terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Saúde Hospital Dr. Arnaldo deve ter serviços ampliados

Noemia Alves
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Objetivo é que a unidade ofereça outros serviços para desafogar outros hospitais da região
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou ontem que o Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba, continua em obras de reforma e ampliação para oferecer mais serviços à população. A expectativa, segundo a Assessoria de Imprensa da pasta, é de que a unidade, até então referência para internações de longa duração, ofereça outros tipos de serviços para desafogar os hospitais da região. 
A exceção, segundo a Secretaria de Saúde, é para casos ambulatoriais, de consultas com médicos especialistas, que passarão a ser atendidos pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME), a partir de janeiro de 2012. Em outras palavras, o setor de ambulatório médico transferido, há cerca de dois anos, para Ferraz de Vasconcelos, não será reaberto. 
"Haverá novos serviços", frisou um assessor que representa a Secretaria de Estado da Saúde. A direção do hospital, segundo ele, não quis dar detalhes sobre as obras nem prazos para a definição do que será feito no local. 
Entre as alternativas, está o atendimento de internação com 110 leitos, de forma que o Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti seja utilizado como retaguarda nas consultas do Hospital Luzia de Pinho Melo. 
Os planos do governo do Estado de implantar novos serviços no hospital de Jundiapeba foram revelados pelo deputado estadual André do Prado (PR), há cerca de duas semanas, durante vistoria na Santa Casa de Mogi. Na oportunidade, o parlamentar havia acenado para a possibilidade de reabertura do serviço de ambulatório, o que ocorreria em até seis meses. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com o parlamentar nem com seus 


Fonte:Mogi News

O começo AACD atende 30 no primeiro dia

A expectativa da direção do centro de reabilitação local é de que nas próximas semanas este número cresça
Luana Nogueira 
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Primeiros pacientes foram atendidos na AACD recém-inaugurada
O primeiro dia de funcionamento da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de Mogi prestou atendimento a 30 pacientes. Isso representa um pouco menos de um terço da capacidade da unidade, de 104 procedimentos. A expectativa é de que nas próximas semanas este número cresça por causa da transferência dos pacientes da Mooca e do Ibirapuera para o município. Os pacientes que foram atendidos no primeiro dia comemoraram a facilidade e proximidade do centro em relação aos outros locais.


A inauguração do atendimento contou com pacientes de diversas cidades do Alto Tietê. O gerente da unidade, Fabio José de Souza, informou que o aumento do número de procedimentos deve ser gradativo e abranger as pessoas que são atendidas em São Paulo. "Os pacientes que estão em tratamento na Mooca e no Ibirapuera estão sendo direcionados para cá, conforme o dia em que eles são atendidos lá. É só é uma troca de local para que os encaixes sejam feitos. Posso garantir que todos os pacientes que estão em tratamento nas outras unidades serão transferidos, isso de forma gradativa", explicou.


O dia foi tranquilo na AACD ontem. As fisioterapeutas e outros profissionais atendiam os pacientes e os familiares com atenção. Muitas pessoas procuraram o centro para pedir informações sobre o serviço prestado e outras foram utilizar pela primeira vez a estrutura da unidade. "O atendimento foi feito sem nenhuma intercorrência. Os pacientes conseguiram chegar sem dificuldade. Aqui temos os mesmo procedimentos que são realizados nas outras unidades do Ibirapuera e da Mooca. Possuímos fisioterapia solo e aquática, pedagogia, psicologia, fonoaudiologia, e temos ainda consultórios de ortopedia, fisiatra e tudo já está funcionando", acrescentou Souza.


Ele informou que a expectativa é de que nos próximos meses haja até fila de espera: "A unidade da AACD foi montada no município, mas tem portas abertas para atender as pessoas de toda a região".


As mães que levaram os filhos ressaltaram que o principal benefício de ter uma AACD em Mogi é a distância menor em relação aos demais locais. "Levava meu filho de quatro anos até a unidade da Mooca. O trânsito era muito intenso e ele chegava até cansado para o atendimento. Agora, acredito que ele aproveitará melhor, pois em 30 ou 40 minutos estou na AACD", relatou a professora Elienai Oliveira, de 34 anos, moradora do Jardim Alvorada. "Os médicos diziam que minha filha nunca andaria, mas, graças aos aparelhos da AACD, ela já está conseguindo", afirmou a representante comercial Maria Fabiana de Lima, 31.


Fonte:Mogi News

Inauguração Emprega Mogi atenderá a 2 mil trabalhadores por mês

Posto de atendimento local agora funciona no Terminal Estudantes, com mais espaço
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Ney Sarmento/PMMC

Autoridades inauguraram ontem o Emprega Mogi no Terminal Estudantes. Novidade é que a cidade terá mais cursos de qualificação
A nova sede do Emprega Mogi foi inaugurada ontem pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) com a promessa de aumentar o número de pessoas em busca de inserção no mercado de trabalho e até de ter novos serviços. De 1,7 mil atendimentos por mês, o novo posto, que desde ontem funciona dentro do prédio administrativo do Terminal Estudantes, passará a atender 2 mil trabalhadores ou até mais. 
Isso porque, além de emitir carteiras profissionais, orientar e "dar entrada" no pedido de seguro desemprego ou orientar sobre o mercado de trabalho, o espaço será utilizado também para cursos rápidos de qualificação profissional e captação de vagas e seleção de trabalhadores para empresas estabelecidas em Mogi. "Trata-se, na verdade, da unificação, de fato, de serviços anteriormente oferecidos pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) local e do Emprega São Paulo (do governo do Estado), num local público, e alta movimentação", discursou o prefeito.


"Emprego tem, mas às vezes as vagas não são preenchidas por falta de divulgação ou de qualificação da mão-de-obra. Com o novo sistema, todos falarão uma única língua e até o encaminhamento do trabalhador à indústria poderá ser em tempo recorde", frisou. Como exemplo da eficiência de Mogi na geração de empregos, o prefeito citou os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): "No acumulado do ano, de janeiro a outubro, já foram gerados na cidade 5.117 novos postos de trabalho, sendo que em todo o Alto Tietê haviam sido criados 12.412 empregos formais nos últimos doze meses. Só em outubro, Mogi foi responsável sozinha por quase metade de todas as vagas criadas na região".


O novo posto do Emprega Mogi atenderá de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas, com dez funcionários. De acordo com o diretor de emprego, Cláudio Debussi, em média 70 pessoas passavam diariamente pelo espaço para consulta de vagas de emprego. Somente ontem à tarde, num período de duas horas de atendimento, 60 estiveram na unidade. Em breve, o novo posto deverá ser ampliado para que tenha sala de entrevistas e treinamento dos candidatos. 


Via Rápida
A partir de janeiro de 2012, mogianos desempregados, jovens carentes e beneficiários de programas de transferência de renda terão a oportunidade de participar de cursos rápidos de qualificação e receber uma bolsa-auxílio de R$ 210 para estudar. Trata-se do "Via Rápida Emprego", um programa do governo do Estado que deve ser estendido à cidade no próximo ano, com a proposta de oferecer cursos intensivos, de curta duração, de no máximo três meses, para inserir maior número de mão-de-obra qualificada no mercado de trabalho. A promessa foi feita ontem pelo secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, ao prefeito Marco Bertaiolli, durante solenidade de inauguração do novo posto do Emprega Mogi nas dependências do Terminal Estudantes, no Centro Cívico. 
De acordo com o secretário, o número de vagas e os cursos que serão disponibilizados na cidade ainda serão definidos, mas atenderão à demanda local, isto é, à formação de profissionais mais requisitados pelas empresas e prestadoras de serviços. "Em 2012, teremos um orçamento de R$ 170 milhões, R$ 20 milhões a mais do que em 2011, o que nos ajudará a ampliar o número de vagas e cursos definidos. Mogi das Cruzes certamente será beneficiada, mas dentro de suas características".


Fonte:Mogi News

Liminar TJ diz que Câmara não pode mudar zoneamento

Legislativo fica proibido de indicar novas mudanças no zoneamento. Ainda não se sabe, porém, como ficará a situação das audiências públicas
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Marcelo Alvarenga/CMMC

Câmara realizou na semana passada audiências para discutir alterações. Mas, segundo o TJ, não poderá propor modificações
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo suspendeu, por meio de uma liminar, o artigo 164 da Lei Orgânica de Mogi das Cruzes, que dá à Câmara o direito de propor mudanças no zoneamento do município. O texto foi considerado inconstitucional porque violou o princípio de separação de poderes, isto é, desobedeceu ao que prevê a Constituição Federal que determina que o planejamento administrativo referente à ocupação e uso do solo urbano é tarefa do Poder Executivo e não do Legislativo. Com a medida, a Câmara não pode indicar novas mudanças no zoneamento. A Prefeitura e a Câmara de Mogi, além da Procuradoria Geral do Estado, terão 30 dias para se manifestar. Cabe recurso.


A decisão é do dia 23 de novembro e foi publicada apenas no dia 29, um dia após a realização de uma audiência pública na Casa de Leis, para discutir 14 mudanças no zoneamento. A liminar não indica que a medida seja retroativa, ou seja, que a suspensão das mudanças de zoneamento propostas pela Câmara tenha efeito em discussões já realizadas. A previsão é de que esta suspensão retroativa ocorra apenas ao final do processo. 
"Por enquanto, a Câmara fica suspensa de indicar novas mudanças no zoneamento, e ainda não se sabe como ficará a situação das audiências públicas que já foram realizadas. Isto deve ser definido apenas na sentença, que é praticamente causa ganha para a população de Mogi, já que há casos de outras cidades em que a Câmara também foi proibida de opinar sobre a lei de zoneamento, conforme prevê a Constituição Federal", explicou o advogado da Associação Amigos da Estância dos Reis, Laudicir Zamai Junior. 
O TJ defende que as mudanças na lei demandam planejamento administrativo em relação ao uso e ocupação do solo e "quando confere também aos vereadores a prerrogativa de alterar a legislação de zoneamento urbano, o que ocasiona a sua inconstitucionalidade, por violar a separação dos poderes". Este termo é previsto nos artigos 5, 47, II e XIV da Constituição Estadual e no artigo 2º da Constituição Federal. 
"Os órgãos judiciários vieram confirmar a ilegalidade da situação, que os vereadores sabiam que estavam cometendo. Os vereadores não estavam obedecendo aos interesses gerais, em que 75% da população que participou das audiências públicas não aceitavam as mudanças. Eles, arbitrariamente, indicavam as mudanças", destacou o professor e historiador Mário Sérgio de Moraes, que também faz parte da associação. 
O presidente da Câmara de Mogi, Mauro Araújo (PMDB), não foi encontrado para comentar o assunto, mas, segundo apurou o Mogi News, a Câmara já foi notificada e estuda recurso. Já a Prefeitura informou que ainda não foi intimada oficialmente.


Fonte:Mogi News