sexta-feira, 10 de abril de 2020

COMÉRCIO: Spani Atacadista de Mogi suspende 105 demissões

15 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente

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LOCAL Equipe buscará espaço provisório para que o Spani possa atuar até aluguel ou construção de sede. (Foto: arquivo)
O presidente do Grupo Zaragoza, controlador do Spani Atacadista de Braz Cubas, Cléber Denis Santana Gomez, anunciou ontem, durante uma reunião com o prefeito Marcus Melo (PSDB), a suspensão das demissões de 105 funcionários e também o fechamento da loja previstos para o próximo dia 18 de abril.

Durante os três meses que ainda restam do contrato de locação do atual imóvel, uma equipe deverá buscar um espaço provisório para que o supermercado dê continuidade às suas atividades, até que seja alugada ou construída uma nova sede para o Spani na cidade.

O supermercado está buscando uma área de cerca de 15 mil m² para abrigar o espaço de vendas e um estacionamento semelhante ao existente na atual sede que deverá ser desocupada em razão de divergências quanto ao valor do aluguel e seus reajustes, que já levaram à Justiça a empresa Tagiza Empreendimentos, com sede na Capital, e a direção do Grupo Zaragoza. Após a mais recente pendenga judicial, por conta do reajuste no valor do aluguel, os dirigentes do supermercado alegaram inviabilidade de manter o equilíbrio econômico e financeiro para continuar operando. E decidiram fechar a loja em definitivo.

“Após decidir cancelar o aviso prévio dos 105 funcionários que seriam demitidos, o presidente Cléber comprometeu-se com o prefeito a desenhar um plano para alugar, construir, comprar ou negociar a construção por terceiros de uma nova sede na cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura, Cláudio Costa, que participou da reunião. Segundo ele, o presidente estava acompanhado do engenheiro Jony de Faria, gerente de Obras do grupo, que reside em Mogi, o qual ficará encarregado de prospectar uma nova área que deverá estar localizada em algum dos vetores de crescimento da cidade, que disponha de equipamentos de mobilidade urbana, como vias movimentadas e perto de linhas de ônibus ou trens, além de fácil acesso para veículos dos futuros consumidores. Não será surpresa se a área escolhida estiver situada na região do Rodeio ou da avenida das Orquídeas, que se ajustam perfeitamente ao perfil definido.

Segundo o diretor Cláudio Costa, o prefeito Marcus Melo se colocou à disposição para ajudar no que for possível para manter o Spani na cidade, chegando a apresentar ao presidente do Zaragoza a legislação de incentivo à vinda de novas empresas, que poderá beneficiar a manutenção do grupo na cidade.

Durante a conversa, o presidente teria admitido, segundo Costa, que devido aos problemas com a locação do imóvel, o Zaragoza deixou de investir na loja do Spani de Mogi. Como a loja padrão do grupo, hoje com 31 unidades, costuma ter, em média, 250 funcionários, o supermercado mogiano estaria subdimensionado, algo que poderá ser compensado com a construção ou locação da futura sede na cidade.

Cléber Gomez teria ainda se mostrado surpreso com a reação da cidade à notícia da desativação do Spani e dito que a decisão do prefeito de procurá-lo o “deixou sensibilizado” e interessado em “continuar investindo em Mogi”.

“O mais importante para Mogi, neste momento, foi não perder os 105 empregos e, quem sabe, ganhar muito mais no futuro”, afirmou Costa, destacando “a importância do prefeito Marcus Melo na condução da reunião que, tenho certeza, nos garantirá excelentes resultados”.

Fonte:O Diário de Mogi

DIFÍCIL: Ruas de Mogi têm movimento ainda maior, apesar da quarentena

15 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Silvia Chimello

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CENÁRIO Muita gente compareceu ontem às agências bancárias e ao Mercado Municipal na região central. (Fotos: Eisner Soares)

A cidade registrou movimento maior de pessoas nas ruas nesta quinta-feira. Muita gente foi aos bancos a fim de tentar receber os recursos do Governo Federal e também fazer compras para a Semana Santa. Havia muitas filas e aglomerações em frente às agências bancárias, casas lotéricas, Mercado Municipal e supermercados. Trânsito movimentado em algumas ruas, idosos sem máscaras e reunidos em tempos de pandemia do novo coronavírus, quando todos deveriam manter distância, ficar em casa e só sair em caso de muita necessidade.

Em frente aos bancos, especialmente das agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF), onde os valores foram depositados e liberados desde ontem, o movimento era intenso. As filas enormes de pessoas próximas, ignorando a orientação para manter mais de um metro de distância umas das outras.

Muita gente chegou cedo, antes das agências abrirem. Ontem, o recurso só estava liberado para aqueles que têm conta no Banco do Brasil ou na CEF, mas alguns foram até esses locais para apenas se informar e confirmar se teriam ou não direito ao benefício de R$ 600,00 do Governo Federal, destinados às pessoas que ficaram sem renda por causa da pandemia.

Esse é o caso do ambulante Florindo de Jesus Maciel, morador de Jundiapeba. Ele disse que foi até o banco para conferir se o nome dele estava na lista. “Não tenho nenhum cadastro. Mas preciso saber como fazer para receber esse dinheiro. Decidi sair de casa e correr o risco, porque a família precisa desse dinheiro”, relata. Ele vende frutas no centro da cidade e alega que ficou sem renda depois que foi decretado o isolamento social. “Não tenho dinheiro nem para comprar máscaras”, reclama.

A autônoma Márcia Cândido Almeida conta que pediu ajuda para ir ao banco e se informar sobre a liberação da verba. Ela estava tentando se manter afastada, longe da porta da agência, enquanto o filho dela aguardava na fila, em frente à CEF. “Não queria ter que sair de casa, mas não tem jeito. Estou ansiosa e preciso desse dinheiro para pagar as contas que já estão atrasadas”, relata.

A situação estava complicada também em frente ao Mercado Municipal. Apenas era permitida a entrada de um grupo pequeno de pessoas de cada vez, mas as filas na parte externa estavam enormes. Todos muitos próximos uns dos outros. Lá dentro também tinha fila para comprar peixes e outros alimentos para a Semana Santa, época em que as famílias evitam o consumo de carnes vermelhas.

“Estou tomando todas as providências e cuidados, mas não poderia deixar de vir comprar um pedaço de bacalhau para a Sexta-Feira Santa”, argumenta Maria das Graças, que estava fazendo compras no Mercadão. Também na fila, Maria Tereza Andrade acha que “Deus protege, porque a fé e as tradições são mais importantes nesse momento”.

O secretário municipal de Segurança, coronel Paulo Roberto Madureira Sales, informa que as equipes de agentes e fiscais da Prefeitura estão intensificando os trabalhos para impedir que os estabelecimentos que não trabalham com produtos essenciais se mantenham fechados. “A grande maioria está respeitando as regras. Não tivemos problemas com isso, mas não podemos impedir a população de circular. A gente orienta e recomenda que todos fiquem em casa, mas essa é uma questão de consciência de cada um”, reforça.

Fonte:O Diário de Mogi

quarta-feira, 8 de abril de 2020

São Paulo: Patrulha Maria da Penha agora é lei

Foto: Divulgação


Projeto de lei é de autoria do deputado Nascimento
A lei que oferece um conjunto de ações integradas para ajudar no acompanhamento da execução de medidas protetivas para as mulheres vítimas de violência doméstica foi sancionada no Estado de São Paulo na semana passada. A proposta, de autoria do deputado estadual Tenente Nascimento (PSL), cria o programa da Polícia Militar Patrulha Maria da Penha.
O programa atuará de forma integrada com as polícias militar e civil, bem como com advogados, assistentes sociais e psicólogos. Estes profissionais prestarão apoio às mulheres ameaçadas ou que sofreram violência e estão sob medidas protetivas.
"Este programa vem atuar no sentido de conversar com a família, com filhos e com a vítima para dar uma atenção e maior segurança a estas mulheres, para que elas se sintam mais protegidas com apoio das polícias militar, civil, assistência jurídica, psicológica e social, é o que às vezes não acontece no pós-ocorrência quando elas recebem as medidas protetivas", afirmou Nascimento.
O parlamentar também ressalta que este é um momento importante para o monitoramento de mulheres vítimas de violência, uma vez que muitas delas em decorrência da pandemia do coronavírus vivem um período de confinamento em seus lares junto com aquele que constantemente lhe agride ou lhe ameaça.
Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, aumentou em quase 9% o número de ligações recebidas pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). A média diária entre 1º e 16 de março foi de 3.045 ligações recebidas e 829 denúncias registradas. Já nos oito dias seguintes esses números subiram para 3.303 ligações recebidas e 978 denúncias registradas.
A Justiça do Rio de Janeiro também registrou um aumento de 50% nos casos de violência doméstica durante o período de confinamento para evitar a disseminação do coronavírus.
Com base em boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a novembro de 2019, foram registradas 154 ocorrências de feminicídio. Os casos representam aumento de 29% na comparação com os 119 assassinatos contabilizados no mesmo período de 2018.
Pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos últimos anos, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões de brasileiras passaram por algum tipo de assédio.
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Fonte:Mogi News

guararema: Tentativa de assalto acaba com 4 bandidos mortos

guararema:
Tentativa de assalto acaba com 4 bandidos mortos
Quadrilha invadiu casa na estrada do Sol Nascente, mas foi surpreendida pela ação da polícia
Foto: Divulgação


Família feita refém esteve na delegacia de Guararema para registrar ocorrência
Quatro criminosos foram mortos na noite do último domingo em Guararema após invadir uma residência e fazer uma família refém por mais de duas horas em um sítio na estrada do Sol Nascente, no bairro do Cerejeira. Após troca de tiros com a Polícia Militar, a quadrilha foi alvejada e não resistiu aos ferimentos.
Por volta das 20 horas, os criminosos entraram na residência da família de agricultores; um casal de idosos e seus dois filhos, de 26 e 32 anos. Armados com dois revólveres calibre 38 e com uma espingarda, mantiveram a família refém pois suspeitavam que havia mais dinheiro na residência além dos R$ 2 mil entregues pelas vítimas.
No entanto, os criminosos não esperavam que um dos filhos do casal estivesse com seu telefone celular escondido e, quando conseguiu se desvencilhar da quadrilha, correu para um dos banheiros da residência e telefonou para a polícia, que prontamente atendeu o chamado. 
Equipes da 3ª Companhia do 17º Batalhão da Polícia Militar de Guararema se deslocaram até o local e, quando ainda estavam do lado de fora da residência, ouviram os gritos de socorro da família. Neste momento, os policiais se depararam com os criminosos e, segundo informaram, foram recebidos a tiros pela quadrilha.
Durante a troca de tiros, a quadrilha foi baleada, os criminosos não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Os membros da família foram liberados sem machucados e encaminhados à Delegacia de Guararema onde a ocorrência foi registrada.
A polícia ainda informou que este não foi o primeiro roubo à família. Isso porque no começo deste ano, criminosos armados invadiram a residência e conseguiram levar dinheiro e objetos. Ainda segundo as autoridades, a residência não possui sistema de monitoramento e é cercada apenas por arame farpado.
Roubo a bancos
A tentativa de assalto a agências bancárias em Guararema, na qual 11 criminosos foram mortos pela polícia, completou um ano no último sábado.
Armados com pistolas calibre 12, fuzis, munições e veículos blindados, os criminosos entraram nas agências, detonaram explosivos, mas fugiram com a chegada das equipes da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota). Foram três confrontos em locais abertos e outro dentro de uma casa, onde uma família foi feita refém. Parte da quadrilha conseguiu fugir para a mata, o que levou o Comando e Operações Especiais (COI) a procurar pelos suspeitos, mas apenas um foi preso.
Seis meses depois, um relatório da Ouvidoria da Polícia de São Paulo aponta fortes indícios de que ao menos quatro das 11 mortes dos criminosos que participaram do roubo a banco ocorreram sem resistência por parte das vítimas, ou ainda com os suspeitos já rendidos.

Fonte:Mogi News