Desenvolvimento Humano
Mogi é a 2ª da região em qualidade de vida
Dados do Pnud revelam que o município, que ficou atrás apenas de Arujá no ranking, foi o que mais cresceu no Alto Tietê em relação aos pontos de IDH
Fábio Miranda
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Cidade é indicada como a segunda da região com maior qualidade de vida para a população
Um levantamento divulgado na tarde de ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) apontou que Mogi das Cruzes é a segunda cidade da região com maior qualidade de vida. O município também foi o que teve maior crescimento no índice entre os dez municípios do Alto Tietê, com 15,6%.
O registro feito nessa cidade em 1991 apontava um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,677, agora, o documento revela que a cidade figura com um índice de 0,783, o segundo maior da região, sendo que há quase 20 anos a cidade estava estagnada na última colocação.
Arujá tem o maior IDH municipal do Alto Tietê. A cidade ocupa a primeira colocação, com índice 0,784, um acréscimo de 5,23% em relação a 20 anos atrás. Na média, os municípios tiveram uma elevação de 3,89%. Quanto maior se aproxima do número 1, maior é a qualidade de vida das pessoas.
A pesquisa engloba educação, renda e perspectiva de vida dos habitantes. Em 1991, data em que o sistema foi criado, a cidade arujaense já ocupava o segundo lugar da lista do Pnud na região, com um IDH de 0,745.
Atrás de Mogi e Arujá, aparece Poá, com um índice de 0,771, uma elevação baixa, de 0,78, mas o suficiente para manter a cidade no terceiro lugar. Mas, ao analisar os números de quase 20 anos, é possível notar que a cidade perdeu posições, já que detinha o primeiro lugar quando o levantamento inicial foi publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Suzano tem atualmente a mesma pontuação que Poá recebeu no passado (0,765) e mostrou um crescimento na ordem de 4,22% desde o começo dos anos 1990, quando obteve 0,734.
Biritiba Mirim detém o pior IDH do Alto Tietê, de acordo com o levantamento. O documento explica que a cidade, embora tenha crescido 1,71%, mais até do que Poá, recebeu um índice de 0,712. No início dessa pesquisa, Biritiba possuía um IDH de 0,700, na época maior do que Salesópolis e Mogi das Cruzes.
Itaquaquecetuba está na penúltima posição entre as cidades regionais, a-presentando um IDH de 0,714, mesmo com o crescimento de 1,42%. Há quase duas décadas, Itaquá recebia 0,704 na mesma pesquisa, o que a deixava na quinta colocação.
Em todo o Estado de São Paulo, é São Caetano, no ABC, que ocupa o primeiro lugar. A pequena cidade também detém o maior IDH do Brasil, com 0,862.
Fonte:Mogi News
Coordenação do idoso
Idosos visitam prédio do novo Hospital Municipal
Um grupo de 200 idosos que participam dos programas oferecidos pela Prefeitura de Mogi das Cruzes visitou, nesta quarta-feira (24/07) pela manhã, o prédio do Hospital Municipal Prefeito Waldemar Costa Filho, em Brás Cubas, e conheceu toda a sua estrutura. Acompanhados pelo secretário-adjunto de Assistência Social, Edson Santos, e pelo coordenador municipal do Idoso, Nelson Albissú, eles percorreram as alas do edifício - que já está pronto e será equipado para iniciar o atendimento ao público.
"Quero agradecer a presença de todos e me lembro que, na solenidade de posse do Nelson Albissú como coordenador do Idoso, o prefeito fez o convite para que vocês conhecessem o hospital. Esta é uma conquista aguardada em Mogi das Cruzes há mais de 30 anos, que saiu do papel e se tornou realidade graças ao empenho e à disposição do prefeito. E tenho certeza que em breve esta unidade será equipada e começará a atender a população mogiana", disse Edson.
Os idosos conheceram toda a estrutura do prédio, que contará com Centro Cirúrgico, Pronto Socorro e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). São 8,5 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em sete pavimentos e capacidade para 91 leitos, sendo 69 leitos de internação, 10 leitos de UTI e 12 leitos de observação no Pronto Atendimento Infantil. Para a construção do prédio, foram investidos R$ 35,5 milhões, sendo R$ 18 milhões do Governo do Estado e o restante em recursos próprios pela Prefeitura.
Em visita ao hospital no dia 2 de julho, o governador Geraldo Alckmin anunciou o repasse de R$ 6,5 milhões para aquisição de equipamentos para a unidade. Durante a visita desta quarta-feira, Edson Santos e Nelson Albissú lembraram que, ao lado do Hospital Municipal, está em andamento a construção Centro de Reabilitação e Fisioterapia. A clínica será fundamental para pacientes que precisam se recuperar de doenças degenerativas, respiratórias, lesões por esforços repetitivos, como tendinites, cirurgias e lesões diversas.
A clínica terá 3 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em dois pavimentos, e com recepção, administração, espera, convívio, sanitário público, sanitários acessíveis, salas de pré-consulta, posto de enfermagem, consultórios para fisioterapia, salas de reabilitação terapêutica, eletroterapia, termoterapia, cinesioterapia, massoterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, raio-x, academia e piscina terapêutica.
Fonte:Mogi News
Moradores de rua
Frio deixa abrigos de Mogi lotados
Queda de temperatura desencadeou operação de acolhimento que preencheu as 126 vagas disponíveis
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Erick Paiatto
Muitos dos moradores de rua que não conseguiram abrigo nas entidades, receberam cobertores e agasalhos do Creas
Os quatro abrigos que prestam atendimento assistencial aos moradores de rua na cidade já estão superlotados. A queda de temperatura registrada na última terça-feira desencadeou uma operação de acolhimento que preencheu as 126 vagas disponíveis. Ontem o Mogi News esteve na avenida Francisco Rodrigues Filho, onde 24 pessoas, entre elas duas mulheres grávidas, se preparavam para passar a noite. Segundo alguns andarilhos ouvidos pela reportagem, o grupo chegou a procurar abrigo no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), mas não foram atendidos por causa da falta de vagas.
Os moradores receberam doações de cobertores de assistentes sociais do Centro de Referência em Assistência Social (Creas). "Os assistentes passaram por aqui durante a tarde, pedimos vagas porque eu estou grávida, mas disseram que não tinha como tirar a gente da rua para passar a noite nos abrigos porque já estão todos lotados. O jeito é enfrentar o frio na rua pela segunda madrugada seguida", reclamou uma das moradoras, identificada apenas como Sueli, grávida de três meses. A filha dela, chamada Marina, também está grávida de cinco meses. A família está morando na rua há dois meses. O marido de Marina, chamado Cláudio, sofreu um enfarte há dois meses, ficou sem trabalhar e foi despejado da casa onde morada de aluguel na Vila Natal. "Eu faço bicos como pintor, mas você acha que tem condições de eu ir trabalhar amanhã cedo sabendo que minha esposa, grávida, está na rua? Eu tentei conseguir vaga pra ela em um abrigo em Mogi, mas queriam mandar ela para o Peregrino, que cuida de dependentes químicos. Tem morador de rua que usa crack lá dentro do abrigo, não vou deixar minha esposa lá", denunciou.
Os andarilhos reclamam que a maioria das pessoas em situação de rua atendidos pelos abrigos são dependentes químicos e aproveitam a estrutura para conseguir dinheiro para conseguir mais drogas. "Eles vão para o Centro Pop, comem, conseguem um vale pernoite num abrigo, vão comprar droga, e usam dentro dos abrigos, no quentinho, enquanto a gente que está tentando sair da rua, continua passando frio nas calçadas", reclamou Cláudio.
A secretária de Assistência Social de Mogi das Cruzes, Eliana Mangini informou que atualmente quatro abrigos prestam atendimento: Casa Santa Teresinha, Peregrinos, Comunidade Rosa Mística e Maranatá. Com as madrugadas geladas registradas nos últimos dias, todas as vagas de pernoite foram preenchidas. "Se necessário abriremos mais vagas de pernoite nos abrigos através do Centro Pop", informou.
Fonte:Mogi News
PROPINODUTO: O assunto que fez Alckmin encerrar a entrevista coletiva em Suzano
"Matéria abjeta, caluniosa e para este tipo de matéria, sentirão o peso da Justiça". Esta frase foi dita ontem pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) durante sua visita a Suzano, quando foi questionado por esta blogueira sobre a reportagem do Propinoduto, publicada pela revista Isto É (clique aqui) . A matéria relata detalhes sobre o "cartel" que envolve o governo tucano, empresas como a Siemens, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô em supostas irregularidades em processos licitatórios. O governador tucano veio a Suzano para anunciar a construção do Hospital Estadual e o início do desassoreamento do rio Tietê. Enfim, diante destas novidades bacanas para a região, seria inadmissível para esta escriba que ele não fosse questionado sobre um dos escândalos mais comentados do momento que é o Propinoduto. Afinal, perguntar - embora incomode às vezes - jamais ofende, e sim esclarece.
Se debruçando sobre os outros colegas (aos quais peço desculpas), esta jornalista perguntou para Alckmin - quase gritando - o que ele tinha a dizer sobre os reflexos destas acusações contra o seu governo. Além da frase mencionada no começo desta matéria, segue abaixo o complemento da resposta.
"Uma coisa é você ter no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma questão de cartel de empresas. O governo já investiga e se ficar comprovado, terá o direito de ser ressarcido. Outra coisa é você falar de propinoduto e envolver uma pessoa falecida (o ex-governador tucano Mário Covas), ok", limitou-se a responder, encerrando a entrevista coletiva que mal chegou a 10 minutos.
Infelizmente, outras questões ligadas ao setor metroferroviário, como a burocracia de se instalar o sistema CBTC (leia-se Alstom) em todas as linhas do Metrô, a demora de implantar as portas de plataformas nas estações e o caráter eleitoreiro das obras na Estação de Suzano ficaram sem respostas. Eu e minha boca..tsc..tsc...