Evento faz reverência às manifestações artísticas africanas e é diretamente ligado ao Dia da Consciência Negra
Foto: PMMC/Divulgação
Serão 16 dias de muitas atividades, mesclando literatura, música, religião, cinema, teatro e muito mais
Terá início hoje a 7ª edição do Festival de Culturas Negras. O evento faz reverência às manifestações artísticas de matrizes africanas na cidade e está diretamente ligado ao Dia da Consciência Negra, oficialmente celebrado em 20 de novembro. Neste ano, serão 16 dias de programação, mesclando literatura, música, religião, cinema, teatro, capoeira e debates.
A programação será aberta hoje, dia em que é celebrado o Dia Nacional da Umbanda, com a caminhada contra a intolerância religiosa, das 10 às 13 horas, nas ruas da região central. A concentração e saída serão no Largo do Rosário.
A programação terá continuidade neste domingo, com a sexta edição do Encontro Nostalgia, no Parque Leon Feffer. O evento vai se estender do meio-dia às 17 horas e apresentará ao público o melhor da black music, com samba rock, soul, flash rap e original funk. Os organizadores pedem aos participantes a doação de alimentos, que serão doados a entidades sociais do município com intermédio do Fundo Social de Mogi das Cruzes.
O festival terá continuidade nesta terça-feira, com duas apresentações cinematográficas no Centro Cultural. A primeira, que será exibida às 10 e às 15 horas, é do filme "Chica da Silva". Já às 14 horas será exibido o documentário do projeto "Cantos Sagrados", produzido pelo coletivo Malungada Produtos Culturais. O documentário será reexibido no dia 26 de novembro, também pela programação do festival.
Nesta quarta-feira, que é efetivamente o Dia da Consciência Negra, haverá a tradicional entrega da Medalha Zumbi dos Palmares na Câmara Municipal e também evento nos períodos da tarde e noite no Centro Cultural. A partir das 14 horas, haverá um bate-papo sobre a influência da cultura negra nos penteados atuais. Já das 19h30 às 21 horas acontecerá o Cine Debate Unegro, com exibição e debate sobre o filme "As Serviçais". A mediação será feita pela psicóloga e vice-presidente da Unegro, Thaisy Ferraz.
O 7º Festival de Culturas Negras também terá espetáculo do Programa de Ação Cultural (ProAC), como é o caso de "Amigos de Baobá", uma montagem teatral voltada ao público que será apresentada no Theatro Vasques, a partir das 15 horas desta quinta-feira. Nesse mesmo dia, haverá apresentação da peça "Nos Tempos da Gungunhana", que é baseada na tradição oral dos contadores de histórias africanas. O público também poderá conferir o encontro do programa Vozes do Berimbau - Musicalidade e Capoeira, na sede da Banda Santa Cecíclia e ainda a Roda de choro do Seu Julinho, no Casarão do Carmo.
O festival terá ainda a participação do grupo Café Literário, a exibição de outros títulos, como "Também Somos Irmãos", um desfile de beleza negra, a ser realizado no CEU das Artes, na Vila Nova União, um debate musical promovido pela Unegro e a parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), que trará, no dia do encerramento do festival, duas atrações: "Gumboot Dance" e "Samba de Roda Nega Duda". Ambas serão apresentadas no Parque da Cidade, respectivamente às 11 e às 14 horas.
Além disso, durante todo o período do festival, a Biblioteca Municipal "Benedicto Sérvulo de Sant Anna" terá atividades em que serão colocados em destaque livros assinados por autores negros. O objetivo é chamar a atenção dos leitores para o tema. A Biblioteca funciona de terça a sábado, das 9 às 18 horas, conforme expediente do Centro Cultural de Mogi das Cruzes.
Toda a programação do 7º Festival de Culturas Negras tem entrada livre e gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4798-6900.
Fonte:Mogi News
18 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Larissa Rodrigues
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SÍMBOLO Tulio Da San Biagio recebe obra de Mauricio Chaer, que faz homenagem aos mogianos. (Foto Elton Ishikawa)
As “cruzes” de Mogi ganharam cor e forma em uma peça confeccionada por Mauricio Chaer. Na manhã de ontem, a obra, que leva o nome da cidade, foi inaugurada na área externa da TV Diário. A ideia do artista é fazer uma homenagem e presentear não somente a sede da emissora, mas todos os mogianos e moradores do Alto Tietê.
“O que eu espero é passar um bom astral para quem estiver vendo a obra. A gente até cogitou colocá-la na entrada aqui do prédio da TV Diário, mas poucas pessoas conseguiriam enxergar. Neste lugar em que foi instalada, até quem passa na rua pode ver e muitas vezes essa área também aparece durante entrevistas dos jornais, por exemplo. A intenção é alcançar o maior número de pessoas”, disse o artista mogiano.
Para confeccionar a peça Chaer precisou de cerca de um mês. O primeiro objetivo sempre foi fazer a homenagem à cidade, por isso logo pensou em simbolizar as cruzes. Depois disso, começou a concretizar as ideias, fazendo um desenho do que queria desenvolver. Com o projeto em mãos, começou a desenvolver a obra que é feita de concreto e pastilhas coloridas, como outras instaladas em vários pontos de Mogi.
“Foi um prazer receber essa obra de presente do Mauricio Chaer, porque a valorização da cultura e dos artistas de toda a Região do Alto Tietê é uma das missões da TV Diário. Então, é com muita alegria que a gente recebe essa escultura que veio valorizar ainda mais esse espaço que nós temos aqui”, ressaltou diretor-superintendente da emissora, Túlio Da San Biagio
Aos 62 anos, Chaer já tem 42 de carreira. Muito do que foi produzido por ele está na cidade. Ele diz que já chegou a fazer uma lista onde contou 30 obras públicas de sua autoria. Mas o artista prefere produzir a fazer essa contagem e diz que, por isso, o tempo para fazer uma catalogação é curto. Além de Mogi, ele tem obras em outras cidades do mundo, como em Madri, na Espanha, e Lisboa, em Portugal.
“Chega um momento em que essa homenagem para a cidade que foi essencial para que eu pudesse mostrar minha arte se faz necessária, porque é aqui que venho construindo minha carreira. Essa que fiz agora já tem a ver com a minha obra, porque eu não gosto de ser muito direto, de subestimar o público. Eu sempre fujo do óbvio, o óbvio não me interessa”, ressaltou.
Futuramente, Chaer pensa em homenagear um dos grandes artistas da cidade, José Benedito da Cruz, que ganhou fama e importância pouco depois dos anos de 1900. A ideia é fazer a releitura de uma das obras do século XX, trazendo-a para os dias atuais e mostrando quem foi J.B.C, como ele era conhecido.
Fonte:O Diário de Mogi
8 horas atrás1 min. - Tempo de leitura
O Diário
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O deputado estadual Marcos Damasio (PL) solicitou ontem ao vice-governador Rodrigo Garcia a retirada do pedágio previsto para ser instalado no quilômetro 45 da Rodovia Mogi-Dutra (SP 88) na proposta de concessão do lote de rodovias do Litoral Paulista elaborada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Segundo Damásio, o vice-governador adiantou que já está “lutando para que isso não aconteça”.
“A Mogi-Dutra para os mogianos é uma avenida, que liga vários bairros ao centro da cidade. O trecho é curto, duplicado e não justifica ter um pedágio, que causará grandes prejuízos aos moradores e à economia local”, disse o deputado ao vice-governador.
Marcos Damasio é atualmente o único deputado estadual representante de Mogi das Cruzes na Assembleia. Ele aderiu à campanha “Não ao Pedágio” e levou o pedido a outras autoridades do Governo do Estado. O primeiro a receber o pedido foi o governador João Doria. Ele também está agendando reuniões com os secretários Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional) e João Octaviano Machado Neto (Logística e Transportes) e o presidente da Artesp para reforçar o posicionamento contrário ao pedágio.
Fonte:O Diário de Mogi
Proposta para carreira docente prevê aumento de 54,7% em relação à remuneração atual inicial
Por da Região13 NOV 2019 - 17h02
Principal mudança é que, a partir de 2020, o salário inicial do professor no regime de 40 horas semanais será de R$ 3,5 mil – o que representa um aumento de 35,4% sobre o valor pago hoje, de R$ 2.585,00
Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
O governador João Doria apresentou, nesta quarta-feira (13), as diretrizes do plano de reestruturação de carreira dos professores que atuam na rede estadual de educação de São Paulo. A mudança vai representar o maior crescimento do salário inicial da história de São Paulo.
“Sem educação, não há transformação. Podemos melhorar os indicadores econômicos e sociais, mas, se não melhorarmos a educação, não teremos a transformação e o Brasil jamais será uma nação independente, sólida, com cidadania e respeitabilidade, tanto no plano interno como no internacional”, disse Doria.
A principal mudança é que, a partir de 2020, o salário inicial do professor no regime de 40 horas semanais será de R$ 3,5 mil – o que representa um aumento de 35,4% sobre o valor pago hoje, de R$ 2.585,00. Em 2022, um professor com a mesma carga horária terá salário inicial de R$ 4 mil, um aumento de 54,7% em relação à remuneração atual.
No topo da carreira, o professor poderá chegar a um salário de R$ 11 mil. Com a reestruturação de carreira proposta, professores com mestrado e doutorado serão valorizados e terão acréscimo salarial de 5% e 10%, respectivamente.
“Se quisermos ter boa educação, precisamos investir nos professores. Respeitá-los, compreendê-los, melhorar a sua condição de trabalho e formação”, destacou o Governador. O Projeto de Lei será enviado nos próximos dias à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
O investimento previsto pela gestão para executar a modernização da carreira ultrapassa R$ 4 bilhões na folha de pagamento até 2022. O programa quer atrair talentos para a carreira docente, além de valorizar e formar os professores.
O projeto vai proporcionar mais oportunidades de desenvolvimento profissional e formação, além de aperfeiçoamento dos mecanismos de reconhecimento e estímulo profissional ao longo da carreira, alicerçada em 15 etapas - e não mais em 64 referências salariais, como é hoje.
“Educação se faz com pessoas, e o professor é peça fundamental neste processo. Ser professor é transformador. A reestruturação que estamos propondo é fundamental para valorizarmos nossas professoras e professores”, enfatizou o Secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares.
Liberdade de escolha será preservada
A adesão à modernização da carreira docente será totalmente voluntária. Cada professor fará a opção com base em sua própria realidade. Ninguém será obrigado a aderir ao novo modelo – quem preferir permanecer no modelo atual terá os direitos garantidos.
Todos os professores ativos e inativos poderão optar pela estrutura proposta. O educador terá até 12 meses – a contar da data de publicação da lei – para optar pela carreira modernizada. O prazo de adesão poderá ser renovado por Decreto do Governador.
Diagnóstico
O modelo proposto por meio de Projeto de Lei baseia-se em estudos e escuta da rede por meio pesquisas de percepção, grupos focais, seminários, encontros, videoconferências e debates com educadores, diretores de escola e dirigentes.
A proposta de modernização tem como referência boas práticas nacionais e internacionais, especialmente em países como Cingapura, Austrália e Canadá, este último especificamente na província de Ontário. As carreiras são baseadas no desenvolvimento de competências e no mérito. Esses países adotam marcos referenciais de atuação docente, isto é, referenciais sobre o que se espera dos professores que, por sua vez, norteiam o ingresso e a progressão na carreira.
Casos práticos
Na prática, uma professora efetiva que atua na rede nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, com jornada de 40 horas semanais, está na faixa 1 e nível I da carreira. Recebe o equivalente a uma remuneração bruta de R$ 2.585. Na proposta de reestruturação, ela receberá um aumento de R$ 915 e passará a receber R$ 3,5 mil já em 2020 e, em 2022, R$ 4 mil.
Os professores temporários que trabalham 40 horas semanais também serão contemplados pela proposta e terão aumento. Hoje, os temporários recebem R$ 2.585 e passarão a receber R$ 3,5 mil em 2020 e R$ 4 mil em 2022 – valor que significa 54,7% a mais.
Os professores que lecionam para os alunos tanto dos anos iniciais do ensino fundamental (chamados de PEB I) quanto dos anos finais e ensino médio (PEB II) serão igualmente valorizados – a separação de nomenclatura deixará de existir. Hoje, há cargos e salários distintos para cumprimento de funções semelhantes.
O Projeto de Lei definirá o marco legal da modernização da carreira que será debatido e construído em diálogo com a rede estadual de ensino e toda a sociedade.
Ajustes
O Projeto de Lei também contemplará ajustes em gratificações de função recebidas pelos integrantes do Quadro do Magistério. Hoje, diretores de escola titulares de cargo e professores que estão designados na função recebem gratificação no valor de R$ 1.064. A gratificação será absorvida proporcionalmente pelos diretores titulares de cargo e substituída por um novo bônus.
O valor da nova bonificação irá variar em até seis níveis, de acordo com critérios como complexidade da escola, número de alunos e etapas de ensino oferecidas (anos iniciais, finais ou ensino médio), entre outros indicadores. Para as escolas que cumprirem os critérios, a gratificação para o diretor ficará entre R$ 1,2 mil e R$ 3,5 mil. Para as demais funções da escola, também serão criadas gratificações variadas proporcionais.
Fonte:Diário de Suzano