terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aumento de vereadores, na contramão da opinião pública

Graças ao espírito corporativo de 16 que aí estão, a Câmara de Mogi passará a ter 23 vereadores a partir da legislatura que terá início em 2013. As sete novas vagas passarão a ser disputadas nas eleições do próximo ano, por conta da aprovação do aumento número de vereadores feito em meados deste ano. Apesar de inúmeros alertas e críticas de vários setores da comunidade, os legisladores optaram pelo teto máximo de vagas, quando poderiam ter mantido os 16 ou aberto um número mínimo de novas vagas. Na época, os articuladores do aumento diziam que se não utilizassem o teto máximo, poderiam sofrer ações na Justiça, algo contestado inicialmente por advogados da Cidade, que não foram ouvidos pelos atuais vereadores, mais preocupados em abrir novas vagas para facilitar as respectivas reeleições. Uma recente avaliação do Supremo Tribunal Federal mostrou que estavam certos os advogados locais ao mostrar que não havia necessidade do exagerado aumento de vagas. Ou que nem havia necessidade de tal aumento. Uma recente reportagem do jornal "Folha de S. Paulo" mostrou que das 2.153 cidades que poderiam ampliar as câmaras, pelo menos 356 já definiram que não farão isso. Um número aparentemente baixo, porém representativo de locais onde a voz das ruas foi ouvida. Infelizmente, em Mogi, a exemplo de tantas outras oportunidades – como nos casos do lixão, zoneamento, só para citar algumas -, a maioria dos vereadores preferiu andar na contramão da opinião pública, contrária ao aumento. O espírito de corpo, mais uma vez, prevaleceu.


Dona Geralda


Dona Geralda de Oliveira Moreno foi sepultada domingo à tarde, no Cemitério da Saudade, em Braz Cubas. A mãe do jornalista Júlio Moreno faleceu aos 89 anos, vítima de complicações de saúde provocadas pela idade já avançada. Manteve sempre uma relação de fidelidade com O Diário, em especial com esta coluna e com a de Chico Ornellas, aos domingos.


Palhaçadas


A mais recente edição da revista "IstoÉ" traz reportagem sobre a invasão de palhaços na política brasileira, após o sucesso alcançado por Tiririca nas eleições passadas. A publicação cita Edvaldo Hermenegildo, o "Bubu", mais uma criação de Valdemar Costa Neto para disputar uma vaga na Câmara de Mogi, em 2012. Mas se esqueceu de Alvarindo Vicente, o Zig Zag, que assumiu o comando do DEM mogiano.


Solidariedade


As ações do governo brasileiro e voluntários da comunidade no auxílio às vítimas da tragédia no Japão estão retratadas na mais recente edição da revista "Brasil", da Câmara de Comércio Brasileira, dirigida pela mogiana Neide Hayama. Entre as muitas histórias de solidariedade, está a de um empresário de nome Norberto Mogi, de Yokoyama, que presta serviços voluntários às vítimas de Miyagi.


"E o gás?"


A respeito das questões levantadas pelo vereador Expedito Tobias (PR) acerca do uso do gás natural na Cidade, a Comgás informa que segue "os mais rígidos padrões de segurança internacionais e aqueles que são requeridos pelas normas brasileiras que regem o assunto, especificamente a que trata das instalações de gases combustíveis e a da instalação de aparelhos de gás".




Fonte:O Diário de Mogi






Orçamento Lideranças querem clínica e mais policiais

Audiência pública realizada ontem, no prédio da Câmara de Mogi, discutiu a elaboração do orçamento do Estado de São Paulo e recebeu sugestões
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Lideranças mogianas participaram da audiência pública para discutir o orçamento municipal
A instalação de uma clínica para tratamento de dependentes químicos em Mogi e o aumento do efetivo de policiais militares na região foram os pedidos mais frequentes durante a audiência pública que discutiu a elaboração do orçamento do Estado de São Paulo realizado na noite de ontem, no plenário da Câmara de Mogi. O encontro foi o 18º e último antes da votação do orçamento, projetado em R$ 156,5 bilhões, em plenário da Assembleia Legislativa.


Outras demandas também foram apresentadas como a ampliação do número de leitos hospitalares e investimentos na qualificação do servidor público. A contrapartida para as cidades que fornecem água à Sabesp foi outro tema recorrente. Todas as propostas apresentadas serão analisadas pelos deputados estaduais que compõem a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento. Membro titular do grupo e responsável por presidir a audiência de ontem, o deputado Vitor Sapienza (PPS), garantiu que uma triagem será feita entre as propostas apresentadas nas 18 edições. "Analisaremos a viabilidade de cada demanda e aquelas que forem mais emergenciais poderão se transformar em emenda", garantiu. 
Responsável por trazer a audiência pública para Mogi, o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) destacou que a região precisa de investimentos em infraestrutura viária, como a duplicação de trechos da Rodovia Mogi-Dutra e o desassoreamento do Tietê. Já o deputado André do Prado (PR) acredita que o orçamento deveria contemplar a criação de novos leitos psiquiátricos e a ampliação no atendimento de UTI na região.


O presidente da Câmara de Mogi, Mauro Araújo (PMDB) agradeceu a inclusão do Alto Tietê e destacou o prejuízo que as cidades da região têm ao fornecer água para todo o Estado e não ter nenhuma contrapartida. "O Semae vai pagar R$ 20 milhões este ano para a Sabesp, mesmo a cidade tendo áreas inundadas", criticou.


O agente ferroviário e presidente da Associação de Moradores do Jardim São Pedro, Adalberto Andrade Santana, entregou um abaixo-assinado assinado por 30 mil mogianos e exigiu a extensão do serviço de trens da CPTM até César de Souza.


Fonte:Mogi News 

Canalização Prefeitura terá de remover mais 65 famílias para obras no Canudos

Ao todo, 180 imóveis que estão na chamada "linha da obra" de canalização é que precisam ser demolidos
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Obras estão avançando no bairro; 115 famílias que ocupavam moradias às margens do Córrego dos Canudos, um dos afluentes do rio Tietê, já foram retiradas
As últimas 65 famílias que vivem às margens do córrego dos Canudos, em Brás Cubas, devem ser removidas até o fim de dezembro, em até 45 dias. A informação é da coordenadora municipal de Habitação, Dalciani Felizardo. De acordo com ela, 115 famílias que ocupavam moradias às margens do Canudos, um dos afluentes do Tietê, já foram retiradas das residências e hoje são assistidas com R$ 540, uma ajuda de custo do programa "Aluguel Solidário". 
Ao todo, 180 imóveis que estão na chamada "linha da obra" de canalização do córrego é que precisam ser demolidos, nesta primeira fase dos serviços, que acontecem entre avenidas Francisco Ferreira Lopes e Japão. Hoje, 90% dos imóveis ocupam áreas irregulares, segundo a coordenadora de habitação, e, portanto, as famílias serão encaminhadas para moradias populares do programa federal Minha Casa, Minha Vida. 
"É um processo lento e gradativo, uma vez que se trata de pessoas, do convencimento das famílias a saírem das casas onde residem há décadas, embora, na maioria das vezes, as habitações estejam em situação irregular", reforçou Dalciani. 
De acordo com ela, parte dos populares deve ser beneficiada com parte dos 280 apartamentos que terão as chaves entregues pela Caixa Econômica Federal no próximo mês. Outra parcela dessas famílias do Canudos e de outras áreas de risco da cidade deve ser atendida por uma parte das 380 unidades populares do Jardim Lair do programa Minha Casa, Minha Vida, em fase final de construção e chamamento das famílias. 
Segundo levantamento feito pela Coordenadoria de Habitação, apenas 18 imóveis às margens do Canudos é que precisarão ser desapropriados nesta primeira etapa da obra. Dalciani Felizardo evitou citar valores, mas adiantou que as negociações para indenização dos proprietários das moradias seguem "tranquilas". "Nosso foco, no momento, é retirar todas as famílias que estão bem próximas da obra", ressaltou. 
O projeto de canalização do Canudos prevê a abertura de uma via marginal, que já está com 1.200 quilômetros de extensão, concluída do lado direito do leito. Do lado esquerdo, a Prefeitura ainda não iniciou a urbanização porque os recursos do PAC 2 ainda não foram liberados pelo governo federal.


Fonte:Mogi News

Vagas particulares Estacionar no centro vai ficar mais caro a partir da próxima semana

Tarifa da primeira hora nos estacionamentos particulares será de R$ 4 a partir do próximo mês. Valor já está certo
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Nos estacionamentos particulares, procura por vagas tem aumentado. Proprietários dizem que gastos subiram, o que justifica o reajuste
O motorista que decidir seguir até o centro comercial de Mogi e utilizar um estacionamento privado, com direito a manobrista, para ter maior segurança, vai ter de pagar mais caro pelo serviço. A partir do dia 1° de novembro, na semana que vem, a tabela de preços desses estabelecimentos existentes na cidade será alterada, aumentando a cobrança, em média, em R$ 1.
Dos atuais R$ 3 pela primeira hora utilizada, os estacionamentos particulares irão cobrar R$ 4. A partir da segunda hora o valor passará para R$ 3 e não mais R$ 2. A mudança que já está sendo anunciada em alguns estacionamentos do centro da cidade, às vésperas do início da temporada de vendas para as festas de fim de ano, foi definida pelos próprios donos dos estabelecimentos, em consenso. 
O principal argumento utilizado por eles é do reajuste anual no setor, que acompanha a inflação. Entretanto, há donos de estabelecimentos que querem dar aumento de somente R$ 0,50 para "manter a clientela". Há ainda quem defina a medida como uma forma necessária para "aumentar a rotatividade de vagas no centro comercial da cidade". Ontem, o Mogi News percorreu alguns dos estabelecimentos no entorno do Mercado Municipal e próximos da avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco para ouvir motoristas e verificar a preferência deles pelo uso de vagas privadas ou da chamada Zona Azul, mantida pela Hora Park, concessionária do serviço na cidade. A maioria dos entrevistados alegou preferir estacionar nos estabelecimentos fechados, em razão da segurança. 
Foi o caso do operador de máquina Joilson dos Santos Neves, de 23 anos, e o mecânico industrial Antônio da Cunha Ferrão, de 39. Ambos são proprietários de motocicletas e preferem desembolsar quase R$ 50 por mês com estacionamento. "É um dinheiro válido porque na rua a gente paga R$ 1 por hora e não tem a garantia de não ser furtado. Além disso, há convênio com a escola onde estudamos, o que barateia o custo final", argumenta Ferrão. O colega dele, Joilson, conta que desembolsa ainda mais de R$ 1 mil com seguro da motocicleta, mas ainda assim prefere estacionar num estabelecimento da rua Professor Flaviano de Melo. 
Advogada, Sônia Maria Cordeiro, de 35, é também usuária assídua dos estabelecimentos privados. "É mais prático e seguro. A gente chega, estaciona e vai para o compromisso mais tranquila de que não vai ser furtada", diz. 
Há sete anos com um estabelecimento na Coronel Souza Franco, próximo do Mercado Municipal, Sigueo Higuji conta que a procura por vagas em seu estabelecimento tem aumentado a cada ano. "A maior parte dos usuários fica menos de 1 hora, o que mostra que será sentido pouco pelos motoristas. O aumento (de R$ 3 para R$ 4 dos primeiros 60 minutos) é necessário por conta dos gastos com funcionários e tributos", justifica. 
A biomédica Ercília Moreira, frequentadora assídua do estabelecimento da Coronel Souza Franco, concorda com aumento. "É o preço que temos de pagar para ter mais segurança". Já a professora aposentada Helenice Medalho, de 57, diz que vai pensar "duas vezes", antes de estacionar no privado, quando o tempo que for passar no centro for menos do que uma hora.


Fonte:Mogi News