Para emplacar sua sucessora no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre neste ano uma agenda eleitoral mais intensa do que em 2006, quando disputou a reeleição.
Lula fechará este mês com participação em 13 comícios para Dilma Rousseff (PT), mais que o dobro do que fez no mesmo período, há quatro anos, quando ele próprio disputava a reeleição.
A mobilização do presidente nesta campanha também começou mais cedo do que no ano da reeleição, antecipando em quase um mês os comícios para Dilma. Lula também ampliou a rota visitando o Norte e mais Estados do Sul e do Nordeste.
Há quatro anos, o presidente fez em setembro apenas seis comícios, em cinco Estados (MG, PE, SC, RN, RS). Em agosto, fez um ato de campanha dia 11 no Rio.
Agora, o presidente começou a pedir votos para a ex-ministra em 16 de julho, também optando pelo Rio. Desta vez, Lula fez campanha para Dilma em Minas, Rondônia, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros.
Principal cabo eleitoral, Lula também comandou comícios sem Dilma em Belém (PA) --sendo que ela não foi à região Norte na campanha-- e em Campinas (SP).
O presidente fechará sozinho sua participação em atos políticos com eventos em Aracaju (SE), na quarta-feira, e em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político, na quinta-feira.
A ausência de Dilma ainda pode ser revertida no caso de Aracaju. Ela pediu para ficar de fora para se dedicar ao último debate, marcado para o dia 30, na TV Globo.
Mas, no caso do comício de São Bernardo do Campo, a ida é inviável. Ontem, Lula esteve com Dilma para o último comício da petista no Sambódromo de São Paulo.
Pelo calendário eleitoral, quinta-feira é o último dia para as campanhas realizarem grandes atos políticos. Até sábado, véspera da eleição, os candidatos ainda poderão ir a eventos menores, como caminhadas.
Com a atenção voltada para a campanha, o presidente diminuiu sua permanência em Brasília e cumprirá agenda em setembro apenas quatro dias na capital federal. Em 2006, Lula despachou 14 dias no Planalto.
Lula aumentou as viagens Brasil afora em campanha e relegou a participação em eventos oficiais no exterior. Todo o esforço do presidente é para definir a eleição ainda no primeiro turno.
SIMONE IGLESIAS
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA Reportagem Folha.com 28/09/2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Hora do voto :Serra critica ação do PT que quer impedir uso de dois documentos
Candidato do PSDB alegou que o presidente aprovou a obrigatoriedade e agora quer "mudar as regras do jogo" .
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| Com tudo: Serra aproveitou encontro feminino para criticar a postura do PT às vesperas da eleição de outubro |
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou ontem a ação direta de inconstitucionalidade (Adin 4467) impetrada pelo PT para derrubar a obrigatoriedade de dois documentos para votar: o título de eleitor e um documento oficial com foto. De acordo com ele, a exigência partiu de uma lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Essa foi uma lei aprovada pelo Lula", afirmou, após reunir-se no Esporte Clube Sírio em encontro com mulheres, organizado por sua esposa Mônica Serra.
Sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar, Serra defendeu: "Na verdade, é uma garantia para não ter enganação porque o título de eleitor não tem foto. Todo o processo eleitoral se organizou em função disso." E continuou: "O presidente da República, meses atrás, sancionou essa lei. Vem o PT de última hora querer mudar a regra do jogo? É muito esquisito."
No evento, Serra pediu que suas eleitoras multipliquem o voto e consigam convencer os eleitores indecisos na reta final da campanha. "Se cada um conquistar mais um voto, seriam votos demais, mas trata-se de uma média. Quem puder conquistar quatro ou cinco, maravilha. Sobretudo, quem for da área da saúde", afirmou.
Confiante na possibilidade de ir para o segundo turno com sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), Serra disse que o trabalho de conquista dos votos não termina no domingo. "É um trabalho grande que não termina domingo. Segunda-feira começa um trabalho que vai ter o dobro da intensidade de agora."
Aliados
Do encontro no Sírio participaram também o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita da capital, Alda Marco Antonio, além de mulheres de políticos aliados, como Ika Fleury, Fernanda Richa e Silvia Afif. A vice-prefeita fez um dos discursos mais inflamados.
Ao explicar porque as mulheres do local preferiam votar em Serra, em vez de Dilma e da candidata do PV, Marina Silva, ela afirmou: "Mulher que pensa como homem e age de forma autoritária, nós não queremos não. Mulher que nomeia o braço direito, que emprega a família inteira para fazer negociata, é ruim para nós."
Matéria publicada em 28/09/10
Anne Warth Agêcia Estado
Jornal Mogi News
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Políticos apostam em 2ºf turno entre candidatos Dilma Rousseff e José Serra
A maioria acredita que o nome do novo presidente só será decidido em 31 de outubro. Petistas e tucanos devem se enfrentarNOEMIA ALVES
Da reportagem local
Bertaiolli: Aposta em SerraQuatro de sete representantes de partidos políticos de Mogi das Cruzes, entrevistados ontem pelo Mogi News, afirmaram que a disputa presidencial para a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será decidida somente no dia 31 de outubro, quando ocorrerá o segundo turno.
Três dos entrevistados acreditam que a disputa será centralizada entre a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Um dos políticos, no entanto, aposta na candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva (PV) como a "surpresa" das eleições e eventual adversária, no segundo turno, de Dilma.
De acordo com as pesquisas de intenção de voto, Dilma e José Serra lideram a preferência do eleitorado, seguidos por Marina. O mais recente levantamento, do Datafolha, divulgado na sexta-feira, mostra Dilma Rousseff com 49% das intenções de voto, José Serra com 28% e Marina com 13%.
Já um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta a candidata do PV com apoio de 12% dos entrevistados, Serra com 28% e Dilma com 50%.
"A disputa só acaba após a leitura do último voto. Tenho certeza de que José Serra receberá uma votação bem mais expressiva do que a apresentada nas pesquisas e irá para o segundo turno com a Dilma. Aí, a conversa será outra, porque a campanha começará do zero", comentou o presidente do diretório municipal do PSDB e vice-prefeito, José Antônio Cuco Pereira.
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) fez a mesma previsão. "A disputa presidenciável não vai encerrar no domingo que vem, dia 3 de outubro, mas no dia 31, quando haverá as eleições para segundo turno", disse. "A eleição para presidente é diferente da para o governo estadual. Ela servirá para definirmos os rumos que o País terá. O futuro da nossa nação: se pela ´ditadura´ ou pela democratização. Tenho certeza de que a segunda opção prevalecerá e José Serra disputará a Presidência em segundo turno, saindo vencedor", completou Bertaiolli.
O presidente do diretório do PP, Gustavo Ferreira, concorda. "As pesquisas não são confiáveis. Estão mascarando a diferença entre Dilma e Serra. É claro que teremos segundo turno", afirmou.
Já o presidente do PV em Mogi, Romildo Campello, aposta todas as fichas na candidata de seu partido. "Ela vem crescendo em relação aos levantamentos anteriores, em especial no Rio de Janeiro, onde empata tecnicamente com Serra e, agora, vai aumentar sua cotação em São Paulo. Será uma eleição histórica, disputada entre duas mulheres", acrescentou ele, em referência a Dilma Rousseff como adversária de Marina.
O presidente do diretório municipal do PT, Clodoaldo de Moraes, o vereador Francisco Moacir Bezerra, o Chico Bezerra, presidente do diretório do PSB, e Inês Paz ,do Psol,acreditam na eleição da candidata do PT. "A campanha do Psol é para tirar os votos do PSDB", afirmou Inês Paz.
Matéria Publicada do jornal Mogi News 27/09/2010
Da reportagem local
Bertaiolli: Aposta em SerraQuatro de sete representantes de partidos políticos de Mogi das Cruzes, entrevistados ontem pelo Mogi News, afirmaram que a disputa presidencial para a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será decidida somente no dia 31 de outubro, quando ocorrerá o segundo turno.
Três dos entrevistados acreditam que a disputa será centralizada entre a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Um dos políticos, no entanto, aposta na candidata do Partido Verde (PV), Marina Silva (PV) como a "surpresa" das eleições e eventual adversária, no segundo turno, de Dilma.
De acordo com as pesquisas de intenção de voto, Dilma e José Serra lideram a preferência do eleitorado, seguidos por Marina. O mais recente levantamento, do Datafolha, divulgado na sexta-feira, mostra Dilma Rousseff com 49% das intenções de voto, José Serra com 28% e Marina com 13%.
Já um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta a candidata do PV com apoio de 12% dos entrevistados, Serra com 28% e Dilma com 50%.
"A disputa só acaba após a leitura do último voto. Tenho certeza de que José Serra receberá uma votação bem mais expressiva do que a apresentada nas pesquisas e irá para o segundo turno com a Dilma. Aí, a conversa será outra, porque a campanha começará do zero", comentou o presidente do diretório municipal do PSDB e vice-prefeito, José Antônio Cuco Pereira.
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) fez a mesma previsão. "A disputa presidenciável não vai encerrar no domingo que vem, dia 3 de outubro, mas no dia 31, quando haverá as eleições para segundo turno", disse. "A eleição para presidente é diferente da para o governo estadual. Ela servirá para definirmos os rumos que o País terá. O futuro da nossa nação: se pela ´ditadura´ ou pela democratização. Tenho certeza de que a segunda opção prevalecerá e José Serra disputará a Presidência em segundo turno, saindo vencedor", completou Bertaiolli.
O presidente do diretório do PP, Gustavo Ferreira, concorda. "As pesquisas não são confiáveis. Estão mascarando a diferença entre Dilma e Serra. É claro que teremos segundo turno", afirmou.
Já o presidente do PV em Mogi, Romildo Campello, aposta todas as fichas na candidata de seu partido. "Ela vem crescendo em relação aos levantamentos anteriores, em especial no Rio de Janeiro, onde empata tecnicamente com Serra e, agora, vai aumentar sua cotação em São Paulo. Será uma eleição histórica, disputada entre duas mulheres", acrescentou ele, em referência a Dilma Rousseff como adversária de Marina.
O presidente do diretório municipal do PT, Clodoaldo de Moraes, o vereador Francisco Moacir Bezerra, o Chico Bezerra, presidente do diretório do PSB, e Inês Paz ,do Psol,acreditam na eleição da candidata do PT. "A campanha do Psol é para tirar os votos do PSDB", afirmou Inês Paz.
Matéria Publicada do jornal Mogi News 27/09/2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Tiririca da Silva
O impacto da repercussão da candidatura de Tiririca, com seu poder de comunicação, surpreendeu os conservadores e provocou reacionários
O partido que propõe "uma sociedade livre, pluralista e participativa", conforme consta do programa do PR (Partido da República) em seu primeiro parágrafo, não pode se apresentar como a legenda das restrições prévias para o reconhecimento da legitimidade de uma candidatura à representação popular.
A rigor, nos parece contraditório que alguém se apresente como democrata enquanto questiona a legitimidade da candidatura de qualquer cidadão em dia com suas obrigações e no gozo dos seus direitos civis. Alheias aos costumes de regime democrático, algumas opiniões sobre o conteúdo da propaganda política de televisão confessam saudades da chamada Lei Falcão.
Aparentemente insatisfeitos, os falsos democratas esperavam que os republicanos amordaçassem candidatos ou censurassem suas formas de expressão e conteúdos.
Felizmente, este não é e não será o papel de um partido como o PR. O Partido da República não partilhará do pensamento ressentido que orienta as viúvas do totalitarismo de direita ou de esquerda.
Não há constrangimentos ou subterfúgios para falar do pluralismo que praticamos em nossas listas de candidatos por todo o país. Defendemos, sem exceção, a legitimidade de todas as candidaturas do nosso partido.
A candidatura do artista Francisco Everaldo Oliveira da Silva, o Tiririca, é um símbolo do pluralismo praticado pelo Partido da República. Repentinamente, sem que houvesse qualquer pirotecnia ou preparação prévia, Tiririca e a espontaneidade de sua mensagem conquistaram as atenções na democrática internet brasileira.
O impacto da repercussão da candidatura de Tiririca, com seu poder de comunicação com o povo, surpreendeu conservadores e provocou reacionários adormecidos.
Aceitamos todos os questionamentos e, por vocação democrática, respeitamos inclusive as manifestações injuriosas. Sobretudo depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou o compromisso da Constituição brasileira com a ampla liberdade de expressão.
O candidato Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva representa um relevante segmento entre os brasileiros. Ele tem todo o direito de se apresentar para o eleitorado da forma que o eleitorado o conhece.
Caso contrário, os candidatos cantores não poderiam cantar, os que usam chapéu teriam de mostrar os cabelos e os médicos estariam proibidos de aparecer na televisão em roupas brancas.
Tiririca é livre para escolher a forma e o conteúdo que lhe parecer conveniente quando se apresenta para pedir o voto nas ruas ou no horário de propaganda política da TV.
Cabe ressaltar, entretanto, que o republicano Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva, no exercício do mandato de deputado federal, assumirá dever de obediência ao programa e ao estatuto do Partido da República, além de estar subordinado às restrições impostas pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Os artistas Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva, Agnaldo Timóteo e Juca Chaves não foram os únicos agraciados com um convite para ingresso no PR.
Da mesma forma que, em todo o país, convidamos para filiação no PR personalidades de outros segmentos da vida brasileira. Sempre orientados pelo propósito de ampliar a representação social na vida política e partidária deste país.
SÉRGIO TAMER, mestre em direito público pela UFPE, doutorando pela Universidade de Salamanca, professor universitário, é procurador federal e presidente do Conselho de Ética do Partido da República.
Retirado do jornal Folha de S. Paulo, segunda-feira, 06 de setembro 2010/ opinião pag. A3
O partido que propõe "uma sociedade livre, pluralista e participativa", conforme consta do programa do PR (Partido da República) em seu primeiro parágrafo, não pode se apresentar como a legenda das restrições prévias para o reconhecimento da legitimidade de uma candidatura à representação popular.
A rigor, nos parece contraditório que alguém se apresente como democrata enquanto questiona a legitimidade da candidatura de qualquer cidadão em dia com suas obrigações e no gozo dos seus direitos civis. Alheias aos costumes de regime democrático, algumas opiniões sobre o conteúdo da propaganda política de televisão confessam saudades da chamada Lei Falcão.
Aparentemente insatisfeitos, os falsos democratas esperavam que os republicanos amordaçassem candidatos ou censurassem suas formas de expressão e conteúdos.
Felizmente, este não é e não será o papel de um partido como o PR. O Partido da República não partilhará do pensamento ressentido que orienta as viúvas do totalitarismo de direita ou de esquerda.
Não há constrangimentos ou subterfúgios para falar do pluralismo que praticamos em nossas listas de candidatos por todo o país. Defendemos, sem exceção, a legitimidade de todas as candidaturas do nosso partido.
A candidatura do artista Francisco Everaldo Oliveira da Silva, o Tiririca, é um símbolo do pluralismo praticado pelo Partido da República. Repentinamente, sem que houvesse qualquer pirotecnia ou preparação prévia, Tiririca e a espontaneidade de sua mensagem conquistaram as atenções na democrática internet brasileira.
O impacto da repercussão da candidatura de Tiririca, com seu poder de comunicação com o povo, surpreendeu conservadores e provocou reacionários adormecidos.
Aceitamos todos os questionamentos e, por vocação democrática, respeitamos inclusive as manifestações injuriosas. Sobretudo depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou o compromisso da Constituição brasileira com a ampla liberdade de expressão.
O candidato Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva representa um relevante segmento entre os brasileiros. Ele tem todo o direito de se apresentar para o eleitorado da forma que o eleitorado o conhece.
Caso contrário, os candidatos cantores não poderiam cantar, os que usam chapéu teriam de mostrar os cabelos e os médicos estariam proibidos de aparecer na televisão em roupas brancas.
Tiririca é livre para escolher a forma e o conteúdo que lhe parecer conveniente quando se apresenta para pedir o voto nas ruas ou no horário de propaganda política da TV.
Cabe ressaltar, entretanto, que o republicano Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva, no exercício do mandato de deputado federal, assumirá dever de obediência ao programa e ao estatuto do Partido da República, além de estar subordinado às restrições impostas pelo Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados.
Os artistas Francisco Everaldo Oliveira Tiririca da Silva, Agnaldo Timóteo e Juca Chaves não foram os únicos agraciados com um convite para ingresso no PR.
Da mesma forma que, em todo o país, convidamos para filiação no PR personalidades de outros segmentos da vida brasileira. Sempre orientados pelo propósito de ampliar a representação social na vida política e partidária deste país.
SÉRGIO TAMER, mestre em direito público pela UFPE, doutorando pela Universidade de Salamanca, professor universitário, é procurador federal e presidente do Conselho de Ética do Partido da República.
Retirado do jornal Folha de S. Paulo, segunda-feira, 06 de setembro 2010/ opinião pag. A3
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