quinta-feira, 14 de abril de 2011

Autoridades são a favor, mas querem maior fiscalização

Autoridades são a favor, mas querem maior fiscalização
Deputados estão de acordo com a proposta, mas acreditam que o problema não será resolvido
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke
Imperatriz: "Tirar arma de quem não deve usá-la"
Como reação ao massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, o Senado já discute a possibilidade de realizar um novo plebiscito sobre a venda de armas no Brasil. Deputados da região apóiam a consulta popular e já se movimentam em favor ao desarmamento, desde que se aumente a fiscalização e as apreensões de armas contrabandeadas. No entanto, o especialista em segurança e pesquisador criminal, Jorge Lordello, acredita que um novo plebiscito não irá resolver o problema no País, já que as 9 milhões de armas ilegais que circulam no território são provenientes de leis antigas que, na ocasião, permitiam o acesso de civis aos equipamentos. Para ele, o governo deve poupar o dinheiro que poderá ser gasto no plebiscito e investi-lo em campanhas de recolhimento de armas sem registro.
A população já foi ouvida sobre a questão da proibição da venda de armas em 2005. Na ocasião, a escolha popular nas urnas derrubou um artigo do Estatuto do Desarmamento, assinado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, além de prever maior rigor sobre o controle, posse e porte, proibia a venda de armas. O massacre na escola municipal em Realengo, que deixou 12 crianças e adolescentes mortos, reabriu a discussão e o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, apresentou a proposta de um novo plebiscito.
São a favor do plebiscito os deputados estaduais André do Prado (PR), Estevam Galvão de Oliveira e Luis Carlos Gondim Teixeira (PPS). "Este projeto, para mim, está mais do que aprovado. Infelizmente, o Estatuto do Desarmamento não foi aprovado antes, foi preciso ocorrer um massacre como este para que os políticos se mobilizassem", disse Estevam.

"Considero de muita importância este projeto, desde que se realize uma ampla discussão sobre o tema junto à sociedade para que ela vote de forma consciente", indicou André do Prado.
O deputado Gondim foi categórico: "Todas as formas de desarmar os bandidos são válidas. O problema não é a sociedade armada. O problema são os bandidos armados e é isso que precisamos fiscalizar".
O comandante do Policiamento de Área Metropolitano (CPA/M-12), Antônio Carlos Imperatriz, também é a favor da realização do plebiscito. "Toda proposta que possa tirar a arma de quem não tem competência técnica para usá-la, eu sou totalmente a favor, porque isso colabora com a segurança da população", defendeu.
Já o deputado federal Junji Abe (DEM) destacou que, apesar de oportuna, a medida não trará resultados efetivos no combate à violência. "A simples proibição de nada adiantará sem uma estrutura ampla e eficaz de fiscalização. Em outras palavras, as armas continuarão nas mãos daqueles que desejam fazer o mal. Trata-se de situação parecida com a das drogas. São proibidas. Mas, isto não impede o crescente tráfico de entorpecentes, nem o número cada vez maior de dependentes. Para completar, a realização de um novo plebiscito implicaria em despesas estimadas em R$ 700 milhões, R$ 800 milhões. No atual momento econômico do Brasil, com a inflação subindo e a necessidade de contenção de gastos, não faz sentido aplicar todo esse dinheiro para perguntar, de novo, a mesma coisa para a população brasileira".

Fonte:Mogi News

É perda de tempo e de dinheiro"

É perda de tempo e de dinheiro"
Osvaldo Birke
Lordello: "Não é assim"
Para o especialista em segurança e pesquisador criminal, Jorge Lordello, a realização de um novo plebiscito é total perda de tempo, já que hoje é praticamente impossível um civil comprar uma arma. "O governo já ouviu o povo, e o povo votou contra a proibição da venda de armas. O problema no Brasil não é esse. Hoje, um civil não consegue comprar uma arma, é muito difícil". Ele explica que durante anos, a venda de armas foi liberada e as que circulam atualmente são modelos antigos. "O problema é que naquela época, quem comprava uma arma, ia até a delegacia, fazia um boletim de ocorrência de furto e vendia. Essa arma foi passando de mão em mão e chegou às mãos dos bandidos", explicou. O especialista ressalta que existe um falso conceito de que é preciso reforçar a segurança nas fronteiras. "Estudo da Polícia Federal mostrou que 93% das armas que estão em poder dos criminosos foram fabricadas e comercializadas no Brasil. Apenas 7% delas são importadas. O governo tem de investir em blitze e investigações para recolher estas armas ilegais, além de incentivar a população a devolvê-las". (J.S)

Fonte:Mogi News

Perfumaria - I

Márcio Siqueira
Divulgação


Perfumaria - I
Deu no Estadão de ontem: "Fim de coligações é o único ponto da reforma com chance real de aprovação". Segundo a matéria, "a maioria das propostas de reforma política que seriam entregues ontem ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não deverá sair do papel. A exceção deverá ser a aprovação do fim das coligações nas eleições proporcionais".




Sebo nas canelas
Se houver o fim das coligações, políticos que exercem mandatos e que nunca tiveram a preocupação de montar chapas proporcionais, filiando em tempo hábil gente com potencial eleitoral, terão de correr até o fim de setembro para fazer isso. 
Adriano Vaccari/ Daniel Carvalho




Partido alheio
É o caso do PTB, de Olimpio Tomiyama; do PCdoB, de Jean Lopes; e do PMDB, de Geraldo Tomás Augusto, o Geraldão. Os três foram eleitos em 2008 graças às coligações de última hora. Se dependessem da força dos próprios partidos estariam "na roça".




Caso a caso
Tomiyama somou o partido, que era somente dele mesmo, com a boa chapa do PT do B, de Emília Rodrigues, e ficou com uma vaga na rebarba, na bacia das almas da coligação, que teve Emília na liderança; Geraldão grudou no PV, sugou toda força da legenda verde e elegeu somente ele mesmo, deixando Benedito Faustino Taubaté Guimarães (PMDB) para trás; Lopes anexou os comunistas que não tinham chapa viável aos nomes de pequeno porte do PPS, montado pela assessoria do deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira, elegeu-se e deixou, na rebarba do quociente eleitoral, Osvaldo do Mercado Real.








PSD saudações
Uma dúvida que sobra com a tal reforma política é, sem coligação, como ficará, para as eleições do ano que vem, o tempo de TV do PSD, partido sob a batuta nervosa do prefeito da capital, Gilberto Kassab, e do prefeito mogiano Marco Bertaiolli.






Incógnita
Sem passar por eleições, em tese, o PSD não teria tempo próprio, a não se uns picados da sobra geral, necessitando de coligações majoritárias e proporcionais. Com a proibição de coligações, a nova legenda estaria ilhada.








"Tô nem aí"
Mas o prefeito Marco Bertaiolli diz que não está preocupado com o PSD. "Se eu estivesse preocupado com o partido, estaria agora em Brasília, onde há hoje (ontem) seu lançamento oficial. Meu trabalho é outro: administrar a vida de quase 400 mil mogianos".
Divulgação




Milionários
O PSD, tido por Kassab como "partido do povo", segundo a Imprensa nacional, somaria R$ 109 milhões de patrimônios de seus fundadores. Guilherme Afif Domingos tem
R$ 49,2 milhões declarados; Paulo Magalhães, deputado baiano, soma R$ 14 milhões; Eleuses Paiva, suplente de deputado, relaciona
R$ 7,6 milhões; Kassab tem R$ 5,1 milhões; e Robson Faria, vice-governador do Rio Grande do Norte, coloca R$ 3,7 milhões em bens.

Daniel Carvalho




PMDB é o destino
São fortes os rumores de que o destino partidário do presidente da Câmara, Mauro Araújo, será mesmo o PMDB. Depois de namorar, nos últimos anos, o PR e avaliar uma eventual entrada como fundador do PSD, Araújo teria avaliado um saldo político positivo no PMDB, postando-se de eventual candidato a vice-prefeito de Bertaiolli. 




Know-how mogiano
O diretor-superintendente do Instituto de Previdência Municipal de Mogi, Paulo Vicentino, dá uma palestra hoje para mais de 5 mil servidores no Guarujá. O convite para comandar o evento foi feito pela prefeita Maria Antonieta de Brito para que Vicentino passasse o "know-how" mogiano do instituto. A Fundação Getulio Vargas foi quem fez a indicação da boa experiência registrada em Mogi.




Ana no Estadão - I
A diretora-regional do Sebrae, Ana Maria Magni Coelho, teve artigo publicado no caderno Oportunidades do Estadão de domingo. Ana Maria, que também é colunista do Mogi News aos sábados, fala sobre o desafio de manter motivada a equipe de profissionais.




Ana no Estadão - II
A diretora-regional do Sebrae tem sido uma revelação de empreendedorismo, reforçando com isso o bom trânsito que tem no mercado empresarial de Mogi.








Passos consultor
O projeto de lei de autoria do deputado federal Junji Abe que prevê detenção para quem desrespeitar advogados teve a consultoria de um dos maiores criminalistas do Estado, Paulo Passos. Outros projetos de lei devem ser elaborados pelo jurista e enviados em breve ao parlamentar.


Fonte:Mogi News

Movimento contra Lixão planeja protesto em reunião do Condemat

Movimento contra Lixão planeja protesto em reunião do Condemat
A ideia é se aliar à Frente Parlamentar, que será lançada hoje em Arujá, e unir esforços contra a Queiroz Galvão
BRAS SANTOS
Da Reportagem Local
Guilherme Berti
Integrantes do movimento contra o Lixão prometem fazer barulho na reunião de hoje, para reforçar a luta contra o aterro sanitário
O movimento que luta contra a instalação do aterro da empreiteira Queiroz Galvão em Mogi das Cruzes tem uma agenda apertada de protestos nos próximos dias. O presidente da Associação Guerrilheiros do Itapeti e um dos coordenadores da mobilização, Mario Berti, não descartou ontem a possibilidade de o movimento participar da reunião do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), que está marcada para as 9 horas de hoje, em Arujá.

Durante o evento, previsto para ocorrer na sede da Secretaria Municipal de Cultura de Arujá, deverá ser lançada uma Frente Parlamentar integrada por deputados estaduais. Esta frente deverá reforçar a luta contra o empreendimento da Queiroz Galvão. "Estamos avaliando sobre participar dessa reunião e saber exatamente qual será o posicionamento dessa Frente Parlamentar para colocar o movimento à disposição do consórcio, impedir a implantação do aterro e retomar o debate sobre a instalação de uma usina para tratar o lixo de Mogi e região", ressaltou. Berti reforçou ainda que amanhã o movimento participará de reunião com o prefeito Marco Bertaiolli (DEM). "Essa reunião está marcada para as 10 horas. Em seguida, vamos ´marchar´ para a Câmara Municipal para cobrar coerência e apoio de todos os vereadores para a luta que a cidade está travando contra esse depósito de lixo", argumentou. No sábado, o movimento retornará para o largo do Rosário. "No sábado passado a gente promoveu o enterro simbólico dos vereadores que defendem o projeto da Queiroz Galvão. Agora (no próximo sábado) vamos caprichar ainda mais, colocando as fotos dos vereadores nos respectivos caixões", explicou o guerrilheiro.


Participação efetiva
Em relação à reunião marcada para sexta-feira, na Prefeitura, Berti adiantou que os organizadores do movimento pretendem obter informações mais precisas sobre a análise do pedido de licenciamento ambiental do aterro, que está sendo conduzida por quatro secretarias municipais. Ele disse ainda que alguns advogados ligados ao grupo de entidades pretendem se colocar à disposição do prefeito Bertaiolli para participar da análise dos documentos que a Queiroz Galvão alterou em relação ao projeto original do empreendimento.

Fonte:Mogi News