sábado, 30 de abril de 2011

Lula prevê vitória do PT em São Paulo e no Planalto diante de crise da oposição

Lula prevê vitória do PT em São Paulo e no Planalto diante de crise da oposição

Em conversas com Dilma e petistas, ex-presidente afirma que desgaste de PSDB e DEM com a criação do PSD de Kassab é janela de oportunidades para 2012; em resolução, diretório do partido diz que os 'tucanos debatem-se à procura de um rumo'

30 de abril de 2011 | 0h 00


João Domingos - O Estado de S.Paulo
Sem mandato, mas no papel de condottiere, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Brasília com um "grito de guerra" para o PT. Em conversas com a presidente Dilma Rousseff e líderes da legenda, Lula avaliou que a crise na oposição, com DEM e PSDB sob ataque especulativo do PSD, abriu uma janela de oportunidade para o PT e os aliados conquistarem a Prefeitura de São Paulo em 2012 com relativa "tranquilidade".
Evelson de Freitas/AE–23/10/2010
Evelson de Freitas/AE–23/10/2010
Ontem, hoje e amanhã. Palanque do PT no ano passado: Marta e Mercadante estão entre pré-candidatos para 2012, mas Lula defende escolha de nome com trânsito entre partidos aliados
Para dar certo, ressaltou Lula nas conversas dos últimos dias, será necessário escolher um candidato que tenha trânsito entre os principais partidos da base aliada. A condição poderia afastar do radar alguns pretendentes com arestas locais e alto índice de rejeição nas pesquisas, como a senadora Marta Suplicy.
Lula reforçou mais uma vez que está disposto a entrar fortemente na campanha à Prefeitura - principalmente se o PSDB lançar o ex-governador José Serra.
Por enquanto, o PT trabalha com quatro nomes para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD): Marta Suplicy, que agora se fortalece com a eleição de Rui Falcão para a presidência do PT, e os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça).
Desses, o que tem menor chance de se candidatar no momento é Mercadante. Ele disputou o governo de São Paulo no ano passado por uma ampla coligação, costura bem-sucedida, mas perdeu a eleição para Geraldo Alckmin. E Dilma Rousseff confidenciou no Planalto que não gostaria de ver um ministério ser tratado como estepe no caso de, derrotado, Mercadante querer retornar ao governo.
Em fase de articulador, Lula jantou com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro o ex-ministro Luiz Dulci e os atuais ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).
Na reunião, o ex-presidente disse que o partido, além de vencer na capital paulista em 2012, conquistará a próxima eleição presidencial, principalmente porque, segundo ele, os planos de Dilma Rousseff para erradicar a miséria logo começarão a ser postos em prática.
Enquanto Lula estava no Alvorada com a presidente, um jantar na casa de Marta Suplicy reuniu Rui Falcão, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, entre outros petistas de carteirinha. No cardápio, também as eleições municipais.
Nas análises que faz sobre a oposição, Lula tem dito que o senador Aécio Neves (MG), um dos nomes fortes do PSDB, envolveu-se num caso bobo - dirigir com a carteira de habilitação vencida e recusar-se a fazer o teste do bafômetro - que pode ter um custo político no futuro. Para o ex-presidente, o assunto será explorado tanto por aliados quanto por adversários.
No dia 19, Lula teve reunião com 32 prefeitos do PT, num hotel, em Osasco. Pediu a cada um deles que encontrem "um José Alencar" para ser o vice. Alencar, que morreu no fim de março, foi, segundo Lula, sua garantia para vencer a eleição em 2002.
Sem rumo. Uma proposta de resolução política que será votada hoje pelo Diretório Nacional do PT faz referência indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamado de "patrono intelectual" da oposição. O PT critica o racha no DEM e no PSDB e afirma que os tucanos debatem-se à procura de um "rumo" para a oposição.
"Carecendo de projeto nacional soberano, órfãos até de um programa oposicionista vêm se pulverizando. Resumo da história: em artigo que acendeu polêmica em suas próprias bases, até seu patrono intelectual desistiu de dialogar com o povo", diz um trecho da resolução, numa alusão a Fernando Henrique.
Com 27 tópicos, o texto ainda é preliminar e pode receber emendas. Um dos artigos diz que os adversários do PT e do governo Dilma fragmentam-se, porque sofrem "sequelas" da última campanha e estão envolvidos em contradições internas.
Cita o "esvaziamento do DEM" e destaca que o partido acena com possível fusão com o PSDB, pois está "desidratado" pelo lançamento do PSD do prefeito Gilberto Kassab. "Envoltos numa guerra de cúpula pelo comando do partido e às voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se à procura de um rumo para a oposição", afirma a proposta petista. 
Fonte:O Estado de S.Paulo

Por lucro, Santos pode jogar no Pacaembu na Libertadores

30/04/2011 - 09h53

Por lucro, Santos pode jogar no Pacaembu na Libertadores



DE SÃO PAULO


Caso o Santos avance às quartas de final da Taça Libertadores --o clube ainda disputa o segundo jogo das oitavas diante do América-MEX no dia 3 de maio, fora de casa, com a vantagem do empate-- membros da diretoria desejam que os próximos jogos como mandante no torneio sul-americano sejam realizados no Pacaembu.
A informação é da coluna Painel FC, assinada por Bernardo Itri e Eduardo Ohata e publicada na edição deste sábado na Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
O primeiro jogo contra o América-MEX foi na Vila e o Santos venceu por 1 a 0. Em quatro jogos como mandante na edição atual da Libertadores, o time jogou fez apenas um no Pacaembu, quando venceu o Deportivo Táchira na última rodada da fase de grupos e confirmou a classificação para o mata-mata.

Fonte:Folha.com
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Grupo investe R$ 100 mi no Taboão

Grupo investe R$ 100 mi no Taboão

Alexandre Barreira
especial para o diário
O Distrito Industrial do Taboão receberá investimento de R$ 100 milhões, com expectativa de geração de 300 empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito na manhã de ontem pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) e pelo diretor do Grupo Pátria Investimentos, Helmut Fladt. Parte do montante - cerca de R$ 30 milhões - será aplicado pelo fundo de investimentos na compra de uma área de 86 mil metros quadrados (m²) e na construção de dois galpões, sendo que um deles, de 13 mil m², sediará o Centro de Distribuição (CD) da siderúrgica Gerdau, com unidade de corte e dobra de aço produzido pelas indústrias do grupo, atendendo a construção civil da Zona Leste, Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê.
A empresa deverá aplicar o restante na compra de maquinário e equipamentos e adequação do galpão para suas necessidades.
O contrato de locação do local à Gerdau será de 10 anos de duração. A Pátria Investimentos já possui um galpão no Distrito do Taboão, onde funciona o CD da Kimberly-Clark, em uma área de 70 mil m² e em operação desde 2006.
As obras do novo CD da Gerdau serão executadas pela Construtora Fonseca e Mercadante e devem começar na próxima segunda-feira, com entrega prevista para dezembro deste ano. "O valor do investimento é um dos maiores que o Taboão já recebeu. E isso é reflexo do trabalho que a Prefeitura tem feito em duas frentes: com as obras de recapeamento e iluminação (média e baixa tensão) da Estrada do Taboão e o trabalho técnico da Secretaria de Desenvolvimento, como a viabilização das licenças ambientais e todas as negociações para que ocorresse este investimento privado no Distrito do Taboão", explicou o chefe do Executivo.
Esta negociação para que o Grupo Pátria realizasse o investimento no local durou um ano e contou também com o apoio da General Motors do Brasil, uma das pioneiras entre as indústrias a se instalar no Taboão. A participação da fábrica de peças automotivas, representada no evento por Antônio Carlos Ramos, gerente de Relações Governamentais, foi ceder à Gerdau o uso da Avenida General Motors que, apesar de ser pública, foi construída na área da GM. "Somos parceiros profissionais da Prefeitura de Mogi há 14 anos e nos colocamos à disposição para ajudar na chegada de novos investimentos à Cidade", frisou.
Marcos Damásio, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, destacou que agora este Distrito Industrial, além de outras empresas, conta com um "trio de ferro" poderoso, formado por General Motors, Kimberly-Clark e Gerdau. "Este é o principal potencial do Taboão. Um local estritamente industrial, no qual temos atualmente 29 empresas instaladas, sete em processo de instalação e mais de três mil empregos diretos", explicou. "Qualifico o Taboão como o maior parque industrial da Região Metropolitana de São Paulo", completou Damásio, que esteve acompanhado do secretário-adjunto da Pasta, Osvaldo Bolanho. Alguns vereadores também participaram do evento de ontem.
Galpão
O segundo galpão, previsto para ter 10 mil m², deverá ser ocupado no início do próximo ano por outra siderúrgica, de acordo com Fladt, do Grupo Pátria de Investimentos. A reportagem de O Diário apurou, no entanto, que o espaço será utilizado pela empresa Vesúvius Refratários Ltda., com sede em Itaquaquecetuba.
Fladt destacou que a escolha por Mogi das Cruzes para receber os investimentos foi feita com base na posição geográfica privilegiada da Cidade. "Logisticamente, Mogi está mais próxima de São Paulo. Antes, Guarulhos, pela sua localização, tinha este privilégio. No entanto, a cidade está saturada e Mogi seria, naturalmente, a próxima parada", afirmou, ressaltando que futuros investimentos por parte do Pátria não estão descartados na Cidade, mas não para este ano.
O Grupo Pátria Investimentos tem 20 anos de atuação no mercado financeiro e conta com ativos de R$ 7,3 bilhões. É composto por 18 sócios que administram 11 fundos ativos e conta com 151 funcionários. A empresa atua nos mercados imobiliário, industrial e logístico.

Fonte:O Diário de Mogi

Preservação da APA gera conflito

Preservação da APA gera conflito

ESTUDO Diagnóstico sobre a região da APA do Rio Tietê está sendo concluído
RENATO DE ALMEIDA
Um possível conflito de interesse entre os governos federal, estadual e municipal, entidades representativas e sociedade civil em relação ao uso da Área de Proteção Ambiental (APA) da Várzea do Rio Tietê foi apontado pela professora Neli Aparecida de Mello-Théry, durante seminário sobre políticas públicas voltadas a este território, que abrange Mogi das Cruzes e mais 11 cidades. Na apresentação, feita na tarde de ontem, no auditório da Escola de Artes Cênicas e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), a especialista disse, ainda, que está sendo concluído um diagnóstico sobre a região para a formulação de seu plano de manejo.
A APA da Várzea do Tietê passa por Salesópolis, Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Guarulhos, São Paulo, Osasco, Barueri, Carapicuíba e Santana do Parnaíba, o que, para Neli, gera divergências quanto a seu manejo. "Na estrutura institucional do Estado de São Paulo, cada um dos municípios tem seu interesse diferente. O Estado, a União e as cidades querem, cada um, uma coisa divergente", diz.
"Temos de ver a APA como uma grande região e não como um pedaço de determinado município. Na gestão de questões ambientais, sempre há dificuldade na articulação entre instituições, níveis da sociedade e interesses dos poderes públicos", acrescentou.
Segundo a professora, é importante ainda analisar as características de cada uma das cidades, como a forma com que são utilizados os recursos naturais de acordo com suas atividades econômicas. "Na parte do extremo leste da APA, temos os municípios de Biritiba Mirim e Salesópolis, onde a produção agrícola é o mais importante. Eles utilizam a área, a água e aplicam agrotóxicos. Os profissionais envolvidos neste setor devem ser ouvidos, para sabermos como pode ser ponderado o conflito entre o uso da água para agricultura e a água para consumo. Já na Capital e em Guarulhos, preciso analisar melhor o trabalho no setor habitacional. É necessário direcionar muito bem os trabalhos aos atores mais influentes de cada município", avalia.
Durante boa parte de seu seminário, a professora falou sobre o que são as áreas de proteção ambiental e a importância deste trabalho. Na questão das várzeas de rio, ela destacou o grande aumento nas ocupações das terras próximas aos leitos, o que tende a impermeabilizar o solo, diminuindo a vazão e provocando as frequentes enchentes. Um novo encontro para apresentação dos primeiros resultados de um diagnóstico da área de proteção será realizado na USP, no próximo dia 9.

Fonte:O Diário de Mogi