terça-feira, 23 de agosto de 2011

Exército vai homenagear autor da Bandeira de Mogi


As comemorações em homenagem ao Dia do Soldado, na próxima quinta-feira, às 10 horas, no Quartel do Comando da Aviação do Exército, vinculado ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, incluirão a entrega de um diploma de Colaborador Emérito do Exército ao cirurgião dentista mogiano, Domingos Geraldo Sica. Tal informação chegou a ele por meio de um ofício assinado pelo general de Brigada, Eduardo Diniz, comandante da Aviação do Exército, na Capital, que lhe transmitiu, em nome dos integrantes do Exército Brasileiro, "efusivas congratulações pela merecida distinção". A homenagem a Sica se deve a um fato especial: foi ele quem, ao criar a Bandeira de Mogi, incluiu nela o desenho de uma cobra fumando, numa referência ao símbolo da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que representou o Brasil na Segunda Guerra Mundial e combateu as forças totalitárias de Hitler e seus aliados nos campos gelados da Itália. A presença de tal símbolo na Bandeira lembrava que Mogi foi a Cidade brasileira que mais soldados enviou para a Segunda Guerra. Uma pesquisa do Exército teria descoberto que de todas as bandeiras dos municípios brasileiros a de Mogi teria sido a única a fazer tal referência. A Bandeira de Mogi foi criada em 1956, pelo então estudante Domingos Geraldo Sica. Instituída e oficializada pela Lei Municipal nº 804, em 29 de novembro daquele ano, a Bandeira possui três faixas horizontais nas cores preta, branca e vermelha, representando as raças que formaram a população da Cidade, além de portar referências à Santíssima Trindade, à padroeira Santana e a expansão dos bandeirantes pelo interior do País. Traz ainda o Brasão e a cobra da FEB.
Com o papa
Conforme a coluna havia antecipado, o papa Bento XVI anunciou, domingo último, em Madri, na Espanha, que o Rio de Janeiro irá sediar a 27ª edição da Jornada Mundial da Juventude, em 2013. A Diocese de Mogi deve iniciar, ainda este ano, os preparativos para a participação dos jovens do Alto Tietê no evento.

Balanço
O presidente Angelo Criscuolo e demais diretores da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar de Mogi convidam para café da manhã, dia 27, na sede, à Rua dos Aposentados, 495, Alto do Ipiranga. Além de um balanço de 18 meses de gestão, prometem novidades e ainda "esclarecer boatos" sobre a entidade.

Trabalho
Até a tarde de ontem, tramitavam pela Câmara de Mogi exatos 12 projetos de lei de autoria de diferentes vereadores dando novas denominações a ruas existentes em vários pontos da Cidade.

Homônimos
Edivaldo Souza, o radialista, liga para dizer que não é ele o Edivaldo de Souza que aparece como presidente do PRB, na Justiça Eleitoral. E que também não tem planos de se candidatar a vereador. Afirma que só aceitou ser 2º tesoureiro do PSD, atendendo a um pedido do amigo e antigo companheiro de PM, Nobuo Xiol.

Fonte:O Diário de Mogi

Rebeldes marcam posição na Líbia


Os insurgentes líbios reivindicaram ontem o controle de grande parte da capital Tripoli, após seu rápido avanço no final de semana passado que indica um fim iminente do regime de 41 anos do governante Muamar Kadafi. A comunidade internacional pediu para Kadafi renunciar, enquanto dois filhos do governante foram detidos pelos rebeldes em Tripoli. Um terceiro filho que havia sido detido no domingo, Mohammed, fugiu.


O paradeiro de Kadafi era desconhecido no começo da noite e disparos e rajadas de metralhadoras eram escutados em bairros de Tripoli, indício de que os combates não chegaram ao fim na capital.


"O verdadeiro momento da vitória será quando Kadafi for capturado", disse Mustafá Abdel-Jalil, chefe do Conselho Nacional de Transição em Benghazi. O porta-voz dos rebeldes em Tripoli, Mohammed Abdel-Rahman, alertou para bolsões de resistência na capital e disse que enquanto Kadafi permanecer livre "continuará o perigo".


Na manhã de ontem os insurgentes tentaram invadir o complexo administrativo e residencial de Kadafi, o Bab al-Aziziya, mas alguns tanques do governo saíram atirando e abriram fogo contra os rebeldes, de acordo com moradores que vivem próximos ao local.


Os insurgentes conseguiram tomar na manhã de ontem o controle da emissora estatal de televisão na capital Trípoli, disse o porta-voz rebelde Mohammed Zawiwa. "Todas as emissoras de televisão controladas pelo Estado pararam de transmitir (em Trípoli). Nossos combatentes entraram em tomaram o controle das instalações", disse Zawiwa.


As telas de televisão ficaram negras repentinamente minutos depois de o logo da rede ter aparecido no canto inferior direito da tela, sem transmissão de imagens ou som. Sites opositores líbios disseram que os rebeldes, que tomaram grande parte de Trípoli, informaram que tomaram a sede da televisão. A afirmação não pôde ser confirmada de forma independente.


Zawiwa disse que os rebeldes deveriam conquistar toda a capital ainda ontem. "Pequenos grupos pró-Kadafi ainda combatem na cidade, mas Trípoli está quase totalmente em nossas mãos", afirmou.


Abdel-Jalil disse que os insurgentes capturaram dois dos filhos de Kadafi. Ele disse que os rebeldes capturaram Al-Saadi Kadafi, ex-jogador de futebol que atuou na Udinese e na Perugia da Itália, bem como Seif al-Islam, considerado o sucessor político de Kadafi. Kadafi tem sete filhos e uma filha biológicos. O terceiro filho que havia sido preso, Mohammed, supostamente fugiu ontem.


O paradeiro da filha de Kadafi, Aisha, é desconhecido, bem como do seu irmão Khamis, que chefiava uma brigada de elite do exército líbio.


CNT


O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia votará se decide ou não enviar Seif al-Islam, um dos três filhos de Kadafi capturados pelos rebeldes, à justiça internacional. O anúncio sobre a questão foi feito ontem, em Paris. Mansur Seif al-Nasr, representante do Conselho na França, afirmou que o movimento toma todas as decisões importantes através do voto de seu conselho executivo nacional.


Seif al-Islam foi capturado por rebeldes no domingo. Os oposicionistas ganham espaço, avançando por Trípoli e ameaçando tomar o poder de Kadafi. Além do próprio líder, Seif foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade. Os promotores pedem que eles sejam enviados a Haia para o julgamento.


"O CNT decidirá o destino dele, se ele será transferido para o TPI ou julgado na Líbia. Cabe ao conselho decidir", afirmou Nasr Ele admitiu, porém, que nem Seif nem seu pai podem ser julgados na Líbia até que o conselho revolucionário possa estabelecer um novo sistema jurídico.


Seif al-Islam é acusado junto com Kadafi de orquestrar um plano para sufocar a revolta contra o governo "por quaisquer meios necessários". Isso aparentemente levou ao assassinato de centenas de manifestantes contrários ao regime e deixou centenas de feridos, além de vítimas presas e torturadas.


Fonte:O Diário de Mogi

Ministros falarão ao Congresso




 POLÊMICA Bernardo foi obrigado a divulgar nota sobre o uso de jatinhos privados durante campanha
Depois de perder quatro ministros num prazo de dois meses e dez dias - três deles por suspeita de envolvimento em irregularidades e outro por falar mal dos colegas -, a presidente Dilma Rousseff verá hoje mais três auxiliares diretos darem explicações no Congresso. Todos, por suspeita de desvio de conduta. São eles: Pedro Novais (Turismo), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Paulo Bernardo (Comunicações). Ontem, Bernardo e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foram obrigados a divulgar nota sobre o uso de jatinhos privados na campanha eleitoral, em mais um dia de tensão na Esplanada.


Para aumentar um pouco a crise, as cobranças por uma faxina para valer, que seja igual para todos os partidos, começaram a aparecer até mesmo na base aliada. A vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), exigiu o afastamento do ministro do Turismo, Pedro Novais, cuja indicação foi bancada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) e pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).


"O Pedro Novais precisa sair. Ele tem uma história política e de vida e para reafirmá-la não pode ficar nessa de não sabia. Pra mim, ele participa, ele tem responsabilidade no aconteceu no ministério do Turismo. Se eu vou montar uma equipe e tem pessoas assim eu não aceito", disse Rose de Freitas.


A oposição promete ser dura com os ministros. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), cobrou uma faxina séria por parte da presidente. Para ele, levando-se em conta as notícias divulgadas no final de semana, Dilma está fazendo uma "limpeza de fachada", porque dá tratamento diferente aos ministros que cometeram deslizes iguais.


Duarte Nogueira verbalizou as queixas do PR, que teve a cúpula dos Transportes degolada assim que foi publicada a primeira notícia com suspeitas de irregularidades cometidas pelos dirigentes do setor, todos vinculados ao partido.


Ao contrário do que ocorreu com o PR, quando as denúncias atingiram o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que é do PMDB, a presidente Dilma deu todo apoio a ele. Rossi saiu somente quando não havia mais como sustentá-lo. Agora, há denúncias de que o ministro Paulo Bernardo utilizou jatinhos de uma empresa que presta serviços ao governo e nada foi feito por parte da presidente.


"A crise ética parece não ter fim, surgem novas denúncias semanalmente e pouco ou quase nada tem sido feito de prático", afirmou Nogueira. "A presidente precisa definir se vai mesmo tomar as medidas necessárias ou permanecer refém de um ministério corroído por fraudes. Ministério montado conjuntamente por seu antecessor e ela, é importante lembrar", alertou.


O primeiro a depor será Pedro Novais. Ele responderá na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, a partir das 8h30, a respeito da investigação feita pela Operação Voucher da Polícia Federal, que prendeu 36 pessoas suspeitas de desvio de dinheiro de convênios do ministério.


Para explicar denúncias de venda irregular de lotes destinados a assentamentos, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, falará na Comissão de Agricultura do Senado. Ele estará acompanhado do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Celso Lisboa Lacerda.


Paulo Bernardo (Comunicações) falará na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara às 15 horas sobre radiodifusão digital. Mas a oposição quer sitiá-lo com perguntas sobre o uso de jatinhos privados na campanha eleitoral do ano passado. Reportagem da revista Época do fim de semana afirmou que, quando ministro do Planejamento, Bernardo viajou em aviões da Construtora Sanches Tripoloni, que presta serviços ao governo, principalmente na área de infraestrutura.


Em nota oficial, o ministro assegurou que jamais viajou em aviões de empresas que prestam serviço ao governo. Mas admitiu que, nos finais de semana, durante a campanha eleitoral, utilizou aeronaves de várias companhias - embora não tenha condições de dizer de quais. Paulo Bernardo disse que todas as viagens foram pagas pela coligação dos partidos em campanha no Paraná.



Fonte:O Diário de Mogi

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Líbio que mora em Goiânia aguarda na embaixada a queda de Kadhafi

Segundo Sadik Giamal, ele só deixa Brasília quando a guerra na Líbia acabar.
Ele já faz planos de voltar ao seu país, levando a esposa e os filhos.



 Líbio Sadik Giamal mora em Goiânia há 25 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Líbio Sadik Giamal mora em Goiânia há 25 anos
(Foto: Arquivo pessoal)
“Só saio daqui quando Kadhafi sair do poder”, garante o cidadão líbio Sadik Giamal, de 53 anos, que há 25 anos mora em Goiânia e está acampado na embaixada da Líbia, em Brasília (DF), desde a última sexta-feira (19).
Ele faz parte do grupo de brasileiros que protestam em Brasília contra o governo de Muamar Kadhafi na Líbia. Em entrevista ao G1, na tarde desta segunda-feira (22), Sadik Giamal afirmou que a data do retorno para casa é incerta, já que ele está determinado a permanecer no local até a confirmação da queda do regime de Kadhafi. "Pode ser amanhã, semana que vem, no outro mês", ressalta.
Sadik Giamal nasceu em Misrata, capital financeira do país, uma das mais destruídas em função da guerra. Ele fugiu da Líbia para morar em Goiânia, em 1987, onde se casou com a goiana Vilma Carvalho e teve dois filhos, hoje estudantes. De acordo com ele, o principal motivo da mudança foi não concordar com o regime autoritário de Kadhafi, que há 42 anos controla o país.
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Para Sadik, o sentimento que descreve a tensão que ele sempre presenciou em seu país é o medo. "Eu sentia medo, não sabia se ía morrer. A gente ficava no meio da guerra. Era medo, só medo", conta o líbio.
Sadik lembra que um dos piores momentos vividos por ele enquanto ainda morava na Líbia, aos 18 anos, foi não poder ver a mãe. "Eu morava na capital Trípoli, para trabalhar, e minha mãe morava em Misrata. Eu não podia ver minha mãe. O exército de Kadhafi estava na rua. Não tinha como ir."
Em Goiânia, Sadik trabalhou como comerciante, à frente de uma padaria. Há alguns anos, vendeu o comércio e, em 2010, após ser encontrado por um dos irmãos pela internet, retornou à Líbia para trabalhar.
A esposa de Sadik, Vilma Carvalho, relata como foram os meses longe do marido: "No começo, a gente falava com ele normalmente, mas depois que a guerra começou nunca mais conseguimos ligar. Eu ligava para o chefe dele, em Portugal, e ele ligava para o 'Dik' (apelido de Sadik Giamal) na Líbia para pegar notícias para a gente. Quando ele ligava, nós ficávamos muito preocupados porque escutávamos o bombardeio no fundo".
Trabalho voluntário
Depois de ficar quase dez meses na Líbia, Sadik Giamal chegou a Goiânia no dia 7 de julho de 2011. Ele foi voluntário durante o período em que esteve em seu país e ajudou nos hospitais e na distribuição de comida para os que se envolveram na guerra.
O irmão mais velho morreu e os outros três são guerrilheiros. O pai dele, segundo Vilma, morreu no último dia 8, por falta de assitência médica - uma das consequências da guerra. Agora, a esperança de Sadik é que Muammar Kadhafi pague pelos crimes que cometeu e pelas mortes que causou.
Sonho de retorno
"É um sonho realizado. É um momento histórico. Quando isso acabar eu quero ficar com minha família. Vou voltar à Líbia para ver meus parentes. Vou refazer a vida", planeja Sadik esperançoso. Sadik revela ainda o sonho de levar os filhos para conhecer a Líbia: "Se Deus quiser, vou levá-los para conhecerem a avó. Eles só conhecem um tio, que veio aqui em 2008."
"O que o meu marido está sentindo é inimaginável, não dá nem para descrever. Ele esperava por isso há muitos anos", emociona-se Vilma.
O grupo de líbios agora acompanha de longe o desenrolar dos fatos e aguarda com a bandeira do Conselho Nacional de Transição - liderado pela oposição a Khadafi – hasteada em frente à embaixada.


Fonte:G1.com