O médico ginecologista e mastologista Adriano Baeta não faz mais parte do quadro de funcionários da Prefeitura de Mogi das Cruzes. No fim do mês passado, ele, que era o único especialista na rede municipal, pediu demissão da Secretaria de Saúde, onde trabalhou durante os últimos sete anos.
Sem política
Ao contrário do que muitos possam pensar, não se trata de uma saída em razão das eleições municipais, em outubro. Em conversa com a coluna, o médico, que foi diretor do Pró-Mulher, entre os anos de 2007 e 2009, garantiu que não tem planos de ser candidato a nenhum cargo político. "Mesmo que quisesse, teria de me candidatar a um cargo na minha terra natal (Conselheiro Lafaiete), em Minas Gerais".
Consultório
"Minha saída foi mais por questão profissional. Sempre quis ter um consultório próprio, mas não conseguia conciliar horário com os demais atendimentos na rede pública", disse Baeta, que, desde abril de 2005 até o mês passado, realizou mais de 17 mil consultas (entre primeira vez e retorno).
Debandada
Além de Baeta, vários médicos que prestavam o chamado atendimento "humanizado", dando atenção diferenciada ao paciente, também deixaram a administração municipal desde o fim do ano passado por "motivos profissionais", que, segundo apurou a coluna, incluem a questão salarial (em média de R$ 4 mil por 20 horas semanais de trabalho). "Em 2005, cerca de 50 ginecologistas concursados trabalhavam na Secretaria de Saúde e hoje o número de profissionais é inferior a 30", contou uma fonte ligada à administração municipal.
Fila de espera
Embora a saída de Adriano Baeta tenha sido comunicada à administração municipal há mais de 20 dias, ainda nesta semana era possível encontrar no Pró-Mulher pacientes com consulta marcada com mastologista. Nenhuma delas foi avisada previamente da ausência do médico. Ainda assim, voltaram para casa sem prazo para a remarcação do atendimento.
Abaixo-assinado
Segundo apurou a coluna, cerca de 300 pacientes (70 por semana) eram atendidas, em média, no Pró-Mulher por Adriano Baeta. Outras centenas de pacientes com suspeita de câncer ou que realizavam "acompanhamento da doença" estavam agendadas até julho e, até a tarde de ontem, poucas sabiam da saída do mastologista. Estas mulheres e outras pacientes assistidas por Baeta estão se mobilizando por um abaixo-assinado a ser entregue ao prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD).
Fila
Um dos principais argumentos das pacientes é que, sem um mastologista na rede municipal, cresce a chance de aumentar a fila de por uma consulta no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) ou de cirurgias a serem encaminhadas ao Luzia de Pinho Melo. "Sem um diagnóstico precoce e acompanhamento de especialista é possível que, no Luzia, esses casos cheguem em situação avançada, só restando a mastectomia", prevê outro especialista que atua no Luzia de Pinho Melo.
Resposta
Por meio da Coordenadoria de Comunicação, a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que o déficit de profissionais deve ser suprido por meio de concurso público, homologado na semana passada. "Já foram chamados 20 médicos nas áreas de clínica geral, ginecologia e pediatria".
Mamógrafo
A administração municipal afirmou ainda que as consultas de mastologia devem ser totalmente supridas com as vagas oferecidas pelo AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e com suporte do novo equipamento de mamografia que será entregue na Unica, em Jundiapeba, no próximo dia 1º de junho. Neste dia, inclusive, deve ser realizado um novo mutirão de exames na cidade.
Visita
O secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Lamartine Godoy Neto, estará em Mogi na segunda-feira, a partir da 11 horas. Ele visitará postos de saúde e clínicas municipais e conhecerá o sistema integrado adotado pelo município.
Fonte:Mogi News
EXPECATIVA O depoimento de Cachoeira é aguardado com ansiedade pelos integrantes da CPI
José cruz - Abr
BRASÍLIA
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira viveu ontem um dia de recuos e de uma conquista com a aprovação da reconvocação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para a terça-feira da semana que vem. Para garantir a convocação de Cachoeira, os integrantes da CPI cederam e permitiram aos advogados do contraventor o acesso a todos os documentos das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.
A decisão esvaziou o habeas corpus concedido pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impediu o depoimento de Cachoeira previsto originalmente para ontem. A CPI sofreu, no entanto, um novo revés, com o adiamento dos depoimentos dos procuradores da República Daniel Salgado e Léa Batista de Oliveira, ambos previstos para quinta-feira.
Para não ir à CPI nem ao Conselho de Ética do Senado, os procuradores argumentaram que o juiz da 11.ª Vara Federal de Goiânia marcou audiência, no dia 31 de maio, para a instrução do processo contra Cachoeira, fruto das investigações da Operação Monte Carlo. Segundo os procuradores, o depoimento à CPI provocaria a interrupção no andamento do processo.
Os integrantes da CPI, em especial os petistas, também resolveram recuar da intenção de convocar imediatamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a subprocuradora, Claudia Sampaio.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentou requerimento para que Gurgel dê explicações por escrito sobre sua atuação e de Claudia Sampaio, que é sua mulher, na condução de ambas as operações da Polícia Federal. A CPI quer saber o motivo de o procurador não ter dado andamento à Vegas, que detectou o envolvimento do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira.
Gurgel terá o prazo de cinco dias úteis para encaminhar as explicações por escrito à CPI.
"Sugiro que tenhamos um pouco de paciência. Se ele (Gurgel) não responder ou a resposta não for convincente, as razões para trazer o procurador e a subprocuradora estarão dadas", ameaçou o senador Humberto Costa (PT-PE).
Na avaliação dos petistas, Gurgel e a subprocuradora tiveram uma postura "desrespeitosa" com o Congresso Nacional e a CPI. Na semana passada, o procurador-geral acusou os defensores de sua convocação de estarem tentando intimidá-lo às vésperas do julgamento do processo do "mensalão". As explicações por escrito de Gurgel também foram apoiadas pela oposição.
O depoimento de Cachoeira é aguardado com ansiedade pelos integrantes da CPI, que começou a funcionar há cerca de um mês. Com a decisão da comissão, de liberar aos advogados de Cachoeira o acesso às investigações, o ministro Celso de Mello admitiu que tal medida atende ao que fora pedido no habeas corpus. "Se eventualmente o acesso se confirma, isso resulta na prejudicialidade do habeas corpus", argumentou o ministro.
Segundo ele, a simples comunicação pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), de que o acesso foi liberado é suficiente para que ele reveja a liminar que concedeu. Pelo requerimento, os advogados de Cachoeira terão "amplo acesso à secretaria da CPI, nos mesmos moldes dos parlamentares".
Apesar dos atrasos no cronograma da CPI, o relator Odair Cunha está confiante no resultado. "A CPI não se faz só de oitivas, de depoimentos. O trabalho da CPI se dá com a análise de dados. Meu olhar é para daqui a 170 dias, quando será apresentado o relatório final", disse.
Fonte:O Diário de Mogi
meta Equipe do Daee deu início à batimetria no Rio Tietê na primeira quinzena de abril e deverá concluir o trabalho até o final deste mês
Divulgação
MARA FLÔRES
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) está realizando a batimetria dos Rios Tietê e Jundiaí, em Mogi das Cruzes, para calcular o volume de assoreamento depositado no fundo dos canais. O levantamento é a primeira etapa para contratação do serviço de desassoreamento dos cursos d´água pelo órgão estadual. A expectativa é de que a limpeza dos rios seja feita antes do próximo verão e da temporada de chuvas.
De acordo com o Daee, a batimetria começou na primeira quinzena de abril e deverá ser concluída até o final deste mês. O trabalho se estende por 12 quilômetros do Rio Tietê e mais 7 quilômetros do Rio Jundiaí.
No caso do Tietê, o volume de assoreamento será medido da Avenida João XXIII, em César de Souza, até a Avenida Valentina Borenstein, em Braz Cubas. Já no Rio Jundiaí, o trabalho compreende a extensão da Avenida Japão até a foz no Tietê, cortando toda a região de Nova Jundiapeba.
O Daee esclarece que a batimetria servirá de base para a contratação do serviço de desassoreamento dos cursos d´água, "fundamental para o controle de inundações nos bairros vizinhos aos rios".
Segundo o órgão, só após a conclusão de todo o trabalho de batimetria será possível mensurar a situação atual dos rios, no que se refere à sujeira, e detalhar o tipo de serviço de desassoreamento que é necessário, além do valor do investimento.
A última vez que o Rio Tietê recebeu serviços de desassoreamento foi há mais de cinco anos. Em 2010, o Estado e a Prefeitura até executaram uma limpeza no curso d´água, entre Braz Cubas e Jundiapeba, mas o trabalho foi caracterizado como superficial, com a retirada de garrafas pet e outras sujeiras acumuladas na superfície.
No caso do Rio Jundiaí, no segundo semestre de 2009 foi feito o desassoreamento de 8,4 quilômetros, num investimento de R$ 2,5 milhões e a retirada de aproximadamente 63 mil metros cúbicos de sujeira. Em abril do ano passado, o Rio Jundiaí também passou por melhorias, com a limpeza superficial para garantir a drenagem e reduzir os riscos de enchentes.
Fonte:O Diário de Mogi
Prefeito quer montar grupo de pessoas notáveis para o planejamento da gestão e o acompanhamento dos rumos do hospital nos próximos anos
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Santa Casa de Mogi das Cruzes vive em dificuldades financeiras
A Prefeitura de Mogi das Cruzes começará a elaborar um plano gestor e diretor para a Santa Casa de Mogi das Cruzes. Um grupo de trabalho será oficialmente formado na semana que vem para cuidar do projeto. As pessoas que serão escolhidas pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD) terão a função de criar um plano que deverá ser seguido pelos administradores do hospital.
Os convites já começaram a ser feitos para alguns representantes da sociedade civil e para membros da Secretaria Municipal de Saúde. A informação foi divulgada ontem por Bertaiolli. A comissão foi idealizada para cuidar do futuro da Santa Casa, que, na última prestação de contas feita na Câmara, apresentou dados preocupantes sobre sua situação financeira.
"A Santa Casa pertence à população mogiana. É um hospital que não tem dono e a Prefeitura é responsável pelo pagamento realizado para a instituição, por isso temos que fiscalizar este dinheiro que é enviado", esclareceu Bertaiolli. Ele acrescentou que este trabalho precisa ser feito para manter a Santa Casa funcionando nos próximos anos.
"Vamos nomear um grupo responsável por escrever o plano gestor e diretor da Santa Casa. Com isso, vamos estabelecer aonde queremos chegar com o hospital nos próximos 10 anos. Se quisermos que o hospital ainda funcione nos próximos anos, é preciso fazer este plano diretor", justificou.
Algumas pessoas já começaram a ser convidadas para participar deste grupo. Entre eles, o secretário municipal de Saúde, Paulo Villa Bôas de Carvalho. "Convidarei voluntariamente pessoas com experiência comprovada para integrar este grupo de notáveis, que, de forma transparente, farão um caderno de encargos para a Santa Casa. Este trabalho será feito em parceria com o provedor do hospital, Mário Calderaro", acrescentou o prefeito.
Ele destacou que este caderno de encargos elaborado pelo grupo deverá ser seguido por todos os administradores que passarem pela Santa Casa. Uma reunião já foi marcada com os convidados para definir o trabalho que será desenvolvido de agora em diante.
Fonte:Mogi News