quarta-feira, 28 de março de 2012

"Idade sexual"



O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP), de Arujá, chamou de "louca" a proposta de reforma do Código Penal levada ao Senado para diminuição da "idade sexual" no Brasil, de 14 para 12 anos, com a qual a idade considerada para estupro de vulnerável seria diminuída. "O que significa isso? Significaria a legalização da pedofilia no Brasil, às vésperas da Copa do Mundo. O que está por trás disso?", questionou.


Fonte:O Diário de Mogi



Furnas vai transportar três transformadores

A empresa Furnas Centrais Elétricas realizará licitação para contratar uma empresa capaz de transportar três autotransformadores ABB de Mogi das Cruzes até a Subestação de Bandeirantes, na Cidade de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Será um trabalho difícil, a ser executado por firmas especializadas nesse tipo de transporte, que exige cautelas especiais. Afinal, cada um dos transformadores pesa 69.000 quilos, além dos acessórios que os acompanham. As propostas das empresas interessadas no trabalho deverão ser apresentadas até às 9 horas do próximo dia 10 de abril, no site de Furnas, no endereço www.furnas.com.br. O transporte desses equipamentos a uma distância equivalente a cerca de 1.000 km, significa uma verdadeira aventura, já que exige carretas especiais, batedores e seguranças, além de uma equipe de suporte para que um ou mais veículos, geralmente bem acima do tamanho normal, possam transitar por estradas movimentadas, geralmente à noite, para evitar transtornos para o trânsito. Com peso em excesso, esse tipo de veículo trafega em velocidade quase nula, o que faz a viagem demorar muito mais que a dos caminhões comuns. Mogi já experimentou problemas com os enormes transformadores de Furnas. Sempre que passam pela Cidade, os supercaminhões provocam problemas em fiação elétrica e de comunicações, além de avarias em guias e até mesmo no asfalto. O transporte de três transformadores poderá significar um desafio triplicado. Vale esperar e conferir.


Fonte:O Diário de Mogi

Pró-Criança amplia atendimento



Melhoria Reforma e remanejamento de estrutura no Pró-Criança visam atender a demanda do inverno


DANILO SANS
Para aumentar a capacidade durante os períodos de pico, o Pró-Criança poderá ganhar mais uma sala de atendimento durante as obras de reformas que fecharão a unidade entre os dias 9 e 23 de abril. Para isso, um espaço já existente deverá ser adaptado para receber o novo consultório. Com o aumento da demanda observado desde sua instalação, em 2008, a espera pela consulta chega levar uma hora. As informações são da coordenadora de Pediatria da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Cunha, que é responsável ainda pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo Pró-Criança.


Além disso, durante as obras, os funcionários (inclusive os nove médicos) que prestam serviços na unidade serão remanejados para auxiliar no atendimento nos outros postos de saúde 24 horas da Cidade, localizados no Jardim Universo, Distrito de Jundiapeba e na Vila Suíssa. Estes devem receber um movimento atípico por conta dos cerca dos 300 atendimentos diários que deixarão de ser feitos no Pró-Criança durante o período de reforma.


"A gente viu a demanda crescer, mas por conta do espaço físico ainda não dá pra aumentar a capacidade", conta Rosângela, explicando que a clínica possui apenas quatro consultórios. "Vamos tentar nos planejar para otimizar uma quinta sala, para ser utilizada apenas quando a demanda estiver muito elevada", fala.


A médica ressalta que houve um aumento grande na procura pelos serviços no último mês. Entretanto, a elevação seria sazonal e já esperada pela equipe. "No dia 1º de fevereiro, 116 crianças foram atendidas. Depois disso, a procura começou a aumentar e em março, com a chegada do outono e do frio, houve um aumento natural de crianças. Tivemos um pico no dia 20 [de março] com 320 atendimentos", informa ela, dizendo que nos últimos dias a clínica registrou a média de 300 procedimentos diários.


Segundo Rosângela, em 2008 – quando o equipamento foi inaugurado – a demanda pelos serviços era bem administrada por dois profissionais que ficavam no local durante os plantões. Agora, durante o dia, quatro médicos prestam serviços e já existe a necessidade de se colocar um quinto para atender nas épocas mais movimentadas.


Os horários de maior espera, conforme diz a médica, são por volta das 10 horas e também das 16 horas. "Isso acontece em qualquer serviço de pronto-atendimento. Os picos, mesmo assim, continuam dentro da capacidade do Pró-Criança, ainda que eventualmente haja uma fila de espera maior. Mas, se a pessoa chegar às 7 horas, vai levar apenas 20 minutos para preencher a ficha e ser atendida", garante.


Ontem, na parte da tarde, a quantidade de pessoas que esperavam no local assustava quem passava em frente. Alguns pais chegaram a desistir do atendimento, mas quem conseguiu passar o filho no médico garante que a espera não foi tanta. "Quando cheguei, tinha tanta gente que pensei que passaria a tarde toda, mas não fiquei mais de 30 minutos aqui dentro", diz Djeiny Nascimento da Silva, de 18 anos, que passou o filho de nove meses no pronto-atendimento.


Fonte:O Diário de Mogi

Comissão aprova fim do 14º e 15º



POSIÇÃO Lindbergh afirma que os extras, que ele chamou de “ajuda de custo”, não se justificam mais


BRASÍLIA
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem projeto que extingue o 14º e o 15º salários pagos aos parlamentares. Apesar do protesto de alguns senadores, todos votaram a favor do projeto da senadora licenciada e ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Pela proposta, senadores e deputados só vão receber a chamada ajuda de custo no início e no final da legislatura, e não a cada ano, como ocorre hoje.


Atualmente, cada parlamentar recebe dois salários, de R$ 26,7 mil cada, nos meses de fevereiro e dezembro. O projeto seguirá para votação pelo plenário do Senado e, se aprovado, vai para a Câmara dos Deputados.


O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), relator da matéria, disse que os extras, que ele chamou de "ajuda de custo", não se justificam mais. Segundo ele, a verba começou a ser paga para custear as despesas com a mudança dos parlamentares e seus familiares para o Rio de Janeiro, antiga sede do poder Legislativo, e para Brasília, com a transferência da sede.


Lindbergh disse que, embora não concorde com setores que queiram "demonizar" os políticos, o benefício não deve ser mantido. "Não dá para explicar a um trabalhador nos estados que recebemos recebendo 14º e 15º salários", afirmou.


O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) disse que atualmente o pagamento dessa verba não se justifica mais. "Hoje Brasília está perto de qualquer capital do Brasil".


Coube ao senador Cyro Miranda (PSDB-GO) a maior reclamação pública à proposta. Apesar de votar favoravelmente, Miranda disse ter "pena" de quem sobrevive apenas com o salário de parlamentar. Não é o caso dele, disse. "Eu tenho pena daquele que é obrigado a viver com R$ 19 mil líquidos com esta estrutura que temos aqui", criticou o senador, que é empresário com patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, em 2006, de R$ 3 milhões.


O senador Benedito de Lira (PP-AL), outro que votou favoravelmente, chegou a ironizar a proposta. Durante as discussões, ele sugeriu que, para ocupar o cargo de senador, o candidato tenha "honorabilidade".


Para dar mais "equilíbrio à discussão, a senadora Ana Amélia (PP-RS) sugeriu que fosse aprovado um projeto para proibir ministros de Estado, especialmente aqueles oriundos do Legislativo, de acumularem salário com jetons recebidos por participação em conselhos de estatais.


O senador Ivo Cassol (PP-RO), que pediu vista do projeto na semana passada, faltou à reunião por estar em agenda política no seu estado. De todo modo, Cassol pediu em documento enviado a Lindbergh Farias que a verba não seja considerada salário e sim de natureza indenizatória. A modificação excluiria a regalia da incidência de imposto de renda. O relator acatou a sugestão.


Fonte:O Diário de Mogi