Publicado em 12/07/2019
A inauguração da Avenida das Orquídeas, que acontecerá neste sábado, dia 13, a partir das 10h30, complementará o Corredor Leste-Oeste e permitirá a ligação entre o município e o Rodoanel, além de estimular o desenvolvimento econômico de Mogi das Cruzes. A nova via facilitará o deslocamento de carros de passeio, ônibus e caminhões entre o centro e os distritos de Brás Cubas e Jundiapeba, funcionando como uma alternativa à rodovia SP-66 – que está saturada por conta do crescimento da frota de automóveis e motos.
"O município ganhará um novo eixo de desenvolvimento econômico, facilitando o escoamento de produtos para as empresas já instaladas e estimulando a vinda de novos investimentos", afirma o prefeito Marcus Melo.
A Avenida das Orquídeas é a última etapa do Corredor Leste-Oeste, além da mais complexa, pois incluiu a construção de uma nova avenida, com 3,5 km de extensão, em uma grande área entre os distritos de Brás Cubas e Jundiapeba. A nova via liga a avenida David Bobrow até a avenida Guilherme George. São duas pistas (com duas vias cada), canteiro central, ciclovia e calçada.
Foram construídas duas novas pontes (uma sobre o rio Jundiaí e outra sobre o córrego dos Canudos), além de três rotatórias. A obra segue o padrão das novas obras viárias da Prefeitura, priorizando a segurança dos pedestres e motoristas.
Corredor finalizado
Com a inauguração da Avenida das Orquídeas, o Corredor Leste-Oeste ficará completo. No total, o corredor possui 10,5 quilômetros de extensão e investimento de R$ 100 milhões. Foi dividido em etapas, que tiveram início em 2016. A primeira foi a recuperação da avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, na Vila Industrial, que ganhou pavimentação, pintura e novos equipamentos de sinalização. Paralelamente, outra frente de trabalho ocorreu na avenida Guilherme George, que liga a região central de Jundiapeba até a divisa com Suzano, permitindo a ligação com o Rodoanel. A avenida foi duplicada, ganhou uma nova pista até a divisa com a cidade vizinha, além de guias, sarjetas e retorno para os veículos, bem como uma ponte sobre o rio Taiaçupeba.
A terceira etapa foi a pavimentação da Avenida Cavalheiro Nami Jafet, que incluiu a implantação de uma rotatória no cruzamento com a avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar e implantação de binário ligando esta avenida até o terminal central de ônibus municipal.
Fonte:Jornal A semana
7 de julho de 20195 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente
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AMIGOS… Padre Melo e Chico Bezerra se distanciaram após episódio da
candidatura: “Me arrependo até hoje; gostava muito dele”, disse à coluna. (Foto: arquivo O Diário)
Chico Bezerra apresenta uma outra explicação para sua candidatura, em 2000
O vereador licenciado e atual secretário municipal de Saúde, Chico Bezerra (PSB), dá uma nova versão para a história de sua candidatura a prefeito de Mogi no ano 2000, contada aqui neste espaço, no domingo passado. À época, lembra ele, o cacique político Manoel Bezerra de Melo, o Padre Melo, era filiado ao PSDB e, ao mesmo tempo, presidente de honra do PMDB. Ou seja, dominava as duas legendas, e queria que seu conterrâneo de Crateús (CE), Chico Bezerra, médico recém-formado pela UMC, fosse o candidato a prefeito peemedebista de Mogi naquela oportunidade. Tanto que já havia até convocado Ari Silva, funcionário de sua confiança na Universidade e provedor da Santa Casa, para ser o tesoureiro da campanha. “Já tínhamos feito, inclusive, a programação de lançamento da candidatura”, conta Chico, lembrando que no domingo seguinte, seria a convenção do PSDB na cidade. O governador, à época, Geraldo Alckmin, não compareceu, mas enviou o presidente regional do partido, José Aparecido, ao evento. A conversa de bastidores entre José Aparecido e Melo foi animada, longe dos ouvidos de terceiros. Depois de muitas confidências com o visitante, Padre Melo deixou o local exultante. Logo cedo, na segunda-feira, mandou chamar Chico Bezerra e lhe deu a surpreendente notícia: “Você não é mais candidato. Estou preocupado com o futuro da UMC e é melhor você desistir dessa candidatura”. O médico quis saber o motivo de tamanha mudança de planos e Melo teria lhe contado que José Aparecido havia lhe prometido para a Universidade o controle administrativo do Hospital Luzia de Pinho, adquirido pelo Estado durante o governo de Orestes Quércia, anos antes. E ele não poderia jogar fora tal oportunidade patrocinando um candidato do PMDB, partido adversário dos tucanos. Chico Bezerra não pensou duas vezes. Recém-saído de um mandato de deputado, foi a São Paulo e procurou o presidente do PMDB, Jaime Jimenez, que não teve dúvidas. Tirou o Diretório das mãos de Melo e bancou a candidatura de Chico Bezerra a prefeito. “Lancei minha candidatura contra todo o mundo em Mogi”, relembra Chico, que saiu com Marcos Damásio como vice e só perdeu para o candidato situacionista, Junji Abe (PSDB), no segundo turno. Mas perdeu também a amizade de Padre Melo, como quem ficou sem falar por quase dez anos. “Me arrependo disso até hoje; eu gostava muito dele”, confessa. Quanto ao acordo para a administração do Hospital Luzia, também não foi cumprido pelo governo estadual. No jogo do perde-perde, Junji acabou levando vantagem e governando Mogi por oito anos de dois mandatos consecutivos.
Monólogo…
Vice-prefeito e amigo pessoal de Waldemar Costa Filho, o vice Melquíades Portela foi convidado a acompanhá-lo numa visita a um famoso causídico, cujo escritório ocupava o 20º andar de um dos mais famosos prédios da Capital. Uma solícita secretária os encaminhou ao encontro e mal a conversa começou, o telefone tocou e o profissional atendeu: “Olá ministro, como vai?” – e prossegui num rápido diálogo. Mal o papo havia se reiniciado, outra interrupção telefônica: “Meu caro senador, como vai essa força?” – dizia o interlocutor, demonstrando intimidade. A cada ligação, Waldemar chutava as pernas de Melquíades por baixo da mesa.
… de loroteiro
A conversa se estendeu por mais algum tempo e a dupla deixou o escritório sem que o profissional tivesse sido contratado pelo prefeito, mesmo com toda sua fama e prestígio. Já na rua, Melquíades quis saber a razão das caneladas durante os telefonemas. Waldemar explicou: “Eu estava do lado dele. E ouvia a voz da telefonista quando passava as ligações e, a partir dali, só ouvia a voz dele, falando sozinho. Não havia ninguém do outro lado da linha. O farsante só fez aquilo para nos impressionar”. “Só que, pelo visto, não deu certo”, garante Melquíades, divertido, ao se lembrar da história.
O DVD…
Houve um tempo em Mogi, entre os anos 80 e 90, em que a moda era visitar o Paraguai, em excursões rodoviárias, para adquirir os moderníssimos (à época) videocassetes de quatro cabeças, capazes de oferecer imagens de melhor qualidade, a preços bem em conta. O ex-vereador Luiz Alves Teixeira se aventurou numa dessas viagens e voltou de lá com um aparelho zerinho, da melhor marca do mercado. Só que ao chegar em casa, o videocassete não funcionou. Levou a uma assistência técnica e… surpresa! Ao abrir a tampa metálica, descobriu-se que havia apenas um tijolo em seu interior.
… e o CD
Teixeira se indignou. O sangue nortista ferveu nas veias e ele tomou o primeiro ônibus de volta ao Paraguai. E lá, devidamente investido das atribuições de Classe Distinta (CD) da antiga Guarda Civil, fez valer suas prerrogativas. Foi até a loja onde havia sido enganado e passou uma descompostura em regra naquele que se dizia dono, após exigir um novo aparelho, devidamente vistoriado antes de ser colocado na caixa para a viagem de volta até Mogi das Cruzes.
Tem uma boa história do folclore político da região para contar? Então envie para
darwin@odiariodemogi.com.br
Fonte:O Diário de Mogi
10 horas atrás5 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente
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Mogi das Cruzes está na lista das 43 cidades que vão perder serviço de salvaguarda dos direitos das pessoas mais pobres. (Foto: Edson Martins)
A unidade de Mogi das Cruzes da Defensoria Pública da União (DPU) está entre as 43 do interior que poderão ser fechadas pelo governo federal. A medida consta de um plano de emergência, a ser colocado em prática, caso a instituição, que é autônoma, não consiga reverter a decisão do Poder Executivo. O governo definiu a data de 27 de julho próximo como prazo final para devolução dos 828 servidores que atuam junto ao órgão. Eles representam 63% da força de trabalho administrativa nas 70 unidades da DPU em todo o Brasil.
A chefe da unidade mogiana da DPU, defensora pública Roberta Pires Alvim, confirmou ontem a este jornal o risco de fechamento em razão da requisição dos servidores pelo governo federal. Atualmente, a unidade mogiana, localizada na rua Edwald Mulheise, 138 e 142, no distrito de César de Souza, possui dois servidores designados pelo governo e outros 15 terceirizados e que não podem ser designados para determinados serviços, feitos por aqueles que estão sendo requisitados para atuar na Capital ou em seus órgãos de origem, no governo federal.
“Se realmente pedirem os funcionários do nosso quadro, a DPU ficará inviabilizada em todo o País”, afirma a advogada Roberta Alvim, demonstrando esperança nas negociações que estão sendo feitas pela administração superior do órgão junto ao governo para impedir o fechamento das unidades interioranas.
O juiz federal Paulo Leandro também lamentou a possibilidade de encerramento das atividades da DPU em Mogi. “Anos e anos para conseguir a instalação da DPU em Mogi e agora enfrentamos esta situação. Um retrocesso social sem tamanho”, classificou o juiz, em declaração ao Diário.
Para não encerrar suas atividades no interior, a Defensoria depende da edição de uma Medida Provisória que venha a estender a permanência dos servidores na instituição, ao mesmo até aprovação do projeto de lei 7.922/2014 no Congresso Nacional. A proposta prevê a criação da carreira administrativa da DPU, o qual até hoje não foi apreciado em plenário pelos deputados.
A Defensoria Pública da União foi criada em 1995 em caráter emergencial e provisório. Desde essa época, depende dos chamados “servidores requisitados” para funcionar. Além dos 645 defensores públicos federais, a DPU conta com 487 cargos providos oriundos do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo, que tem, ao todo, 621 mil servidores. Os requisitados da DPU representam 0,13% dos cargos do Executivo. Comparando, o Ministério Público da União conta com força de trabalho administrativa de 10 mil pessoas.
Isso fez com que crescessem os olhos do Ministério da Economia, de onde partiu a ordem para devolução dos 63% dos servidores que atuam no órgão, obrigando o fechamento das 43 unidades..
Em 2014, foi aprovada emenda à Constituição que estabeleceu prazo de oito anos, até 2022, portanto, para que todo município com sede da Justiça Federal contasse também com a presença da DPU. Hoje, a instituição está presente em menos de 30% das cidades onde deveriam estar instaladas. Com o encerramento das unidades do interior, o alcance cairá dos atuais 55% para 34% dos 75 milhões de brasileiros com renda familiar de até R$ 2 mil.
Tal percentual representa quase 50 milhões de brasileiros de baixa renda sem possibilidade de acesso integral à Justiça Federal.
DPU atende pessoa de baixa renda
A Defensoria Pública da União (DPU) foi criada para resguardar o direito das pessoas de baixa renda no âmbito da Justiça Federal. A maior parte das demandas da população diz respeito ao direito previdenciário e ao direito à saúde (medicamentos, leitos em UTI, tratamentos). A Defensoria atua também junto a grupos socialmente vulneráveis, como pessoas em situação de rua, idosos, pessoas com deficiências, mulheres e população LGBTI. Uma das atuações de maior impacto da DPU foi sua participação na reparação de danos aos atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, no Estado de Minas. Também atuou no atendimento aos imigrantes em Pacaraima , em Roraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela.
Entre as 18 unidades da Região Sudeste a serem fechadas, além de Mogi, estão as do ABC, Campinas, Guarulhos, Osasco, Santos e São Vicente, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras.
A unidade de Mogi da DPU funciona desde 2017 e, segundo a responsável, defensora pública Roberta Pires Alvim, o volume de atendimentos vem crescendo de forma intensa nos últimos tempos. O número dobrou em 2018, se comparado ao ano da instalação na cidade.
Os principais feitos da unidade estão relacionados às ações previdenciárias, além da defesa de acusados de crimes contra o Ibama, CEF, Anatel e Inmetro, além de atuar junto à Justiça Federal em casos de contrabando, roubos a agentes dos Correios outros acusados de cometerem crimes contra a União.
Fonte:O Diário de Mogi
Foto: Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi das Cruzes
Neste sábado, nossa querida Mogi das Cruzes receberá um grande presente: a Avenida das Orquídeas. Este é um projeto antigo e graças à parceria com o Governo de São Paulo, que destinou recursos da ordem de R$ 30 milhões, foi possível concretizá-lo. A nova avenida vai facilitar o trânsito entre Mogi e Suzano e também vai valorizar a região, atraindo muitos investimentos.
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