Márcio Júnior - Divulgação
SINALIZADO O flagrante do buraco com faixa de tráfego foi flagrado, ontem, na Rua José Cury Andere, próximo à Rua Jardelina, no Bairro Alto do Ipiranga
Fonte:O Diário de Mogi
Nem Mogi, nem Santa Isabel, cidades onde o desenhista Mauricio de Sousa viveu sua infância e juventude. O Museu da Turma da Mônica, que deverá abrigar, entre outras coisas, originais de desenhos de Mauricio, 15 esculturas e quase 100 pinturas do grande artista brasileiro, deverá ocupar o casarão da família Franco de Mello, considerada a construção mais antiga existente na Avenida Paulista, no coração financeiro de São Paulo. A exemplo de outros anunciados empreendimentos, a Curadoria da Mauricio de Sousa Produções enfrenta um problema para concretizar o projeto: o orçamento de R$ 100 milhões, que ainda não conseguiu empolgar eventuais patrocinadores. Segundo Marcelo Duarte, editor do Guia dos Curiosos, especialista em curiosidades da vida paulistana, o casarão Franco de Mello é de 1905 e pertence ao primeiro lote de construções residenciais feitas para abrigar famílias da alta sociedade que fugiam do já superlotado Centro de São Paulo. O imóvel está tombado pelo Condephaat desde 1992 e encontra-se cedido em comodato para Renato Franco de Mello, um dos herdeiros. A instalação do Museu da Turma da Mônica poderia ajudar a família na manutenção do imóvel que já exige alguns serviços especiais. De acordo com Jacqueline Mouradian, curadora da MSP, houve outras propostas para Mauricio instalar o Museu, entre elas uma de Mogi das Cruzes, "mas o foco do desenhista está na Capital", afirma.
Fonte:O Diário de Mogi
SILVIA CHIMELLO
Especial para O Diário
A Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal já concluiu o relatório, elaborado para apurar as denúncias de irregularidades feitas por funcionários contra a coordenadora da Central de Regulação do Serviço Móvel de Urgência (Samu), Marly Inês dos Reis Monteiro Garcia. O texto conclusivo sobre a matéria deverá ser apresentado em plenário e votado na próxima semana, antes de ser enviado ao prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), que dará o parecer final sobre o assunto e decidirá se vai ou não mantê-la no cargo.
Os integrantes da Comissão, vereadores Mauro Araújo (PMDB) e Francisco Moacir Bezerra (PSB), o Chico Bezerra, preferiram não antecipar a conclusão do relatório, mas deixaram transparecer que as denúncias foram confirmadas pelas pessoas convidadas para relatar os problemas envolvendo a chefe do setor, acusada de utilizar as ambulâncias para outros serviços e também de xingar os motoristas.
Desde que o processo administrativo foi instaurado, os vereadores ouviram 10 pessoas envolvidas. Dentre as denúncias feitas há mais de dois meses e levada à plenário pelo vereador Nabil Safiti (PSD), há ofensas aos motoristas com palavras de desestímulo, como "burro", "idiota" e "cafajeste". Há ainda informações do uso de uma ambulância para ir até Sorocaba buscar móveis para o Samu, além da utilização do veículo para levá-la em reuniões, prejudicando o serviço de atendimento à população. Caso a matéria seja aprovada pela maioria dos vereadores, a Comissão de Saúde vai encaminhar o relatório ao prefeito, sugerindo as medidas que consideram cabíveis para o caso.
Além deste assunto, outras denúncias foram apresentadas durante a sessão de ontem pelo presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara, o vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), que apresentou uma série imagens, no telão do plenário, feitas no Distrito de Jundiapeba, mostrando a situação de pessoas em condição de rua e de alguns pontos que estão sendo ocupados por usuários de drogas e de álcool.
Diante da situação das precárias mostradas, onde pessoas vivem em ambientes constrangedores, em meio de lixo e ratos, o vereador pediu mais empenho do poder público. "Gostaria que a Prefeitura prestasse mais assistência, oferecendo pelo menos uma alimentação, uma sopa e banhos para esses indivíduos", ponderou. O vereador disse que está aguardando respostas do requerimento aprovado na semana passada, solicitando informações sobre os projetos que vêm sendo desenvolvidos pela Administração Pública na área de Promoção e Assistência Social.
Os vereadores também aprovaram ontem o projeto de lei do Executivo que autoriza o contrato de repasse celebrado com o Governo Federal para implantação de um centro esportivo na Vila Jundiaí, a exemplo do acordo firmado para as obras da Praça da Juventude.
Fonte:O Diário de Mogi
BRASÍLIA
Alvo da base aliada na CPI do Cachoeira, especialmente do PT, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusou ontem os réus do mensalão de serem os mentores de ataques contra ele. Parlamentares envolvidos na investigação contra a organização criminosa chefiada por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, afirmam que o procurador-geral prevaricou, pois havia indícios das ações de Cachoeira e de seus elos com políticos desde 2009, na Operação Vegas, conduzida pela Polícia Federal.
Questionado se o principal interessado em fomentar as críticas contra ele seria o ex-ministro José Dirceu, Gurgel reagiu, sorrindo: "Eu acho que é notório. Fatos notórios independem de prova". Dirceu foi apontado pelo Ministério Público como o chefe da quadrilha do mensalão.
"Eu tenho dito que na verdade o que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão", afirmou Gurgel. "Acho que, se não réus, há protetores de réus como mentores disso."
As acusações contra ele, insinuou o procurador, seriam uma estratégia dos réus do mensalão para fragilizar a acusação da Procuradoria e atingir também seus julgadores - ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos nomes são citados em algumas conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal. Há um movimento no Congresso para convocar o procurador-geral a depor na CPI do Cachoeira.
"Esse (o mensalão) é o atentado mais grave que já tivemos à democracia brasileira. É compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essas posturas de querer atacar o procurador-geral e querer também atacar ministros do Supremo com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do STF", disse.
"Há pessoas que foram alvo da atuação do Ministério Público e ficam querendo retaliar. É natural isso. E há outras pessoas que têm notórias ligações com pessoas que são réus no mensalão", acrescentou, sem tergiversar.
Ofensiva - Na tentativa de pôr Gurgel contra a parede, parlamentares da base iniciaram ontem mesmo um movimento para convocar a subprocuradora da República Cláudia Sampaio. A convocação da mulher de Gurgel é defendida majoritariamente por petistas. Foi Cláudia quem informou ao delegado Raul Alexandre Marques, responsável pela Operação Vegas, em setembro de 2009, não ter encontrado elementos jurídicos que fundamentassem um pedido de investigação do Supremo na ocasião.
"Não vou cumprir o papel de inocente útil de pessoas que querem desmoralizar o procurador- geral na véspera do julgamento do mensalão", reagiu o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), um dos integrantes da CPI.
Em depoimento na terça-feira, o delegado Marques disse que Gurgel não deu prosseguimento às investigações da Vegas, que detectou indícios de crimes praticados por três parlamentares.
A estratégia montada no bunker do PT foi a de insuflar a convocação de Cláudia Sampaio para atingir Gurgel sem precisar chamá-lo para depor na CPI. "É preciso checar as declarações do delegado com os documentos da Operação Vegas. Se for confirmado, temos de ver se foi o procurador-geral o responsável ou outra pessoa abaixo dele", disse o senador Wellington Dias (PT-PI).
Fonte:O Diário de Mogi