Não há riqueza igual à saúde do corpo.
Nem prazer que se compare às alegrias da alma.
Abraço do Luizinho da Vila
Social
Social Carlos Clery e Bel José
A Polícia Federal suspeita que Santiago tenha servido como laranja de Cachoeira / Foto Divulgação
Conversas telefônicas apresentadas pelo relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), indicam que o empresário Carlinhos Cachoeira e sua mulher, Andressa Mendonça, já eram os ocupantes de fato da casa que pertencia ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), dois meses antes do registro da venda do imóvel em cartório.
Perillo nega que tenha feito qualquer negócio com o empresário, preso sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro desde 29 de fevereiro. O governador afirma que a casa foi vendida por R$ 1,4 milhão ao empresário Walter Paulo Santiago. A Polícia Federal suspeita que Santiago tenha servido como laranja de Cachoeira, que foi preso neste mesmo imóvel em fevereiro deste ano. Santiago nega.
A transcrição dessa conversa, gravada, segundo Cunha, no dia 9 de maio de 2011, foi apresentada ao arquiteto Alexandre Milhomem, que presta depoimento à CPI do Cachoeira hoje.
Uma semana antes, em 2 de maio, Perillo havia recebido de um assessor seu o último de três cheques emitidos pela empresa Excitant Confecções, pertencente a uma cunhada de Cachoeira. O tucano afirma nunca ter atentado para o emitente dos cheques. O registro em cartório ocorreu apenas em 13 de julho de 2011, em nome da empresa Mestra Participações, administrada por Walter Paulo Santiago.
Milhomem confirmou à CPI que foi contratado por Cachoeira e Andressa Mendonça para fazer a decoração interna do imóvel. Ele afirma que foi chamado para esse serviço em julho, data que casaria com a escritura da transação da casa. No entanto, disse não ter certeza da data correta após confrontado com a transcrição de conversa entre ele e Cachoeira. No diálogo, lido por Odair Cunha, Milhomem afirma ao empresário estar aguardando liberação para entrar no condomínio onde ficava a casa de Perillo.
Antes disso, ele afirma que tinha sido contratado no fim de fevereiro por Cachoeira e Andressa para fazer o projeto de uma nova casa, que seria construída futuramente. Para esse serviço, o arquiteto afirma ter cobrado R$ 50 mil, a serem pagos em cinco parcelas de R$ 10 mil. Os áudios interceptados pela Polícia Federal indicam exatamente esse valor, mas não deixam claro qual era o serviço.
Milhomem diz que depois disso, por volta de abril, Cachoeira e Andressa lhe disseram para interromper o projeto da nova casa. Como o serviço inicialmente contratado, segundo ele, não foi concluído, o arquiteto afirma que os clientes ficaram com crédito e que, com isso, os serviços de decoração interna em uma outra casa --a vendida por Perillo-- foram cobertos pelos mesmos R$ 50 mil inicialmente acertados. (Folhapress)
Fonte:O Diário de Mogi
Ministro do STF foi bastante pressionado para liberar o processo do mensalão / Foto Fabio Rodrigues Pozzebom
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski avisou nesta terça-feira (26) ao presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, que seu voto sobre o processo do mensalão está pronto, liberando o caso para ser julgado a partir do início de agosto.
Após críticas sobre a demora para finalizar o voto, Lewandowski disse que foi a revisão "mais curta da história do Supremo". "É o voto-revisor mais curto da história do Supremo Tribunal Federal. A média para um réu é de seis meses. Eu fiz das tripas coração para respeitar o que foi estabelecido pela Suprema Corte."
Ontem, ele havia dito que poderia usar o prazo total para a revisão, que acabava na sexta-feira (29), atrasando o início previsto do julgamento - 1º de agosto - em cinco dias.
O ministro recebeu o relatório do ministro Joaquim Barbosa no fim de dezembro do ano passado e iniciou seu trabalho no início deste ano, levando cerca de seis meses para revisar a ação do mensalão, que envolve 38 réus.
Com a liberação da ação penal, o julgamento sobre o caso ainda poderá começar no dia 1º de agosto, basta que a presidência do STF publique uma edição extra do Diário de Justiça ainda nesta terça-feira (26). O ministro Ayres Britto estuda, neste momento, se tal possibilidade é viável.
Isso ocorre porque para que o processo seja pautado é preciso, inicialmente, publicar a notícia de que o revisor do processo liberou o caso para ser julgado. Depois disso, aguarda-se 24 horas para que a acusação e a defesa sejam informados sobre o fato e mais 48 horas para agendar o tribunal.
Se a publicação acontecer nesta terça-feira (26), tais prazos se encerram na sexta-feira, último dia útil, antes do recesso. O caso, portanto, poderia começar a ser julgado na primeira sessão do semestre que vem, dia 1º de agosto. Caso a liberação de Lewandowski só seja publicada amanhã, o julgamento poderá começar no dia 2 de agosto, ocorrendo um atraso de apenas um dia. (Folhapress)
Fonte:O Diário de Mogi