Ao participar nesta quarta-feira da Marcha das Margaridas, a presidente Dilma Rousseff mostrou que não esqueceu os problemas políticos de seu governo.
Wagner Rossi pede demissão do Ministério da Agricultura
Leia a íntegra da carta de demissão de Wagner Rossi
Oposição diz que demissão de Rossi é 'confissão de culpa'
Ueslei Marcelino/Reuters
Ao participar da Marcha das Margaridas, Dilma Rousseff mostrou que não esqueceu os problemas de seu governo
No discurso, ao cumprimentar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), Dilma o chamou de "Agnelo Rossi".
Menos de uma hora depois, recebia das mãos do ministro Wagner Rossi (Agricultura) a carta de demissão.
Nas últimas semanas, Rossi passou bombardeado por acusações de irregularidades na pasta.
Dilma ainda cometeu outro deslize que lembrou outro ex-ministro que nesta semana lhe causou novo dissabor. Ao falar de Alberto Broch, presidente da Contag, Dilma chamou-o de "Alfredo".
O senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM) fez discurso nesta semana comunicando a decisão de seu partido de colocar à disposição os cargos no governo e deixar a base aliada.
No evento, Dilma fez anúncios de iniciativas do governo que atendem demandas das trabalhadoras do campo.
A presidente entregou a elas um "caderno" com medidas que estão sendo tomadas em relação aos pedidos do grupo em encontros com ministros.
Dilma fez o anúncio de alguns deles e prometeu ainda a "dar continuidade a esse diálogo respeitoso e companheiro", segundo ela iniciado no governo Lula.
Fonte:Folha.com
Em reunião com a ministra Ideli Salvatti, deputado pediu empenho na aprovação de temas como o Vale Cultura
Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo
O deputado federal Tiririca (PR-SP) participou de audiência nesta quarta-feira, 17, à tarde com a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais, para pedir urgência na aprovação de projetos da área de cultura. Tiririca chegou ao Palácio do Planalto acompanhado de uma comissão de artistas formada pelos cantores Sandra de Sá, Frejat e Fernanda Abreu, entre outros.
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O objetivo é pedir que o governo se empenhe na aprovação de projetos que tratam do tema - como o Vale Cultura, o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (ProCultura) e a PEC 150, que propõe vinculação de receita para a área.
"Há três ou quatro anos a gente vem a Brasília e faz a mesma coisa. Agora, chega de papo", disse Sandra de Sá. Para Fernanda Abreu, a cultura ainda não está na pauta das políticas públicas do Executivo. "Não adianta a nova classe média comprar iPods se não há políticas para que elas leiam livros, escutem CDs. A cultura precisa estar no centro do debate político do País", comentou.
Questionado se daria apoio à presidente Dilma após a decisão do PR de deixar a base aliada, Tiririca respondeu: "Vamos ver. Sou novato, sou do povo, vou votar pelo bem do povo".
Fonte:Estadão.com.br
Segundo um líder da sigla, a intenção é deixar todos os cargos à disposição da presidente Dilma
Eduardo Bresciani e Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo
A anunciada saída do PR da base aliada da presidente Dilma Rousseff não significará a entrega imediata de todos os cargos que têm no governo. O termo encontrado pelos políticos do partido é que os cargos estão "à disposição" da presidente e que caberá a ela tirar ou não os apadrinhados da legenda. Entregar espontaneamente, o partido não vai. A independência do partido foi proclamada pelo presidente do PR, Alfredo Nascimento, que perdeu a função de ministro dos Transportes na chamada "faxina" realizada na área.
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Uma das lideranças do partido garante que não haverá constrangimento sobre os políticos que ainda têm afilhados em postos no governo federal. "Nós não vamos constranger ninguém a entregar nada. Os cargos estão à disposição da presidente, se ela quiser tirar as pessoas que tire e quem quiser sair por conta própria fique a vontade, mas ninguém será obrigado pelo partido a sair".
O movimento de sair da base gerou rachaduras dentro da legenda. Alguns filiados argumentam não ter condições políticas de perder aliados que conseguiu emplacar no governo porque depende deles para conseguir liberações de obras e outros benefícios para suas bases eleitorais. Outros, como o líder do partido no Senado, Magno Malta (PR-ES), avaliam a decisão como exagerada. Ele tem seu irmão, Maurício Malta, na assessoria parlamentar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Apesar da condescendência com quem ficar, o discurso oficial do partido é que nenhum dos "sobreviventes" à faxina no Ministério dos Transportes terá oficialmente a nomenclatura de cargo do PR. Isso vale também para o ministro Paulo Sérgio Passos, filiado ao partido.
A posição dúbia do PR dá ao governo a sensação um afastamento apenas temporário. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destaca que o movimento não significa uma ida do partido para a oposição e espera a volta dos aliados em breve. "Acho que esse afastamento é uma coisa transitória e acredito que, por meio do diálogo é possível ter uma recomposição num prazo que não seja tão longo".
Um dos principais defensores da independência, o senador Blairo Maggi (PR-MT) afirma que o afastamento está diretamente ligado ao tempo das investigações na área dos Transportes. "O que o PR quer é que enquanto acontecerem as investigações nós não tenhamos cargos no governo. Quereremos que se conclua as investigações e se reabilite quem não tiver culpa e se puna ou deixe no ostracismo quem não tiver que voltar".
Fonte:Estadão.com.br
Ministro enviou carta à presidente Dilma, na qual afirma ter enfrentado 'saraivada' de calúnias
Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura informou nesta quarta-feira, 17, que o ministro Wagner Rossi pediu demissão do cargo. Na carta de demissão entregue à presidente Dilma Rousseff, Rossi diz que nos últimos 30 dias tem enfrentado diariamente "uma saraivada de acusações falsas", acrescentando que, até o momento, não houve provas.
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Andre Dusek/AE - 09/08/2011
Na carta, ministro disse que 'a imprensa solenemente ignorou' suas explicações para as denúncias
"Nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública". O ministro diz ainda que respondeu a cada acusação, com documentos comprobatórios "que a imprensa solenemente ignorou". "Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes como se fossem verdades comprovadas", afirma o ministro na nota.
Ele atribuiu as acusações a uma tentativa de "destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo, onde já perceberam não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios". Depois, Rossi diz que deixa o governo agradecendo a confiança de Dilma, Temer e o ex-presidente Lula.
Fonte:Estadão.com.br