quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ciesp x Prefeitura Instalação de novas unidades do Sesi e do Senai provocam impasse


Ciesp x Prefeitura
Instalação de novas unidades do Sesi e do Senai provocam impasse
O diretor regional do Ciesp negou ontem que a cidade esteja próxima de ganhar os novos centros de ensino
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Manoel Camanho e Werner Stripecke, do Ciesp, reuniram a Imprensa ontem à tarde para confrontar anúncio feito pelo prefeito Bertaiolli
O diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Werner Ludwig Stripecke, convocou uma entrevista coletiva na tarde de ontem para negar que a cidade esteja próxima de ganhar novas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). O posicionamento contradiz o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), que anunciou que a cidade receberá estas duas entidades no prazo de dois anos. O anúncio do chefe do Executivo foi feito após uma reunião na capital, que contou com a presença do superintendente do Sesi e diretor regional do Senai, Walter Vicioni. 
"Eu liguei para o professor Vicioni e comuniquei sobre as notícias e ele se mostrou surpreso", afirmou Stripecke. "A escola do Senai que foi divulgada não é nossa prioridade. Numa lista de prioridades, temos o Sesi de César de Souza, a escola da Vila Industrial, e só então a nova unidade do Senai. Para esta última seria necessário um estudo, porque requer um investimento muito alto e não pode ficar ociosa", frisou o diretor regional. 
Stripecke destacou que "da forma como foram divulgados (construção em áreas cedidas por meio de comodato) os projetos do Sesi e Senai não se viabilizariam". "Foi informado que daqui a dois anos teríamos estas escolas, o que não é verdade. Para que o Sesi possa ser construído, é preciso superar uma série de exigências estatutárias, entre elas, a licitação e a doação do terreno, com escritura em nome da instituição", completou. 
"A informação como foi feita cria uma falsa expectativa. Os moradores do bairro leram os jornais e começaram a soltar fogos. Várias pessoas, até mesmo professores, já ligaram pedindo vagas. Não precisa fazer isso. Esse processo precisa ser conduzido com muito cuidado para que não fique em uma vontade de período eleitoral. Nós não precisamos criar falsas expectativas. Imaginem se amanhã a construção é inviabilizada. O Sesi quer fazer escola lá, mas precisamos de uma área de acordo para construir", ponderou o diretor regional.

"Tudo que estou falando aqui é oficial. O único que tem autorização para falar na região em nome da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Ciesp sou eu. Tudo que foi dito até agora é oficioso", criticou.

O diretor regional também descartou a construção de mais um Centro de Atividades (CAT), informação que contradiz ao anúncio do prefeito. "Mogi não comporta um novo CAT", disse.

Fonte:Mogi News

Enquete


Enquete
Agora que já começou o horário eleitoral gratuito (permitindo que os candidatos sejam mais conhecidos dos eleitores) já surgem aqui e ali levantamentos, enquetes, votação pela Internet, interesses mil de quem quer se destacar em meio à ´selva de pedra´ dos mais de 400 candidatos a vereador na cidade.
Curtidas
Uma delas está até disponível para votação no Facebook no seguinte endereço: http://enquete.vetorti.com/SP/Mogi-Das-Cruzes. A surpresa fica com as candidaturas a vereador em Mogi. Dario Júnior, Alexandre Secário, Celinho, Luiz Botelho são os que estão na frente, pois tiveram mais internautas "curtindo" suas candidaturas. 

Sem valor legal
Isso não significa, porém, que eles devam conseguir alguma cadeira na Câmara de Mogi. Mesmo porque a enquete foi baseada na opinião de quem entrou na rede social e curtiu - muitos destes podem até nem ter título eleitoral, ou domicílio eleitoral diferente, mas acabaram curtindo, de alguma forma, o candidato.


Opiniões
O site deixa bem claro que o "Enquete Eleições 2012" realiza mero levantamento de opiniões e não se trata de uma pesquisa eleitoral prevista no artigo 33 da Lei nº 9504/97. Os dados dos candidatos foram importados do sistema DivulgaCand2012 do Tribunal Superior Eleitoral e estão diponíveis publicamente em http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012.


Intenção de voto
Ao curtir a página de um candidato, o usuário não necessariamente está demonstrando intenção de voto. A contagem das curtidas é feita pelo próprio site Facebook.com e a lista é ordenada de maneira descendente, levando em consideração a quantidade de curtidas que o link do candidato recebeu. No caso de candidatos terem o mesmo número de curtidas, estes serão dispostos em ordem alfabética.


Bom e ruim
Repercutiram ontem, de maneiras diferentes, as notas dadas pela coluna sobre o "desenho" da possível Câmara de Mogi para a próxima legislatura, com os candidatos tidos com mais potenciais de votos e de serem eleitos. Quem estava na lista obviamente gostou de ter o nome citado e quem não estava não quis botar fé na projeção feita com base em avaliações feitas por quem acompanha a política na cidade há mais de 10 anos.


´Esqueceram de mim´
O vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR) mostrou a sua preocupação pelo fato de seu nome não ter sido lembrado, mas a bancada inteira do PR, segundo as fontes ouvidas, tem condições de ser eleita: Rubens Benedito Fernandes, Odete Sousa, Vera Rainho e, claro, Tobias. Aliás, o PR é tido como o partido que mais poderá fazer cadeiras - cinco no total pois, segundo estas mesmas avaliações, têm bons nomes e puxadores de votos. 

Trocando as bolas
Mas a coluna errou ontem ao falar de um dos candidatos a vereador, o capitão Felício Kamiyama, que é do PR, como Felício Tomiyama. Na verdade, Tomiyama é o sobrenome do vereador Olímpio (PSC) também um dos parlamentares citados e que pode se eleger. 

Coligação
Já a coligação nas eleições proporcionais formada pelo PSB/PC do B tem ainda o PDT como aliado. Ontem, um dos candidatos a vereador, Cléber Araújo, garantiu que tem chances. A aposta é que esta coligação fará duas cadeiras, sendo que os atuais vereadores Jean Lopes e Francisco Moacir Bezerra de Melo podem ser reeleitos conforme esta avaliação.


´Também quero´
"É a primeira vez que me candidato e precisamos de gente que desenvolva um trabalho com a comunidade", disse ele, que faz projetos na área de combate a dependência química.
Divulgação

Metralhadora
A novidade no horário eleitoral ficou com o candidato a prefeito Mário Berti (PC do B), que girou a sua metralhadora para a Câmara e criticou o papel dos vereadores.
Mercado de trabalho
O presidente do Sindicato das Agências de Empregos de São Paulo, Vander Morales, estará hoje em Mogi das Cruzes para um café da manhã com os secretários de Indústria e Comércio do Alto Tietê. A pauta é falar sobre a situação do mercado de trabalho na região. O encontro será a partir das 9 horas no Hotel Binder, em Mogi. Morales vem na cidade a convite de Gilberto Ortiz, da agência Nova Recursos Humanos.
Divulgação

Revolução
O 17º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano fará uma solenidade de assunção de comando em homenagem aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 32. O evento será realizado nesta sexta-feira. Após o término da solenidade militar, que será realizada no Largo do Rosário, será desencadeada operação policial na região de Mogi das Cruzes.
Jantar dançante
O 17ºBPM/M estará promovendo ainda, um Jantar Dançante com o tema "Anos heróicos da Força Pública", caracterizado nos anos de 1930, com exposição de carros antigos e homenagens aos 80 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 no Clube Vila Santista, a partir das 20 horas.

Fonte:Mogi News

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Comissão quer descriminalização



Comissão quer descriminalização


Comissão de especialistas apresenta projeto de descriminalização / Foto Divulgação

Uma comissão formada por médicos, juristas, pesquisadores e representantes de entidades apresentou à presidência da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (22), um pré-projeto de lei que pretende descriminalizar o uso das drogas.

A proposta transforma o uso de todas as drogas (hoje classificado como um crime, mas sem prisão prevista) em infração administrativa, desde que a quantidade apreendida seja para um consumo de até dez dias.
A quantidade máxima de cada droga deve, segundo o texto, ser definida pelo governo em regulamentação posterior. Em Portugal, por exemplo, a quantidade máxima para a maconha é de 25 gramas, segundo Pedro Abramovay, diretor de campanhas da Avaaz (site que colheu mais de 100 mil assinaturas para este pré-projeto).
De acordo com Abramovay, a ideia é trazer para o Brasil um modelo adota em Portugal há mais de dez anos, em que o usuário pego com drogas não é levado pela polícia; é encaminhado para uma comissão de médicos e juristas, que define multa ou advertência e um possível encaminhamento para o atendimento médico.
Ele argumenta que a lei das drogas foi mudada em 2006 com o objetivo de reduzir o número de pessoas presas, ao permitir que o usuário não fosse preso. Mas, como a lei manteve o uso como crime e não definiu quantidades, continua ele, os usuários passaram a ser classificados como traficantes.
"Hoje, se você é pobre, é traficante. Se é rico, é usuário. Pela primeira vez, a droga é o crime que mais prende no Brasil. Passamos de 62 mil presos em 2006 para 125 mil em 2011", diz ele.
Uma proposta na mesma linha foi fechada pela comissão de juristas, que propôs este ano a reforma do Código Penal ao Senado. Lá, segundo Abramovay, a ideia era descriminalizar quantidades para até cinco dias, mas não havia a proposta de uma comissão para avaliar caso a caso.
Não seria crime, mas não seria legalizado
Abramovay argumenta que, nos países que descriminalizaram o uso, não houve aumento de consumo. "Não é a legalização, a liberação. Podem ficar absolutamente tranquilos, não é uma medida que aumenta o consumo. Permite que se trate melhor o doente."
A proposta é encabeçada pela Comissão Brasileira Sobre Drogas e Democracia, presidida pelo presidente da Fiocruz (Ministério da saúde), Paulo Gadelha.
"O mais importante é tirar a ideia de que o dependente de drogas, como o de álcool e tabaco, é um criminoso. Ele precisa de tratamento", afirma.
Gadelha admite que o país, hoje, não tem estrutura adequada para tratar todos os usuários de drogas, e diz que esse não pode ser um impedimento. "Temos que nos preparar para atender."
A proposta foi apresentada ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que disse que colocaria a proposta no e-democracia, site oficial da Casa que promove debates.
Segundo Abramovay, a expectativa é que um projeto de lei seja apresentado entre o final do ano e o início do próximo por um grupo de deputados -encabeça a iniciativa o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), integrante da comissão.

Fonte:O Diário de Mogi






Marcha provoca tumulto no Planalto



Marcha provoca tumulto no Planalto


Manifestação provoca tumulto em frente ao Palácio do Planalto / Foto ABr

Uma manifestação de representantes de movimentos de trabalhadores do campo provocou tumulto na manhã desta quarta-feira (22) em frente ao Palácio do Planalto. Cerca de 7.000 manifestantes da marcha camponesa -segundo estimativa da polícia- tentaram invadir o Palácio e chegaram a derrubar as grades instaladas para a proteção da estrutura.
Por causa do tumulto, a tropa de choque do Exército e o batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram chamados para reforçar a segurança presidencial. Na tentativa de conter o grupo, os policiais utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e cacetetes. Os policiais também contaram com cachorros para conter os manifestantes.
O movimento, que realizou uma marcha pela Esplanada dos Ministérios, contou com representantes de cerca de 37 entidades, como a Via Campesina, o MST, a CUT e até o Greenpeace.
O "Encontro Nacional Unitário de Trabalhadores e Trabalhadoras, Povos do Campo, das Águas e das Florestas", reivindica entre outros temas, a reforma agrária como política essencial de desenvolvimento "justo, popular, solidário e sustentável".
Diante da manifestação, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, desceu até o saguão do Palácio do Planalto e recebeu uma comissão de dez mulheres que representava o movimento. O ministro conversou com o grupo e chegou a reclamar porque a manifestação "não foi tranquila". O ministro também recebeu dos manifestantes um documento com as reivindicações do grupo e prometeu encaminhá-lo à presidente Dilma Rousseff.

Fonte:O Diário de Mogi