domingo, 2 de outubro de 2011

Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XIX)

O início da ditadura militar, nos anos 60, trouxe consigo uma série de arbitrariedades que iriam se agravar com o correr do tempo. Na transição rápida demais de um estágio a outro de governo, quem tinha um mínimo de autoridade e valia-se dela para fazer o que bem entendesse. Era a época da caça às bruxas e Mogi das Cruzes não ficou de fora dela. A Cidade naquela época tinha um delegado de Polícia com jeitão de xerife, o qual participava ativamente da vida administrativa do Município. Para azar de Waldemar Costa Filho, que dava seus primeiros passos na política, o delegado era seu adversário e logo decidiu tirar proveito do momento para classificar o desafeto como "inimigo do regime" e mandar prendê-lo. Waldemar estava na Sometra, revendedora de caminhões de sua propriedade, quando foi surpreendido por dois policiais que pediram para que ele os acompanhasse até Delegacia de Polícia. Waldemar concordou em seguir com eles, desde que fosse dirigindo o seu próprio carro, um Fusca, que fazia grande sucesso à época. Antes de chegar à Delegacia, ficou sabendo por um dos policiais, que o objetivo do delegado era mandá-lo, de cabeça raspada, para o Raul Soares, um navio que ficava ancorado próximo ao Porto de Santos, e de onde muitos presos políticos desapareceram. Waldemar desceu do carro, em meio a um tumulto que se formou no DP. E bastaram segundos de hesitação da escolta para que ele voltasse rapidamente ao Fusca e o colocasse em movimento, dando início a uma fuga cinematográfica. Contra as velhas "peruas" da Polícia Civil, ele usou a habilidade de piloto de kart e a velocidade do Fusca quase zero. Tomou o caminho de Salesópolis e desapareceu. Foi, na verdade, para o Cocuera, onde o amigo e vereador Taro Konno o abrigou em seu sítio, até que a situação se acalmasse e ele pudesse voltar à vida política da Cidade. Em 1968, Waldemar seria eleito prefeito de Mogi pela primeira vez, dando início a uma longa série de quatro mandatos.


No ar


Aterrissou neste final de semana, no Aeroporto de Congonhas, onde ficará baseado, o Citation, jato executivo birreator, novo brinquedo do empresário Henrique Borenstein. O novo helicóptero, já encomendado (e pago!) chega em dezembro.


Calor


A temperatura subiu, o movimento para as praias de Bertioga cresceu e congestionou ontem a Perimetral, em Braz Cubas, logo pela manhã. Só o pessoal do Trânsito não deu as caras por lá.


Como antes


O empresário Eduardo Gomes deu por encerradas as tratativas com a Lopes Consultoria em torno do controle de sua Eduardo Imóveis. Nada muda.




Candidato


Cid Torquato é esperado em Mogi assinar filiação partidária. É candidato a vereador no ano que vem.


Sopa de letrinhas


A candidatura do prefeito Bertaiolli à reeleição pelo PSD já tem o apoio dos seguintes partidos: PSDB, PMDB, PSB, PDT, PSC, PV, PC do B, PSDC, PR, PRB e... possivelmente, o DEM.


Fonte:O Diário de Mogi

Apafi terá sede no Parque Santana

EM FRENTE Representantes da Apafi lançaram oficialmente ontem as obras para a construção de unidade
Danilo Sans
A Associação de Pais e Amigos Portadores de Fissura Lábio-Palatais de Mogi das Cruzes (Apafi-MC) fez ontem o lançamento da obra de sua nova sede, no Parque Santana. A construção já havia começado, mas houve um impasse entre a Prefeitura e a instituição por conta do terreno, que foi doado em 2004 onde agora está instalada a Praça Deputado Federal Paulo Kobayashi, conhecida como Praça do Oito.


Moradores chegaram a sugerir que a área fosse utilizada como uma extensão dos equipamentos para a prática de caminhadas e esportes. A Administração chegou a oferecer um outro terreno para que a instituição pudesse se instalar, mas não houve um consenso.


Conforme diz a presidente da entidade, Maria Eugênia Alckmin Claudino, as obras devem continuar no espaço original. "O pessoal da Prefeitura ficou de mandar uma lista de locais disponíveis, mas não recebi nada. Tivemos o maior trabalho para conseguir regularizar o terreno, o alvará para a construção e levantar as doações, então não posso deixar parado. A empresa que cedeu os materiais quer vê-los sendo utilizados", fala.


Há cerca de um mês, nossa reportagem foi à praça, que tinha uma parte cercada pela obra, mas nenhuma informação para os frequentadores. Essa, aliás, foi a principal reclamação apresentada pelos usuários. No entanto, a presidente da entidade diz que um mutirão foi feito e as pessoas foram informadas sobre o que estava sendo construído ali, e sobre a função da associação. "Mostramos nossos serviços e o pessoal nos recebeu muito bem, e alguns ainda se propuseram a nos ajudar", fala.


A Apafi presta serviços gratuitos a pessoas com deficiências labiopalatais ou craniofaciais, com atendimento fonoaudiológico, psicológico e social, além de encaminhamento a cirurgias em centros de referência. Atualmente atende a 120 pessoas da Região. A sede fica na Rua Salvador Cabral, no Mogilar, e é alugada. De acordo com Maria Eugênia, parte dos recursos para manutenção do local é proveniente de verba municipal. "Mas não é suficiente, então complementamos com bazares e eventos realizados aqui".


Fonte:O Diário de Mogi

PSDB deve assumir centro-direita

Aloysio vai ao Plenário pedir royalties para educação
No Brasil dos anos 90, o PSDB se dispôs a dar uma guinada rumo a políticas ditas de centro-direita. Fez reformas, vendeu empresas e modernizou o Estado, que estava desestruturado e insolvente. Deu certo e ele ficou oito anos no poder. Então, não faz sentido se dizer agora que lhe roubaram as bandeiras da social-democracia e que ele ficou sem discurso. O partido - que nem consegue se entender internamente, como explicitou o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) - tem de defender o que fez e assumir-se dentro daquele espaço político.
Esse é o ousado conselho que dá aos tucanos a americana Frances Hagopian, uma estudiosa dos partidos brasileiros. "Acredito que eles podem se destacar nesse espaço de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso", diz a professora da Universidade Harvard. "Precisam mostrar o que fizeram, ser fiéis a si mesmos."
O fenômeno não é novo, avisa. "Na Inglaterra, Tony Blair levou os trabalhistas para o centro e deixou os conservadores sem chão. No Chile, a Concertación criou uma ampla agenda que confundiu os partidos."
Em São Paulo, onde participou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de um debate no Centro Ruth Cardoso, ela explica, nesta entrevista: 


Há uma grande insatisfação, no Brasil, com os partidos e os políticos. O governo tem uma aliança de 14 partidos, manda demais, domina o Legislativo...
É a mesma queixa que se faz no Chile, em países da Europa, até nos Estados Unidos. Lá a Casa Branca envia uma reforma da saúde, ou leis para o meio ambiente, e elas ficam 18 meses, até mais, encalhadas. Isso de fato complica a democracia, pois os governos acabam não dando respostas a questões urgentes da sociedade. Mas acho que, no geral, a democracia amadureceu por aqui, está melhor do que há 20 anos. Os partidos, pelo menos os grandes, se fortaleceram. Refiro-me a dois ou três, os âncoras, com grandes bancadas e com presidenciáveis.


Um desses âncoras, o PSDB, vive um momento difícil. O PT incorporou as bandeiras da social-democracia e ele perdeu espaço, votos e o discurso. De que modo deveria reagir?
Nos anos 90, na Inglaterra, ocorreu o mesmo. Tony Blair levou o Partido Trabalhista para o centro e os conservadores ficaram sem chão - e isso durou 15 anos. Também no Chile se fez a Concertación e foi a mesma coisa. Isso é parte do jogo.
Mas aqui o PSDB precisa encontrar um rumo. De que modo?
O que a democracia social viveu aqui foi interessante. Por razões ideológicas, que eu entendi, o partido deu um primeiro passo à direita, para reformar o Estado. Perceberam que não dava para avançar em saúde ou educação com um Estado desestruturado, na bancarrota. Precisavam recuperar a solvência fiscal, vender as empresas de aço, depois outras, fazer uma reforma administrativa, a previdenciária. E veja, foi o PSDB que deu essa guinada para a centro-direita. Pois agora devia assumir o que fez, valorizar metas como os investimentos na infraestrutura, sanear o sistema fiscal. Acredito que eles podem destacar-se nesse espaço, de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso.
Mas uma guinada para a direita, por menor que seja, é política e eleitoralmente arriscada. No Brasil "é proibido" ser de direita...
Não estou dizendo que um partido da social-democracia deva "se reinventar" como partido de direita. A coragem de que falo é para debater metas concretas, ousadas. Seria um bem para o País. O debate político aqui tem áreas de consenso, como melhorar a educação, que é tarefa urgente para se chegar à justiça social. Mas você pode ter um grande projeto, que inclua novas reformas, modernizar portos, atacar de fato toda a infraestrutura. Isso pode ser feito de diferentes maneiras, e uma delas é diminuindo o tamanho do Estado, para recuperar recursos e destiná-los, aí sim, às urgências sociais. Como se vê, estas são causas da social-democracia. Sei que isso nos leva a outra questão, que é a de definir o que é uma social-democracia em 2012. É um bom debate. Sabemos que ela é certamente diferente dos anos 90 ou dos anos 70. O País teria muito a ganhar abrindo essa discussão.
Como fica o PT nesse cenário?
O problema das esquerdas, como já se viu na Europa, sempre foi descobrir como se manter fiel às suas bases e moderar o discurso para ganhar eleições. O PT fez isso em 2002. No longo prazo, esse movimento para o centro pode matar sua identidade como partido de esquerda. Se isso se agravar, aparece outro partido de esquerda e lhe toma o lugar.


Enfim, a sra. acha que a insatisfação política no Brasil é apenas parte de uma crise maior?
Eu não acho que o Brasil esteja vivendo uma crise. Há diferenças de opinião, dentro da normalidade. E olhe que, hoje, a normalidade não é pouca coisa.


Fonte:O Diário de Mogi

PDT indica Paulinho à Prefeitura

O PDT decidiu ontem, em Convenção Estadual realizada na Capital paulista, a indicação do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, como pré-candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. Sentado ao lado do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassabaaulinho teve seu nome gritado pelo público presente à Convenção No evento, além de Kassab e lideranças do PDT, estavam presentes também o presidente estadual do PT, Edinho Silva, e o ministro do Trabalho Carlos Lupi, do PDT.


Durante discurso, Kassab defendeu a indicação do atual presidente da Força Sindical ao cargo. "Terei orgulho e satisfação se puder passar o bastão de prefeito para o Paulinho", disse.


Após participar da Convenção, entretanto, Kassab disse que ainda não definiu o apoio a um candidato. "O PDT é um partido aliado no governo (municipal) e acho correto e legítimo o PDT ter um candidato", disse a jornalistas.


Kassab destacou que essas alianças podem ocorrer no primeiro ou no segundo turno e que é natural que os partidos optem por indicar candidatos próprios. O mesmo poderá ser feito pelo PSD, o partido recém-criado pelo prefeito paulistano. Essa possibilidade, entretanto, deve ser descartada caso José Serra, do PSDB, resolva se candidatar. "Se ele for candidato, terá meu apoio", destacou.


O prefeito também pontuou outros nomes para os quais daria seu apoio. É o caso do senador Aloysio Nunes, do PSDB; do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que ingressou no PSD; do Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge; e do secretário municipal de Planejamento, Francisco Vidal Luna. Todos eles, segundo Kassab, resistem à ideia de se candidatarem.


Questionado sobre a possibilidade de Aloysio Nunes deixar o PSDB e ingressar no PSD, Kassab afirmou que teria orgulho em tê-lo no partido, mas afastou a possibilidade. "Já vi declarações de que ele ficará no PSDB", ressaltou.


Fonte:O Diário de Mogi