Médicos da rede estadual terão plano de carreira, comemora deputado André do Prado
Projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa concede remuneração de até R$ 14,7 mil
O Estado de São Paulo não tinha uma carreira para o médico, agora passa a ter. Com esta frase, o governador Geraldo Alckmin anunciou, hoje, a proposta do novo plano de carreira da categoria. De acordo com o deputado André do Prado, que acompanhou o anúncio, o projeto de lei complementar foi assinado e encaminhado à Assembleia Legislativa nesta quinta, 18.
O parlamentar destaca que o projeto foi assinado na data em que se comemora o Dia do Médico e se destaca por valorizar a categoria no que diz respeito à remuneração do exercício. O salário pago aos médicos que trabalham nos hospitais e serviços de saúde de administração direta do governo do Estado de São Paulo poderá chegar a R$ 14,7 mil.
Segundo o parlamentar, a aprovação do projeto pode amenizar o déficit de profissionais na região do Alto Tietê. “Apoiamos essa iniciativa do Governo do Estado a fim de que sejam garantidas melhorias no atendimento à população e nas condições de trabalho dos profissionais da saúde da região do Alto Tietê, tendo em vista que a tabela do SUS de pagamento aos médicos pelos serviços prestados não sofre reajuste há anos. Afinal, não tem saúde sem recursos humanos valorizados”, destaca André do Prado.
André do Prado exemplificou com a situação dos hospitais estaduais e Santas Casas da região. “O Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos está com grandes dificuldades de recursos humanos. Por isso, foram cobradas algumas soluções para os problemas enfrentados pelos milhares de pacientes da região. Sem dúvida é um estímulo a mais para os médicos da rede estadual e de extrema importância para ajudar a reforçar o atendimento à população usuária do SUS e do Hospital Regional”, completa.
Hoje, o salário médio de um profissional da rede estadual é de R$ 3,7 mil. "Há muita disparidade, o salário médio de um médico de 20 horas varia de R$ 2.100 a R$ 4 mil, dependendo de onde trabalha. Agora será igual", afirma o governador Alckmin. Será criada a categoria de 40 horas semanais de trabalho, visando fixar os médicos nas unidades de saúde.
Categorias
O novo plano de carreira prevê três classes: Médico I, Médico II e Médico III. O valor da remuneração de até R$ 14,7 mil será para o profissional de classe III com carga horária semanal de 40 horas e que receba o teto do Prêmio de Produtividade Médica, além de outras gratificações.
André do Prado comemora ao afirmar que o maior beneficiado desse projeto de lei é o povo de São Paulo. "A população que mais precisa, que não tem convênio, depende do SUS e não tem médico, esse é o objetivo, beneficiar a população que mais precisa", afirmou. A medida beneficia mais de 14 mil médicos que trabalham na rede estadual. A expectativa é que o projeto de lei seja aprovado dentro de 15 dias e volte para sanção do governador.
Fonte:Clarissa Johara
Taubaté é contra mandato de dois anos para o presidente
QUA, 17 DE OUTUBRO DE 2012 00:00
Do alto dos 2.896 votos que o reconduzirão à Câmara Municipal de Mogi das Cruzes a partir de janeiro do próximo ano, o vereador eleito Benedito Faustino Taubaté Guimarães (PMDB) considera “injusto” que os atuais vereadores mogianos decidam nos próximos dias, como está previsto, o tempo de duração do mandato do presidente do Legislativo. Segundo consta, além da redução do tempo regimental dos pronunciamentos, em virtude do aumento de 16 para 23 vereadores, poderá ser colocado em discussão e votação o tempo de mandato do presidente, que passaria de um ano de duração com direito à reeleição, para dois anos, sem direito ao retorno. Ou seja, a cada mandato, a Câmara ficaria nas mãos de dois únicos presidentes. Na opinião de Taubaté, a manutenção do atual tempo de mandato é importante para que haja o rodízio entre partidos e mais vereadores tenham oportunidade de comandar o Legislativo. Mas o vereador eleito questiona ainda outro ponto: “Não é racional, nem lógico que a atual legislatura decida algo que somente irá valer a partir do próximo ano, quando seis dos atuais vereadores não irão voltar em 2013, e 13 chegarão à Câmara pela primeira vez ou retornarão após terem exercido mandatos anteriores”.
Fonte:O Diário de Mogi
Gastos pressionam inflação em SP
QUA, 17 DE OUTUBRO DE 2012 09:44
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Gastos com habitação e alimentos pressionam inflação na cidade de São Paulo / Foto Divulgação
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, subiu de 0,68% para 0,77%, na segunda apuração de outubro. Dos sete grupos pesquisados, seis apresentaram aumento no ritmo de correção dos preços - entre eles os itens alimentícios (de 2,05% para 2,12%) e de habitação (de 0,25% para 0,41%).
No grupo alimentação, continuam sendo constatadas altas nos segmentos de proteínas de origem animal, entre as quais as carnes bovinas que estão custando, em média, 4,55% mais. Também aumentaram os preços do arroz (11%), do feijão (4,4%), do pão francês (2,4%), dos derivados de carne (6,59%) e do óleo de soja (3,1%) entre outros.
No grupo habitação, a pressão inflacionária foi sentida pelos consumidores, principalmente na aquisição do gás de botijão (l,87%) e nas reformas da casa, com aumento de preços dos serviços de pedreiros (2,16%), pintores (0,90%), eletricistas (0,30%) e encanadores (0,60%).
Nos demais grupos ocorreram as seguintes altas: transportes (de 0,25% para 0,32%); despesas pessoais (de 0,31% para 0,45%); saúde (de 0,37% para 0,32%); vestuário (de 0,45% para 0,47%) e educação (de 0,04% para 0,05%). (Marli Moreira – ABr)
Fonte:O Diário de Mogi
Debate tem Obama mais agressivo
QUA, 17 DE OUTUBRO DE 2012 08:50
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O candidato republicano, Mitt Romney e o presidente dos EUA, Barack Obama, se cumprimentam antes do debate na Universidade de Hofstra / Foto Divulgação
Em um debate muito agressivo, o presidente dos EUA, Barack Obama acusou ontem (16) à noite seu oponente do Partido Republicano, Mitt Romney, de ter uma política favorável ao "1% no topo", de defender companhias petrolíferas e de querer aumentar o orçamento militar.
A performance contrastou com a apatia do presidente no primeiro debate, há duas semanas, em que foi derrotado por um rival que surpreendeu pela energia.
Ontem, houve vários momentos de bate-boca, em que Romney chamou Obama de "um bom orador, que fala bem", mas que fracassou em criar empregos.
O debate ocorreu na universidade Hofstra, a 40 km de Nova York, e começou focado na economia. Romney disse que tem um plano de cinco pontos que cria 12 milhões de empregos.
Obama disse que seu opositor tem um plano "de um único ponto, que as pessoas no topo possam jogar com regras diferentes do resto".
"Você pode fazer muito dinheiro e pagar alíquotas mais baixas de impostos, mandar empregos para o exterior e conseguir dedução de impostos", atacou.
Em diversos momentos, Obama acusou Romney de mudar de lado e de propor agora ideias muito diferentes da campanha.
O formato do debate, com 82 eleitores indecisos fazendo perguntas, deixou os dois candidatos de pé na maior parte do tempo, visivelmente desconfortáveis.
A mediadora Candy Crowley, apresentadora da CNN, não conseguiu interromper os candidatos, que diversas vezes estouraram o tempo.
Quando Romney disse que seria mais duro com a China do que Obama, "por ser um manipulador de moeda", o presidente disse que seu rival fazia dinheiro justamente investindo em empresas que mudavam sua linha de produção para a China.
"Não acho que ele possa ser duro com a China", atacou. Partindo para o pessoal, ainda disse que Romney paga "14% de alíquota em sua renda, menos que muitos de vocês [os espectadores]".
Outro embate entre os dois se concentrou na energia. Romney acusou políticas ambientalistas e de regulamentação do governo de serem responsáveis pelo preço do litro da gasolina, que dobrou em quatro anos.
Obama retrucou, dizendo que o preço estava baixo em 2009, "em uma economia à beira do colapso". "Seu plano é deixar as companhias petrolíferas desenharem as politicas energéticas."
Imigrantes
Um dos momentos em que Romney conseguiu apontar inconsistências do presidente foi a partir da pergunta de uma eleitora sobre a regularização de imigrantes ilegais.
"Obama prometeu uma política imigratória e em dois anos com a maioria democrata no Congresso, não fez nada", disse Romney.
O republicano citou duas vezes a América Latina, dizendo que pretende mais acordos de livre comércio com a região.
Perguntado sobre suas diferenças em relação ao ex-presidente George Bush, Romney desconversou, dizendo que eram outros tempos. Obama disse que Romney era mais "extremo" em políticas sociais.
O terceiro e último debate ocorre no dia 22 na Flórida. A eleição presidencial, em 6 de novembro. (Raul Juste Lores – Folhapress)
Fonte:O Diário de Mogi