terça-feira, 15 de março de 2011

Entrevista com deputado federal Valdemar Costa Neto

Dia  18 / 03 / 11/ Sexta - Feira as 08 horas
Entrevista com a Marilei Schiavi na Radio Metropolitana, com o deputado federal Valdemar Costa Neto

Assembleia de SP toma posse em meio a indefinição sobre sua composição

Assembleia de SP toma posse em meio a indefinição sobre sua composição

Deputados estaduais assumem nesta terça-feira, com a Mesa Diretora já escolhida; liminares de barrados na Ficha Limpa e vagas de suplentes geram dúvidas

14 de março de 2011 | 19h 42




André Mascarenhas e José Orenstein, do estadão.com.br
A nova Assembleia Legislativa de São Paulo toma posse nesta terça-feira, 15, em meio a uma indefinição sobre a composição da Casa. O estadão.com.br transmite ao vivo a cerimônia, a partir das 15h. O presidente da Assembleia na atual legislatura, Barros Munhoz, do PSDB, comandará a sessão solene, na qual também será escolhida a Mesa Diretora.
Barros Munhoz deve ser reeleito para o próximo biênio, segundo acordo firmado entre as bancadas - o único candidato declarado de oposição é o deputado Carlos Giannazzi, do PSOL. A primeira vice-presidência ficará com o tucano Celso Giglio. Rui Falcão, do PT, será o primeiro secretário. Apesar de a eleição ser aberta, com os deputados declarando voto no microfone, é praxe que a distribuição de cargos seja combinada previamente entre os partidos.
Mas se os deputados chegaram a um consenso na véspera da posse sobre quem deve ocupar os principais cargos da Casa, ainda há dúvidas em relação aos nomes e partidos dos 94 deputados estaduais. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não decidiu se a Lei da Ficha Limpa vale ou não para as eleições de 2010. Desta forma, candidatos inicialmente barrados vêm se valendo de liminares para assumir como deputados nesta terça-feira - embaralhando a composição da Assembleia. A confusão levou o Tribunal Regional Eleitoral a fazer cinco retotalizações de votos desde a divulgação do resultado em 3 de outubro de 2010; a assessoria da Assembleia, na véspera da posse, não sabia especificar quem serão os novos membros da Casa.
O deputado estadual João Caramez, do PSDB, que recebeu 98 mil votos, mas teve a candidatura negada pelo TSE, conseguiu ação cautelar no STF que lhe coloca no lugar de seu correligionário Geraldo Vinholi. Já Itamar Borges, do PMDB, com a contabilização - também via liminar - dos votos de seu colega de partido, Uebe Rezeck, atinge o quociente eleitoral e assume no lugar do tucano Welson Gasparini. Assim, a nova Assembleia tem, a princípio, o PT com a maior bancada - de 24 deputados -, o PSDB com 22 representantes, o PV com nove parlamentares, o DEM com oito deputados e o PMDB com cinco deputados. As liminares, no entanto, ainda podem ser derrubadas, alterando novamente o tamanho das 
bancadas.


Fonte: Estado de S.Paulo

Novas explosões põem Japão em risco de desastre nuclear

Novas explosões põem Japão em risco de desastre nuclear
Hiroto Sekiguchi/"The Yomiuri Shimbun"/Associated Press
Membro de equipe de resgate carrega menina de 4 meses resgatada em Ishinomaki três dias após o tremor; o bebê, já entregue ao pai, foi levado pela força do tsunami dos braços da mãe, ainda desaparecida
Sob ameaça de catástrofe nuclear, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, fez informe na TV sobre o agravamento da situação na usina Fukushima 1. Duas novas explosões atingiram os reatores 3 e 2. O número 4, que não tinha problemas, pegou fogo _depois controlado. Técnicos da usina começaram a ser retirados. O governo estendeu o perímetro de segurança de 20 km para 30 km e pediu que os moradores nesse raio fiquem em casa e busquem proteção.

Fonte: Folha de S.Paulo




Japão sofre 3ª explosão em reator

Japão sofre 3ª explosão em reator

TÓQUIO
Abalado pelo terremoto e pelo tsunami do último dia 11, o Japão concentra esforços em ajudar as vítimas da tragédia e lutar contra o que pode se tornar o mais novo desastre nuclear da história. O reator 2 da usina nuclear de Fukushima Daichi, no nordeste japonês, registrou uma explosão na manhã de hoje, segundo o horário local, e elevou os temores pela segurança do local.
Os núcleos dos reatores do complexo correm o risco de derreter, o que poderia causar a liberação de material radioativo na atmosfera. O governo já pediu ajuda aos EUA e à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para evitar uma catástrofe.
A explosão foi reportada no reator 2 pela manhã. Segundo o governo, a piscina de condensação da câmara de confinamento, que serve para resfriar o núcleo, foi danificada. Os reatores 1 e 3 já haviam sofrido com o mesmo problema, sem que houvesse danos ao núcleo. Após os incidentes, o nível de radiação permaneceu baixo, segundo fontes do governo.
O Secretário Geral do Gabinete japonês, Yukio Edano, disse que as barras de combustível nuclear parecem estar derretendo dentro dos três reatores do complexo de Fukushima. Ele afirmou que apesar ser impossível checar diretamente, "é muito provável que isto (o derretimento) esteja acontecendo". Os reatores precisam ser resfriados para que não haja a fusão do núcleo.
Segundo a Tokyo Electric Power Co (Tepco), empresa gestora do complexo, as barras de combustível ficaram totalmente expostas após uma queda do nível de água que as cobriam. Ocorreu então um superaquecimento que pode ter levado ao derretimento do núcleo. Posteriormente, os níveis de água se recuperaram. Entretanto, as barras voltaram a ficar completamente expostas, elevando o alerta.
De acordo com a rede de TV japonesa NHK, detectou-se radioatividade ao redor do local. O governo instituiu uma área de segurança de um raio de 20 quilômetros ao redor da usina. Acredita-se que até 190 pessoas já tenham testado positivo para a contaminação por radiação. Já houve a necessidade da liberação de gás proveniente do reator 1 anteriormente para aliviar a pressão e evitar o derretimento das barras de combustível.
As autoridades japonesas buscaram ajuda internacional para evitar o desastre. A Comissão de Regulação Nuclear dos EUA enviou dois especialistas em reatores do mesmo tipo daqueles que apresentaram problemas no Japão, como parte de uma equipe da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
A AIEA, por sua vez, afirmou que não há sinais, a princípio, de vazamento de combustível da usina nuclear de Fukushima. Além disso, o órgão afirmou que dificilmente a crise nuclear japonesa tomará as proporções do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em abril de 1986. Numa escala que mede a periculosidade dos vazamentos de material radiativo, que vai de 1 a 7, Chernobyl foi classificado como 7, enquanto Fukushima está classificado como 4.
Outras duas usinas apresentaram problemas - em Onagawa e Tokai, ao norte e ao sul de Fukushima respectivamente -, mas nenhuma apresenta riscos. Todos os complexos estão na região noroeste do Japão, região mais afetada pelo tremor.

Fonte;O Diário de Mogi