O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou nesta quarta-feira (14) que a nova meta de geração de empregos formais em 2011 deve ficar entre 2,7 milhões e 3 milhões de postos.
Na sexta-feira (9), Lupi já havia adiantado que a meta de geração de 3 milhões de novos empregos em 2011 não seria cumprida.
"Vamos ter um cálculo mais preciso a partir do mês que vem", afirmou o ministro ao comentar os resultados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
A revisão da meta foi informada hoje durante divulgação do Caged, que apontou para a criação de 190.446 mil vagas com carteira assinada em agosto.
Esse resultado é 36,3% menor do que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 299.415 postos de trabalho. Esse número, no entanto, é maior do que o verificado em julho deste ano, quando foram geradas 157 mil vagas.
O resultado é decorrente da contratação de 1,830 milhão de pessoas e da demissão de 1,639 milhão de trabalhadores.
ACUMULADO DO ANO
Entre janeiro e agosto, foram geradas 1,825 milhão de vagas, número 16,8% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado, quando o Brasil abriu 2,195 milhões de postos de trabalho.
De acordo com os dados, de janeiro de 2003 a julho de 2011, foram gerados 17,209 milhões de postos de trabalho.
Fonte:Folha.com
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Governo revisa PIB para baixo e diz que 'desaquecimento não assusta'
A presidente Dilma Rousseff confirmou na manhã desta quarta-feira, ao falar com a imprensa, que o governo reavaliou a previsão de crescimento da economia abaixo da projeção oficial de 4,5%. Segundo Dilma, o governo vai "fazer um esforço para chegar a 4%, 4 e pouco".
Reportagem da Folha mostrou recentemente que a equipe econômica estimava um crescimento menor, em torno de 3,7%, por causa das incertezas na economia internacional.
Brasil deve gerar de 2,7 e 3 mi de empregos, diz ministro do Trabalho
Criação de postos de trabalho recua 36% em agosto, aponta Caged
Crise global volta a testar capacidade de reação do BC
Brasil dá 'sinais mais claros' de desaceleração, diz OCDE
A declaração da presidente acontece instantes antes da divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), prevista para hoje às 12h30. Esse indicador antecipa o comportamento do PIB (Produto Interno Bruto).
Segundo Dilma, revisões, para cima ou para baixo, "são absolutamente normais". "Nós contamos com o último trimestre para dar um ressurgimento", disse ela, ao comentar o desempenho da economia nos primeiros trimestres do ano e o impacto deles no PIB (Produto Interno Bruto).
Dilma afirmou que o governo está com "quase todos os seus programas em ritmo de cruzeiro" e que os investimentos do governo federal irão diminuir o impacto da crise na economia interna.
Perguntada sobre o perigo do desaquecimento da economia, Dilma disse que "não assusta". "O desaquecimento ou o superaquecimento, seja qualquer um dos dois, nós temos que ficar sempre alertas, porque queremos o Brasil crescendo a taxas que sejam compatíveis para nossa economia, que levem em conta a inflação e a necessidade de criação de emprego".
Ela citou as políticas de redução de impostos como medidas de fortalecimento da renda e de melhoria do consumo. "Nós não temos um quadro de restrição do consumo no Brasil", afirmou, citando ainda o "crédito pujante",ampliado por outras medidas governamentais.
Ao falar da crise internacional, Dilma disse que "é impossível que o Brasil tenha o tipo de crise similar ao que está acontecendo nos EUA e na zona do Euro". "Não temos no Brasil nenhum princípio [como os] que estão regendo as economias desenvolvidas, que é recessão, recessão, recessão. Aqui queremos crescimento, crescimento, crescimento".
E voltou a dizer que o problema da economia mundial não é a falta de recursos, mas "a falta de decisão política para investir".
PIB
No dia 2, data da divulgação do PIB, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia dito que o crescimento da economia brasileira está caminhando para terminar o ano mais para 4% do que para 4,5%.
Ao comentar o resultado do PIB no segundo trimestre do ano, o ministro afirmou que espera o mesmo resultado, de 0,8%, no terceiro trimestre e uma aceleração no último trimestre do ano. Para 2012, o Ministério da Fazenda continua projetando um crescimento de 5%.
Fonte:Folha.com
Heloísa Helena deve trocar PSOL por partido de Marina
Sem espaço no PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena decidiu embarcar no projeto de Marina Silva, que deixou o PV em julho e estuda criar um partido para se candidatar à Presidência de novo em 2014, informa reportagem deBernardo Mello Franco, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Suplicy e Cristovam participam de movimento ligado a Marina
Marisa Cauduro/Carol Guedes/Folhapress
Sem espaço no PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena decidiu embarcar no projeto de Marina Silva, que deixou o PV em julho
Elas ensaiaram a união ano passado, quando Heloísa quis ser vice de Marina, mas os socialistas vetaram a ideia para lançar a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio.
A alagoana renunciou à presidência do PSOL depois da eleição, e agora autorizou a amiga a usar seu nome no movimento suprapartidário que deve dar origem a uma sigla sob sua liderança.
Leia mais na edição da Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
Fonte: Folha.com
Alckmin aposta que Afif será o candidato de Kassab
Em encontro com a cúpula do DEM ontem, o governador paulista Geraldo Alckmin tentou costurar o apoio do partido ao nome tucano que disputará a Prefeitura em 2012 e disse concordar com a avaliação dos aliados de que o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, será o candidato do prefeito Gilberto Kassab.
Alckmin reuniu-se com o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), o líder do partido na Câmara, ACM Neto, e o presidente municipal do partido, Alexandre de Moraes. Acompanhado do secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, o tucano concordou com a leitura dos presentes de que Kassab lançará pelo PSD alguém para defender a sua administração e que esse nome será o do vice-governador.
Em março, Afif anunciou que sairia do DEM para acompanhar Kassab na criação do PSD. A movimentação não foi bem vista pelo governador, já que o prefeito deve ser virtual adversário na sua reeleição em 2014. A decisão de Afif lhe custou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Tucanos e democratas avaliaram que Kassab está preparando a candidatura de Afif e que o nome do secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Jorge, teria sido um "balão de ensaio". Além de ser próximo a Kassab, Afif pode disputar a Prefeitura sem ter de desincompatibilizar do cargo de vice-governador.
De acordo com relatos, Alckmin insistiu na dobradinha PSDB-DEM no ano que vem e destacou a importância do candidato tucano ter tempo de TV.
Após o questionamento pelo DEM de que o PSD de Kassab pleiteava a vice no cenário com José Serra candidato, houve a sinalização por parte dos tucanos de que o posto poderia ficar com o DEM, numa aliança com outros nomes. Alckmin sustentou que haverá prévias para escolher o candidato e fez explanação sobre três que se colocaram na corrida: os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) - não foi mencionado o deputado Ricardo Tripoli. Embora Alckmin não tenha apontado suas preferências, os aliados acham que Covas tem seu apoio.
Fonte:Estadão.com
Assinar:
Postagens (Atom)
