segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PCdoB confirma Netinho como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo



Netinho disputou em 2010 uma vaga para o Senado, obtendo cerca de 7,7 milhões de votos
Tomas Okuda, da Agência Estado
O vereador Netinho de Paula (PcdoB) foi aprovado hoje por unanimidade como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, durante Conferência Municipal do partido, confirmando decisão tomada por comitê em 18 de abril deste ano. Netinho disputou em 2010 uma vaga para o Senado, obtendo cerca de 7,7 milhões de votos.


Netinho disse que o principal objetivo agora é buscar coligação com outros partidos, "o que é primordial para construir meu plano de governo". Segundo ele, o PDT tem se manifestado publicamente, por meio do deputado Paulinho da Força, no sentido de promover uma aliança. O vereador comentou, ainda, que ontem teve a grata surpresa de saber que o líder do PR na Capital, Antonio Carlos Rodrigues, disse que poderia encarar a candidatura do PcdoB como futura aliança. Na semana passada, Netinho de Paula esteve reunido com o deputado Valdemar Costa Neto (PR), em Brasília (DF).


Quanto ao prefeito Gilberto Kassab, o pré-candidato informou que as alianças valorizam sua pré-candidatura e podem sensibilizar o prefeito, tornando-a uma prioridade. "Temos realizado com o prefeito um trabalho de renovação na Câmara, que pode ser estendido para um futuro mandato na prefeitura".


O pré-candidato disse que a luta na capital é por uma alternativa para quebrar a polarização entre PT e PSDB. De acordo com ele, candidaturas como a sua e a de Gabriel Chalita (PMDB) "são amostras de que lideranças entendem que São Paulo merece outro caminho".


O vereador disse que em São Paulo tudo é superlativo. "A arrecadação é grande, mas os problemas também. São problemas históricos na saúde, de mobilidade, na educação. Grandes avanços foram realizados no governo Kassab, mas ainda há muito a se fazer", finalizou.


Fonte:Estadão.com.br

‘Olham na minha cara e já me associam com tragédia’


ANA CAROLINA RODRIGUES
Pai de cinco filhos, avô de três netos e casado há 34 anos com a famosa dona Matilde, José Luiz Datena, de 54 anos, está em uma fase mais tranquila. Datenão – como ele se refere a si mesmo – sai pouco e quer deixar, em breve, os programas policiais. Em uma hora de conversa, na sala de sua casa, em Tamboré (SP), ele mostrou que continua o mesmo em um aspecto: gosta de falar, e muito, sobre tudo e todos. Até sua conturbada saída da Record, menos de dois meses após deixar a Band, para onde retornou, entrou no bate-papo. Assunto que diz querer evitar.

Datena afirma que saiu da Record porque estava sendo censurado (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)
A Record quer cobrar uma multa por sua saída. O que acha disso?                                                                                          Eu acho que quem tem de pagar é a Record. Saí de lá porque os caras estavam me censurando. A emissora tem muito mais dinheiro que eu. Não estão construindo um templo de Salomão, que é maior que o estádio do Corinthians?
O que mudou na Record no tempo que ficou fora dela?
A Record quer ser a Globo e aí f… O bispo Gonçalves (Honorilton Gonçalves, vice-presidente do canal) agora fica em um lugar que você tem de apertar botão para entrar. Para conversar com o cara, tem de ser espião, ter curso na CIA. Na minha época, eu subia na sala dele toda hora. Eles podem virar a Globo, mas falta muito.
Você disse que quer apresentar o ‘Brasil Urgente’ por só mais um ano. E depois?
Acho que é muito. Gostaria de apresentar por menos tempo. Mas é importante para a grade da emissora. É quase uma utopia a Band me tirar do horário, mas vai chegar um ponto que não vai ter mais jeito.
Você já foi ameaçado?
Ameaçado, eu sou sempre, mas não ligo para ameaça. Quem quer matar não ameaça.
Que tipo de ameaça recebe?
Todo tipo. Carta que a polícia intercepta, telefonema. Há muito tempo, me ligaram e fizeram uma bem concreta. Sabiam o nome dos meus filhos e onde eu moro. Mas o problema não é esse. O problema do ‘Brasil Urgente’ é que eu acho que já cumpri minha função nele. Eu cansei de ser o arauto da injustiça social do País.
Você não teme ameaças. Mas tem medo do quê?
Eu tenho medo de tudo, inclusive das ameaças, mas não a ponto de me paralisar.
Você tem segurança particular? Não, não tenho.
Nunca andou com um?
Andei por uma semana com um que a Band arrumou porque disseram que o PCC queria me matar.
Você é do tipo que sai à noite?
Não. Trabalho muito e tomo alguns remédios que me deixam desgastado (ele fez uma cirurgia no pâncreas para retirar um tumor benigno há cinco anos). Então, prefiro e gosto de voltar para casa. Quase não saio.
Consegue ir a supermercados, lugares triviais?
Na fase da dureza, adorava ir a supermercado. Hoje, não dá mais, primeiro pelo fato de trabalhar, segundo porque muita gente vem falar com você. E eu dou atenção. Acho falta de educação não atender.
O que as pessoas te falam?
Comentam sobre assuntos do programa, falam de denúncias. Aí não dá. Você vai pegar uma margarina e o cara vem e fala: ‘Olha, Datena’.
As abordagens são só amistosas?
Uma vez, em um restaurante, fui no banheiro, voltei e um cara me disse: ‘Você me deve uma’. Eu já medi o cara para dar uma cabeçada nele, sabia que não era coisa boa. Ele falou assim: ‘Eu sou o cara da chácara de onde escaparam os seis Rottweiler (que atacaram uma criança). Você disse que eu sou assassino. Eu não sou’. Respondi: ‘Você não é só um assassino, como é um canalha’. Empurrei o cara, aí separaram. Um pouco por isso prefiro não sair muito.
Por que você não sabe como reagir a algo assim?
Se o cara vier dar uma porrada, vou dar uma porrada também.
E como você se diverte?
Diversão, para mim, hoje em dia é ler, estar com minha mulher, com meus filhos. Chega um momento que você tem de desacelerar.
E você está nesse momento?
Acho que estou. Estou procurando fazer menos, curtir mais. Ser feliz não é ter posses. Precisei ganhar dinheiro para aprender. Por isso que estou cagando para a Record me cobrar multa. Admitamos que eles ganhem, se eles tomarem tudo o que eu tenho, e daí? Eu recomeço. Importante não é ter, é ser. Sou um cara legal. Não atrapalhei a vida de ninguém, a não ser de canalha, de corrupto.
Tem saudade da época em que era repórter esportivo?
Lógico. Foi a maior fase da minha carreira. Eu era tido como do bem. Hoje olham na minha cara e já me associam com tragédia. Por isso que metem o pau em mim.
Você já usou drogas?
Não, usei nada.
Nem experimentou?
Maconha. Usei uma vez e foi uma porcaria. Eu tinha 17 anos.
Você é contra a descriminalização da maconha?
Sou contra qualquer tipo de droga. Mesmo porque eu vivi isso na pele, com meu filho (Vicente, de 30 anos, foi viciado em crack durante a adolescência), mas não quero mais comentar sobre isso.
Como lida com as críticas?
Eu deixei de lidar com elas. Se falo de crime, sou sensacionalista. Se estou fazendo piada, dizem que é mau gosto. Sou um cara marcado.
Você disse que perdeu R$ 350 mil por mês ao deixar a Record. Seu salário é bem acima da média…
É. Deus sempre erra a meu favor.
Em que você gasta seu dinheiro?
Eu não gasto, eu compro coisas.
Como foi sua infância?
Foi pobre, não tinha mistura durante a semana. Mas foi legal.
Você é religioso?
Eu falo com Deus, mas não sou carola, de ficar indo à igreja.
O que mudou na sua vida depois de retirar o tumor no pâncreas?
Porra nenhuma. Tomo uns 12 comprimidos. Os médicos me salvaram, mas essa história de repensar a vida não existe. Eu tinha de fazer exames a cada seis meses e nunca mais fiz.
Mas por que não faz os exames?
Eu não tinha nada. Entrei em uma máquina e o cara descobriu um tumor no meu pâncreas. Vou procurar mais o quê? Mas espero que as pessoas não façam o que estou falando.
Você votou na Dilma?
Voto deixa para lá, mas estou achando ela do caralho. Nós precisamos ter uma presidente mulher para dar uma de macho. Nem o Lula, que foi um puta presidente, fez isso. É um começo legal, mas ainda acho pouco.
É casado há quanto tempo?
Há 34 anos, com dona Matilde. É meu primeiro e único casamento. Me separei dela e voltei. Nunca devia ter separado. Fiquei dois anos fora de casa e fiz dois filhos (com a jornalista Mirtes Wiermann). Hoje para levantar é uma dureza.
O sexo mudou com a idade?
Mudou. Eu tenho diabetes, então diria que hoje sou uma Minardi, mas já fui uma Ferrari.
Já usou Viagra?
Uso sempre. Peço pra Matilde comprar para mim. Eu tenho vergonha de pensarem: ‘Pô, esse cara não levanta mais o p…?’. ::
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Fonte:Jornal da Tarde

domingo, 28 de agosto de 2011

Kadhafi está 'pronto para negociar transição', diz porta-voz

AP Photo/Ben Curtis
Foto: AP Photo/Ben Curtis
Em telefonema, porta-voz afirma que filho de Kadhafi lideraria negociação; rebeldes só negociam depois de rendição.
Da BBC
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Um porta-voz de Muammar Kadhafi afirmou que ele está pronto para iniciar negociações para a transferência do poder na Líbia.


Em telefonema para uma agência de notícias, Moussa Ibrahim teria dito que o filho de Kadhafi, Saadi, lideraria a negociação. Mas os rebeldes afirmam que não vão negociar até que Khadafi se renda.
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), em Nova York, o porta-voz teria ligado e falado que Kadhafi ainda está na Líbia, mas não especificou em qual cidade.
A AP afirma que identificou Moussa Ibrahim pela voz e o porta-voz também teria dito que Kadhafi quer formar um governo de transição com os rebeldes. Ibrahim também teria dito à AP que ainda está em Trípoli e viu o ex-líder líbio na sexta-feira.
saiba mais
Leia notícias sobre a guerra na Líbia
Novos confrontos assustam o povo líbio e faltam serviços básicos
No começo da semana, a CNN informou que tinha recebido um email de Saadi Kadhafi confirmando que seu pai queria negociar um cessar-fogo. "Vou tentar salvar minha cidade, Trípoli, e os dois milhões de pessoas que vivem lá... senão Trípoli se perderá para sempre, como a Somália", escreveu.
Uma autoridade do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT) disse à agência de notícias Reuters que eles não sabem onde Muammar Kadhafi está e nenhuma negociação está acontecendo. "Se ele quiser se render, então vamos negociar e vamos capturá-lo", disse Ali Tarhouni, a autoridade do CNT encarregada do petróleo e questão financeiras.
O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, descreveu a oferta de Kadhafi como um "delírio" e afirmou que o CNT já está no comando da Líbia. "O que precisamos dos restos do regime de Khadafi é que os confrontos parem", disse Hague à BBC.
A organização de defesa dos direitos humano Human Rights Watch afirmou que existem provas de que as forças leais a Kadhafi mataram pelo menos 17 prisioneiros e realizaram "execuções supostamente arbitrárias de dezenas de civis" dias antes de os rebeldes ocuparem Trípoli.
Na sexta-feira, mais de 200 corpos em decomposição foram encontrados em um hospital abandonado no bairro de Abu Salim. Médicos e enfermeiras fugiram devido aos combates e muitos pacientes feridos foram abandonados.
Mais de 50 corpos carbonizados foram encontrados em um depósito foi foi incendiado, ao sul da capital líbia. Moradores do bairro de Salah al-Din afirmaram que estes corpos eram de civis que foram executados na terça-feira por integrantes de uma brigada comandada por outro filho de Muammar Kadhafi, Khamis.


Fonte:G1.com

Corpo do jornalista Rodolfo Fernandes é cremado no Rio


Diretor de redação do jornal 'O Globo' morreu no sábado, 27.
Velório neste domingo, 28, reuniu parentes, amigos e colegas de trabalho.
Do G1 RJ
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rodolfo fernandes (Foto: TV Globo)
Rodolfo Fernandes (Foto: TV Globo)
O corpo do jornalista Rodolfo Fernandes foi cremado na tarde deste domingo (28), no Rio de Janeiro. O diretor de redação do jornal "O Globo" morreu no sábado, aos 49 anos, vítima de insuficiência respiratória, depois de lutar por cerca de dois anos contra a esclerose lateral amiotrófica, doença neurodegenerativa.
A doença impôs a Rodolfo severas limitações físicas. Mesmo assim, continuou à frente do jornal, mantendo a rotina até quinta-feira (25). Ele foi internado na sexta na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, e morreu no dia seguinte.
Rodolfo começou a carreira no "Tribuna da Imprensa", jornal de seu pai, Hélio Fernandes. Ele era sobrinho também do jornalista Millôr Fernandes. Antes de chegar ao jornal "O Globo", trabalhou no "Última Hora", no "Jornal de Brasília", na "Folha de S. Paulo" e no "Jornal do Brasil". No jornal "O Globo", ocupou vários cargos: em Brasília, foi coordenador de política e chefe de redação. Ao voltar para o Rio, virou editor de Política, editor-chefe e depois diretor de redação.
Depoimentos
O velório foi realizado a partir das 10h deste domingo, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju (Zona Norte), e reuniu, políticos, artistas, amigos e colegas de trabalho (no vídeo abaixo, veja reportagem da Globo News com depoimentos de pessoas presentes ao velório).


"O Rodolfo marcou a passagem dele pelo O Globo com um estilo todo próprio. Ele era uma pessoa muito séria, levava muito a sério o país, o jornalismo. É uma pena ter ido tão cedo", afirmou o jornalista Merval Pereira, do "O Globo" e da Globo News.
"Os últimos dois anos foram difíceis. E nesses dois anos ele mostrou o amor pelo jornalismo. Então ele nos deixou uma lição de que o jornalismo é aquilo que deve ser feito em todas as circunstâncias, sempre, até o final", disse Miriam Leitão, também de "O Globo" e da Globo News.
Para o vice-presidente das Organizações Globo José Roberto Marinho, "Rodolfo era um exemplo de ética, de postura, uma pessoa queridíssima de todo mundo, que só deixa boas lembranças. Uma pessoa que soube cultivar as amizades e fazer do jornalismo essa profissão séria que a gente gosta que seja assim".


Fonte:G1.com