O vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR) encaminhou uma moção ao governo estadual pedindo que bases móveis da Polícia Militar passem a funcionar em Mogi das Cruzes. O documento foi encaminhado durante a sessão de ontem na Câmara Municipal.
"A base fixa necessita de pelos menos dez policiais militares e a móvel de apenas três e todos nós sabemos da falta de efetivo da PM", afirmou o parlamentar. "Mogi é uma cidade muito grande, o que dificulta o trabalho de segurança", avaliou o republicano.
Para o vereador, as novas bases têm a vantagem de poder mudar de bairro de acordo com as ocorrências. "Dependendo do local onde há aumento da criminalidade, a base é transferida para lá. Se aquela realidade já não é tão preocupante, ela é removida".
Em setembro deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou um edital de compra de 200 bases comunitárias móveis. Destas, 72 serão destinadas à capital, que passa a ter um total de 168 bases móveis. No total do Estado, o número crescerá de 265 para 465. As bases deverão ser entregues em cinco meses após a assinatura, ou seja, em fevereiro de 2012.
Furto
Um dia após pedir a presença da Força de Segurança Nacional em Mogi, o vereador Jean Lopes (PCdoB) informou que o escritório dele, que fica ao lado do Teatro Vasques, foi furtado. Foram levados computadores e outros equipamentos acabaram sendo danificados. O crime ocorreu na madrugada de ontem. Há cerca de um ano, a casa do vereador foi roubada.
Fonte:Mogi News
Rubens Benedito Fernandes assume a liderança do Legislativo em 2012, com o apoio da maioria dos colegas
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Marcelo Alvarenga / CMMC
Desistência de Nabil Safiti de assumir o cargo no ano que vem foi anunciada ontem, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal
O vereador Nabil Nahi Safiti (PSD) anunciou na tarde de ontem que não será candidato à presidência da Câmara Municipal em 2012 e garantiu que votará no então concorrente Rubens Benedito Fernandes (PR), o Bibo. "Nunca coloquei meu nome oficialmente na disputa. Um grupo de vereadores que gostaria que eu fosse o presidente, mas o cenário foi alterado depois que alguns partidos resolveram fechar o apoio", justificou Nabil.
As legendas PR, que conta com quatro parlamentares, PSDB e PMDB, com duas cadeiras cada, já haviam declarado que votariam no republicano. "Eu não procurei nenhum partido. Tinha apenas o apoio deste grupo de vereadores", contou Nabil. "Não fico frustrado ou magoado, até porque será difícil ficar na presidência em um ano de campanha eleitoral", analisou, depois de tomada a decisão de não participar do pleito.
No fim do ano passado, Nabil Safiti foi protagonista de uma disputa acirrada com Mauro Araújo (PMDB) pela liderança no Legislativo e, depois de um empate em oito votos, ele perdeu a eleição no sorteio.
Com a desistência anunciada, Bibo será eleito por consenso na sessão que ocorrerá no dia 13 de dezembro. Ele vai presidir o Legislativo pela terceira vez. Já havia ficado à frente da mesa diretiva em 2005 e 2006. Nessas duas vezes, também foi escolhido por consenso. "Sou candidato, mas ainda não posso falar como presidente", esquivou-se.
Os outros nomes que formarão a mesa diretiva também estão definidos. Para receber o apoio do PSDB, o republicano concordou em ceder a vice-presidência da Câmara a um integrante da legenda. Pedro Komura foi o escolhido.
O cargo estava sendo cobiçado por Jean Lopes (PCdoB) e Odete Rodrigues Sousa (PR). O primeiro foi convencido a abdicar da disputa e a candidatu-ra da segunda foi inviabilizada pelos outros partidos que fizeram pressão e não aceitaram que o PR ocupasse os dois postos mais importantes do Legislativo.
A primeira secretaria ficará com Geraldo Tomaz Augusto (PMDB) e a segunda com Osvaldo Ferreira dos Santos (PP).
Fonte:Mogi News
Diretor da rede hoteleira falou com exclusividade ao Mogi News e reforçou que este é o último e definitivo prazo para o início das obras na cidade
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
O hotel Íbis será construído na esquina da avenida Narciso Yague Guimarães com a rua Victorio Partênio, no Parque Monte Líbano
As obras do hotel Ibis, no Centro Cívico, vão começar em no máximo 60 dias, ou seja, até janeiro de 2012. A garantia é do empresário Ivan Lipolis Filho, diretor da Lis Participações, parceira da Accor Hospitality, uma das maiores redes hoteleiras da América Latina e da Europa e dono da área de 2.350 metros quadrados, onde será construído o hotel. Em entrevista exclusiva ao Mogi News, o empresário reforçou que este é o último e "definitivo" prazo estabelecido pelo grupo para início dos trabalhos - inicialmente previstos para janeiro de 2010 e depois remarcados ao menos quatro vezes. A meta, segundo ele, é inaugurar o hotel entre o fim de 2012 e início de 2013.
O hotel Íbis será construído na esquina da avenida Narciso Yague Guimarães com a rua Victorio Partênio, no Parque Monte Líbano, próximo ao hipermercado Davó e ao Mogi Shopping. "Tivemos de fazer várias adequações no projeto original e também resolver as questões burocráticas, como licenciamento e até a contratação da empreiteira que ficará responsável pela obra. Agora, já isso tudo está praticamente resolvido e em breve daremos o início à obra. De janeiro, não passa", reforçou.
A proximidade do período de chuvas preocupa Lipolis, mas ele acredita que ainda assim o prazo de entrega da unidade hoteleira será cumprido.
Orçado em R$ 10 milhões, o hotel a ser construído na esquina da avenida Narciso Yague Guimarães com a rua Victorio Partênio, próximo ao hipermercado Davó e ao Mogi Shopping, terá 120 apartamentos e deverá gerar cerca de 30 empregos diretos e 210 entre diretos e indiretos. Serão dez andares, dos quais três serão utilizados para estacionamento. Haverá ainda um centro de convenções, que deverá ser composto por seis lojas comerciais, no térreo.
"Trata-se de um hotel de grande conforto, no padrão Íbis, bem semelhante ao que está instalado na região do Morumbi, na capital", adianta Lipolis Filho. Como atrativo ao público, ele conta que nos primeiros seis meses de funcionamento haverá pacotes promocionais e preços diferenciados na estadia dos clientes.
Para o secretário-adjunto de Desenvolvimento, Osvaldo Bolanho, um dos articuladores da vinda do hotel para a cidade, o atraso na implantação do Íbis não deve prejudicar os projetos de turismo em andamento no município: "Expandir a rede hoteleira é algo que precisa ocorrer em Mogi para acompanhar o desenvolvimento do turismo. Contudo, enquanto o Íbis não fica pronto, as 1.600 vagas existentes na cidade devem ser suficientes para atender os turistas", comentou.
Fonte:Mogi News
PRESSÃO A decisão da Comissão, órgão alojado na estrutura do Planalto, deve abreviar a sobrevida de Lupi, presidente licenciado do PDT
BRASÍLIA
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou ontem à presidente Dilma Rousseff que demita o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A decisão da Comissão, órgão alojado na estrutura do Planalto, deve abreviar a sobrevida do presidente licenciado do PDT na Esplanada. "Encaminhamos a recomendação da comissão para exoneração do ministro do Trabalho", disse o presidente do órgão, Sepúlveda Pertence.
Com um passivo de escândalos, Lupi entrou na lista de ministros que serão trocados na reforma ministerial programada para o início do próximo ano. O parecer foi enviado ontem mesmo ao gabinete de Dilma.
Segundo os conselheiros, Lupi deu explicações insatisfatórias às revelações de irregularidades envolvendo convênios suspeitos firmados pelo Trabalho com Organizações Não-Governamentais (ONGs), muitas delas ligadas a integrantes do PDT, partido de Lupi. De acordo com a comissão, casos de cobrança de propina no ministério do Trabalho não foram esclarecidos e comprometeram a permanência do pedetista à frente da Pasta.
Ainda de acordo com relatório da Comissão, as explicações de Lupi para as irregularidades não foram satisfatórias e as respostas ao Congresso e à imprensa foram consideradas "inconvenientes", segundo Sepúlveda Pertence.
Questionado se a presidente Dilma agora vai demitir o ministro do Trabalho, Pertence respondeu: "Aí, não é um problema da Comissão", disse ao final de reunião de rotina realizada no Palácio do Planalto". Lupi foi arrastado por uma rede de escândalos em novembro, colocando-o sob pressão. Primeiro, foi acusado de usar um avião providenciado por um empresário-ongueiro com negócios suspeitos com o Trabalho. O ministro negou o voo e foi desmentido pelos fatos.
No auge dos escândalos, em depoimento no Congresso, chegou a dizer que só sairia do governo "à bala". Mas tinha em vista o arsenal de denúncias publicadas pela imprensa e não a munição fornecida por um órgão da Presidência. Na noite de ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que a decisão da Comissão de Ética complica a situação de Lupi, por ser um "fato relevante negativo, e que portanto, será levado em conta dentro do governo".
A Comissão de Ética da Presidência decidiu também recomendar que o secretário nacional de saneamento ambiental do ministério das Cidades, Leodegar da Cunha Tiscoski, "renuncie ao prêmio ou apresente justificativa para o seu recebimento".
Essa decisão refere-se à denúncia encaminhada pela Controladoria-Geral da União para apuração de possível violação a preceitos éticos na celebração de convênio pela autoridade com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental para realização do 14º seminário de Benchmark e XXIV cerimônia de premiação do Prêmio Nacional da Qualidade em Saneamento.
A comissão avaliou, também, uma consulta referente ao processo de seleção promovida pela Fundação Biblioteca Nacional em relação à ministra da Cultura, Ana Maria Buarque de Hollanda. O colegiado, após a análise do pedido, não identificou conflitos de interesse de natureza ética.
Fonte:O Diário de Mogi