segunda-feira, 11 de abril de 2011

Na China, Dilma busca investimentos em tecnologia e infraestrutura

Na China, Dilma busca investimentos em tecnologia e infraestrutura


‘Diplomacia de resultados’ tenta mudar as relações comerciais com a China, hoje concentradas na venda de terra, soja e minérios


09 de abril de 2011 | 18h 45




Vera Rosa e Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Brasil quer fábricas chinesas, quer investimentos chineses em infraestrutura, quer que a China seja mais do que uma compradora de terras, soja e minérios. Essa é a ambição da "diplomacia de resultados" que vai acompanhar a visita da presidente Dilma Rousseff à China a partir de amanhã.
A presidente pediu ao Itamaraty que agendasse visitas a empresários e empresas de tecnologia digital. Além do anúncio da encomenda de aviões à Embraer, Dilma está certa que voltará com um contrato de US$ 200 milhões para que a ZTE (eletroeletrônica) comece a se instalar em Hortolândia (SP).
Para "vender" o Plano Nacional de Banda Larga - xodó de sua administração - aos chineses e dar ênfase à ciência e tecnologia nas parcerias, Dilma vai visitar a fábrica da ZTE, em Xian, e se reunir, entre outros, com executivos da Huawei. Líder no mercado de banda larga fixa e móvel, a Huawei atua no Brasil desde 1999 em parcerias com as principais operadoras de telefonia.
Na lista de documentos a assinar pelos dois presidentes há, em meio a memorandos com promessas vagas de cooperação, três acordos envolvendo grandes empresas estatais e que são relevantes para a captação de tecnologia. A Eletrobrás e a State Grid vão desenvolver linhas de transmissão de energia a longa distância. A Petrobrás e a Sinopec fecharão acordos nas áreas de tecnologia de prospecção e pesquisas geológicas.
‘Sala da diretoria’. A viagem tem forte simbolismo político por acontecer no momento em que Dilma acaba de completar 100 dias de governo. Depois de receber em Brasília o presidente dos EUA, Barack Obama, ela indicará, em Pequim, que está interessada na relação de longo prazo com o país de Hu Jintao. Mas vai reclamar e pressionar contra as barreiras à expansão dos negócios brasileiros na China.
"Queremos sair da relação de balcão de compra e venda com a China para ser aquele país que chega lá e vai para a sala da diretoria", resumiu ao Estado, com humor, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.
Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil e tenha investimentos anunciados na casa de US$ 29 bilhões, a presidente Dilma vê com preocupação o fato de 90% desses investimentos se concentrarem em mineração, energia e agricultura. Inquieta-se, também, com a compra de terras, de forma direta ou indireta, por empresas estrangeiras, como em Goiás e na Bahia, para produzir grãos que são vendidos à China.
Durante a viagem ela vai conversar sobre o assunto com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que acompanhará a comitiva para assinar um acordo de instalação de beneficiadoras de soja em Barreiras (BA) com a estatal Chongqing Grain.
Sem fábricas. Os chineses alegam que o Brasil precisa se esforçar mais para demonstrar a competitividade. Mas os empresários brasileiros reclamam da disparidade no câmbio, já que a desvalorização da moeda chinesa barateia os produtos e dificulta a concorrência. Pior: a China impõe barreiras à expansão até de negócios já instalados no país, como nos casos da Weg Motores Elétricos e da Marco Polo, que fabrica carrocerias de ônibus.
A Embraer enfrenta as mesmas barreiras. Apesar de ter fábrica no país, ela depende da aprovação do governo chinês para deixar de produzir o modelo ERJ 145 - que já não tem mercado - e fabricar o EMB 190.
A China também costuma entrar no País sem fábricas, apenas importando os produtos. É o caso da JAC Motors, recém-chegada com uma rede de 50 concessionárias de veículos, mas sem unidade produtiva.

Fonte:Estado de S.Paulo

domingo, 10 de abril de 2011

O deputado André do Prado abriu seu escritório em frente ao do deputado federal Valdemar Costa Neto

Balança






O deputado André do Prado, que abriu seu escritório em frente ao do deputado federal Valdemar Costa Neto,
na Rua Coronel Souza Franco, em Mogi ,diz que o superintendente do DER,Clodoaldi Pelissioni,lhe deu garantia de estar ``muito interessado``na volta da balança fixa para a Mogi - Guararema.
Os dois conversaram recentemente sobre o assunto e Pelissioni lhe disse que deseja o retorno do equipamento,
para conter o excesso de peso dos caminhões.


Fonte:O Diário de Mogi

Primeira vitória de mogianos contra o excesso de multas aplicadas pelo radar

Primeira vitória
O movimento deflagrado por centenas de mogianos contra o excesso de multas aplicadas pelo radar inteligente instalado no quilômetro 58,6 da Rodovia Mogi-Bertioga obtém a primeira vitória com o encerramento do inquérito aberto pelo Ministério Público de Mogi das Cruzes.
O promotor Fernando Paschoal Lupo concluiu que o equipamento operado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) está funcionando de maneira ilegal, como já defendiam os condutores autuados repetidas vezes no final do ano passado. Muitos, já receberam as notificações de suspensão das carteiras de habilitação por causa das infrações.
O promotor irá solicitar o cancelamento das multas ao superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni, em uma audiência convocada para os próximos dias.
Caso o Governo do Estado mantenha o mesmo posicionamento adotado até aqui, contrário à suspensão das infrações, Fernando Lupo ingressará com uma ação civil pública contra o órgão.
Desde as primeiras notícias sobre o excesso das multas, motoristas, prefeito, deputados, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), enfim, buscaram junto à direção do DER esse caminho, o do diálogo, para mostrar os argumentos de quem mora naquela região e se sentiu lesado com todo o processo de implantação deste radar. Mas, não foram ouvidos.
A irregularidade confirmada pelo MP já havia sido levantada pelo movimento – a sinalização inadequada em uma via urbana, caso do trecho da Rodovia Mogi-Dutra, onde foi instalado o equipamento, atualmente desativado após ser alvo de um incêndio criminoso.
Não se trata, aqui, em absoluto, em ser contra a manutenção do equipamento de aferição da velocidade, um mal necessário frente aos milhares de motoristas imprudentes que circulam pelas estradas brasileiras.
Mas de prezar pela transparência. Além da questão envolvendo a sinalização destacada agora pelo MP, com base em respostas dadas pelo próprio DER, o processo de implantação do radar, sem as claras informações aos moradores e usuários sobre o funcionamento dele, sempre foi questionado por este jornal.
O que esperamos, agora, é novamente o bom-senso do Governo do Estado. Se irregularidades estão sendo apontadas, o melhor seria se chegar a uma solução para esse conflito, o mais rápido possível.
Pendências judiciais costumam se arrastar por anos, como bem sabemos. Muitos motoristas já estão sendo penalizados com a suspensão dos documentos, e a perda de seus veículos, caso daqueles que possuem dezenas de multas.
De resto, o posicionamento da Promotoria reforça a importância da mobilização popular: sem o estardalhaço contra o excesso de multas, as dúvidas sobre o radar dificilmente seriam apuradas.

Fonte:O Diário de Mogi

Dilma próxima de dois ministros



Dilma próxima de dois ministros


BRASÍLIA
O núcleo de confiança formado pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros meses de governo é pequeno. Constitui-se de duas pessoas: os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Este, quando não está no Palácio do Planalto com a presidente, despacha a cerca de um quilômetro de distância, na ponta da Esplanada dos Ministérios. Palocci fica mais próximo fisicamente, um andar acima do de Dilma, no próprio Palácio.
Ao contrário do ex-presidente Lula, que tinha uma meia dúzia de ministros assessores, congregados no chamado "núcleo duro", com Dilma todo assunto de governo começa com ela e acaba nos dois ministros.
A Palocci a presidente delegou a função de ajudá-la a montar o ministério e o segundo e terceiro escalões, além de ficar de olho nos rumos da economia e do funcionamento do próprio governo Pimentel, embora seja ministro de área técnica, tem uma agenda dilatada de conversas com Dilma, da vagarosa decisão sobre a compra de caças para a Aeronáutica ao noticiário do dia nos jornais, passando pela queda constante do dólar e a necessidade de tirar um pouco mais de proveito das relações comerciais com a China. Eles foram amigos de militância clandestina na esquerda durante a ditadura militar.
Num segundo círculo de proximidade com Dilma estão os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Alfredo Nascimento (Transportes), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Edison Lobão (Minas e Energia) e Helena Chagas (Comunicação Social).
Padilha encontra-se com a presidente quase toda semana. Dilma tem mostrado especial predileção pelos problemas da pasta, tanto é que quase todos os seus programas de rádio trataram da saúde. Lobão costuma cumprir à risca as orientações da presidente na área de Minas e Energia.
Com Alfredo Nascimento ela desenvolveu uma amizade que vem dos tempos em que os dois foram ministros de Lula, ele nos mesmos Transportes, ela na Casa Civil. Dilma já comentou que Nascimento cuida de uma área problemática, fonte de muitos escândalos no passado, evitando que proliferem no presente. Quanto a Patriota, ela passou a ouvi-lo sobre política externa e tomou agrado pela defesa que faz do respeito aos direitos humanos.


Fonte:O Diário de Mogi