além de decisivo na formação do novo partido em Pernambuco, o governador ajudou na aproximação do PSD com aliados de vários Estados e com a própria presidente Dilma Rousseff. "Não que o partido vá para a base do governo amanhã, mas vai ajudar a presidente Dilma nos momentos em que ela mais precisar. Essa é a disposição que ouço dos dirigentes do PSD: estar com a presidente quando ela tiver necessidade de apoio político no Congresso", diz Eduardo Campos.
Rio
Para as eleições de 2012, uma das primeiras alianças anunciadas pelo PSD foi no Rio, pela reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Coordenados pelo ex-deputado Indio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra em 2010, os pessedistas já se anteciparam também no apoio ao candidato do governador Sérgio Cabral (PMDB) em 2014, provavelmente o vice Luiz Fernando Pezão. Cabral é outro governador parceiro do PSD: ajudou na formação do partido na capital e em vários municípios do interior, e liberou aliados para o ingresso na nova legenda.
Em outro grupo, estão os governadores que, nas palavras dos futuros dirigentes do PSD "não ajudaram, mas também não atrapalharam" a estruturação do partido. Nesse rol são citados os tucanos Antonio Anastasia, de Minas Gerais, e Beto Richa, do Paraná. O PSD é aliado dos dois governadores e deverá estar ao lado deles nas eleições municipais das capitais - nos dois casos, em apoio a prefeitos do PSB: Márcio Lacerda em Belo Horizonte e Luciano Ducci em Curitiba.
"Não é só o PSD que tem, nos Estados, alianças diferentes do plano nacional. As realidades locais são muito próprias", argumenta o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, que migrou do PSDB para o PSD, com a aprovação do governador Ricardo Coutinho (PSB).
"O PSD nasce eclético e novo na forma de fazer política", define outro vice-governador, Robinson Faria, do Rio Grande do Norte, ex-PMN.
Saia Justa
A criação do PSD no Estado criou constrangimento para a governadora Rosalba Ciarlini, filiada ao DEM e aliada do presidente nacional do partido, senador José Agripino (RN), que chegou a ingressar com ação judicial contra a nova legenda. Rosalba optou por manter distância da formação do PSD em seu Estado, mas não criou barreiras.
"A governadora me deu liberdade para formar o partido. Não foi protagonista, mas não se opôs. E agora ampliaremos a base da governadora", explica Faria. De acordo com o vice, é Rosalba quem vai conduzir as negociações para as eleições municipais.
Fonte:O Diário de Mogi