segunda-feira, 16 de maio de 2011

Serra e Falcão debatem e divergem sobre reforma política

Serra e Falcão debatem e divergem sobre reforma política

16 de maio de 2011 | 20h 34

DAIENE CARDOSO - Agência Estado
Em defesa do sistema de voto distrital já para as eleições municipais de 2012, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) teve uma reunião na tarde de hoje com o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), para discutir uma proposta de reforma política. Em menos de uma hora de encontro, ficaram claras as divergências entre o petista e o tucano e só houve um consenso: a necessidade de mudança do sistema político eleitoral. "Nós não temos coincidências, mas estamos abertos a ouvir as propostas embora em muitas delas a gente não concorde", resumiu Falcão.
"Aqui não se trata de debater as diferenças, se trata de explicar melhor as posições, porque tudo tem de ser objeto de negociação. Se não há entendimento, não há saída", afirmou Serra, logo após o encontro, que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Falcão deixou claro que o PT defende o voto proporcional e que a legenda acha improvável a aprovação do voto distrital para as eleições de 2012. "Ele (Serra) acha viável, mas o PT tem uma posição diferente sobre isso. Nós estamos buscando (encontrar) consensos máximos em torno do financiamento público (das campanhas) e da ampliação da participação popular (na apresentação de projetos)", afirmou o presidente do PT.
Para Serra, é possível negociar sobre financiamento público de campanha e realização em data única de eleições nas três esferas de poder - municipal, estadual e federal. "O importante é conversar. De repente, se pode fazer concessões", disse o ex-governador. O tucano ainda tentou persuadir Falcão sobre o sistema de voto distrital. "As pessoas vão poder escolher (seus candidatos) numa lista, vão lembrar em quem votaram. A campanha é mais barata e o partido se fortalece", argumentou Serra.

Fonte:O Estado de S.Paulo

PT, PDT, PC do B e PSB discutem proposta conjunta de reforma política

PT, PDT, PC do B e PSB discutem proposta conjunta de reforma política

Reunidos com o ex-presidente Lula, representantes das quatro legendas chegam a consenso sobre sistema de voto proporcional e voto obrigatório; grupo ainda fará novos encontros

16 de maio de 2011 | 20h 21
Quatro partidos da base do governo Dilma Rousseff se reuniram nesta segunda-feira, 16, emSão Paulo, em torno do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para discutir a estratégia conjunta para a votação de uma proposta de consenso de reforma política pelo Congresso Nacional. No encontro, estavam representantes do PT, PDT, PC do B e PSB que decidiram fazer novas reuniões para fechar um projeto comum.
Após duas horas de reunião, os partidos concordaram em apresentar ao Congresso um documento conjunto com as propostas das legendas, que incluirá também sugestões da sociedade civil.
De acordo com o deputado Rui Falcão, presidente nacional do PT, os partidos conseguiram chegar a um consenso sobre a defesa do sistema de voto proporcional, manutenção do voto obrigatório, fidelidade partidária e financiamento público exclusivo das campanhas. "Há um consenso de que o financiamento responde a uma série de anseios para controle das campanhas e tem um sentido democrático mais forte que leva a disputa a um nível de igualdade (política) maior", disse o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.
Para os dirigentes, a união entre as quatro legendas em torno da proposta de reforma política já é "um avanço" e pode ajudar a pressionar o Congresso a colocar o tema em votação ainda neste ano. "Esse tipo de reunião não existia e agora vamos realizar periodicamente", revelou Rabelo. Segundo Falcão, além dos quatro partidos da base, outros partidos também devem ser procurados.

Fonte:O Estado de S.Paulo

Alckmin diz que Goldman é 'ótimo' para secretaria-geral do PSDB

Alckmin diz que Goldman é 'ótimo' para secretaria-geral do PSDB

Nome de Goldman é defendido por aliados de Serra, enquanto tucanos próximos a Aécio encampam a recondução do mineiro Rodrigo de Castro

16 de maio de 2011 | 12h 04

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 16, que seu antecessor, Alberto Goldman, é um "ótimo" nome para ocupar a secretaria-geral nacional do partido. O posto, estratégico para as eleições presidenciais de 2014, tem sido disputado nos bastidores por aliados de José Serra e Aécio Neves. O nome de Goldman é defendido por aliados de Serra, enquanto tucanos próximos a Aécio encampam a recondução do deputado federal mineiro Rodrigo de Castro para o cargo.
"É um ótimo nome (o de Goldman)", considerou Alckmin. "Mas (a convenção nacional da legenda) está longe ainda, tem tempo ainda para conversar", afirmou. A convenção da sigla está marcada para o dia 28, em Brasília. Os tucanos fecharam uma chapa única para a composição do diretório nacional, mas ainda negociam os postos na executiva. O receio do PSDB é de que a disputa pela secretaria-geral cause um novo racha no partido, como o ocorrido na formação da executiva estadual paulista.
Alckmin voltou a considerar prematura a discussão em torno de uma fusão entre PSDB, DEM e PPS. A alternativa é avaliada como uma forma de fortalecer a oposição, que atravessa uma crise. "É muito cedo para essa discussão. Ainda não é o momento". O governador destacou a importância do papel da oposição no Brasil e ressaltou que o PSDB faz frente ao governo federal com "responsabilidade" e "sem raiva".

Fonte:O Estado de S.Paulo

Comissão de Ética da Presidência diz que não há o que apurar sobre patrimônio de Palocci

Comissão de Ética da Presidência diz que não há o que apurar sobre patrimônio de Palocci

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, aumentou 20 vezes em quatro anos; para Sepúlveda Pertence, caso só vai à comissão se houver crime ou falsidade

16 de maio de 2011 | 14h 34
Tânia Monteiro / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, José Paulo Sepúlveda Pertence, informou nesta segunda-feira, 16, que não há o que apurar no momento em relação ao patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que, segundo o jornal Folha de S.Paulo, aumentou 20 vezes em quatro anos.
Pertence disse que antes de assumir o cargo de ministro da Casa Civil, Palocci o consultou informalmente e à comissão para falar sobre a empresa de consultoria Projeto e que foi aconselhado a mudar o contrato da empresa, porque a consultoria era uma coisa muito ampla. Segundo Pertence, a forma como a empresa foi alterada não apresenta nenhum problema. O presidente da comissão de ética lembrou que outros ministros como Henrique Meirelles e Márcio Tomas Bastos (respectivamente ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Justiça, no governo Lula) deixaram a direção de empresas quando assumiram o governo e que a mudança, no caso de Palocci, foi feita no mesmo parâmetro.
O patrimônio de Palocci foi discutido na reunião desta segunda da comissão, que durou mais de três horas e meia. Mas segundo Pertence, a comissão apenas "passou os olhos" sobre o assunto. "Não nos cabe indagar a história da fortuna dos pobres e dos ricos que se tornaram ministro", afirmou Pertence, ao final da reunião.
Ao ser lembrado que a fortuna foi adquirida durante o tempo que era deputado federal e questionado se não havia nisso conflito de interesses, Pertence declarou que só se houver uma denúncia concreta de falsidade nas declarações que Palocci prestou à Comissão de Ética, ao tomar posse como ministro, é que poderá ser tomada alguma medida. Segundo Pertence "não há matéria a ser examinada pela comissão".

Fonte:O Estado de S.Paulo