CAIRO
Na tentativa de esmagar o movimento pró-democracia que quer derrubar os generais que governam o Egito, ontem os militares questionaram a moral de uma mulher detida, acusaram um importante editor de incitar a violência incitamento e atacaram a mídia por supostamente trabalhar para desestabilizar o país.
As críticas do major-general Adel Emara foram feitas durante coletiva de imprensa transmitida para todo o país e ocorreram horas depois de tropas terem invadido a praça Tahrir, aberto fogo e lançado gás lacrimogêneo contra manifestantes. Pelo menos três pessoas foram mortas, elevando o número de vítimas fatais para 14 em quatro dias de conflitos.
Emara, integrante do conselho que tomou o poder após a queda de Hosni Mubarak em fevereiro, defendeu o uso da força contra os manifestantes. "Há um complô metódico e premeditado para derrubar o Estado, mas o Egito não vai cair", afirmou ele.
Episódios de violência têm sido registrados no Cairo desde sexta-feira, quando forças militares, que fazem a segurança do prédio do gabinete de ministros - perto da praça Tahrir -, reprimiram uma manifestação pacífica que já durava três semanas. A praça foi o centro do levante que derrubou Mubarak e continua a ser a base dos atuais movimentos pela democracia.
A ação da manhã de ontem pode ter sido uma tentativa do Exército de manter os manifestantes longe de importantes prédios do governo que ficam perto da praça, dentre eles o Parlamento e o Ministério do Interior, que é responsável pela odiada força policial.
Fonte:O Diário de Mogi
SEUL
Kim Jong-Il, o volúvel e enigmático líder norte-coreano, cujo punho de ferro e cujas ambições nucleares dominaram os temores em relação à segurança mundial por mais de uma década, morreu aos 69 anos. A morte de Kim ocorre 17 anos após ele herdar o poder de seu pai e foi anunciada ontem, pela televisão estatal de Pyongyang. Acredita-se que o "Querido Líder" do país, com reputação de que gostava de charutos, conhaque e alta gastronomia, tinha diabetes e doenças cardíacas. Kim morreu no sábado. O anúncio da morte do ditador comunista gerou reações cautelosas ao redor do mundo.
A Coreia do Norte preparava o terceiro filho do ditador, Kim Jong-Un, para herdar o poder do pai. O empobrecido país louva a família governante com um intenso culto à personalidade.
A antiga busca de armas nucleares por parte de Kim e as repetidas ameaças de seu Exército à Coreia do Sul e aos Estados Unidos provocaram temores de que possa haver uma guerra na Península Coreana, ou de que Pyongyang possa fornecer armas de destruição em massa a movimentos terroristas.
A Coreia do Sul pôs suas Forças Armadas em "alerta máximo" e o presidente Lee Myung-bak convocou uma reunião do conselho de segurança nacional depois da notícia da morte de Kim. As duas Coreias seguem tecnicamente em estado de guerra, mais de 50 anos depois de que o conflito armado da época da Guerra Fria na península tenha terminado em um cessar-fogo.
Acredita-se que Kim tenha sofrido uma apoplexia em 2008, mas ele parecia relativamente vigoroso em fotos e vídeos de viagens recentes para China e Rússia, e em numerosos giros pelo país, cuidadosamente documentados pela imprensa estatal.
Kim Jong-Il herdou o poder após a morte de seu pai, o reverenciado fundador da Coreia do Norte Kim Il Sung, que morreu em 1994. Ele se preparou durante 20 anos para herdar a nação comunista, fundada por seu pai guerrilheiro e convertido em político, e forjada de acordo com o princípio da autossuficiência.
Em setembro de 2010, Kim Jong-Il revelou como sucessor seu terceiro filho, Kim Jong-Un, ao colocá-lo em altos postos. Inclusive com um sucessor provável, observadores temem uma possível batalha pelo poder ou uma instabilidade no país com armas nucleares, após a morte do líder.
A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Segundo a versão tradicional, Kim nasceu no Monte Paekdu, um dos locais mais apreciados no país, em 1942. Os registros soviéticos, porém, indicam que nasceu na Sibéria, em 1941.
Kim Il Sung, que durante años lutou a partir da Rússia pela independência norte-coreana do domínio colonial do Japão, emergiu como um líder comunista logo após voltar à Coreia em 1945, após o Japão ser derrotado na Segunda Guerra.
Com a península dividida entre o norte, administrado pelos soviéticos, e o sul, dirigido pelos EUA, Kim Il Sung chegou ao poder como primeiro líder do país em 1948, enquanto Syngman Rhee se converteu no primeiro presidente da Coreia do Sul. O norte invadiu o sul em 1950, desatando uma guerra de três anos, que deixou milhões de civis mortos e dividiu as nações em uma zona desmilitarizada que atualmente segue uma das mais fortificadas no mundo.
No norte, Kim Il Sung fundiu a ideologia stalinista com o culto à personalidade. O retrato do líder está em todos os escritórios da burocracia norte-coreana e também em todos os edifícios do país.
Kim Jong-Il graduou-se na Universidade Kim Il Sung, de Pyongyang, quando, aos 33 anos, seu pai o apontou como sucessor. Antes de assumir o poder, houve sinais de que ele manteria, ou até superaria, a linha-dura do governo do pai.
Kim Jong-Il assumiu o poder logo após a morte do pai, em 1994, e assumiu o posto de presidente da Comissão Nacional de Defesa, comandante do Exército do Povo da Coreia do Norte e líder do governista Partido do Trabalho, enquanto seu pai permanecia como "presidente eterno" do país.
Fiel ao pai, manteve a política de "Primeiro o Exército", outorgando boas partes dos recursos nacionais a suas tropas, inclusive quando o povo sofreu com uma prolongada fome, e construiu o quinto maior Exército do mundo. Kim também construiu um arsenal de armas nucleares, que culminou com o primeiro teste nuclear subterrâneo do país, em outubro de 2006. Foi realizado ainda outro teste em 2009, gerando sanções das Nações Unidas.
Fonte:O Diário de Mogi
BRASÍLIA
Trabalhadores do setor aéreo notificaram ontem o Tribunal Superior do Trabalho (TST) que pretendem cruzar os braços a partir das 23h do dia 22 de dezembro, mantendo apenas 20% da operação durante os feriados de fim de ano. A decisão foi tomada depois do fracasso das negociações com representantes das companhias aéreas, mediadas pelo TST.
As empresas não aceitam reajustar os salários acima de 6,17%, correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os trabalhadores não abrem mão de um aumento de 7%.
A ministra Maria Cristina Peduzzi, que mediou o encontro, e o procurador do Ministério Público do Trabalho Ricardo José Macedo de Britto Pereira lamentaram a ausência de acordo e a possibilidade de caos nos aeroportos no Natal e no ano-novo por causa de uma diferença tão pequena entre as propostas, de apenas 0,83 ponto porcentual.
"É uma diferença ínfima. É importante que as empresas pensem nisso, é só esticar um pouquinho. Tenho expectativa de que isso seja resolvido nos próximos dias", afirmou Pereira, após quatro horas de discussões.
Houve consenso sobre outros pontos da negociação. As aéreas aceitaram reajustar o piso salarial, o valor da cesta básica e do tíquete refeição em 10%, além de pagar um mínimo de R$ 1.000 para operadores de equipamento. Aeronautas (tripulação) e aeroviários (que trabalham em terra) pediam, inicialmente, 13% de aumento salarial e 14% de reajuste dos pisos, mas baixaram a proposta para 7% e aceitaram os 10% de aumento para o início de carreira.
Segundo o negociador Odilon Junqueira, que representou o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), as companhias não querem "ficar refém" de ameaças de greve no fim do ano e, por isso, decidiram não conceder aumento real neste ano, após cinco anos de reajustes acima da inflação.
"As empresas aéreas farão todo o esforço para que isso afete o mínimo possível nossas operações", disse Junqueira. "Não acreditamos que os aeronautas e os aeroviários, por uma diferença tão pequena, imponham uma greve à sociedade brasileira a dois dias do Natal."
Por outro lado, a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, afirmou que as empresas têm caixa para pagar um aumento de 7% porque vêm comprando aeronaves e adquirindo participações em outras aéreas. "É pura ganância das empresas aéreas, é inconcebível que tenham salários tão baixos, como R$ 900 para um funcionário de check in." Não é o primeiro impasse entre funcionários e companhias aéreas às vésperas do Natal. No ano passado, os sindicatos prometeram greve para o dia 23 de dezembro, mas voltaram ao trabalho depois que o TST determinou às entidades que deveria ser mantido um mínimo de 80% de operação.
A Secretaria de Aviação Civil informou, por meio de nota, que o governo "caso seja necessário", tomará "todas as medidas para que os passageiros não sejam prejudicados", sem informar quais seriam. Segundo o comunicado, o governo vem "acompanhando diariamente o processo de negociação" e "acredita que o diálogo é um caminho privilegiado."
Fonte:O Diário de Mogi
Alexandre Barreira
As críticas feitas pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD)às polícias Civil e Militar devido ao aumento da criminalidade em Mogi das Cruzes ganharam reforço de representantes de outras entidades ligadas à Cidade, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Câmara Municipal e Assembleia Legislativa.
Para Marco Antonio Soares Júnior, presidente da 17ª Subsecção da OAB de Mogi, o prefeito tem razão de reclamar da falha no serviço de segurança prestado pelo Estado de São Paulo. "É importante apontar irregularidades e encaminhá-las a quem comanda, que neste caso específico, é o Governo do Estado", explicou.
Soares Júnior defende o aumento imediato de efetivo nas fileiras da Polícia Militar e nos quadros da Polícia Civil, com a contratação de mais delegados e escrivães, por exemplo. "O Estado precisa se posicionar em relação ao déficit de policiais que temos na área da segurança pública. Fala-se muito que este índice é de apenas 70 homens, mas isto não condiz com a realidade, já que estes números correspondem ao efetivo de 10 anos atrás", reclamou, citando que estudo feito recentemente apontou a defasagem de 130 policiais.
O presidente da OAB de Mogi disse que a Cidade poderia adotar uma política mais austera de segurança caso seja confirmada a falha do Governo do Estado em atender os anseios da população de Mogi, que pede mais segurança. "A Prefeitura deveria aumentar o número de guardas municipais para dar o suporte que os atuais policiais militares e civis não têm por conta do descaso do Estado", frisou.
Para o presidente da Câmara Municipal de Mogi, vereador Mauro Araújo (PMDB), a cobrança do prefeito é de extrema importância. "Ele faz eco a todas as reivindicações que fizemos aqui na Câmara. A criminalidade tem aumentado a números consideráveis e nada está sendo feito. Além disso, não podemos esquecer que a Prefeitura de Mogi é parceira do Governo do Estado, com investimento nas polícias Civil e Militar", descreveu o parlamentar. "O problema de segurança é um dos que mais preocupam os mogianos e precisamos que o Governo do Estado tome as devidas providências. Vamos seguir cobrando melhorias nesta área", completou o parlamentar.
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS) também tem feito inúmeras críticas sobre a falta de policiais não apenas em Mogi das Cruzes, mas em toda a Região do Alto Tietê. O parlamentar usa frequentemente sua atuação no da Assembleia Legislativa para cobrar a reposição do efetivo. "As famílias estão à mercê da criminalidade e passaram a sofrer ameaças, roubos e furtos. Necessitamos, urgentemente, ter o efetivo reposto em Mogi porque muitos policiais militares foram remanejados para o setor administrativo e o efetivo que fazia o patrulhamento ostensivo nas ruas passou a atuar na parte burocrática", explicou.
A reportagem de O Diário enviou e-mail à Assessoria de Imprensa da Polícia Militar para pedir explicações sobre o déficit de efetivo e questionado quando chegarão novos soldados na Cidade, mas até o fechamento desta edição, não obteve resposta.
Fonte:O Diário de Mogi