Eleições 2012
Ele promete uma política nunca vista
Caso seja eleito prefeito de Mogi, ex-presidente da OAB, que tem o apoio de Lula e de Dilma Rousseff, pretende dar início a uma nova fase do PT na cidade
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Nome: Marco Soares Idade: 36 anos Profissão: Advogado Coligação: PT/PTB/PPL/PRP "Construindo o Futuro da Nossa Mogi" Qual é a Mogi do seu governo? "Planejada, com serviços de excelência, preocupada com a qualidade de vida e baseada nos princípios que devem nortear a administração pública".
Marco Soares (PT) participa pela primeira vez de uma eleição municipal, mas se apresenta com o status de ser o candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff. Com 36 anos de idade e sendo ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes, ele espera dar início a uma nova fase do PT na cidade. "Essa experiência (de presidir a OAB) demonstra minha capacidade administrativa e que vou atuar sempre em favor da defesa da nossa cidade", afirmou. "A marca do nosso plano de governo será a participação popular, com a implantação das mais bem-sucedidas políticas públicas já vistas. Queremos uma administração sintonizada com os anseios da população", disse o petista, que promete armar a Guarda Municipal e "planejar o crescimento do município".
Mogi News: Por que deseja ser prefeito de Mogi?
Marco Soares: O que me move na vida é o desejo de buscar justiça e fazer a diferença, de contribuir para tornar a vida das pessoas cada vez melhor, de construir uma cidade cada vez mais justa e fraterna. Movido justamente por esse desejo de fazer justiça que senti a necessidade de dar uma contribuição maior à minha cidade. Assim, quero ser prefeito para promover as mudanças necessárias para fazer de Mogi uma cidade planejada, preocupada com as pessoas, acolhedora, justa e de oportunidades iguais para todos.
MN: Qual é a sua principal bandeira?
Soares: A marca do nosso plano de governo será a participação popular, com a implantação das mais bem-sucedidas políticas públicas já vistas. Queremos uma administração sintonizada com os anseios da população. Essa sintonia com os mogianos vai nortear nossas ações na busca por soluções para a melhoria da qualidade de vida da nossa cidade. Faremos audiências públicas para a elaboração do nosso plano de governo e na administração esse contato será permanente. Será uma administração baseada em princípios éticos e morais, de forte combate à corrupção.
MN: O que o credencia para pleitear o cargo de prefeito?
Soares: Primeiramente, minha história em defesa da cidade. Já demonstrei em ações efetivas o que é trabalhar em benefício de Mogi. Temos a campanha que fizemos com o apoio da população contra a construção de um lixão no Taboão; fui um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE); e, como presidente da OAB, promovi outras representações importantes, como a que impediu alterações ilegais no zoneamento da cidade e a que levou ao cancelamento de 42 mil multas de trânsito, aplicadas na rodovia Mogi-Bertioga.
MN: Quais ferramentas usará na campanha?
Soares: Hoje, a tecnologia está muito mais presente nas campanhas eleitorais e esse recurso não será desperdiçado por nós. Ao contrário, será bastante usado pela nossa coligação, como site, Facebook, e-mail marketing, SMS, entre outras. Mas também vamos explorar os materiais tradicionais, como impressos, adesivos, placas e bandeiras.
MN: Você adotará uma campanha que preserva a limpeza da cidade?
Soares: Nossa campanha usará o papel de forma consciente. A população está correta ao exigir que os candidatos deem exemplo. Estamos orientando nossas equipes a distribuir o material sem desperdício e todos os folhetos contêm a orientação para que se faça o descarte de forma correta.
MN: De que forma sua formação profissional poderá ajudar na administração da cidade?
Soares: Não sou um político tradicional. Como advogado, sempre me pautei pela busca por justiça social e meu trabalho na OAB serve para demonstrar minha forma de atuar. Já mencionei alguns exemplos e posso enumerar outros, como minha atuação na luta contra a instalação de uma unidade prisional no município e na assistência às pessoas carentes. São trabalhos que exigiram que eu estivesse em constante negociação com autoridades, o que fiz com a eficiência necessária.
MN: Qual setor não recebeu a devida atenção da atual administração e precisa de mais investimentos?
Soares: Há deficiência em todos os setores, especialmente nas áreas de segurança, saúde e transporte. Precisamos dar atenção ao atendimento na rede pública, garantindo que as pessoas não tenham de aguardar tanto tempo para marcar uma simples consulta. Não adianta ter novas unidades de saúde se não há planejamento. Temos de melhorar os salários e ordenar a carreira dos profissionais da saúde. É inadmissível um médico receber menos que profissionais de municípios com orçamentos bem menores que o nosso. Também é necessário oferecer um transporte coletivo mais integrado e eficiente, sem atrasos, superlotação e com tarifas mais justas. Em termos de segurança, vou fazer uma forte articulação entre as prefeituras do Alto Tietê para buscar a parceria do Estado e garantir reforço do policiamento. Também vou armar a Guarda Municipal.
Fonte:Mogi News
Eleições
Mogi e seus "eternos candidatos"
Alguns são bastante conhecidos, outros são quase anônimos. A semelhança é que todos disputam muitas eleições
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Amilson Ribeiro
Berti: mais uma aventura em busca da eleição para o Executivo
Se as eleições para o Executivo serão marcadas pela presença de quatro estreantes na disputa (Marco Soares (PT), Jorge Leonardo Paz (PSOL), Edgar Passos (PSTU) e Fernando Muniz (PPS)), que enfrentarão dois nomes conhecidos da política mogiana, Marco Bertaiolli (PSD), atual prefeito, e Mário Berti (PCB), o mesmo não ocorrerá nas eleições para o Legislativo. Uma legião de "eternos candidatos" tentarão, mais uma vez, o sonho de conquistar um mandato. Muitos já concorreram antes, sem sucesso. Eles se apegam na esperança dos votos conquistados anteriormente, e na ampliação no número de vereadores, que de 16 passarão para 23.
O próprio Berti pode ser considerado um homem persistente. Mesmo com a possibilidade de tentar uma vaga na Câmara Municipal, com chances reais de ser eleito, uma vez que teria o apoio do PSTU e do PSOL, Berti se aventura novamente em busca do Executivo.
O MN fez um levantamento e descobriu alguns desses nomes que buscam, há tempos, um lugar no parlamento mogiano.
Sonia Regina do Carmo (PR), a Sônia Perereca, é um desses casos. A aposentada tentará novamente este ano ser vereadora. O médico Péricles Ramalho Bauab (PSC), o Dr. Péricles, é outro que sempre está presente na campanha eleitoral gratuita, assim como Rosaci da Silva, e Sadao Sakai, ambos do PR. O advogado Francisco Alves de Lima (PPS) é mais um candidato que frequentemente dá as caras nas eleições.
A médica Carla Maria Flores Rezende (PR) entra nesta lista, assim como o irmão dela, o vereador suplente da atual legislatura Otto Fábio Flores Rezende (PSD). O outro suplente que pode ser inserido no seleto grupo de eternos candidatos é Claudio Miyake (PSD), que teve duas boas votações em eleições anteriores, mas sempre bateu na trave. Perfil semelhante ao de Henrique Soares (PPS). Outro que ficou no quase e espera que a história seja diferente neste ano é Antonio Lino (PSD) e Clodoaldo Aparecido de Moraes (PT).
Ex-vereadores que não conseguiram voltar à Câmara, mas que sempre estão no páreo, completam o grupo. Entre eles estão: Karina Marques (PSDB), Inês Paz (PSOL), que, em 2008, era candidata à Prefeitura e agora volta a tentar uma cadeira no Legislativo, Tarcisio Damásio (PR), e Benedito Faustino Taubaté Guimarães (PMDB).
Fonte:Mogi News
Brasil não é uma ilha aos efeitos da crise econômica internacional, diz Dilma / Foto Divulgação
A presidenta Dilma Rousseff reconheceu hoje (27) que é impossível o Brasil não sofrer os impactos da crise econômica internacional, que afeta principalmente alguns países europeus, os Estados Unidos e o Japão. Mas ela ressaltou que a economia do Brasil, mesmo sob dificuldades, registrou crescimento e segue com a mesma tendência nos próximos meses. Dilma destacou que o Brasil elevou para a classe média o equivalente à população “de uma Argentina”.
O Brasil não é uma ilha. Todos os países do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] estão sendo afetados [pela crise econômica internacional]. A diferença entre o Brasil e o Reino Unido é que o Brasil tem um sistema diferenciado”, destacou a presidenta antes do almoço com atletas brasileiros, no centro de treinamento no qual está a equipe olímpica.
Para Dilma, é fundamental ressaltar os avanços sociais conquistados pela população brasileira. “Elevamos para a classe média [o equivalente] a uma Argentina [que tem cerca de 41,2 milhões de habitantes], nos últimos anos”, disse.
A presidenta reiterou ainda que o governo se esforça para garantir “o caminho da estabilidade com a inflação sob controle”. Ontem (26), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no evento Global Investment Conference, também em Londres, disse que o país está preparado para enfrentar os desafios por meio de adaptações e esforços. De acordo com Tombini, a economia brasileira “está pronta” para crescer 4%, em bases anuais, no segundo semestre deste ano.
Dilma acrescentou também que os principais desafios do governo são “saúde e educação”. Segundo ela, as cobranças da população aumentaram a partir do momento que mais pessoas conquistaram melhorias salariais e qualidade de vida. “O SUS [Sistema Único de Saúde] tende a ser o sistema da classe média”, disse ela, lembrando que antes apenas as camadas pobres da população apelavam para a rede pública.
A presidenta viajou há três dias para Londres acompanhada pelos ministros Helena Chagas (Comunicação Social), Aldo Rebelo (Esporte), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Gastão Vieira (Turismo), Aloizio Mercadante (Educação) e Marco Antonio Raupp (Ciência, Tecnologia e Inovação), além do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ela volta amanhã (28) para o Brasil. (Agência Brasil)
Fonte:O Diário de Mogi
Rodovia Fernão Dias continua fechada em Minas Gerais por manifestação de caminhoneiros / Foto Divulgação
Um protesto feito por caminhoneiros continua paralisando o trânsito na Rodovia Fernão Dias, em Minas Gerais. De acordo com informações da Autopista, concessionária que administra a rodovia, a pista sul (sentido São Paulo) está bloqueada no quilômetro 545, na região de Itatiaiuçu. O tráfego está parado do km 533 ao km 545.
Na mesma pista, a faixa dois e o acostamento estão com tráfego restrito no km 513, região de Igarapé. Os veículos seguem pela faixa um com retenção entre os quilômetros 507 e 513. Na região de Carmópolis de Minas, o fluxo de veículos segue pela faixa um, com lentidão entre os quilômetros 586 e 589. Nesse trecho, a faixa dois e o acostamento estão bloqueados.
Ainda segundo as informações da concessionária, na pista norte (sentido Belo Horizonte), a faixa dois e o acostamento também estão bloqueados no km 589, fazendo o tráfego fluir com lentidão entre os quilômetros 596 e 589. No mesmo sentido, há cinco quilômetros de tráfego lento, do km 623 ao km 617, na região de Oliveira, devido ao excesso de veículos no acesso à cidade.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), organizador da manifestação, foi procurado pela Agência Brasil, mas, até o momento de publicação da matéria, não havia respondido à reportagem. De acordo com informações do site do MUBC, os trabalhadores reivindicam a revogação, cancelamento e revisão de normas da ANTT, além de melhores condições de trabalho para os profissionais.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a corporação tem tentado negociar com os manifestantes, mas não tem obtido sucesso. “Pedimos liberação de uma faixa de circulação para passagem de veículos de automóveis, ônibus, vans, veículos de emergência e também de motoristas que não queiram participar do movimento. Até o presente momento, houve pouco atendimento, por parte dos manifestantes, das solicitações da PRF”, informou a PRF, por meio de nota.
De acordo com a PRF, em alguns trechos onde a manifestação é feita, os outros usuários têm sido impedidos de passar, mesmo que estejam transportando idosos, crianças, pessoas doentes e em tratamento de saúde. Além disso, a PRF disse ter observado que já houve casos de vandalismo a veículos parados no congestionamento e coação a caminhoneiros que não querem participar do movimento.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse que vem mantendo negociação com representantes dos caminhoneiros buscando o aperfeiçoamento dos requisitos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas e das normas relativas ao pagamento eletrônico de frete, entre outros itens.
A ANTT reforçou que em agosto todas as partes envolvidas terão a oportunidade de discutir o assunto no Fórum Permanente do Transporte Rodoviário de Cargas. “A agência reguladora, por seus diretores e seu corpo técnico, sempre esteve e continuará à disposição dos transportadores rodoviários, pessoas físicas ou jurídicas, para discutir e efetivar medidas que busquem harmonizar os interesses de prestadores e usuários dos serviços de transporte rodoviário”, disse a ANTT, por meio de nota.
Fonte:O Diário de Mogi