Revisor do mensalão condena cinco e absolve três por lavagem de dinheiro
Diário de Suzano ed.: 9306 - 13 de setembro de 2012
O ministro-revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, condenou ontem cinco réus da ação penal por lavagem de dinheiro, entre eles Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema de pagamento de propina a parlamentares, e integrantes da cúpula do Banco Rural.
Além de Marcos Valério, Lewandowski entendeu que os sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz participaram do crime. Ele também votou pela condenação da acionista e ex-presidente do Rural Kátia Rabello e do ex-vice-presidente da instituição financeira José Roberto Salgado.
Em seu voto, o ministro absolveu Geiza Dias, ex-funcionária de Valério chamada de "mequetrefe" pela defesa, a ex-vice-presidente do Rural Ayanna Tenório e o atual vice Vinícius Samarane, também acusados de lavagem.
Lewandowski é o segundo a votar no item da denúncia que trata dos delitos de lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos na tentativa de dissimular a origem dos recursos usados no esquema de compra de votos de parlamentares operado por Marcos Valério.
Na última segunda, o relator da ação penal, Joaquim Barbosa, pediu a condenação de nove dos 10 réus acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por lavagem de dinheiro - ele só inocentou Ayanna Tenório.
Ao votar pela condenação da ex-presidente do Banco Rural, Lewandowski argumentou que as provas constantes dos autos demonstram “claramente” a tentativa de dissimular saques fraudulentos.
De acordo com a denúncia, o Banco Rural ajudou as agências de Valério na ocultação de saques feitos por políticos em agências da instituição. O dinheiro sacado, diz a Procuradoria Geral da República, foi utilizado para o pagamento de propina em troca de apoio político ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso.
“Bem revisados os autos, entendo que a materialidade delitiva dos inúmeros e sequenciais crimes de lavagem de capitais encontram-se claramente consubstanciados nos autos,” afirmou Lewandowski.
Segundo ele, não seria "crível" que Kátia Rabello desconhecesse as operações, sendo presidente da instituição financeira. O ministro destacou ainda que a ré mantinha "estreito relacionamento" com Marcos Valério.
"A prova amealhada nos autos, seja na fase extrajudicial, seja em juízo, indica estreito relacionamento com Marcos Valério, cujas empresas eram sacadoras das sucessivas operações de lavagem de dinheiro", disse. A mesma argumentação foi utilizada para condenar Valério.
Em relação a José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural, o revisor Ricardo Lewandowski diz que há provas de que houve lavagem de dinheiro. Para o revisor, Salgado deixou de notificar saques suspeitos aos órgãos de controle.
"Ciente de que recursos empregados provinham de empréstimos fraudulentos, José Roberto Salgado atuou para que grandes somas de dinheiro fossem repassadas a terceiros sem que fossem noticiados aos órgãos de controle".
Fonte:O Diário de Suzano
Tribunal de Justiça de SP vai garantir quatro varas judiciais para Suzano
Diário de Suzano ed.: 9306 - 13 de setembro de 2012
O Fórum de Suzano deverá ganhar quatro novas Varas Judiciais. Durante audiência realizada nesta semana, o deputado estadual Estevam Galvão (DEM) e os magistrados Daniel Fabretti (3ª Vara Cível e diretor do Fórum) e Iberê de Castro Dias (1ª Cível), fizeram o pedido ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Sartori, que se comprometeu a agilizar a situação.
Atualmente já se encontra em tramitação na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar 61/2011, de autoria do TJ-SP, que prevê a criação de duas novas varas para Suzano, solicitado na época por Estevam Galvão. Desta forma, o presidente do tribunal criará agora uma emenda a este projeto incluindo outras duas Varas.
"Realizamos a audiência com o presidente do TJ-SP para mostrar a necessidade de instalação de quatro varas, e não duas, como engloba o projeto. O desembargador garantiu que criará as quatro Varas, fazendo uma emenda ao projeto e garantindo as duas excedentes", explicou o deputado estadual.
De acordo com Fabretti, a situação ainda é inicial. Mas é importante que este passo seja dado. "Cada vara judicial é um órgão público, então precisa ser criada primeiro por lei, para depois ser instalada", comentou Fabretti. "Neste primeiro momento nós estamos solicitando a criação da lei, já que este projeto dispõe sobre a criação de varas judiciais em todo o Estado de São Paulo. Após este período é que o Tribunal de Justiça determina a instalação".
O diretor do Fórum explicou ainda que a solicitação não determina quais serão áreas de atuação das novas varas. "No projeto em tramitação, as duas varas constam sem definição de competência. Assim, o TJ-SP definiria por meio de resolução a sua competência, os juizes titulares e funcionários. E estas duas varas incluídas agora funcionariam da mesma forma", afirmou. "Portanto, antes de instaladas, verifica-se as prioridades. Então pode ser uma vara da família, da fazenda, mais uma cível, mais uma criminal. Vai depender da prioridade".
Fonte:O Diário de Suzano
Helbor recebe Master Imobiliário
QUI, 13 DE SETEMBRO DE 2012 00:57
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Bertaiolli, Henry Borenstein, Mauro Dottori e José Alcides Munhoz durante entrega do prêmio / Foto Helio Noro - Divulgação
A incorporadora Helbor Empreendimentos S.A. e a MPD Engenharia receberam na noite desta quarta-feira (12), em São Paulo, em cerimônia que reuniu mais de 2 mil pessoas, no Clube Monte Líbano, o Prêmio Master Imobiliário 2012, na categoria Profissionais Vendas. A conquista se deve ao sucesso de comercialização do empreendimento Helbor Concept, que está em construção ao lado do Mogi Shopping, cujas unidades de suas três torres - uma de salas comerciais, uma de lajes corporativas e outra de apartamentos - foram vendidas em apenas sete horas.
A cerimônia foi prestigiada pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli, para quem “um empreendimento deste porte destaca Mogi entre as maiores cidades paulistas e a coloca entre as mais importantes do País”.
Em entrevista exclusiva a O Diário, o presidente da Helbor, o economista Henrique Borenstein, falou da satisfação de ver a empresa que fundou há 35 anos conquistar seu quinto Master, desta vez com um case de Mogi das Cruzes.
Fonte:O Diário de Mogi
Uma praça abandonada e as lições da professora Terezinha
Com a autoridade de quem passou boa parte dos seus 70 anos ensinando seus alunos a respeitar o meio ambiente, em escolas da Cidade, a professora aposentada Terezinha de Jesus Silva Too, moradora das proximidades da Praça Francisco Urbano, em Braz Cubas, liga e chama a atenção do colunista para o abandono em que se encontra aquele local. Ela diz que há algum tempo deixou de frequentar aquele espaço, em razão da desatenção das autoridades. Dona Terezinha lembra que o local já não tem mais flores e nem recebe os cuidados que ela vê em outras praças da Cidade. Os bancos estão sem pintura e nem mesmo as antigas árvores recebem a atenção que poderia ajudá-las a ter vida mais longa. O piso apresenta irregularidades e os sinais de abandono estão por toda a parte. Os cavaletes de políticos ali colocados ajudam a criar um cenário desolador, que a professora não tem coragem sequer de observar. Dia desses, conta ela, ao passar pelo Socorro, viu uma praça sendo cuidada, com bancos recebendo demão de tinta. “Eu fiquei feliz pelos moradores de lá, mas triste com a situação da nossa praça, em Braz Cubas”, contou ela, incomodada com os sinais de degradação em outros locais da Cidade, como a Praça Oswaldo Cruz.
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ORIGINAL Em Ponta Grossa, no Paraná, um candidato decide substituir os incômodos cavaletes por latões para se colocar o lixo urbano. A ideia foi bem recebida pelos eleitores / Foto Reprodução Facebook
Fonte:O Diário de Mogi