quarta-feira, 13 de abril de 2011

Decisão sobre lixão caberá a Mogi

Decisão sobre lixão caberá a Mogi

NO PALANQUE Geraldo Alckmin discursou, ao lado de autoridades, durante visita em Arujá, onde anunciou R$ 344 milhões para a Região
MARA FLÔRES
"Se o Município disser que aqui não pode, acabou". Menos de 15 dias depois de declarar que não considera o Distrito Industrial do Taboão o local ideal para instalação de um aterro sanitário, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a se posicionar ao lado da Cidade ontem, durante evento no Centro Industrial de Arujá, onde afirmou que Mogi das Cruzes dará a palavra final no processo de licenciamento do lixão proposto pela Queiroz Galvão e que, por determinação da Justiça, foi retomado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
"Ao Estado compete o licenciamento ambiental, mas quem legisla sobre o uso do solo é o Município", ressaltou Alckmin, ao prometer a inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mogi das Cruzes, já com pleno funcionamento, no segundo semestre. Ele também reafirmou os estudos para extensão do trem de subúrbio até César de Souza, porém, disse que, neste momento, só há prazos estabelecidos para a ampliação do Expresso Leste na Região.
No caso do lixão, cuja audiência pública foi marcada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para o mês de junho, o governador ressaltou duas questões importantes quando questionado sobre os riscos do projeto de um pólo industrial no Taboão ficar inviável caso um aterro sanitário se instale naquela área, empreendimento que o próprio admitiu que deve ficar longe de regiões residenciais e industriais. (Leia mais sobre este assunto na página 6)
"A primeira é a questão do uso do solo. Quem estabelece e legisla sobre o parcelamento da terra e a ocupação do solo é o Município. Ele tem autonomia para isso. A segunda questão é o licenciamento. Nós vamos ser duros nisso, mas só cabe ao Estado aprovar ou não aprovar o licenciamento. O que o Governo fez? Não aprovou e a empresa foi para a Justiça alegando que seu direito foi lesado e a Justiça determinou a reabertura do licenciamento. Agora, se o Município disser que aqui não pode, acabou", frisou o governador.
Duas novas leis criadas pela Prefeitura de Mogi quando ocorria ainda a primeira tramitação do processo de licenciamento do lixão, impedem a instalação deste tipo de empreendimento no Taboão e essa é uma das principais defesas do Município contra as investidas da Queiroz Galvão. Porém, inicialmente, ainda em 2003, a construtora conseguiu as certidões de diretrizes da Prefeitura que permitiam o uso do Distrito para a destinação do lixo e é com isso que conseguiu a retomada do licenciamento.
Nesta sexta-feira, às 10 horas, o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) e os representantes do movimento "Aterro, não!" se reunirão para discutir as ações para impedir a audiência pública.
Ainda sobre Mogi das Cruzes, Alckmin disse que nos próximos dias o Governo vai abrir o processo para contratação da organização de saúde que ficará responsável pelo AME. "Vamos colocar em funcionamento no segundo semestre", afirmou.
Em relação ao transporte ferroviário, o governador reafirmou os prazos de trazer o Expresso Leste em definitivo até Mogi ainda nesta gestão, mas disse que a extensão do trem de subúrbio até César de Souza demandará uma avaliação melhor, antes da fixação de qualquer prazo. "Temos que ver também com a área federal porque esse trecho é operado pela MRS", justificou.

Fonte:O Diário de Mogi


Partido de Kassab é lançado na Câmara com adesão de 31 deputados

Partido de Kassab é lançado na Câmara com adesão de 31 deputados

Com bancada maior que a de partidos de médio porte como PPS e PDT, PSD conta ainda com apoio de um governador e dois senadores

13 de abril de 2011 | 15h 10

Andrea Jubé Vianna, da Agência Brasil
Ao lado de um governador de Estado, dois senadores, 31 deputados federais, e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou a ata de fundação do PSD (Partido Social Democrático) num auditório lotado de políticos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ato deflagra o movimento nacional de recolhimento das 500 mil assinaturas necessárias para a criação do partido e registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"O PSD nasce com identidade própria, ideias claras, tendo um denominador comum: todos os seus integrantes defendem as liberdades individuais, a liberdade de imprensa, a economia de mercado", disse Kassab. "Mas para que o País possa continuar tendo um ritmo de desenvolvimento compatível com a sua expectativa, é preciso que os investimentos em saúde e educação sejam cada vez mais expressivos", completou.
Perguntado se a nova legenda apoiará o governo da presidente Dilma Rousseff, o prefeito paulista saiu pela tangente: "O partido nasce independente", respondeu, explicando que os parlamentares que fizeram campanha ao lado da petista "terão total liberdade para continuar apoiando o governo dela". Quem não a apoiou, está liberado para votar a favor dos projetos "que estiveram de acordo com suas convicções", resumiu.
No discurso de lançamento da nova sigla, Kassab disse aos cofundadores que o PSDB está disposto a ajudar a presidente Dilma: "Queremos ajudá-la a governar, torcemos para que o seu governo dê certo. Mas isso não significa atrelamento. Campanha é campanha, governo é governo", avisou o prefeito, sinalizando que o PSD já nasce de olho nas eleições de 2012 e, principalmente, 2014.
Fonte:Estado de S.Paulo

'Partido do povo' de Kassab é fundado por milionários

'Partido do povo' de Kassab é fundado por milionários

13 de abril de 2011 | 10h 02
AE - Agência Estado
Anunciado como um partido que "nasce do povo", o PSD (Partido Social Democrático) é composto, basicamente, por fundadores milionários, cujos patrimônios somados ultrapassam R$ 109 milhões.
A grande maioria dos parlamentares, governadores e vice-governadores que pretendem ingressar na sigla a ser criada pelo prefeito paulistano, Gilberto Kassab, possui bens acima de R$ 1 milhão, de acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Hoje, na Câmara dos Deputados, haverá uma cerimônia para a assinatura da ata de fundação do PSD. A expectativa é que 30 políticos assinem o documento.
O levantamento levou em consideração os 19 parlamentares e integrantes do Executivo que participaram do ato de fundação do PSD, no dia 21 de março, em São Paulo, ou que manifestaram publicamente interesse de entrar na legenda.
Fonte:Estado de S.Paulo

Fim de coligações é o único ponto da reforma com chance real de aprovação

Fim de coligações é o único ponto da reforma com chance real de aprovação

Comissão do Senado criada para analisar reforma política entrega hoje propostas ao presidente da Casa, mas líderes partidários são céticos em relação à votação da maioria dos itens e admitem que Congresso deve avalizar só ajustes pontuais

12 de abril de 2011 | 23h 00
Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A maioria das propostas de reforma política que serão entregues nesta quarta, 13, ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não deverá sair do papel. A exceção deverá ser a aprovação do fim das coligações nas eleições proporcionais.
Veja também:
Líderes de partidos aliados e de oposição consultados pelo Estado apostam que Senado e Câmara deverão restringir a reforma política à chamada "perfumaria", como a mudança da data da posse do presidente da República, governadores e prefeitos, sem mexer profundamente no sistema eleitoral brasileiro.
"Essas propostas da comissão serão um ponto de partida, um pano de fundo para discutir a reforma política", resume o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).  "A convergência partidária será construída na Comissão de Constituição e Justiça", completa o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). "Sem desmerecer o trabalho da comissão, todas as questões serão alvo de debate. Há muita discordância", diz o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR).
Garoto-propaganda. Na semana que vem, o PT vai convidar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se engajar numa campanha a favor da reforma política. A avaliação é que a reforma só tem chances de sair do papel com a participação da sociedade, a exemplo do que ocorreu com o movimento em prol da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que proibiu os políticos que respondem a ações na Justiça de se candidatarem. "Só vamos ter uma reforma política profunda se tivermos um envolvimento da população", afirma o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Fonte:Estado de S.Paulo