sábado, 29 de outubro de 2011

Ayrton Senna/Carvalho Pinto e o ranking das melhores

O que era esperado realmente aconteceu: o complexo viário Ayrton Senna/Carvalho Pinto continua em baixa na pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que aponta o ranking das melhores rodovias de todo o País. A estrada que liga São Paulo a Taubaté, no Vale do Paraíba, passando por Mogi das Cruzes, até algum tempo atrás no topo da relação, ocupa a 11ª colocação, ficando atrás de outras estradas de menor importância econômica para o Estado de São Paulo. A melhor estrada do País, segundo a Pesquisa CNT, é a Rodovia Castello Branco (ligação SP-Itaí-Espírito Santo do Turvo), seguida da Rodovia dos Bandeirantes (SP-Limeira) e Carlos Tonanni (Ribeirão Preto-Borborema), entre outras. Das 20 melhores rodovias, 19 continuam sendo paulistas, a maior parte delas vinculadas ao Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado. A pesquisa ajuda a entender um pouco mais a situação da Ayrton Senna/Carvalho Pinto, que apesar da nada honrosa classificação, ainda leva a Assessoria de Comunicação do Governo a jactar-se de que a estrada subiu 11 pontos em relação à classificação do ano que passou. A posição da rodovia confirma o que dissemos aqui neste espaço, semanas atrás: a precariedade atual do Sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto o deixa devedor de grandes investimentos para que possa voltar a ser aquilo que já foi no passado: motivo de orgulho para seus usuários, que pagavam pedágio sabendo que iriam circular por uma estrada de qualidade e segura. Muito diferente da que encontram hoje, com buracos, ondulações e até "costelas de vaca" em muitos pontos, além de sinalização duvidosa em outros. Eficientes mesmo por lá, só as máquinas arrecadadoras dos pedágios e os radares, colocados em pontos estratégicos para multar incautos. E se com tantos problemas a rodovia é a 11ª melhor do País, seria o caso de se imaginar a quantas andam as demais estradas nacionais. Tristes tempos esses...




PSB – 1


O vereador mogiano Chico Bezerra será mantido como integrante do Diretório Regional do PSB de São Paulo, na Convenção que o partido irá realizar hoje, das 8 às 14 horas, na Assembleia Legislativa da Capital.


PSB – 2


O atual secretário de Estado da Cultura, Márcio França, será reconduzido ao cargo de presidente regional do PSD e o prefeito de Ferraz, Jorge Abissamra está cotado como um dos prováveis vices. Cinco delegados de Mogi ajudarão a homologar a chapa única.


Números


Por uma questão de justiça à opinião do engenheiro Jamil Hallage, a coluna corrige os números propostos por ele na reunião do Orçamento para futuros investimentos em Mogi. Seriam R$ 200 milhões – e não R$ 400 milhões –, divididos em R$ 50 milhões para cada ano de mandato do governador.




 Silêncio


Engana-se quem imagina que o veto do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) sepultou de vez as intempestivas mudanças feitas pela Câmara na Lei do Silêncio. Neste final de semana surgiam comentários de que um movimento estaria sendo articulado nos bastidores do Legislativo para derrubar o veto. E se isso porventura vier a ocorrer, será o fim da fiscalização da barulheira noturna na Cidade.


 Fonte:O Diário de Mogi

Governo evita alta do diesel

BRASÍLIA
O governo anunciou ontem a redução da parcela da Cide - tributo cobrado sobre a venda e importação de combustíveis - e, uma hora depois, a Petrobrás comunicou formalmente o aumento de 10% no preço da gasolina e 2% no diesel em suas refinarias. O reajuste, que vinha sendo pleiteado há meses pela estatal, será integralmente compensado pela queda do tributo e não chegará ao consumidor final.


Na segunda-feira, o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou reportagem sobre a pressão da Petrobrás para reduzir o tributo e abrir espaço ao aumento de seus preços sem causar impacto inflacionário. Ontem a medida foi referendada em reunião do conselho de administração, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Em nota distribuída no fim da tarde pelo ministério, o governo estimou em R$ 282 milhões a perda de arrecadação este ano e de R$ 1,769 bilhão em 2012. "É importante destacar que um dos objetivos da Cide é justamente instituir um mecanismo capaz de mitigar eventuais elevações ou reduções abruptas nos preços dos combustíveis", dizia o texto.


A Petrobrás divulgou também um comunicado alegando que o reajuste foi definido "levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazos, que vem apontado um novo patamar para os preços praticados".


A estatal estava com problemas para justificar aos acionistas privados a manutenção de preços desalinhados com o mercado internacional, o que reduz o montante de dividendos distribuídos aos detentores de papéis da companhia. Também precisa elevar receita para arcar com o pesado plano de investimentos - US$ 224 bilhões até 2014 - significativamente elevado depois da descoberta do pré-sal.


No próximo dia 11, a Petrobrás divulga o balanço do terceiro trimestre, que deve revelar uma queda brusca do lucro em relação ao período anterior, basicamente por causa da manutenção dos preços de gasolina e diesel - responsáveis por cerca de 80% das vendas. Também a importação de gasolina, necessária após a redução de 25% para 20% da mistura de álcool à fórmula, tem pesado nas contas da estatal.


A partir de terça-feira, a cobrança da Cide na gasolina cairá R$ 0,10, de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro. Já no caso do óleo diesel, a redução será de R$ 0,07 por litro, para R$ 0,047 por litro. A iniciativa, porém, tem prazo: 30 de junho de 2012.


A medida é sempre acionada para equilibrar o jogo entre preservar a lucratividade da Petrobrás (que afeta a capacidade de investimento da empresa) e não alimentar a inflação, que em 2011 corre o risco de superar o teto da meta (6,5%). No ano passado e em 2008, a área econômica também baixou o tributo.


Cana


A maioria das usinas de Mato Grosso encerrou a moagem de cana em outubro, com dois meses de antecedência em relação ao período normal. Das sete empresas, apenas três ainda estão em operação: usinas Barralcool (Barra do Bugres), Pantanal (Jaciara) e a ETH Bioenergia (Alto Taquari).


Fonte:O Diário de Mogi

Vereadores prometem acatar veto

SABRINA PACCA

 Onze dos 16 vereadores mogianos garantiram, ontem, à reportagem de O Diário, que são a favor do veto dado pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD) ao Projeto de Lei nº 99, de autoria de Protássio Ribeiro Nogueira (PSD), conhecido como "Lei do Silêncio". Apesar disso, há informações de que os legisladores estariam se unindo para derrubar a decisão do Executivo, em votação no Plenário.


Outros três vereadores disseram ser contra a posição de Bertaiolli. Apenas Olímpio Ossamu Tomiyama (PSC) não quis definir seu posicionamento (leia mais nessa página).


O prefeito vetou o projeto porque, segundo ele, Nogueira queria modificar o local de medição dos decibéis de dois metros da divida do reclamado para a residência do reclamante. Desta forma, apenas por meio de denúncias, o volume de som poderia ser fiscalizado. Para Bertaiolli, a proposta seria inconstitucional, pois a Câmara interferiria no "poder de polícia" da Administração, que não poderia mais atuar de forma espontânea, pró-ativa.


Foi o que entendeu Odete Sousa (PR), após analisar as razões para o veto. "Sou a favor que o veto seja acatado pelo Legislativo e que, posteriormente, apresentemos outro projeto que dê amplitude à fiscalização. Acho que cabe ao reclamante escolher o local da medição e dizer se quer ou não ser identificado", informou a vereadora.


Da mesma forma, o vereador Jolindo Rennó (PSDB) salientou que é favorável ao posicionamento do prefeito porque o projeto de Nogueira estava "tirando a autonomia da Prefeitura".


Nabil Safiti (PSD) informou que Bertaiolli levou em conta um parecer técnico para as justificativas do veto e que isso deveria ser levado em conta. "Sou a favor", garantiu. Por outro lado, para Emília Rodrigues (PT do B), o que mais pesou na decisão dela em acatar as explicações do chefe do Executivo foi o fato dos reclamantes se sentirem "constrangidos". "Imagina, identificar o denunciante? Isso é constrangimento e, repensando, eu apoio o veto", comentou.


Assim como Emília, Pedro Komura (PSDB) garante que não votará contra o veto. "Acho que tem que manter a posição do prefeito porque se está dando tanta polêmica, alguma coisa está errada", disse. Além do tucano, Jean Lopes (PC do B), Vera Rainho (PR), Expedito Tobias (PR), Otto Flores de Rezende (PSD), Rubens Benedito Fernandes (PR) e Chico Bezerra (PSB) dizem ser a favor do veto.


A reportagem tentou falar com o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PMDB), mas até o fechamento da matéria, ele não retornou as ligações. Porém, ele já havia adiantado que só falaria sobre o assunto, após a volta de Nogueira, que tirou licença.


Fonte:O Diário de Mogi

Luta por aeroporto une políticos

MARA FLÔRES



O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) anunciou ontem que vai colocar Mogi das Cruzes oficialmente, na Secretaria de Aviação Civil, órgão vinculado à Presidência da República responsável pelos investimentos no setor aéreo, como a cidade que apresenta as melhores condições geográficas da Região Metropolitana de São Paulo para abrigar o terceiro aeroporto e que já tem, inclusive, o projeto de uma empresa privada para o Taboão. Para o sucesso desejado, o chefe do Executivo vai contar com o empenho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), além dos agentes políticos que vai convocar.


"Brigar pela instalação do aeroporto em Mogi das Cruzes é uma missão de toda a Cidade. Portanto, vamos convocar para essa luta os deputados estaduais que integram a Frente Parlamentar do Alto Tietê, os dois deputados federais - Junji Abe (PSD) e Valdemar Costa Neto (PR) – e os vereadores. Além disso, o prefeito Gilberto Kassab já se disponibilizou a somar esforços com Mogi, assim como o governador", informou o prefeito na manhã de ontem.


Há alguns anos, Mogi das Cruzes já demonstrou junto ao Ministério da Defesa Civil o seu interesse em receber um aeroporto. Agora, no entanto, o prefeito Bertaiolli pretende não só reafirmar essa disposição como apresentar as condições geográficas que dão à Cidade uma logística privilegiada para sediar o terceiro terminal metropolitano de São Paulo, principalmente depois que Caieiras, na região do Trecho Oeste do Rodoanel, foi considerada inviável pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) por interferir nos aeroportos de Cumbica, Congonhas, Viracopos e Jundiaí.


E a principal ferramenta que Mogi terá a seu favor na briga pelo aeroporto é um pré-projeto elaborado pela Construtora OAS e que, segundo Bertaiolli, já foi encaminhado pela empresa para todos os órgãos competentes. O interesse da OAS em implantar um terminal de passageiros em Mogi foi divulgado com exclusividade por O Diário há cerca de dois meses.


"O projeto da OAS prevê a instalação do aeroporto numa área do Taboão", ressalta o prefeito, ao comentar que o interesse da iniciativa privada conta a favor de Mogi na disputa pelo empreendimento, tido como uma alavanca para o desenvolvimento da Cidade. "Vai trazer desenvolvimento para as indústrias e gerar empregos", acrescenta.


Segundo o apurado, os estudos feitos pela OAS para o aeroporto contemplam a mesma região pleiteada pela Construtora Queiroz Galvão para implantar um aterro sanitário. O investimento estimado é da ordem de R$ 5 milhões e a localização escolhida é plana e praticamente livre de interferências, inclusive sem adensamento populacional. No seu portfólio, a OAS já tem reformas e construções de aeroportos e, no caso do novo terminal de São Paulo, o interesse reside não só na edificação propriamente dita, mas na operação da estrutura, já que o Governo Federal tem optado por dar a concessão dos aeroportos para a iniciativa privada.


Para fortalecer a luta de Mogi pelo aeroporto, a Câmara Municipal também criou uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) nesta semana para tratar desse assunto e uma das prioridades do grupo será buscar detalhes sobre o projeto elaborado pela OAS para um terminal de passageiros no Taboão. O presidente da CEV, Expedito Ubiratan Tobias (PR) adiantou que além do apoio de vereadores das cidades vizinhas e dos respectivos prefeitos do Alto Tietê, o objetivo será conseguir a adesão também dos representantes do Vale do Paraíba e do Litoral em prol do aeroporto de Mogi.


A Cidade também conta com o apreço do governador Alckmin, que em outras ocasiões já confirmou que a região está entre as localidades cotadas para implantação de um aeroporto. Nas últimas visitas que fez ao Alto Tietê, ele reafirmou a necessidade de construção de um novo aeroporto metropolitano, especialmente, para vôos regionais e jatos executivos. Embora tenha dito que a decisão final cabe ao Governo Federal, Alckmin adiantou que o Estado também participará das discussões sobre esse assunto.


Fonte:O Diário de Mogi