sábado, 30 de julho de 2016

Moradias em Suzano: Comissão confirma denúncia e encaminha caso para o MP

Cibelli Marthos

Critérios exigidos para definir beneficiários não foram respeitados nos casos de pessoas ligadas à prefeitura
Foto: Erick Paiatto

Caso é referente às unidades do conjunto Avenida Paulista, entregues há três meses, no Jardim Monte Cristo
A Comissão de Política Social da Câmara de Suzano, que investiga possível favorecimento no programa federal "Minha Casa, Minha Vida" na cidade, identificou que alguns critérios exigidos para definir beneficiários não foram respeitados nos casos envolvendo pessoas ligadas à Secretaria de Assuntos Urbanos, então comandada por Carmem Lúcia Lorente, a Carminha.

O grupo finalizou seu relatório nesta semana e protocolou o documento no gabinete do prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB), na Presidência da Câmara e também no Ministério Público (MP), para que as investigações possam ser aprofundadas. Isso porque mais da metade das pessoas convocadas pela comissão para prestar esclarecimentos, em especial as denunciadas de possível favorecimento, não compareceu, o que dificultou o trabalho dos parlamentares.

De acordo com o presidente da comissão, o vereador Alonso Almeida (PT), o caso precisa ser melhor investigado. "Nós não temos poder de polícia, não podemos intimar ninguém e nossa maior dificuldade foi ouvir as pessoas envolvidas, porque elas não compareceram. Entregamos todo esse material para o Ministério Público, para que os promotores possam tomar as medidas que acharem necessárias", esclareceu.

O parlamentar afirmou ainda que, pelas informações coletadas, é possível dizer que nem todos os critérios do programa federal foram seguidos no caso do sorteio das unidades do empreendimento Avenida Paulista I, no Jardim Monte Cristo, há cerca de três meses. "Recebemos várias denúncias também em relação ao condomínio do lado, o Avenida Paulista II. Alguns critérios não foram respeitados", destacou.

Denúncias
Segundo denúncias divulgadas em maio deste ano pela emissora de rádio BandNews FM, pelo menos quatro pessoas tiveram o nome incluído na lista de mutuários do empreendimento sem atender as exigências do governo federal.
Um suposto esquema organizado na Prefeitura de Suzano estaria beneficiando parentes de servidores públicos e pessoas ligadas à empresa responsável por gerir o programa federal "Minha Casa, Minha Vida" na cidade.

Segundo a matéria veiculada pela emissora de rádio, o motorista da Secretaria de Assuntos Urbanos seria um dos beneficiados. Tiago Ramos de Campos teria indicado a namorada Janila Mangini, mais dois parentes dela e um dele, que mora em Junqueirópolis, a cerca de 680 quilômetros de Suzano, para receberem o apartamento.
Já o assessor político da secretária Carminha, Leonardo Barreto Faria, teria incluído na lista o nome de Carla Cristina do Lago Barreto, também parente dele.

Defesa
Em entrevista concedida no final de maio, Carminha classificou a denúncia como uma tentativa de desconstruir sua candidatura a prefeita de Suzano. Segundo ela, o caso se tratou de uma denúncia com viés político e reforçou que todas as famílias citadas foram beneficiadas sim, mas porque se enquadravam nos critérios estabelecidos pelo governo federal e pelo município.

Fonte:Mogi News

 

EM GUARAREMA: Programa 'Minha Casa Minha Vida' beneficia 304 famílias

Novo Empreendimento Residencial Pau D'alho é destinado a famílias com renda mensal até R$ 1,8 mil
Foto: Divulgação


Os dois deputados do PR, André do Prado e Marcio Alvino, participaram da entrega do empreendimento
Mais de mil pessoas foram beneficiadas ontem em Guararema pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a entrega das 304 unidades do empreendimento Residencial Pau D'alho. O empreendimento, destinado a famílias com renda de até R$ 1,8 mil (Faixa I), recebeu investimento total de mais de R$ 19,7 milhões. O evento contou com a presença do vice-presidente de Governo da Caixa, Paulo Galli, e do superintendente regional, em exercício, da Penha, Marcelo Mariano.
Localizado no bairro Nogueira, o empreendimento é composto por quatro residenciais, totalizando 304 apartamentos, divididos em sala, cozinha, dois dormitórios, área de serviço e uma vaga de garagem, com área privativa real de 46,14 m². As unidades estão avaliadas em R$ 65 mil.
Atendendo às exigências de qualidade do MCMV, o empreendimento é equipado com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.
Os dois deputados representantes do município de Guararema, André do Prado (PR), líder de Partido da República na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e Marcio Alvino (PR), participaram da entrega.
 Segundo o deputado estadual André do Prado, entregar as casas populares para quem mais precisa foi um projeto ambicioso que envolveu e mobilizou a administração municipal, e os dois parlamentares da cidade. "Estamos coroando sete anos de árduo e intenso trabalho. Não existe recompensa maior do que a alegria que estamos vendo dos rostos das famílias que, finalmente, terão um teto para morar", afirmou o deputado.
 O projeto de construção do Residencial Pau D'Alho começou a ser realizado em 2009, quando o então prefeito, hoje deputado federal, Marcio Alvino teve a ideia de construir esta obra de grande magnitude para o município de Guararema. Desde então, foram sete anos de empenho, dedicação e trabalho para convencer o governo federal a investir na cidade. "A construção de casas populares sempre foi uma grande demanda da população de Guararema, e hoje conseguimos realizar. Esse novo residencial irá atender a quem mais precisa e já reinvindica uma moradia há muito tempo. Não estamos apenas entregando um prédio, mas dignidade, respeito e segurança a todos os novos moradores do Residencial Pau D'alho", discursou o deputado federal Marcio Alvino.
Números
O Programa já beneficiou mais de R$ 11,2 milhões de pessoas, com a entrega de 2,9 milhões de moradias em todo o País.
Já no Estado de São Paulo foram entregues 513 mil unidades, beneficiando mais de dois milhões de pessoas.

Fonte: Mogi News

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ex-presidente Lula vira réu acusado de tentar obstruir a Justiça

Além dele, também tornaram-se réus outros cinco, incluindo o ex-senador Delcídio Amaral

  compartilhar: Facebook  Google+  Twitter

 postado em 29/07/2016 15:56 / atualizado em 29/07/2016 16:10
 Agência Brasil
Nelson Almeida - 28/03/2016
Nelson Almeida - 28/03/2016
Os envolvidos são acusados de tentar impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras de assinar um acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato

A Justiça Federal aceitou, nesta sexta-feira (29/7)), denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no DF contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral, e mais cinco acusados por crime de obstrução das investigações da Operação Lava-Jato.

Com a decisão, Lula e Delcídio passam à condição de réus na ação penal, além do ex-controlador do Banco BTG André Esteves, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio; o empresário José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, e o advogado Edson Ribeiro.

Leia mais notícias em Política

Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.

Na semana passada, o MPF reiterou a denúncia contra os acusados, que já haviam sido denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

No entanto, no dia 24 de junho, o ministro Teori Zavascki remeteu o processo para a Justiça Federal em Brasília, por entender que a suposta tentativa de embaraçar as investigações ocorreu na capital federal. Além disso, com a cassação do mandato de Delcídio do Amaral, nenhum dos envolvidos permaneceu com foro privilegiado na Corte.

Fonte:Correio Braziliense

Justiça aceita denúncia contra quatro por ataques racistas à jornalista Maju

29/07/2016 21h08 - Atualizado em 29/07/2016 21h11
Ela foi vítima de ataques na internet em julho do ano passado.
Grupo virou réu por racismo, injúria, falsidade ideológica e outros crimes.
Do G1 São Paulo
FACEBOOK
 Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)
Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra quatro homens acusados de planejar e executar ataques racistas em redes sociais à jornalista Maria Julia Coutinho, a Maju, em julho do ano passado, informou o Jornal Nacional.
O grupo virou réu pelos crimes de racismo, injúria, falsidade ideológica, corrupção de menores e associação criminosa na internet. Se condenados, suas penas podem chegar a 20 anos de prisão. Eles negam os crimes.
saiba mais
MP de São Paulo denuncia quatro por crimes de racismo contra Maju
MP diz que operação sobre racismo contra Maju é 'ponta de iceberg'
Maria Júlia Coutinho, a Maju, é vítima de comentários racistas no Facebook
#SomosTodosMajuCoutinho chega ao topo dos trending topics do Twitter
MP requer investigação sobre ofensas racistas a Maria Júlia Coutinho
'Eu me comporto igual no ar e fora do ar', diz Maria Júlia Coutinho
Em 18 páginas, a denúncia do MP conta como os acusados planejaram e executaram os ataques contra a jornalista, ocorrido no dia 3 de julho do ano passado. Érico Monteiro dos Santos, Rogério Wagner Sales e Kaique Batista marcaram o dia e os horários e tiveram a ajuda do profissional de informática Luis Carlos de Araujo (assista, abaixo, a reportagem sobre a investigação da Promotoria). Eles induziram outras pessoas a praticar os crimes, entre elas menores de idade.
Em dezembro, a polícia apreendeu o computador de Kaique. Na época ele negou que tivesse publicado ataques contra Maju. Érico Monteiro dos Santos, chefe do grupo, também negou participação nos crimes contra a jornalista, mas admitiu em depoimento que promovia ofensas na internet.
Quatro menores que confirmaram também ter feito as ofensas são considerados coautores e vítimas de corrupção de menores. A Promotoria da Infância e Juventude vai analisar a participação deles. O G1 não localizou a defesa dos quatro réus para comentar a decisão da Justiça.

Fonte:G1.COM