terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vantagem de Dilma sobre a soma dos adversários cai a 2 pontos, diz Datafolha

DE SÃO PAULO

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país. Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.
Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos (exclui brancos, nulos e indecisos) que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% --e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.

Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.



Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.
Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.
Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.
Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.
De lá para cá, o total das inteções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.
Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.
A pesquisa mostra também que houve forte "desembarque" da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.

Matéria Publicada na Folha.com 28/09/2010

Lula faz mais comícios para Dilma que para si em 2006

Para emplacar sua sucessora no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre neste ano uma agenda eleitoral mais intensa do que em 2006, quando disputou a reeleição.

Lula fechará este mês com participação em 13 comícios para Dilma Rousseff (PT), mais que o dobro do que fez no mesmo período, há quatro anos, quando ele próprio disputava a reeleição.

A mobilização do presidente nesta campanha também começou mais cedo do que no ano da reeleição, antecipando em quase um mês os comícios para Dilma. Lula também ampliou a rota visitando o Norte e mais Estados do Sul e do Nordeste.
Há quatro anos, o presidente fez em setembro apenas seis comícios, em cinco Estados (MG, PE, SC, RN, RS). Em agosto, fez um ato de campanha dia 11 no Rio.
Agora, o presidente começou a pedir votos para a ex-ministra em 16 de julho, também optando pelo Rio. Desta vez, Lula fez campanha para Dilma em Minas, Rondônia, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros.
Principal cabo eleitoral, Lula também comandou comícios sem Dilma em Belém (PA) --sendo que ela não foi à região Norte na campanha-- e em Campinas (SP).
O presidente fechará sozinho sua participação em atos políticos com eventos em Aracaju (SE), na quarta-feira, e em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político, na quinta-feira.
A ausência de Dilma ainda pode ser revertida no caso de Aracaju. Ela pediu para ficar de fora para se dedicar ao último debate, marcado para o dia 30, na TV Globo.
Mas, no caso do comício de São Bernardo do Campo, a ida é inviável. Ontem, Lula esteve com Dilma para o último comício da petista no Sambódromo de São Paulo.
Pelo calendário eleitoral, quinta-feira é o último dia para as campanhas realizarem grandes atos políticos. Até sábado, véspera da eleição, os candidatos ainda poderão ir a eventos menores, como caminhadas.
Com a atenção voltada para a campanha, o presidente diminuiu sua permanência em Brasília e cumprirá agenda em setembro apenas quatro dias na capital federal. Em 2006, Lula despachou 14 dias no Planalto.
Lula aumentou as viagens Brasil afora em campanha e relegou a participação em eventos oficiais no exterior. Todo o esforço do presidente é para definir a eleição ainda no primeiro turno.



SIMONE IGLESIAS

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA    Reportagem Folha.com 28/09/2010

Hora do voto :Serra critica ação do PT que quer impedir uso de dois documentos

Candidato do PSDB alegou que o presidente aprovou a obrigatoriedade e agora quer "mudar as regras do jogo" .          


Com tudo: Serra aproveitou encontro feminino para criticar
a postura do PT às vesperas da eleição de outubro

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou ontem a ação direta de inconstitucionalidade (Adin 4467) impetrada pelo PT para derrubar a obrigatoriedade de dois documentos para votar: o título de eleitor e um documento oficial com foto. De acordo com ele, a exigência partiu de uma lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Essa foi uma lei aprovada pelo Lula", afirmou, após reunir-se no Esporte Clube Sírio em encontro com mulheres, organizado por sua esposa Mônica Serra.

Sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar, Serra defendeu: "Na verdade, é uma garantia para não ter enganação porque o título de eleitor não tem foto. Todo o processo eleitoral se organizou em função disso." E continuou: "O presidente da República, meses atrás, sancionou essa lei. Vem o PT de última hora querer mudar a regra do jogo? É muito esquisito."


No evento, Serra pediu que suas eleitoras multipliquem o voto e consigam convencer os eleitores indecisos na reta final da campanha. "Se cada um conquistar mais um voto, seriam votos demais, mas trata-se de uma média. Quem puder conquistar quatro ou cinco, maravilha. Sobretudo, quem for da área da saúde", afirmou.


Confiante na possibilidade de ir para o segundo turno com sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), Serra disse que o trabalho de conquista dos votos não termina no domingo. "É um trabalho grande que não termina domingo. Segunda-feira começa um trabalho que vai ter o dobro da intensidade de agora."


Aliados

Do encontro no Sírio participaram também o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita da capital, Alda Marco Antonio, além de mulheres de políticos aliados, como Ika Fleury, Fernanda Richa e Silvia Afif. A vice-prefeita fez um dos discursos mais inflamados.


Ao explicar porque as mulheres do local preferiam votar em Serra, em vez de Dilma e da candidata do PV, Marina Silva, ela afirmou: "Mulher que pensa como homem e age de forma autoritária, nós não queremos não. Mulher que nomeia o braço direito, que emprega a família inteira para fazer negociata, é ruim para nós."




Matéria publicada em 28/09/10
Anne Warth Agêcia Estado



Jornal Mogi News

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Políticos apostam em 2ºf turno entre candidatos Dilma Rousseff e José Serra

A maioria acredita que o nome do novo presidente só será decidido em 31 de outubro. Petistas e tucanos devem se enfrentarNOEMIA ALVES



Da reportagem local

Bertaiolli: Aposta em SerraQuatro de sete representantes de partidos políticos de Mogi das Cruzes, entrevistados ontem pelo Mogi News, afirmaram que a disputa presidencial para a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será decidida somente no dia 31 de outubro, quando ocorrerá o segundo turno.

Três dos entrevistados acreditam que a disputa será centralizada entre a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Um dos políticos, no entanto, aposta na candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva (PV) como a "surpresa" das eleições e eventual adversária, no segundo turno, de Dilma.



De acordo com as pesquisas de intenção de voto, Dilma e José Serra lideram a preferência do eleitorado, seguidos por Marina. O mais recente levantamento, do Datafolha, divulgado na sexta-feira, mostra Dilma Rousseff com 49% das intenções de voto, José Serra com 28% e Marina com 13%.



Já um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta a candidata do PV com apoio de 12% dos entrevistados, Serra com 28% e Dilma com 50%.

"A disputa só acaba após a leitura do último voto. Tenho certeza de que José Serra receberá uma votação bem mais expressiva do que a apresentada nas pesquisas e irá para o segundo turno com a Dilma. Aí, a conversa será outra, porque a campanha começará do zero", comentou o presidente do diretório municipal do PSDB e vice-prefeito, José Antônio Cuco Pereira.

O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) fez a mesma previsão. "A disputa presidenciável não vai encerrar no domingo que vem, dia 3 de outubro, mas no dia 31, quando haverá as eleições para segundo turno", disse. "A eleição para presidente é diferente da para o governo estadual. Ela servirá para definirmos os rumos que o País terá. O futuro da nossa nação: se pela ´ditadura´ ou pela democratização. Tenho certeza de que a segunda opção prevalecerá e José Serra disputará a Presidência em segundo turno, saindo vencedor", completou Bertaiolli.

O presidente do diretório do PP, Gustavo Ferreira, concorda. "As pesquisas não são confiáveis. Estão mascarando a diferença entre Dilma e Serra. É claro que teremos segundo turno", afirmou.

Já o presidente do PV em Mogi, Romildo Campello, aposta todas as fichas na candidata de seu partido. "Ela vem crescendo em relação aos levantamentos anteriores, em especial no Rio de Janeiro, onde empata tecnicamente com Serra e, agora, vai aumentar sua cotação em São Paulo. Será uma eleição histórica, disputada entre duas mulheres", acrescentou ele, em referência a Dilma Rousseff como adversária de Marina.



O presidente do diretório municipal do PT, Clodoaldo de Moraes, o vereador Francisco Moacir Bezerra, o Chico Bezerra, presidente do diretório do PSB, e Inês Paz ,do Psol,acreditam na eleição da candidata do PT. "A campanha do Psol é para tirar os votos do PSDB", afirmou Inês Paz.

Matéria Publicada do jornal Mogi News 27/09/2010