
O leitor Jayro Alves Cardoso continua lembrando histórias de Waldemar, dos tempos da Mineração Geral do Brasil, onde ambos trabalharam. Jayro, ainda jovem, e Waldemar, mais velho, no cargo de chefe de Pessoal da primeira siderúrgica instalada na Cidade. O leitor lembra a paixão do ex-prefeito pela velocidade. "Certo domingo, no campo da Minerasil, na Vila Industrial, seria disputada a final do campeonato interno entre os times da MGB. Quase todos os setores tinham a sua equipe. De repente, surge um avião monomotor, do tipo "teco-teco" em vôo rasante, assustando muita gente e atirando sobre o campo a bola que seria usada na disputa. Revelou-se depois, que o piloto não era outro senão Waldemar". Jayro também lembra o "lado humano" do mineiro, revelado num dramático acidente ocorrido no interior da Mineração. "Deu-se, certo dia, quando uma caçamba, repleta de ferro fundido, que circulava por uma ponte rolante, desprendeu-se do cabo de sustentação, derramando o seu terrível conteúdo, qual lava de um vulcão, e atingindo alguns operários. A ambulância foi acionada e Waldemar, vendo a gravidade da situação, assumiu o volante, dispensando o motorista. Saiu em desabalada carreira, rumo à Santa Casa. Ele tinha a fama de bom motorista – corredor de kart, como era –, e conseguiu chegar rápido ao hospital. Foi, talvez, o mais grave acidente ocorrido na Mineração. Pelo menos duas pessoas morreram", lembra o leitor.
Dilma - 1
O cerimonial da Caixa Econômica Federal é quem está preparando a festa para entrega dos primeiros 280 apartamentos construídos em Mogi, com financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
Dilma - 2
Por se tratar de um grande empreendimento voltado especificamente para famílias realmente de baixa renda, ao contrário de outros financiamentos do "Minha Casa", o governo quer dar uma atenção especial ao evento. E já se especula até mesmo uma possível vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) à Cidade para participar da cerimônia. A confirmação pode sair nos próximos dias.
Lançamento
A Lopes Imóveis, da Capital, sai na frente e já divulga o lançamento, em breve, dos dois prédios comerciais e um residencial que a Helbor irá levantar no interior da área do Mogi Sopping Center, conforme antecipou esta coluna. "Grandiosidade, sofisticação e imponência" são adjetivos usados para divulgar o empreendimento na internet.
História
A expansão da telefonia por regiões quase despovoadas do Estado de São Paulo, entre o final do século XIX e meados do século XX é o tema da publicação "Fotografia e Telefonia", um conjunto de cinco volumes lançado pela Fundação Telefônica, com objetivo de "difundir a história do desenvolvimento das telecomunicações em território paulista e divulgar seu acervo fotográfico". Merece ser vista.
Para homem, não inventaram um aparelhinho que possa detectar (o câncer de próstata). É o velho dedo. O danado é o cara se viciar e querer estar todo dia na porta do urologista.
Fonte:O Diário de Mogi
O sonho de Mogi das Cruzes ter um aeroporto está mais próximo de ser realizado do que muitos imaginam. Nesta semana, a direção da OAS, uma das maiores construtoras do Brasil, se reunirá com o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) para apresentar o projeto de um aeroporto na Cidade. E o lugar escolhido para a prospecção do empreendimento aéreo não poderia ser outro: o Distrito Industrial do Taboão.
De acordo com o apurado por O Diário, a proposta da OAS prevê que o terceiro aeroporto da Região Metropolitana de São Paulo seja construído na área pertencente ao empresário Raul Lerário, na região conhecida como Aparecidinha. O espaço é o mesmo pleiteado por uma outra construtora, a Queiroz Galvão, para um destino bem diferente: a instalação de um lixão para receber resíduos domésticos e industriais.
O terreno em questão tem cerca de dois milhões de metros quadrados, está numa região plana e praticamente livre de interferências, inclusive sem adensamento populacional, além da logística privilegiada. Ou seja, a poucos minutos da Capital e do Vale do Paraíba, ao lado de grandes rodovias, colada com um ramal ferroviário de cargas e próxima do traçado desenhado para o futuro Trem de Alta Velocidade.
"Esse interesse da OAS confirma que a instalação de um aeroporto em Mogi, no Distrito do Taboão, é viável. Tanto que a empresa já fez até um projeto para isso", ressaltou o prefeito Bertaiolli.
Por mais de uma vez, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que Mogi das Cruzes é uma das cidades paulistas que possui condições de ser escolhida para a construção do terceiro aeroporto metropolitano que, segundo ele, é fundamental para absorver a demanda do setor a médio prazo. E a recente decisão do Governo Federal de entregar a concessão dos terminais aéreos à iniciativa privada é tida como a maneira mais rápida de viabilizar os investimentos necessários no setor.
"Com o projeto e o interesse da iniciativa privada em construir um novo aeroporto metropolitano, que todos sabem que é necessário, não acredito que o Governo irá colocar entraves", avaliou o chefe do Executivo mogiano. "Vamos conhecer o projeto feito pela OAS e discutir os encaminhamentos que precisarão ser dados a ele daqui para frente", acrescentou Bertaiolli.
O interesse, e principalmente o potencial técnico de Mogi das Cruzes para receber um aeroporto, já é de conhecimento do Governo Federal. Ainda em 2007, por determinação do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, a Cidade foi incluída entre as áreas a serem avaliadas pela Infraero para sediar o terceiro terminal metropolitano de São Paulo. Na ocasião, representantes da União se mostraram entusiasmados com as condições favoráveis de logística e a posição geográfica do Taboão, com uma extensa área disponível e sem grandes aglomerações urbanas à sua volta, que é uma das principais dificuldades apresentadas por outras regiões.
Fonte:O Diário de Mogi
DANILO SANS
Grande parte dos prédios públicos de Mogi das Cruzes não está adaptada para receber pessoas com mobilidade reduzida. Além de um decreto federal de 2004, o Município vem descumprindo também uma lei criada aqui, em 1990. A reportagem de O Diário fez um tour pelo Centro, começando pelo marco zero, na Praça Coronel Almeida, em companhia de um cadeirante, um deficiente visual e uma arquiteta, para mostrar as dificuldades e o que poderia ser feito para melhor receber essas pessoas.
Os problemas começam a ser apontados antes mesmo de sairmos do lugar. "No Museu Guiomar Pinheiro Franco, a gente já não pode entrar", diz Nivaldo Alves, de 45 anos, que há 12 depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Como será visto adiante, ele aponta um dos problemas que é repetido em diversos pontos da Cidade: a falta de rampas de acesso.
Parado, no centro da praça, é só virar para os lados para ver um ponto de ônibus, outro de táxi, uma banca de jornal e vários telefones públicos. O espaço aberto, porém, vira um labirinto para quem não pode perceber o mundo utilizando a visão. "Aqui, como na maioria dos locais, não há um piso podotátil para nos guiar. Quando a gente chega, acaba perdendo a referência", lamenta Ricardo de Oliveira Pedroso, que está sem enxergar desde que sofreu um acidente de carro, também há 12 anos.
A arquiteta Bianca Cristiane, de 31 anos, também aponta algumas falhas. "As rampas daqui não têm piso antiderrapante e nem corrimão. As pedrinhas portuguesas dificultam muito a passagem do cadeirante", mostra ela, indicando que um corredor plano no local seria o mais adequado e não iria descaracterizar o local. Ela ainda aponta uma das rampas que está construída bem no pé da parada de táxi. "Isso só mostra falta de capacitação. Pior do que não fazer, é fazer de qualquer jeito. Depois de pronto, é muito difícil mudar", ressalta.
É provável que, no dia a dia, você nunca tenha prestado atenção em como o orelhão pode ser um dos maiores empecilhos para o deficiente visual. A bengala, objeto que faz com que eles possam identificar e desviar dos obstáculos, passa direto pela parte de baixo da cabine e não encontra a base que a sustenta, a barra azul. O resultado é previsível: a cabeça do deficiente dá um encontrão na cabine telefônica. "Neste caso, somente o piso podotátil poderia nos orientar sobre onde estão estes objetos", conta Ricardo, que brincando diz saber a localização exata de pelo menos 90% dos telefones públicos de Mogi. Outra solução, neste caso, seria a instalação de bases que acompanhassem todo o corpo das cabines.
"Fazer uma rampa destas é como construir uma porta para sair na parede", disse Nivaldo, que ao tentar atravessar a rua dispunha de guia rebaixada apenas para descer, mas não encontrou a mesma facilidade quando tentou subir a calçada que estava do outro lado. "Por aqui, poucos locais dão condição de acessibilidade. A gente consegue andar pela praça, mas para fazer a travessia da rua já não dá", diz ele. Esta, aliás, é uma das maiores dificuldades dos cadeirantes aqui na Cidade.
Se já é difícil subir na calçada, fica pior conseguir manter-se no trajeto. Além de esburacadas, a maior parte delas é estreita. São necessárias ‘perícias’ para passar com a cadeira de rodas entre o poste e a parede. "A gente se rala mesmo", diz Ricardo, apresentando o dorso da mão repleto de cicatrizes.
Num outro ponto, foi possível flagrar dona Regina Aparecida Matos, de 50 anos, levando o amigo Francisco Alves de Souza, cadeirante de 87 anos, pela contramão, disputando caminho com os veículos na Rua José Bonifácio. "As calçadas daqui são horríveis. Não têm rampas de acesso e são todas fora de nível", disse ela, alegando não ter forças para empurrar a cadeira pela guia alta.
Na Cidade, atravessar uma avenida movimentada é um desafio tanto para o deficiente visual quanto ao cadeirante. Um deles precisa adivinhar quando os carros estão parados, já que o semáforo não é sonoro. O outro tem que se virar para descer a calçada, chegar até a faixa e atravessá-la, subindo a guia do outro lado que também não é rebaixada.
A advogada Leia Baptista Macedo, que foi vereadora na Cidade, é autora de um projeto de lei 1990 que determina que prédios públicos sejam acessíveis a portadores de deficiência. Como ela mesma diz, seria possível fazer de Mogi das Cruzes uma cidade ideal, apenas com a fiscalização das leis vigentes que dispõem sobre o tema. Ela ainda fala do Fórum Municipal, que tem uma rampa de acesso, mas que sempre dá em uma porta fechada, dos cartórios, que não são adaptados, de prédios sindicais, consultórios e lojas. Entretanto, ela elogia a atual administração. "O prefeito já teve a iniciativa. As coisas estão sendo feitas, mas ainda falta muito para que todas as pessoas tenham acessibilidade por aqui", diz.
Fonte:O Diário de Mogi
ALERTA Semáforos exigem que motoristas redobrem a atenção nas proximidades da Praça Kazuo Kimura
SABRINA PACCA
Começam a funcionar amanhã, em tempo integral, os semáforos instalados pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, no entorno da Praça Kazuo Kimura, no Bairro Nova Mogilar. Os equipamentos, que ainda operarão em caráter experimental, atendem, segundo a Administração, a necessidade de ampliar a segurança no local e não a de reduzir as filas de carros que se formam nas vias de acesso à rotatória. Para a Prefeitura, o pedestre tem prioridade naquele local.
Nos últimos dias, a Secretaria fez uma série de testes, em diferentes horários. O projeto elaborado mostra que os semáforos são a melhor maneira de disciplinar o trânsito na região. "Agora, é ajustar aquilo que foi projetado e conferir o funcionamento no dia a dia. Por isso, eventuais ajustes ainda podem acontecer", disse o diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Secretaria, Paulo Castilho.
Os semáforos foram colocados em todas as pontas da circunferência, que dão acesso à Rua Manoel Bezerra de Lima Filho, à Avenida Francisco Rodrigues Filho, nos dois sentidos (Centro e Cezar de Souza), e à Avenida Yoshiteru Onishi.
Com a implantação dos equipamentos, a rotatória inteira passará a ter três pistas, o que, de acordo com Castilho, facilitará o fluxo dos 35 mil veículos que contornam o local diariamente. Castillo lembrou que a semaforização visa ampliar a segurança. "Pensamos em primeiro lugar nos pedestres e na segurança do fluxo de carros como um todo e não apenas em diminuir as filas que se formam na rotatória. Estas vão existir sempre, independentemente do número de veículos que passem pelo local", contou.
Um estudo, realizado por uma empresa especializada em trânsito, apontou que, de todas as faixas de direção, a mais intensa e complicada é a de quem vem de César de Souza pela Francisco Rodrigues Filho e utiliza a praça para entrar na Manoel Bezerra de Lima, atravessando, logo à frente, a linha férrea.
Este ponto, conforme o levantamento, representa mais de 70% de todas as aproximações e cria uma fila de carros que alcança a extensão de 180 a 200 metros no horário de pico da tarde, quando a média é de 4.320 veículos circulando por hora. Com o semáforo instalado e contando com o respaldo de uma simulação foi apontado que essa mesma fila poderia ser reduzida em cerca de 30%, também no período de maior movimento.
Atenção
A instalação dos equipamentos semafóricos na rotatória requer cuidados redobrados dos motoristas já que muitos ainda não se familiarizaram com os novos equipamentos. "Até estarem totalmente em funcionamento, ainda vamos presenciar algumas cenas de erros que, com o tempo e instrução dos agentes de trânsito, deverão cessar", prometeu Castilho, durante a fase de testes.
Fonte:O Diário de Mogi