terça-feira, 5 de abril de 2011

Alckmin pode ajudar contra Lixão

Alckmin pode ajudar contra Lixão
Governador visitou Itaquá ontem e acenou com apoio a Mogi na luta contra a instalação de um aterro
BRAS SANTOS
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Políticos receberam Alckmin em cerimônia para a liberação de verbas para Itaquá. Evento não teve nenhum anúncio novo para Mogi
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário do Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, acenaram ontem com a possibilidade de o governo estadual intervir na gestão dos resíduos sólidos na região metropolitana de São Paulo, onde estão Mogi das Cruzes e outros 38 municípios.


Por meio dessa intervenção, que ainda está em gestação, Mogi poderia se livrar da ameaça de implantação, pela empreiteira Queiroz Galvão, de um aterro regional no distrito industrial do Taboão. Alckmin falou sobre o assunto ao final de uma cerimônia realizada em Itaquá de liberação de recursos.


Edson Aparecido disse que quatro secretarias estaduais vão discutir soluções para o tratamento de lixo domiciliar produzido nas três regiões metropolitanas do Estado: São Paulo, Campinas e Litoral. Entre outras coisas, o estudo, que ainda será iniciado, poderá indicar a necessidade de se utilizar novas tecnologias para o tratamento dos resíduos, em vez da técnica convencional que privilegia o aterramento diário de toneladas de lixo.
O governador e o secretário deixaram bem claro que o estudo ainda será desenvolvido (sem prazo para conclusão) e que nesse momento não existe, por parte do governo paulista, nenhuma proposta alternativa aos aterros convencionais.


Alckmin e o secretário de Desenvolvimento ressaltaram ainda que é responsabilidade dos municípios a destinação final dos resíduos. O governo do Estado, entretanto, não está alheio aos problemas que os processos de coleta e tratamento acarretam, disse o governador: "A responsabilidade de destinação é dos municípios, mas o governo estadual pode apoiar (os municípios) em questões referentes ao meio ambiente e à legislação".


Edson Aparecido preferiu não entrar no mérito sobre o projeto da Queiroz Galvão, que é rejeitado pelas lideranças políticas e da sociedade civil de Mogi: "Sabemos que não existe mais espaço para a disposição de lixo nos aterros existentes e se alguém tiver alguma outra solução, ela será avaliada", disse o secretário. Ele deverá reunir-se com os prefeitos do Alto Tietê até o fim desse mês para saber dos principais projetos da região.
Nada menos do que oito deputados, quatro federais e quatro estaduais, participaram da recepção ao governador em Itaquá, entre eles os mogianos Junji Abe (DEM) e Valdemar Costa Neto (PR). Os prefeitos de Mogi, Marco Bertaiolli (DEM); de Arujá, Abel Larini (PR), e de Biritiba Mirim, Carlos Taino (PSDB), também marcaram presença.

Fonte:Mogi News

Mogi no Estadão

Márcio Siqueira
Reprodução


Mogi no Estadão
Deu no Estadão de domingo: "Capital já ´exporta´ prédios para os extremos da Região Metropolitana". Segue a notícia: "A partir da metade do século passado, os bairros em torno do centro de São Paulo viram o número de prédios explodir. Depois, o boom imobiliário migrou para áreas mais distantes e até para cidades vizinhas, como o ABC, em busca de terrenos disponíveis e baratos. Agora, o mercado imobiliário bate recorde histórico de crescimento na Grande São Paulo, apoiando-se também em municípios mais extremos e antes ´ignorados´, como Suzano e Mogi".


Mogi-Suzano
Continua: "Em Mogi das Cruzes foram 5.068 unidades nos últimos cinco anos. Em período semelhante, no fim da década de 1990, foram lançadas apenas 57. Foi a sexta cidade que mais cresceu em 2010 entre as 39 da região. Na vizinha Suzano, a diferença também foi gigantesca: subiu de 256 para mais de 2.700". 
Adriano Vaccari


Radiografia
Prossegue: "Esse crescimento se reflete na paisagem urbana. A Mogi das Cruzes marcada pela agricultura praticada por imigrantes japoneses hoje vê edifícios se multiplicarem em bairros como Nova Mogilar. Os condomínios-clubes, comuns na capital, estão entre os novos atrativos. No tradicional bairro industrial de César de Souza há condomínios com loteamentos para erguer casas".


Minha Casa
Quanto ao município vizinho a Mogi: "Já Suzano sempre teve vocação industrial e ainda atrai esse segmento, enquanto vê o crescimento de bairros residenciais e a atração de novos moradores, que podem pagar menos pelos apartamentos por causa da verba do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal".




Mercado imobiliário
Mais: "Em comparação com São Paulo, um apartamento em Mogi das Cruzes de dois quartos saiu nos últimos cinco anos em média por R$ 110 mil. O valor é muito menor do que a média de uma área nobre de São Paulo, como Moema, onde uma unidade semelhante vale
R$ 387 mil, mas não difere tanto do de Itaquera (zona leste): R$ 97 mil".
Adriano Vaccari / Guilherme Bertti/ Maurício Sumiya


Kassab na Folha
Um artigo de autoria do prefeito da capital, Gilberto Kassab, intitulado "O PSD, críticas e crenças" serve como desabafo diante das pressões sofridas por ele diante da fundação do novo partido, que deverá contar com o prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli (DEM), e com o deputado federal mogiano Junji Abe. 


"Meu mundo caiu"
Na primeira frase, Kassab confirma que virou tiro ao alvo da opinião pública desde que resolveu abandonar o DEM. "O mundo caiu na minha cabeça", reclama. Depois, explica os objetivos do novo partido. "Não é hora de falar dos feitos, nem de ficar olhando para trás, mas, sim, de pensar no futuro", desfecha uma espécie de manifesto em nome dos companheiros que saltaram do barco democrata.


Praga do DEM
No Estadão, no entanto, há o outro lado, o do traído presidente nacional do DEM, José Agripino Maia, que aposta no fracasso de Kassab e seus amigos. Cita que de oito deputados federais do DEM, o prefeito paulistano só levou dois (um deles, Junji Abe); dos oito estaduais de SP, ele carregou apenas um (o suzanense Estevam Galvão de Oliveira, mesmo convidado para compor o PSD, ficou no DEM). Dos 76 prefeitos, no máximo, leva 14, segundo Agripino (um deles, Bertaiolli).


Contra o tempo
Em Mogi, o grupo de Bertaiolli corre atrás de assinaturas para a fundação do PSD. No nível nacional, são necessárias 500 mil adesões em pelo menos nove Estados da federação. O mogiano se comprometeu com Kassab a reunir nada menos que 70 mil assinaturas no Alto Tietê e Vale do Paraíba. Pessoas de sua confiança foram às ruas já há algumas semanas para isso.


Comissão de frente
O ex-vereador e atual consultor Antonio Lino da Silva faz parte da comissão de pessoas de confiança de Bertaiolli para obter adesões. Ele disse que a meta é juntar o número nos próximos meses e entregar toda documentação de fundação até julho.




Amigos do prefeito
Os vereadores Pastor Carlos Evaristo, Nabil e Protássio Nogueira aguardam a aprovação legal da nova legenda para compô-la. Evaristo afirmou que está em compasso de espera e que, por enquanto, prossegue no DEM. Nabil já havia dado declarações neste sentido. Os dois seguirão os passos do prefeito.




Água de poço
Protássio, por sua vez, foi enfático: "Estou bem no DEM. Não vou me transferir para um partido que ainda não existe. Estou, então, mais parado que água de poço. Quando houver a fundação, aí decidirei".

Fonte:Mogi News

domingo, 3 de abril de 2011

Caso Bolsonaro põe imunidade em xeque

Caso Bolsonaro põe imunidade em xeque

Declarações do deputado, consideradas racistas e homofóbicas, abrem debate sobre liberdade de expressão; especialistas veem 3 hipóteses de punição

02 de abril de 2011 | 19h 43

Roldão Arruda - O Estado de S. Paulo
As declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre negros e homossexuais, consideradas racistas e homofóbicas, desencadearam na semana passada um ácido debate sobre os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. Falou-se tanto em cassação de mandato quanto na possibilidade de não haver nenhuma punição possível. Tecnicamente, o deputado está protegido pelo artigo 53 da Constituição de 1988, segundo o qual os direitos de deputados e senadores são invioláveis em qualquer caso de manifestação de opinião. Mas segundo especialistas ouvidos pelo Estado existem três possibilidades de punição.
André Dusek/AE
André Dusek/AE
Bolsonaro: direito inviolável por quaisquer opiniões e votos
A primeira delas, a de maior consenso, fala na punição pela própria Câmara, se for constatado que ele violou regras do decoro parlamentar. A segunda ocorreria no caso de se aceitar a tese de que ele não estava no exercício da profissão quando fez as declarações ao programa humorístico CQC, da TV Bandeirantes. Nesse caso não disporia de imunidade e poderia ser levado à Justiça.
A terceira hipótese, a mais polêmica, mas não menos citada nos debates que animaram as redes sociais virtuais na semana passada, defende a tese de que a imunidade parlamentar não atinge a prática de crimes - como o crime de racismo, do qual ele é acusado.
"Eu nunca daria meu voto a esse deputado, que é preconceituoso e estimula condutas antiétnicas fronteiriças ao nazismo. Mas é preciso considerar que, se ele emitiu suas opiniões no exercício do mandato, está fundamentalmente protegido pela imunidade parlamentar que aparece no artigo 53 da Constituição", observa o advogado Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP. "Ele diz que eles não podem ser punidos civil e penalmente por questão de opinião, palavra e voto. Não pode haver controle externo da Câmara."
Fonte:Estado de S.Paulo

Centenas de pessoas se despedem de Minor Harada

Morte de ex-vereador
Centenas de pessoas se despedem de Minor Harada
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti

As últimas homenagens dos amigos e familiares ontem ao ex-vereador mogiano Minor Harada
Pelo menos 200 pessoas, entre autoridades, amigos e familiares, participaram na manhã de ontem do velório e do sepultamento do ex-vereador Minor Harada. Ele morreu na manhã da última sexta-feira no Hospital AC Camargo em função de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e do câncer contra o qual lutava há três anos. Com 72 anos, ele deixa a mulher e duas filhas. Além de ter sido vereador, Harada trabalhou como secretário nas quatro gestões do ex-prefeito Waldemar Costa Filho. Ele foi sepultado no cemitério São Salvador.

Amigo de longa data, o engenheiro Jamil Hallage trabalhou com Harada nas quatro gestões de Waldemar. "Conheço ele desde 1969, ano em que entrei na Prefeitura. Sempre nos demos muito bem. Ele era um grande companheiro", afirmou.


Lembrança
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) compareceu ao velório e comentou a perda do amigo. "Quando entrei na Prefeitura, em 1995, havia a Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio, que foi desmembrada pelo prefeito Padre Melo. Eu assumi a Secretaria de Indústria e Comércio e o Minor ficou na de Agricultura. Só que dividíamos a mesma sala. Então, por dois anos, convivemos diariamente. E todos os dias depois do trabalho ficávamos conversando e ele falando da história de Mogi", afirmou.

O irmão mais novo de Harada, Tutomu Harada, fez questão de agradecer, no cemitério, a presença dos que compareceram. À Imprensa, ele falou sobre o irmão. "Mesmo com a doença, ele tinha uma boa qualidade de vida. Se alimentava bem mesmo quando fazia quimioterapia. Em casa sempre foi uma pessoa autoritária, mas com grande senso de justiça". Os deputados federais Junji Abe (DEM) e Valdemar Costa Neto (PR) também compareceram ao sepultamento.

Fonte:Mogi News