A ideia pode não ser original, mas sua execução é digna de aplausos. O Projeto Memória Viva, desenvolvido pela Diretoria de Patrimônio Municipal, Artístico, Arquitetônico e Cultural do Município de Suzano, vem buscando preservar a história da Cidade, por meio de depoimentos de alguns de seus protagonistas. Gente da própria população, que é convidada a participar de uma entrevista sobre fatos relacionados à sua vida junto à comunidade suzanense. Tais depoimentos estão sendo registrados em áudio e vídeo e passam a integrar um acervo da própria Diretoria, capaz de disponibilizá-lo à consulta pública, desde que solicitado previamente. Iniciado em agosto do ano passado, o projeto já acumula as histórias de duas dezenas de cidadãos suzanenses ou de seus familiares. A programação funciona da seguinte forma: a cada mês, na última quarta-feira, é convocada uma pessoa da comunidade para dar seu depoimento, assim como familiares de alguém já falecido, mas que tenha importância histórica para Suzano. Os parentes próximos dão o testemunho sobre a história daquela pessoa. Cada entrevista, feita por membros da Diretoria do Patrimônio Histórico, dura cerca de uma hora e é aberta ao público que pode comparecer ao Casarão das Artes, no Centro da Cidade, para acompanhar o trabalho. Ao final, é feita uma homenagem aos entrevistados, cujos nomes constam de banners com as respectivas biografias, que são expostos ao público durante um espetáculo musical liderado pelos músicos suzanenses Chiquinho, Tereza e o Grupo Geraes, que apresentam músicas de um compositor brasileiro. Na última quarta, o projeto homenageou Roberto Mathey (antigo jogador do Suzano FC e músico da Banda Lira Suzanense, além ter sido funcionário municipal) e José Adelino Moreira (antigo plantador de uvas e fabricante de vinho, construtor, motorista e vereador suzanense, já falecido). Projeto semelhante chegou a ser realizado pela Universidade de Mogi das Cruzes, mas apenas durante algum tempo. A Prefeitura de Mogi também esboçou algo parecido, mas que nunca saiu do papel para valer. Em Suzano, a ideia está vingando.
Irregularidades – 1
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo negou provimento aos recursos e manteve a decisão que julgou irregulares a licitação e o contrato, bem como ilegais as despesas decorrentes do contrato firmado entre a Prefeitura de Mogi e a Consladel Construtora e Laços Detetores e Eletrônica Ltda para a execução de obras e serviços de construção do Centro Municipal de Formação Pedagógica (Cemforpe), no Bairro Nova Mogilar, em Mogi.
Irregularidades – 2
A licitação realizada e o contrato firmado durante a administração do ex-prefeito Junji Abe (DEM), hoje deputado federal, foi julgado irregular pelo TCE, pela primeira vez, em maio de 2009. Junji e as empresas recorreram da decisão e novo julgamento ocorreu no início desta semana. O TCE "negou provimento aos recursos e manteve "na íntegra os exatos termos e fundamentos da respeitável decisão combatida". O relator do caso foi o ex-dirigente do Corinthians, Antonio Roque Citadini, hoje conselheiro do Tribunal.
Memória
Ele já foi considerado um dos melhores laterais-esquerdos do futebol brasileiro, capaz de não permitir que Garrincha o transformasse em mais um de seus "joões", com seus dribles desconcertantes. Em Mogi, ele fez a alegria dos amantes do bom futebol, nas tardes de sábado, integrando o quarteto defensivo do XI da Saudade, nas partidas disputadas no estádio da Rua Casarejos. Geraldo Scotto, que ganhou fama no Palmeiras, morreu anteontem, aos 76 anos, vítima de parada cardíaca.
Igreja
A Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda, de Itaquaquecetuba, realizará a "solene dedicação da Igreja dos Santos Apóstolos", amanhã, às 19 horas. Tal solenidade tem o significado de inauguração na liturgia católica. O bispo diocesano dom Airton José dos Santos irá presidir a celebração. O maior templo católico de Itaquá, com 2 mil lugares, se localiza na Rua Capela do Alto, na Vila Virgínia.
Fonte:O Diário de Mogi
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Crise Atendimento aos pacientes com câncer continua limitado em Mogi
Diretor do Centro Oncológico prepara um abaixo-assinado para levar o problema às autoridades estaduais
Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

O MN já havia denunciado o problema, mas, até agora, nada foi feito para normalizar o atendimento no Centro Oncológico
O Centro Oncológico e Hospital do Câncer "Doutor Flávio Isaías" de Mogi das Cruzes continua sem poder atender novos pacientes. Depois de exceder o teto máximo para atendimentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade não atende a demanda que a região do Alto Tietê tem de pacientes que precisam de tratamento contra o câncer, de acordo com o médico oncologista e diretor do Centro Oncológico, Flávio Isaías Rodrigues.
Há dois meses, o local pode atender apenas aqueles pacientes do SUS que já estavam em tratamento. Ao superar o teto de atendimento em 20%, a Secretaria de Estado da Saúde não autoriza e não libera o repasse de verba, segundo o médico. Um abaixo-assinado está sendo preparado para reverter a situação. Até agora, há mais de dez mil assinaturas.
"A ideia é conseguir 40 mil assinaturas de pessoas que apoiam a nossa causa. Depois, vou encaminhar o documento para as autoridades, como o secretário de Estado da Saúde, o governador e se for possível para a presidente (Dilma Rousseff). Queremos mostrar que a região tem uma demanda considerável de pacientes. Fica complicado fazer com que eles se desloquem até São Paulo para se tratar no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), como determina o Estado", explicou Rodrigues.
O médico está confiante que toda essa movimentação em prol do centro tenha retornos positivos: "Podemos operar com uma capacidade maior que agora, mas, para isso, precisamos que o Estado nos repasse R$ 1,8 milhão. Hoje, recebemos por volta de R$ 900 mil. Com o acréscimo, conseguiremos ter um pronto-atendimento e até uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI)".
Sem tratamento
Há três meses, a dona de casa Maria Helena Padim da Silva tenta fazer os exames de rotina e conseguir o medicamento indicado para as pessoas que tiveram câncer de mama, como foi o seu caso. A dona de casa passou em uma consulta com Rodrigues, mas foi informada de que o remédio não poderia ser dado a ela porque o Centro Oncológico está impossibilitado de atender novos pacientes por meio do SUS. Ela disse que o medicamento custa R$ 700 e não tem condições de comprar.
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS) tentará na próxima semana marcar uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Cerri. Ele vai solicitar mais cem vagas para o Centro Oncológico.
Estado
A Secretaria de Estado da Saúde esclareceu que não houve corte de recursos destinados ao Centro Oncológico. O convênio da unidade com o SUS continua vigente e os pacientes já matriculados continuam o tratamento. No Icesp, também não faltam vagas, segundo o Estado.
Fonte:Mogi News
Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
O MN já havia denunciado o problema, mas, até agora, nada foi feito para normalizar o atendimento no Centro Oncológico
O Centro Oncológico e Hospital do Câncer "Doutor Flávio Isaías" de Mogi das Cruzes continua sem poder atender novos pacientes. Depois de exceder o teto máximo para atendimentos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade não atende a demanda que a região do Alto Tietê tem de pacientes que precisam de tratamento contra o câncer, de acordo com o médico oncologista e diretor do Centro Oncológico, Flávio Isaías Rodrigues.
Há dois meses, o local pode atender apenas aqueles pacientes do SUS que já estavam em tratamento. Ao superar o teto de atendimento em 20%, a Secretaria de Estado da Saúde não autoriza e não libera o repasse de verba, segundo o médico. Um abaixo-assinado está sendo preparado para reverter a situação. Até agora, há mais de dez mil assinaturas.
"A ideia é conseguir 40 mil assinaturas de pessoas que apoiam a nossa causa. Depois, vou encaminhar o documento para as autoridades, como o secretário de Estado da Saúde, o governador e se for possível para a presidente (Dilma Rousseff). Queremos mostrar que a região tem uma demanda considerável de pacientes. Fica complicado fazer com que eles se desloquem até São Paulo para se tratar no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), como determina o Estado", explicou Rodrigues.
O médico está confiante que toda essa movimentação em prol do centro tenha retornos positivos: "Podemos operar com uma capacidade maior que agora, mas, para isso, precisamos que o Estado nos repasse R$ 1,8 milhão. Hoje, recebemos por volta de R$ 900 mil. Com o acréscimo, conseguiremos ter um pronto-atendimento e até uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI)".
Sem tratamento
Há três meses, a dona de casa Maria Helena Padim da Silva tenta fazer os exames de rotina e conseguir o medicamento indicado para as pessoas que tiveram câncer de mama, como foi o seu caso. A dona de casa passou em uma consulta com Rodrigues, mas foi informada de que o remédio não poderia ser dado a ela porque o Centro Oncológico está impossibilitado de atender novos pacientes por meio do SUS. Ela disse que o medicamento custa R$ 700 e não tem condições de comprar.
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS) tentará na próxima semana marcar uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Cerri. Ele vai solicitar mais cem vagas para o Centro Oncológico.
Estado
A Secretaria de Estado da Saúde esclareceu que não houve corte de recursos destinados ao Centro Oncológico. O convênio da unidade com o SUS continua vigente e os pacientes já matriculados continuam o tratamento. No Icesp, também não faltam vagas, segundo o Estado.
Fonte:Mogi News
Obra atrasará mais de um ano
JÚLIA GUIMARÃES
A entrega do acesso subterrâneo da Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), que fará a ligação com o Jardim Aracy, completou um ano de atraso neste mês. A obra foi iniciada oficialmente no dia 4 de novembro, durante cerimônia pública que contou com a presença do diretor regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Deni Loretti Filho, e diversas autoridades locais. Vinte meses mais tarde, os serviços ainda estão em andamento. O contrato previa um prazo inicial de oito meses para conclusão dos trabalhos, o que indica que a estrutura deveria ter sido concluída há exatamente um ano, em julho passado.
Durante a assinatura da ordem de serviço, Deni Loretti deu detalhes sobre o contrato de aproximadamente R$ 5 milhões. A empresa DP Barros venceu a licitação depois de desclassificação técnica da CTP, que havia ofertado menor lance. A previsão era de que as obras fossem entregues em meados de 2010, acabando com o antigo drama dos moradores do Jardim Aracy. Porém, houve vários atrasos em razão da necessidade de explosão de rochas, desapropriação e desocupação do imóvel pertencente à empresa e, inclusive, problemas com a liberação dos primeiros recursos para início dos serviços. Todos estes entraves obrigaram o DER a divulgar, por várias vezes, novos prazos para conclusão do trevo. Apesar dos subsequentes adiamentos, a Assessoria de Imprensa do órgão não informou ontem se foram feitos aditivos de valor ao contrato.
A reportagem voltou ao local na manhã de ontem e constatou que a obra deve, finalmente, ser concluída em breve. As pistas duplas já foram inteiramente liberadas na Mogi-Dutra e a "ponte" do futuro trevo acesso está pronta. As escavações terminaram do lado direito da rodovia, no sentido São Paulo, e atualmente, as máquinas da DP Barros trabalham na retirada de terra para construção da via de acesso do lado oposto. Depois que toda a terra for retirada, ficarão faltando apenas os serviços de acabamento, como a conclusão dos canteiros e pavimentação das vias, que passarão na parte inferior da obra.
Histórico
O atraso de um ano na entrega do trevo do Jardim Aracy pode ser considerado mínimo, se for levado em consideração o fato de que a obra já poderia ter sido concluída há mais de seis anos. Isso porque o dispositivo de acesso estava previsto no projeto original da duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, entregue pelo Governo do Estado em janeiro de 2005, na gestão anterior do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Porém, na época, a obra não saiu do papel e, desde então, os moradores do Bairro são obrigados a utilizar um retorno provisório para acessar a região central de Mogi.
Duplicação
Outra obra prevista no projeto inicial de duplicação da Mogi-Dutra é a implantação de pistas duplas no trecho entre as rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, na região de Arujá. Atualmente, o DER trabalha na elaboração de um edital para contratação da empresa que vai atualizar o projeto inicial. A publicação deve ocorrer até 30 de agosto.
Fonte:O Diário de Mogi
A entrega do acesso subterrâneo da Rodovia Mogi-Dutra (SP-88), que fará a ligação com o Jardim Aracy, completou um ano de atraso neste mês. A obra foi iniciada oficialmente no dia 4 de novembro, durante cerimônia pública que contou com a presença do diretor regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Deni Loretti Filho, e diversas autoridades locais. Vinte meses mais tarde, os serviços ainda estão em andamento. O contrato previa um prazo inicial de oito meses para conclusão dos trabalhos, o que indica que a estrutura deveria ter sido concluída há exatamente um ano, em julho passado.
Durante a assinatura da ordem de serviço, Deni Loretti deu detalhes sobre o contrato de aproximadamente R$ 5 milhões. A empresa DP Barros venceu a licitação depois de desclassificação técnica da CTP, que havia ofertado menor lance. A previsão era de que as obras fossem entregues em meados de 2010, acabando com o antigo drama dos moradores do Jardim Aracy. Porém, houve vários atrasos em razão da necessidade de explosão de rochas, desapropriação e desocupação do imóvel pertencente à empresa e, inclusive, problemas com a liberação dos primeiros recursos para início dos serviços. Todos estes entraves obrigaram o DER a divulgar, por várias vezes, novos prazos para conclusão do trevo. Apesar dos subsequentes adiamentos, a Assessoria de Imprensa do órgão não informou ontem se foram feitos aditivos de valor ao contrato.
A reportagem voltou ao local na manhã de ontem e constatou que a obra deve, finalmente, ser concluída em breve. As pistas duplas já foram inteiramente liberadas na Mogi-Dutra e a "ponte" do futuro trevo acesso está pronta. As escavações terminaram do lado direito da rodovia, no sentido São Paulo, e atualmente, as máquinas da DP Barros trabalham na retirada de terra para construção da via de acesso do lado oposto. Depois que toda a terra for retirada, ficarão faltando apenas os serviços de acabamento, como a conclusão dos canteiros e pavimentação das vias, que passarão na parte inferior da obra.
Histórico
O atraso de um ano na entrega do trevo do Jardim Aracy pode ser considerado mínimo, se for levado em consideração o fato de que a obra já poderia ter sido concluída há mais de seis anos. Isso porque o dispositivo de acesso estava previsto no projeto original da duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, entregue pelo Governo do Estado em janeiro de 2005, na gestão anterior do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Porém, na época, a obra não saiu do papel e, desde então, os moradores do Bairro são obrigados a utilizar um retorno provisório para acessar a região central de Mogi.
Duplicação
Outra obra prevista no projeto inicial de duplicação da Mogi-Dutra é a implantação de pistas duplas no trecho entre as rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, na região de Arujá. Atualmente, o DER trabalha na elaboração de um edital para contratação da empresa que vai atualizar o projeto inicial. A publicação deve ocorrer até 30 de agosto.
Fonte:O Diário de Mogi
Repercussão Autoridades criticam demora no atendimento médico a jornalista
Médico e vereador, Chico Bezerra disse que situação é comum quando paciente depende de plano de saúde
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti

Araújo: cidade desprovida
Autoridades de Mogi das Cruzes e região lamentaram a demora na transferência e realização de uma ressonância magnética ao editor-chefe do Grupo Mogi News, Márcio Siqueira. Para os entrevistados, quando o assunto é saúde, a solução precisa ser rápida independentemente se o paciente utiliza a rede privada ou pública de saúde e da gravidade do problema.
Para o vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, esse tipo de demora é comum em casos em que o paciente utiliza convênios médicos. "Visitei o Márcio, acompanhei o problema dele e quando estive no hospital, no feriado, tive a oportunidade de falar com o médico da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Eu não estava sabendo sobre o exame. E essas coisas são sempre complicadas. O grande problema com os convênios médicos é que os pacientes são sempre relegados num segundo plano. Isso porque o convênio pensa na parte financeira, não gostam de gastar com exames caros e quando precisam fazer um, demoram a liberar", disse.
De acordo com Chico, que compõe a Comissão de Saúde da Câmara de Mogi, a realidade dos convênios no País é alarmante. "Esse tipo de coisa deve estar acontecendo todo o dia no Brasil inteiro. Acho que está na hora de principalmente os conselhos de medicina fazerem campanhas com relação a alguns planos de saúde. E eu falo isso como médico. Não como vereador", completou.
Para o deputado Luís Carlos Gondim (PPS), a situação para tratamentos de alta complexidade é precária na cidade. Ele diz ainda que está "brigando" com o governo estadual para trazer um aparelho de ressonância magnética para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. "Penso o seguinte: tudo que não consegue resolver em Mogi, tem que se agilizar para resolver em outro lugar. Isso com qualquer cidadão. Se é preciso uma ressonância, vai ser feita a ressonância. Se não tem em Mogi, que se encontre algum lugar que tenha e faça isso rápido. Até por isso eu estou brigando no Luzia para que lá tenha uma ressonância", disse.
Para o presidente da Câmara de Mogi, Mauro Araújo, é hora de se pensar no atendimento prestado às pessoas que necessitam de tratamento em especialidades. "Infelizmente isso acontece. Fico pensando que, se com o Márcio, que é muito conhecido na cidade, isso acontece, imagine com quem não tem condições de arcar com um convênio. É lamentável. Mogi conta com uma rede de atendimento em saúde razoável, mas em alta complexidade nós estamos totalmente desprovidos", disse.
O deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira (DEM) também lamentou a situação. "Tomei conhecimento pelo jornal do que aconteceu e lamento imensamente, já que problemas de saúde, independente da gravidade do caso, são casos emergenciais e não podem esperar".
Fonte:Mogi News
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Araújo: cidade desprovida
Autoridades de Mogi das Cruzes e região lamentaram a demora na transferência e realização de uma ressonância magnética ao editor-chefe do Grupo Mogi News, Márcio Siqueira. Para os entrevistados, quando o assunto é saúde, a solução precisa ser rápida independentemente se o paciente utiliza a rede privada ou pública de saúde e da gravidade do problema.
Para o vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, esse tipo de demora é comum em casos em que o paciente utiliza convênios médicos. "Visitei o Márcio, acompanhei o problema dele e quando estive no hospital, no feriado, tive a oportunidade de falar com o médico da UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Eu não estava sabendo sobre o exame. E essas coisas são sempre complicadas. O grande problema com os convênios médicos é que os pacientes são sempre relegados num segundo plano. Isso porque o convênio pensa na parte financeira, não gostam de gastar com exames caros e quando precisam fazer um, demoram a liberar", disse.
De acordo com Chico, que compõe a Comissão de Saúde da Câmara de Mogi, a realidade dos convênios no País é alarmante. "Esse tipo de coisa deve estar acontecendo todo o dia no Brasil inteiro. Acho que está na hora de principalmente os conselhos de medicina fazerem campanhas com relação a alguns planos de saúde. E eu falo isso como médico. Não como vereador", completou.
Para o deputado Luís Carlos Gondim (PPS), a situação para tratamentos de alta complexidade é precária na cidade. Ele diz ainda que está "brigando" com o governo estadual para trazer um aparelho de ressonância magnética para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. "Penso o seguinte: tudo que não consegue resolver em Mogi, tem que se agilizar para resolver em outro lugar. Isso com qualquer cidadão. Se é preciso uma ressonância, vai ser feita a ressonância. Se não tem em Mogi, que se encontre algum lugar que tenha e faça isso rápido. Até por isso eu estou brigando no Luzia para que lá tenha uma ressonância", disse.
Para o presidente da Câmara de Mogi, Mauro Araújo, é hora de se pensar no atendimento prestado às pessoas que necessitam de tratamento em especialidades. "Infelizmente isso acontece. Fico pensando que, se com o Márcio, que é muito conhecido na cidade, isso acontece, imagine com quem não tem condições de arcar com um convênio. É lamentável. Mogi conta com uma rede de atendimento em saúde razoável, mas em alta complexidade nós estamos totalmente desprovidos", disse.
O deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira (DEM) também lamentou a situação. "Tomei conhecimento pelo jornal do que aconteceu e lamento imensamente, já que problemas de saúde, independente da gravidade do caso, são casos emergenciais e não podem esperar".
Fonte:Mogi News
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